ESTUDANDO O LIVRO DE TIAGO
INTRODUÇÃO
Quem nada se diverte,testa resistência,pois está na superfície
Quem mergulha?
. Conhece coisas inimagináveis
. Está no fundo
ELUCIDAÇÃO
Há uma tendência no cristianismo para uma vida superficial
. Contenta-se com o lúdico
. Contenta-se com rituais
. Zela apenas pelo estereótipo religioso ( tem tudo de "crente",mas é só a capa )
. Vida adquirida,comprada como se fosse um consórcio
Tiago queria fortalecer e encorajar cristãos judeus dispersos
. Viviam em oposição
. Tentados a viverem uma vida superficial
Tiago os desafia a viverem uma vida cristã profunda ( prática )
TEMA : VIVENDO UMA VIDA CRISTÃ PROFUNDA
1. UM COMPORTAMENTO CRISTÃO ( Tiago 1 )
2. FÉ CONFIRMADA PELAS OBRAS ( Tiago 2 )
3. DOMÍNIO DAS PALAVRAS ( Tiago 3 )
4. DOMÍNIO DOS DESEJOS ( Tiago 4)
5. VIDA DE ESPERANÇA E PACIÊNCIA ( Tiago 5 )
SUBDIVISÕES :
Tiago 1 COMPORTAMENTO CRISTÃO
1:1-4 Sofrimento e paciência
1:5-8 Sabedoria e fé
1:9-11 A brevidade da vida
1:12-15 Perseverança e tentação
1:16-21 Prontos para ouvir e tardios para falar
1:22-25 Praticar a Palavra
1:26-27 Verdadeira religião
Tiago 2 FÉ E OBRAS
2:1-9 Discriminação e parcialidade
2:10-13 Misericórdia e juízo
2:14-19 Fé sem obras
2:20-26 Relação entre fé e obras
Tiago 3 DOMÍNIO DAS PALAVRAS
3:1-6 As palavras da iniquidade
3:7-12 As palavras e as bençãos e maldições
3:13-18 Sabedoria terrena e espiritual
Tiago 4 DOMÍNIO DOS DESEJOS
4:1-3 Causa das guerras
4:4-6 Amigos do mundo,inimigos de Deus
4:7-10 Intimidade com Deus
4:11-17 Legislador e réu
Tiago 5 VIDA DE ESPERANÇA E PACIÊNCIA
5:1-6 Juízo contra os injustos
5:7-11 Paciência e volta de Jesus
5:12-16 Juramento,oração e louvor
5:17-20 Oração e o exemplo de Elias
CONCLUSÃO
Na vida cristã você quer nadar ou mergulhar?
Quer ter uma vida cristã superficial ou profunda?
. Uma vida superficial não precisa de práticas apenas de rituais e aparências
. Uma vida profunda exige prática,que exigirá:
Comportamento cristão
Fé generosa
Domínio nas palavras
Domínio nos desejos
Esperança e paciência
DEUS TE ABENÇOE
A finalidade desse blog é instruir os crentes sobre as grandes verdades da fé e como aplicá-las.O dom de ensino,tão difundido no cristianismo nascente é muito presente em cada sermão,assim se eu conseguir atingir o desejo de aprender que existe em cada cristão,previní-lo de perigos tão comuns hoje,dar embasamento à suas ações e contribuir para o crescimento dos que lerem cada sermão,darei-me por satisfeito
quinta-feira, 21 de maio de 2020
As 12 pedras do altar de Elias
AS 12 PEDRAS DO ALTAR DE ELIAS (1 Reis 18:32)
Não foram pedras aleatórias
1. As 3 primeiras pedras
Rubem = Ele vê
Simeão = Ele ouve
Dã = Ele é Juiz
Pedras de intimidade
Pedras que mostram quem Deus é
Pedras que mostram o Deus a quem servimos
( Oração,Palavra e comunhão )
2. Próximas 2 pedras
Levi = União
Judá = Louvor e Adoração
Pedras que mostram meu serviço ( tempo,talento,tesouro )
3. A sexta pedra
Naftali = Compromisso
Pedra da disponibilidade para servir apesar de ...
Pedra da perseverança apesar das perseguições e provações
4. Próximas 5 pedras
Gade = abençoado
Aser = Felicidade
Zebulon ( honra )
Issacar ( Recompensa )
José ( Multplicação )
5. Última pedra
Benjamim ( força,poder e autoridade )
Não foram pedras aleatórias
1. As 3 primeiras pedras
Rubem = Ele vê
Simeão = Ele ouve
Dã = Ele é Juiz
Pedras de intimidade
Pedras que mostram quem Deus é
Pedras que mostram o Deus a quem servimos
( Oração,Palavra e comunhão )
2. Próximas 2 pedras
Levi = União
Judá = Louvor e Adoração
Pedras que mostram meu serviço ( tempo,talento,tesouro )
3. A sexta pedra
Naftali = Compromisso
Pedra da disponibilidade para servir apesar de ...
Pedra da perseverança apesar das perseguições e provações
4. Próximas 5 pedras
Gade = abençoado
Aser = Felicidade
Zebulon ( honra )
Issacar ( Recompensa )
José ( Multplicação )
5. Última pedra
Benjamim ( força,poder e autoridade )
quarta-feira, 20 de maio de 2020
Que tenho eu contigo João 2:4
QUE TENHO EU CONTIGO MULHER ( João 2:4 )
Pastorzão,tentei expor de uma forma que te deixasse o mais livre possível para uma interpretação pessoal ok,creio que abri um leque para voce.
Obrigado pela confiança e sempre que achar necessário estarei por aqui
Abraços,amo você
Nos evangelhos é tratado sobre o "segredo messiânico",onde Marcos de maneira mais enfática mostra Jesus evitando propositadamente dizer ou fazer algo que revelasse diretamente suas reivindicações messiânicas,somente mais tarde diante de pressões políticas e religiosas se fez necessário.
Muitas suposições tentam explicar essas razões que vai desde a dúvida do próprio Jesus sobre sua missão até a de proteger-se de uma mentalidade radical política.
Jesus veio estabelecer um reino,mas este reino é de caráter espiritual e não política,noções completamente diferentes dos judeus que pudesse acolher esse Reino Espiritual,assim essa revelação foi adiada o máximo para que tivesse tempo de preparar aquele povo através do arrependimento e o novo nascimento,que são características essenciais para se receber o Reino Espiritual.
Sem entrar neste mérito,o certo é que essa revelação foi adiada,mostrada principalmente por Marcos.
Já no Evangelho de João,desde o início do livro Jesus é visto como aquele que revela a si mesmo e o seu ofício messiânico:
Em Caná Ele dá inicio ao seus milagres e se compararmos os versículos 4 e 11 veremos como Ele enfatizou que esse milagre daria início a manifestação da glória divina,selecionado para acontecer num momento particular ou seja "na hora certa",no dia "determinado ".
João mostra essa faceta mais miraculosa do que os outros evangelhos,já que seu objetivo é mostrar que Jesus é Deus,onde o lado humano de Jesus será menos visto,assim o material messiânico de João é exposto desde o início.
O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS
Inclusivamente,era comum na cultura grega computar a passagem do tempo ("três dias"),isso ajuda a determinar os dias ( hoje seria o primeiro dia,amanhã o segundo dia,depois de amanhã o terceiro dia).Quando lemos João 1:3 vemos que se passara um dia inteiro entre o momento do chamado de Filipe e o casamento em Caná e que agora era o terceiro dia daquele acontecimento.Podemos afirmar que o casamento aconteceu 3 dias depois do chamado de Filipe.
Os casamentos perduravam por cerca de 7 dias,logo novos convidados chegavam todos os dias,entrando e saindo,outros permanecendo ( igual a casa do apóstolo Sandro kkk ) e o vinho era servido livremente,sendo normal a ameaça que esse suprimento acabasse,e normal a prestes a acabar a festa uma qualidade inferior de vinho fosse servido,substituindo o vinho de mais qualidade servido no início da festa.
Esses casamentos incluíam uma série de entretenimentos ( Marcos 22:2),assim Jesus chega perto do fim da festa provavelmente e o vinho estava acabando ou acabara.
Caná da Galileia é para a distinguí-la de outra Caná (Síria) mencionada em outros 3 trechos do Evangelho de João e escolhida para o acontecimento deste primeiro milagre.
É aqui que Jesus cura o filho do nobre que jazia enfermo ( 4:46-50 ),onde habitava Natanael ( 21:2 ) . Um lugar com muitas fontes de água e muitas figueiras com muitas sombras ( 1:48 ).
Nesta ocasião,Maria a mãe de Jesus,que curiosamente quase nunca João menciona seu nome(José é mencionado apenas em 1:45,o que alguns acham que ele tenha falecido na meninice de Jesus,razão de não ser mencionado mais )
Ninguém sabe a causa do convite de Jesus e seus discípulos,mas provavelmente um vínculo grande amizade ( provavelmente o evangelista João) e um convite numa conexão com Maria.Um grupo formado de 6 pessoas: Jesus, João, André, Pedro, Filipe e Natanael.
Provavelmente que essa festa de casamento fosse uma festa em família, e alguns crêem que tenha servido tanto como ponto inicial do ministério público de Jesus, em seus milagres, como ponto final de suas relações terrenas com os seus familiares, conforme Jesus conhecera os membros de sua família durante os seus anos de preparação.
Jesus estava abandonando o isolamento e a obscuridade da vida doméstica a fim de entrar em seu ministério público; e esse evento assinalou a transição.(algo comum no inicio de ministério dos grandes homens de Deus ),calculado a convencer os seus irmãos e as suas irmãs, bem como os seus amigos, da realidade de sua missão messiânica, convertendo-os assim para as suas relações espirituais.
Jesus não levava a vida de um asceta, a exemplo de João Batista, e é evidente que Jesus não evitava as festividades locais, mas até mesmo participava delas, de certa maneira. Em alguns casos até ao ponto do exagero, encontrando nessa ação de Jesus uma condenação geral às ordens religiosas que se retiram da sociedade,, além de uma sanção à santidade do matrimônio.
Mas aqui João mostra essa ocorrência pode indicar que o cristianismo não deve fugir do mundo, e, sim, servir de elemento transformador e influenciador neste mundo, não sendo um elemento de aniquilação da ordem da natureza, mas antes, um elemento santificador dessa ordem. ( O cristianismo não deve caracterizar-se pela morosidade do espírito, e, sim, pela alegria e pelo regozijo, servindo de instrumento para servir e para aprimorar a sociedade, o que requer associações com ela, embora sob condições aceitáveis aos elevados padrões morais do cristianismo neotestamentário.)
É apenas natural que o vinho estivesse escasseando, especialmente em face da chegada de sete novos convidados, isto é, Jesus, sua mãe, e os cinco discípulos dele. E fora de qualquer dúvida que a situação era assaz embaraçosa, tanto para a mãe de Jesus como para o anfitrião.
A razão pela qual Maria se aproximou de Jesus com esse problema, e alguns explicam que ela simplesmente esperava que de alguma maneira ele pudesse ser capaz de prestar ao casal alguma ajuda, embora não esperasse qualquer milagre (essa é provavelmente a explicação mais certa); mas outros fazem deste versículo um ensinamento altamente teológico, ensinando que Maria esperava alguma espécie de milagre da parte de Jesus, e que, por isso mesmo, explicou a ele a situação.
É verdade que a resposta de Jesus, no vs. 4, parece subentender que ela esperava dele alguma modalidade de sinal especial; ou é possível que ele soubesse que algum sinal especial se tornava necessário naquela conjuntura, a fim de satisfazer à necessidade do momento,incidentalmente, naquele caso, a de produzir mais vinho, a fim de prestar ajuda ao anfitrião da festa; mas, essencialmente, a necessidade de completar o plano que exigia que, naquela ocasião, ele desse início às manifestações da sua glória.
Algumas explicações:
1. Maria estava sugerindo que o seu grupo abandonasse a festa de casamento, a fim de aliviar o problema da falta de vinho.
2. Crisóstomo e outros acreditavam que Jesus já havia operado alguns milagres, e que Maria estava na expectativa de mais um milagre.
3. Existem diversas outras explicações teológicas, tais como aquela que afirma que a missão messiânica de Jesus era conhecida de Maria, e que ela percebera, intuitivamente, que a situação que ali se oferecia apresentava o palco certo e o tempo mais apropriado para Jesus revelar a sua autoridade e o seu poder, o que poderia ser feito como uma forma de primeiro anúncio público de seu caráter messiânico; e que, tendo ela tal conhecimento, exortou-o a agir de conformidade com isso.
2:4: Respondeu-lhe Jesus: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Este versículo se tem transformado no fulcro de uma gigantesca controvérsia, que gira em torno da atitude para com sua mãe e das relações familiares que mantinha para com ela.
As duas expressões principais, primeiramente a forma de tratamento—mulher— e, em segundo lugar, as palavras «que tenho eu contigo», têm recebido grande variedade de interpretações. Os protestantes se têm apegado a ambos os pontos como oportunidades para combater a mariolatria ou adoração a Maria, procurando mostrar que o próprio Jesus não tinha a sua mãe em tão elevado conceito conforme tem sido interpretado pela igreja ocidental.
1. Quanto ao tratamento—mulher.
De acordo com alguns estudiosos, isso não foi um termo de desrespeito, mas foi calculado para «pôr Maria em seu devido lugar», digamos assim. Essa interpretação é áspera, e não se alicerça em como tal forma de tratamento teria sido compreendida nos idiomas antigos, mas antes, como soa nas linguagens modernas. Por exemplo, proferi-lo em português ou em inglês, isso não indicaria necessariamente um desrespeito, e, sim, tão-somente uma forma de repreensão. Rara seria realmente a ocasião, entre nós, em que um filho, que tivesse qualquer respeito por sua progenitora, se dirigisse a ela como mulher. Mas isso simplesmente não ocorria no caso do idioma em que Jesus falava, e nem mesmo entre os gregos. A despeito do fato de que o idioma grego, com esse termo, não subentenderia qualquer desrespeito, alguns interpretam o fato dizendo que Jesus repreendeu suavemente à sua progenitora, ou por motivo dessa forma de tratamento, ou por causa da cláusula que se segue, ou por causa da combinação de ambas as coisas.
2. A própria forma de tratamento não teria qualquer laivo de desprezo, e nem mesmo de reprimenda. Augusto dessa maneira se dirigiu a Cleópatra, rainha do Egito (Dio, segundo é citado por Lange), e Jesus, compassivamente, assim tratou mais tarde a Maria Madalena, segundo vemos em João 20:15. Jesus também assim tratou sua mãe, estando já crucificado, ao entregá-la aos cuidados de João, conforme se vê no trecho de João 19:26. Outrossim, nos escritos das tragédias gregas, essa forma de tratamento é constantemente utilizada quando alguém se dirige a rainhas ou a outras mulheres distintas.
3. Existem certas interpretações historicamente anacrônicas, como a de Calvino, que asseverava que essa forma de tratamento foi usada por Jesus a fim de corrigir o futuro abuso e superstição da adoração à virgem. Porém, por mais errônea que seja essa adoração, isso não está em foco na forma de tratamento usada pelo Senhor Jesus.
"....que tenho eu contigo?..."
1 . O grego por detrás do texto pode ser corretamente traduzido como o é na versão portuguesa aqui usada—«que tenho eu contigo?»—e isso parece indicar a impaciência de Jesus com a interferência indevida de Maria.
2. Alguns reduzem essa cláusula a algo semelhante com: «Não se importe; não se preocupe», e isso implicaria em não ter havido qualquer repreensão. ( gosto dessa )
3. Outros intérpretes ao combaterem a mariologia e a mariolatria, dão um tom muito severo a essas palavras, como se Jesus tivesse respondido à sua mãe com aspereza. Entre os intérpretes, portanto, essa repreensão é considerada «suave», «áspera» ou em algum grau entre esses dois extremos.
Meyer : «Cristo, na consciência de seu poder e de sua vontade mais elevados, capazes de operar milagres, como se fora alguém destituído de mãe, repeliu a interferência da fraqueza feminina, que neste caso o confrontava na pessoa de sua própria mãe».
Trench assevera : «Há certo indício de reprimenda e repulsa nessas palavras».
Alford afirma: «A resposta dada pelo Senhor, sem qualquer dúvida, importa em repreensão e renegação da participação segundo as bases em que o pedido fora feito».
4. Os intérpretes católicos, por sua vez, explicam que a aparente severidade foi expressa não tanto por causa de Maria, mas por nossa causa,a fim de ensinar-nos que Jesus realizava os seus milagres não por consideração a qualquer relação humana, mas por motivo de amor e por consideração para com a glória de Deus. (Assim pensavam Bernardo e Maldonado).
5. Outros intérpretes removem inteiramente o elemento de reprimenda, dando uma tradução alternada (e possível), a essa cláusula: «Que temos eu e tu a ver com isso?». Isso equivaleria ao seguinte: «Não te importes com essa questão, que ela não nos diz respeito». Abundam ainda muitas outras interpretações, a maioria das quais pertencentes a subcategorias daquelas que alistei acima. A interpretação de quem quer que seja é governada pelo passado religioso particular, posto que as palavras do texto dão margem a flexibilidade de compreensão; todavia, parece-me mais provável que a expressão usada por Jesus contém alguma forma, ainda que suave, de reprovação ou repreensão a Maria. Vincent parece atingir o alvo em cheio, quando diz: «Embora de forma gentil e afetuosa, Jesus rejeitou a interferência dela, tencionando dar solução ao problema à sua própria maneira» .
"...Ainda não é chegada a minha hora...".
Isso subentende que Jesus sabia que, mediante aquela circunstância, ele haveria de fazer sua primeira declaração de autoridade messiânica, e que tal declaração ou manifestação teria de ser feita no momento estabelecido pelo juízo de Deus, e não de conformidade com o que Maria julgasse ser mais conveniente.
Todavia, isso não significa necessariamente, conforme alguns querem dar a entender, que Maria tentou propositalmente provocar o apressamento da manifestação messiânica de Jesus, ou mesmo que ela tivesse consciência do caráter messiânico de seu filho, ou que ela estivesse cônscia de que algum acontecimento especial, ou alguma combinação especial de eventos, estivessem sendo esperados para que fosse feito o primeiro anúncio messiânico.
Não obstante, essa resposta de Jesus indica que tais pensamentos estavam bem presentes na mente de Jesus, e essa consciência de sua missão messiânica é refletida em sua réplica. Assim sendo, tal resposta reverbera a consciência messiânica não de Maria, e, sim, de Jesus.
O termo hora, segundo é utilizado nas páginas do N.T., no que diz respeito a Jesus, sempre subentende alguma crise especial ou acontecimento importante, e o próprio Jesus lançou mão do termo para indicar a sua crucificação e a sua ressurreição subseqüente. O vs. 11 define a natureza dessa hora como o momento de sua «glória»; e isso, neste evangelho de João, só pode significar a sua manifestação como Messias. (Quanto ao termo «hora», em conexão à morte de Jesus, veja os textos de João 7:30; 8:20; 12:23,27; 13:1 e 17:1).
Para o autor sagrado do quarto evangelho, os sinais operados por Jesus foram exibições de sua glória peculiar como Messias, e como Filho de Deus, em sentido todo especial; e a sua completa glorificação, à face da terra, foi a consumação do seu sacrifício na cruz, e da sua subseqüente ressurreição
Existem ainda outras interpretações, como sejam:
1. Que Jesus referiu-se tão-somente ao milagre de transformar a água em vinho, e que essa ação deveria esperar pelo momento mais apropriado. Mas essa interpretação ignora a implicação dada pelo versículo décimo primeiro, e por isso fica aquém da intenção do autor sagrado.
2. Que estaria em foco a revelação da glória, mas não necessariamente a autoridade messiânica de Jesus. Essa segunda interpretação ignora o intuito inteiro do evangelho de João, bem como a declaração cristalina de que os sinais serviram para provar que Jesus é o «Filho de Deus», que é o título messiânico especial deste quarto evangelho. (Ver João 20:30,31).
3. Outros intérpretes dizem que se tratava da hora da morte de Jesus. Mas essa explicação não faz sentido em face do contexto.
Pastorzão,tentei expor de uma forma que te deixasse o mais livre possível para uma interpretação pessoal ok,creio que abri um leque para voce.
Obrigado pela confiança e sempre que achar necessário estarei por aqui
Abraços,amo você
Nos evangelhos é tratado sobre o "segredo messiânico",onde Marcos de maneira mais enfática mostra Jesus evitando propositadamente dizer ou fazer algo que revelasse diretamente suas reivindicações messiânicas,somente mais tarde diante de pressões políticas e religiosas se fez necessário.
Muitas suposições tentam explicar essas razões que vai desde a dúvida do próprio Jesus sobre sua missão até a de proteger-se de uma mentalidade radical política.
Jesus veio estabelecer um reino,mas este reino é de caráter espiritual e não política,noções completamente diferentes dos judeus que pudesse acolher esse Reino Espiritual,assim essa revelação foi adiada o máximo para que tivesse tempo de preparar aquele povo através do arrependimento e o novo nascimento,que são características essenciais para se receber o Reino Espiritual.
Sem entrar neste mérito,o certo é que essa revelação foi adiada,mostrada principalmente por Marcos.
Já no Evangelho de João,desde o início do livro Jesus é visto como aquele que revela a si mesmo e o seu ofício messiânico:
Em Caná Ele dá inicio ao seus milagres e se compararmos os versículos 4 e 11 veremos como Ele enfatizou que esse milagre daria início a manifestação da glória divina,selecionado para acontecer num momento particular ou seja "na hora certa",no dia "determinado ".
João mostra essa faceta mais miraculosa do que os outros evangelhos,já que seu objetivo é mostrar que Jesus é Deus,onde o lado humano de Jesus será menos visto,assim o material messiânico de João é exposto desde o início.
O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS
Inclusivamente,era comum na cultura grega computar a passagem do tempo ("três dias"),isso ajuda a determinar os dias ( hoje seria o primeiro dia,amanhã o segundo dia,depois de amanhã o terceiro dia).Quando lemos João 1:3 vemos que se passara um dia inteiro entre o momento do chamado de Filipe e o casamento em Caná e que agora era o terceiro dia daquele acontecimento.Podemos afirmar que o casamento aconteceu 3 dias depois do chamado de Filipe.
Os casamentos perduravam por cerca de 7 dias,logo novos convidados chegavam todos os dias,entrando e saindo,outros permanecendo ( igual a casa do apóstolo Sandro kkk ) e o vinho era servido livremente,sendo normal a ameaça que esse suprimento acabasse,e normal a prestes a acabar a festa uma qualidade inferior de vinho fosse servido,substituindo o vinho de mais qualidade servido no início da festa.
Esses casamentos incluíam uma série de entretenimentos ( Marcos 22:2),assim Jesus chega perto do fim da festa provavelmente e o vinho estava acabando ou acabara.
Caná da Galileia é para a distinguí-la de outra Caná (Síria) mencionada em outros 3 trechos do Evangelho de João e escolhida para o acontecimento deste primeiro milagre.
É aqui que Jesus cura o filho do nobre que jazia enfermo ( 4:46-50 ),onde habitava Natanael ( 21:2 ) . Um lugar com muitas fontes de água e muitas figueiras com muitas sombras ( 1:48 ).
Nesta ocasião,Maria a mãe de Jesus,que curiosamente quase nunca João menciona seu nome(José é mencionado apenas em 1:45,o que alguns acham que ele tenha falecido na meninice de Jesus,razão de não ser mencionado mais )
Ninguém sabe a causa do convite de Jesus e seus discípulos,mas provavelmente um vínculo grande amizade ( provavelmente o evangelista João) e um convite numa conexão com Maria.Um grupo formado de 6 pessoas: Jesus, João, André, Pedro, Filipe e Natanael.
Provavelmente que essa festa de casamento fosse uma festa em família, e alguns crêem que tenha servido tanto como ponto inicial do ministério público de Jesus, em seus milagres, como ponto final de suas relações terrenas com os seus familiares, conforme Jesus conhecera os membros de sua família durante os seus anos de preparação.
Jesus estava abandonando o isolamento e a obscuridade da vida doméstica a fim de entrar em seu ministério público; e esse evento assinalou a transição.(algo comum no inicio de ministério dos grandes homens de Deus ),calculado a convencer os seus irmãos e as suas irmãs, bem como os seus amigos, da realidade de sua missão messiânica, convertendo-os assim para as suas relações espirituais.
Jesus não levava a vida de um asceta, a exemplo de João Batista, e é evidente que Jesus não evitava as festividades locais, mas até mesmo participava delas, de certa maneira. Em alguns casos até ao ponto do exagero, encontrando nessa ação de Jesus uma condenação geral às ordens religiosas que se retiram da sociedade,, além de uma sanção à santidade do matrimônio.
Mas aqui João mostra essa ocorrência pode indicar que o cristianismo não deve fugir do mundo, e, sim, servir de elemento transformador e influenciador neste mundo, não sendo um elemento de aniquilação da ordem da natureza, mas antes, um elemento santificador dessa ordem. ( O cristianismo não deve caracterizar-se pela morosidade do espírito, e, sim, pela alegria e pelo regozijo, servindo de instrumento para servir e para aprimorar a sociedade, o que requer associações com ela, embora sob condições aceitáveis aos elevados padrões morais do cristianismo neotestamentário.)
É apenas natural que o vinho estivesse escasseando, especialmente em face da chegada de sete novos convidados, isto é, Jesus, sua mãe, e os cinco discípulos dele. E fora de qualquer dúvida que a situação era assaz embaraçosa, tanto para a mãe de Jesus como para o anfitrião.
A razão pela qual Maria se aproximou de Jesus com esse problema, e alguns explicam que ela simplesmente esperava que de alguma maneira ele pudesse ser capaz de prestar ao casal alguma ajuda, embora não esperasse qualquer milagre (essa é provavelmente a explicação mais certa); mas outros fazem deste versículo um ensinamento altamente teológico, ensinando que Maria esperava alguma espécie de milagre da parte de Jesus, e que, por isso mesmo, explicou a ele a situação.
É verdade que a resposta de Jesus, no vs. 4, parece subentender que ela esperava dele alguma modalidade de sinal especial; ou é possível que ele soubesse que algum sinal especial se tornava necessário naquela conjuntura, a fim de satisfazer à necessidade do momento,incidentalmente, naquele caso, a de produzir mais vinho, a fim de prestar ajuda ao anfitrião da festa; mas, essencialmente, a necessidade de completar o plano que exigia que, naquela ocasião, ele desse início às manifestações da sua glória.
Algumas explicações:
1. Maria estava sugerindo que o seu grupo abandonasse a festa de casamento, a fim de aliviar o problema da falta de vinho.
2. Crisóstomo e outros acreditavam que Jesus já havia operado alguns milagres, e que Maria estava na expectativa de mais um milagre.
3. Existem diversas outras explicações teológicas, tais como aquela que afirma que a missão messiânica de Jesus era conhecida de Maria, e que ela percebera, intuitivamente, que a situação que ali se oferecia apresentava o palco certo e o tempo mais apropriado para Jesus revelar a sua autoridade e o seu poder, o que poderia ser feito como uma forma de primeiro anúncio público de seu caráter messiânico; e que, tendo ela tal conhecimento, exortou-o a agir de conformidade com isso.
2:4: Respondeu-lhe Jesus: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Este versículo se tem transformado no fulcro de uma gigantesca controvérsia, que gira em torno da atitude para com sua mãe e das relações familiares que mantinha para com ela.
As duas expressões principais, primeiramente a forma de tratamento—mulher— e, em segundo lugar, as palavras «que tenho eu contigo», têm recebido grande variedade de interpretações. Os protestantes se têm apegado a ambos os pontos como oportunidades para combater a mariolatria ou adoração a Maria, procurando mostrar que o próprio Jesus não tinha a sua mãe em tão elevado conceito conforme tem sido interpretado pela igreja ocidental.
1. Quanto ao tratamento—mulher.
De acordo com alguns estudiosos, isso não foi um termo de desrespeito, mas foi calculado para «pôr Maria em seu devido lugar», digamos assim. Essa interpretação é áspera, e não se alicerça em como tal forma de tratamento teria sido compreendida nos idiomas antigos, mas antes, como soa nas linguagens modernas. Por exemplo, proferi-lo em português ou em inglês, isso não indicaria necessariamente um desrespeito, e, sim, tão-somente uma forma de repreensão. Rara seria realmente a ocasião, entre nós, em que um filho, que tivesse qualquer respeito por sua progenitora, se dirigisse a ela como mulher. Mas isso simplesmente não ocorria no caso do idioma em que Jesus falava, e nem mesmo entre os gregos. A despeito do fato de que o idioma grego, com esse termo, não subentenderia qualquer desrespeito, alguns interpretam o fato dizendo que Jesus repreendeu suavemente à sua progenitora, ou por motivo dessa forma de tratamento, ou por causa da cláusula que se segue, ou por causa da combinação de ambas as coisas.
2. A própria forma de tratamento não teria qualquer laivo de desprezo, e nem mesmo de reprimenda. Augusto dessa maneira se dirigiu a Cleópatra, rainha do Egito (Dio, segundo é citado por Lange), e Jesus, compassivamente, assim tratou mais tarde a Maria Madalena, segundo vemos em João 20:15. Jesus também assim tratou sua mãe, estando já crucificado, ao entregá-la aos cuidados de João, conforme se vê no trecho de João 19:26. Outrossim, nos escritos das tragédias gregas, essa forma de tratamento é constantemente utilizada quando alguém se dirige a rainhas ou a outras mulheres distintas.
3. Existem certas interpretações historicamente anacrônicas, como a de Calvino, que asseverava que essa forma de tratamento foi usada por Jesus a fim de corrigir o futuro abuso e superstição da adoração à virgem. Porém, por mais errônea que seja essa adoração, isso não está em foco na forma de tratamento usada pelo Senhor Jesus.
"....que tenho eu contigo?..."
1 . O grego por detrás do texto pode ser corretamente traduzido como o é na versão portuguesa aqui usada—«que tenho eu contigo?»—e isso parece indicar a impaciência de Jesus com a interferência indevida de Maria.
2. Alguns reduzem essa cláusula a algo semelhante com: «Não se importe; não se preocupe», e isso implicaria em não ter havido qualquer repreensão. ( gosto dessa )
3. Outros intérpretes ao combaterem a mariologia e a mariolatria, dão um tom muito severo a essas palavras, como se Jesus tivesse respondido à sua mãe com aspereza. Entre os intérpretes, portanto, essa repreensão é considerada «suave», «áspera» ou em algum grau entre esses dois extremos.
Meyer : «Cristo, na consciência de seu poder e de sua vontade mais elevados, capazes de operar milagres, como se fora alguém destituído de mãe, repeliu a interferência da fraqueza feminina, que neste caso o confrontava na pessoa de sua própria mãe».
Trench assevera : «Há certo indício de reprimenda e repulsa nessas palavras».
Alford afirma: «A resposta dada pelo Senhor, sem qualquer dúvida, importa em repreensão e renegação da participação segundo as bases em que o pedido fora feito».
4. Os intérpretes católicos, por sua vez, explicam que a aparente severidade foi expressa não tanto por causa de Maria, mas por nossa causa,a fim de ensinar-nos que Jesus realizava os seus milagres não por consideração a qualquer relação humana, mas por motivo de amor e por consideração para com a glória de Deus. (Assim pensavam Bernardo e Maldonado).
5. Outros intérpretes removem inteiramente o elemento de reprimenda, dando uma tradução alternada (e possível), a essa cláusula: «Que temos eu e tu a ver com isso?». Isso equivaleria ao seguinte: «Não te importes com essa questão, que ela não nos diz respeito». Abundam ainda muitas outras interpretações, a maioria das quais pertencentes a subcategorias daquelas que alistei acima. A interpretação de quem quer que seja é governada pelo passado religioso particular, posto que as palavras do texto dão margem a flexibilidade de compreensão; todavia, parece-me mais provável que a expressão usada por Jesus contém alguma forma, ainda que suave, de reprovação ou repreensão a Maria. Vincent parece atingir o alvo em cheio, quando diz: «Embora de forma gentil e afetuosa, Jesus rejeitou a interferência dela, tencionando dar solução ao problema à sua própria maneira» .
"...Ainda não é chegada a minha hora...".
Isso subentende que Jesus sabia que, mediante aquela circunstância, ele haveria de fazer sua primeira declaração de autoridade messiânica, e que tal declaração ou manifestação teria de ser feita no momento estabelecido pelo juízo de Deus, e não de conformidade com o que Maria julgasse ser mais conveniente.
Todavia, isso não significa necessariamente, conforme alguns querem dar a entender, que Maria tentou propositalmente provocar o apressamento da manifestação messiânica de Jesus, ou mesmo que ela tivesse consciência do caráter messiânico de seu filho, ou que ela estivesse cônscia de que algum acontecimento especial, ou alguma combinação especial de eventos, estivessem sendo esperados para que fosse feito o primeiro anúncio messiânico.
Não obstante, essa resposta de Jesus indica que tais pensamentos estavam bem presentes na mente de Jesus, e essa consciência de sua missão messiânica é refletida em sua réplica. Assim sendo, tal resposta reverbera a consciência messiânica não de Maria, e, sim, de Jesus.
O termo hora, segundo é utilizado nas páginas do N.T., no que diz respeito a Jesus, sempre subentende alguma crise especial ou acontecimento importante, e o próprio Jesus lançou mão do termo para indicar a sua crucificação e a sua ressurreição subseqüente. O vs. 11 define a natureza dessa hora como o momento de sua «glória»; e isso, neste evangelho de João, só pode significar a sua manifestação como Messias. (Quanto ao termo «hora», em conexão à morte de Jesus, veja os textos de João 7:30; 8:20; 12:23,27; 13:1 e 17:1).
Para o autor sagrado do quarto evangelho, os sinais operados por Jesus foram exibições de sua glória peculiar como Messias, e como Filho de Deus, em sentido todo especial; e a sua completa glorificação, à face da terra, foi a consumação do seu sacrifício na cruz, e da sua subseqüente ressurreição
Existem ainda outras interpretações, como sejam:
1. Que Jesus referiu-se tão-somente ao milagre de transformar a água em vinho, e que essa ação deveria esperar pelo momento mais apropriado. Mas essa interpretação ignora a implicação dada pelo versículo décimo primeiro, e por isso fica aquém da intenção do autor sagrado.
2. Que estaria em foco a revelação da glória, mas não necessariamente a autoridade messiânica de Jesus. Essa segunda interpretação ignora o intuito inteiro do evangelho de João, bem como a declaração cristalina de que os sinais serviram para provar que Jesus é o «Filho de Deus», que é o título messiânico especial deste quarto evangelho. (Ver João 20:30,31).
3. Outros intérpretes dizem que se tratava da hora da morte de Jesus. Mas essa explicação não faz sentido em face do contexto.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
A árvore da vida
A FUNÇÃO SACRAMENTAL DA ÁRVORE DA VIDA ( Gênesis 2:9 )
"Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gn 2.7.)
No início, Deus criou o homem, formando-o do pó da terra. Depois soprou "o fôlego de vida" em suas narinas. Tão logo o fôlego de vida, que se tornou o espírito do homem, entrou em contato com o corpo, a alma foi gerada.
E por isso que as Escrituras chamam o homem de "alma vivente"
O Senhor Jesus diz que "o espírito é o que vivifica" (Jo 6.63).
Todavia não devemos confundir o espírito do homem com o Espírito Santo de Deus.
Podemos ver essa diferença em Romanos 8.16, que declara que o "Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus"
O termo original traduzido como "vida" na expressão "fôlego de vida" é chay, e está no plural. Isso pode estar indicando que o sopro de Deus produziu uma vida dupla: a vida da alma e a do espírito.
Quando o sopro de Deus entrou no corpo do homem, tornou-se o espírito do homem. Assim que o espírito interagiu com o corpo, a alma passou a existir. Essa é a origem da vida do espírito e da alma.
. Esse espírito não é a própria vida de Deus, pois "o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4).
.Também não se trata da vida eterna de Deus, nem tampouco da vida de Deus que receberemos por ocasião da regeneração.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida.
Aqui vemos essa função sacramental da árvore da vida.
Inicialmente, Adão e Eva não foram proibidos de comer dela.
Uma vez tendo desobedecido, eles foram proibidos porque tinham perdido o direito de participar do “símbolo sacramental”, a árvore que falava da vida contínua em cada aspecto e dava a eles a segurança a respeito desta vida.
Este papel da árvore indicava que o homem e a mulher eram finitos; eles não possuíam vida e não foram assegurados da sua continuação em termos de seu próprio ser, potencial e desejo essencialmente independentes.
Eles eram dependentes de Deus Yahweh que, tendo os criado, deu-lhes a vida (Gn 2.7) e continuaria a ser sua fonte constante de vida.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida.
O corpo separado do espírito estava morto; com o espírito, porém, o homem passou a viver. O elemento constituinte que resultou disso foi chamado de "alma"
"Em seu estado anterior à queda, Adão nada sabia dessas incessantes lutas entre espírito e carne, que, para nós, são experiências diárias. Suas três naturezas se uniam perfeitamente, formando uma só.
É interessante notar que “a árvore” é citada nas Escrituras como um símbolo de vida, e em algumas circunstâncias:
. A garantia da vida (Sl 1.3; 52.8; 92.12; 128.3 [videira frutífera]; Pv 3.18; 11.30; Jr 11.16; 17.8; Dn 4.10; Ap 2.7; 22.2, 14,19).
Comer da árvore é participar e ter a garantia da vida sem fim.
Quando Deus Yahweh advertiu ao homem e à mulher sobre as consequências de se comer da árvore proibida, dizendo que eles poderiam morrer, eles devem ter tido uma consciência do que Deus queria dizer quando disse “morrer”. “Morte”, no sentido de separação, fim de um processo, e deterioração, foi experimentada no jardim.
“porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”
Foi uma declaração de certeza absoluta .
Adão e Eva eram limitados no uso dos frutos do jardim .
Eles poderiam exercitar a liberdade dentro das limitações estabelecidas, demonstrar suas prerrogativas e potencialidades reais dentro das diretrizes recebidas, e gozar da bondade (bem aventurança) e paz que a vida Edênica e o serviço ofereciam.
Deste modo, Deus preparou e iniciou o processo de revelar seu desígnio maravilhoso para e dentro do reino cósmico. Ele estabeleceu e iniciou o processo da história.
"Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gn 2.7.)
No início, Deus criou o homem, formando-o do pó da terra. Depois soprou "o fôlego de vida" em suas narinas. Tão logo o fôlego de vida, que se tornou o espírito do homem, entrou em contato com o corpo, a alma foi gerada.
E por isso que as Escrituras chamam o homem de "alma vivente"
O Senhor Jesus diz que "o espírito é o que vivifica" (Jo 6.63).
Todavia não devemos confundir o espírito do homem com o Espírito Santo de Deus.
Podemos ver essa diferença em Romanos 8.16, que declara que o "Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus"
O termo original traduzido como "vida" na expressão "fôlego de vida" é chay, e está no plural. Isso pode estar indicando que o sopro de Deus produziu uma vida dupla: a vida da alma e a do espírito.
Quando o sopro de Deus entrou no corpo do homem, tornou-se o espírito do homem. Assim que o espírito interagiu com o corpo, a alma passou a existir. Essa é a origem da vida do espírito e da alma.
. Esse espírito não é a própria vida de Deus, pois "o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4).
.Também não se trata da vida eterna de Deus, nem tampouco da vida de Deus que receberemos por ocasião da regeneração.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida.
Aqui vemos essa função sacramental da árvore da vida.
Inicialmente, Adão e Eva não foram proibidos de comer dela.
Uma vez tendo desobedecido, eles foram proibidos porque tinham perdido o direito de participar do “símbolo sacramental”, a árvore que falava da vida contínua em cada aspecto e dava a eles a segurança a respeito desta vida.
Este papel da árvore indicava que o homem e a mulher eram finitos; eles não possuíam vida e não foram assegurados da sua continuação em termos de seu próprio ser, potencial e desejo essencialmente independentes.
Eles eram dependentes de Deus Yahweh que, tendo os criado, deu-lhes a vida (Gn 2.7) e continuaria a ser sua fonte constante de vida.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida.
O corpo separado do espírito estava morto; com o espírito, porém, o homem passou a viver. O elemento constituinte que resultou disso foi chamado de "alma"
"Em seu estado anterior à queda, Adão nada sabia dessas incessantes lutas entre espírito e carne, que, para nós, são experiências diárias. Suas três naturezas se uniam perfeitamente, formando uma só.
É interessante notar que “a árvore” é citada nas Escrituras como um símbolo de vida, e em algumas circunstâncias:
. A garantia da vida (Sl 1.3; 52.8; 92.12; 128.3 [videira frutífera]; Pv 3.18; 11.30; Jr 11.16; 17.8; Dn 4.10; Ap 2.7; 22.2, 14,19).
Comer da árvore é participar e ter a garantia da vida sem fim.
Quando Deus Yahweh advertiu ao homem e à mulher sobre as consequências de se comer da árvore proibida, dizendo que eles poderiam morrer, eles devem ter tido uma consciência do que Deus queria dizer quando disse “morrer”. “Morte”, no sentido de separação, fim de um processo, e deterioração, foi experimentada no jardim.
“porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”
Foi uma declaração de certeza absoluta .
Adão e Eva eram limitados no uso dos frutos do jardim .
Eles poderiam exercitar a liberdade dentro das limitações estabelecidas, demonstrar suas prerrogativas e potencialidades reais dentro das diretrizes recebidas, e gozar da bondade (bem aventurança) e paz que a vida Edênica e o serviço ofereciam.
Deste modo, Deus preparou e iniciou o processo de revelar seu desígnio maravilhoso para e dentro do reino cósmico. Ele estabeleceu e iniciou o processo da história.
sexta-feira, 8 de maio de 2020
O Homem Espiritual ( A criação do homem )
A CRIAÇÃO DO HOMEM
"Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gn 2.7.)
No início, Deus criou o homem, formando-o do pó da terra. Depois soprou "o fôlego de vida" em suas narinas. Tão logo o fôlego de vida, que se tornou o espírito do homem, entrou em contato com o corpo, a alma foi gerada.
Portanto a alma é resultado da união do corpo com o espírito. E por isso que as Escrituras chamam o homem de "alma vivente". O fôlego de vida tornou-se o espírito do homem, que é o princípio de vida que há nele. O Senhor Jesus diz que "o espírito é o que vivifica" (Jo 6.63). Esse fôlego de vida vem do Senhor da criação.
Todavia não devemos confundir o espírito do homem com o Espírito Santo de Deus. Este último é diferente do espírito humano. Podemos ver essa diferença em Romanos 8.16, que declara que o "Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus"
O termo original traduzido como "vida" na expressão "fôlego de vida" é chay, e está no plural. Isso pode estar indicando que o sopro de Deus produziu uma vida dupla: a vida da alma e a do espírito.
Quando o sopro de Deus entrou no corpo do homem, tornou-se o espírito do homem. Assim que o espírito interagiu com o corpo, a alma passou a existir. Essa é a origem da vida do espírito e da alma .
Precisamos reconhecer, porém, que esse espírito não é a própria vida de Deus, pois "o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4).
Também não se trata da vida eterna de Deus, nem tampouco da vida de Deus que receberemos por ocasião da regeneração.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida. Nosso espírito, embora existindo permanentemente, é destituído da "vida eterna".
A expressão "formou ao homem do pó da terra" refere-se ao corpo do homem.
A frase "e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida" fala do espírito do homem, que veio de Deus.
"E o homem passou a ser alma vivente" relata a criação da alma do homem, quando o corpo foi vivificado pelo espírito e ele se tornou um ser vivo e consciente de si.
O homem completo é uma trindade.Composto de espírito, alma e corpo.
De acordo com Gênesis 2.7, ele foi feito de apenas dois elementos independentes: o corpóreo e o espiritual. Contudo, quando Deus soprou o espírito dentro daquela estrutura de terra, a alma foi gerada. O espírito do homem, em contato com o corpo inanimado, gerou a alma. O corpo separado do espírito estava morto; com o espírito, porém, o homem passou a viver.
O elemento constituinte que resultou disso foi chamado de "alma". A frase "e o homem passou a ser alma vivente" não expressa apenas o fato de que a combinação do espírito com o corpo produziu a alma. Indica, também, que o espírito e o corpo estavam completamente fundidos nessa alma.
Em outras palavras, a alma e o corpo estavam juntos com o espírito, e o espírito e o corpo, fundidos na alma.
"Em seu estado anterior à queda, Adão nada sabia dessas incessantes lutas entre espírito e carne, que, para nós, são experiências diárias.
Suas três naturezas se uniam perfeitamente, formando uma só. A alma, como fator de unidade, tornou-se a base de sua individualidade, de sua existência como ser distinto." (Pember's Earth's Earliest Age.)
O homem foi denominado "alma vivente" porque era nesta que o espírito e o corpo se encontravam, e nela também se manifestava sua individualidade.
Talvez possamos usar uma ilustração, ainda que imperfeita.
Se derramarmos um pouco de tintura num copo d'água, os dois elementos vão se misturar, formando algo diferente, a tinta de escrever. Da mesma forma, espírito e corpo, dois elementos independentes, unem-se tornando-se alma vivente.
(A analogia não é perfeita porque a alma, gerada pela combinação do espírito com o corpo, torna-se um elemento independente e indissolúvel, tanto quanto o espírito e o corpo.)
Deus dispensou um tratamento todo especial à alma do homem.
Os anjos foram criados como seres espirituais; o ser humano, predominantemente como alma vivente.
O homem, além de ter corpo, possuía também o fôlego da vida. Por isso tornou-se alma vivente também. Assim é que, nas Escrituras, Deus freqüentemente se refere aos homens como "almas".
E por que isso?
Porque aquilo que o homem é depende de como é sua alma. Esta o representa e expressa sua individualidade. É a sede da vontade do homem, o lugar onde o espírito e o corpo se unem de maneira perfeita.
Se a alma do homem quiser obedecer a Deus, permitirá que o espírito o governe, conforme ordenado por Deus.
Se ela preferir, poderá, também, na condição de dominadora do homem, reprimir o espírito e deleitar-se fora do Senhor.
Esta trindade, espírito, alma e corpo, pode ser ilustrada, ainda que de modo imperfeito, por meio de uma lâmpada elétrica.
Dentro da lâmpada, que representa o homem total, existem a eletricidade, a luz e o filamento. O espírito seria a eletricidade; a alma, a luz; e o corpo, o filamento. A eletricidade é a causa da luz, e a luz é o efeito da eletricidade.
O filamento é o elemento material que conduz a eletricidade e também manifesta a luz.
A combinação do espírito com o corpo produz a alma, aquilo que é singular no homem.
A eletricidade, conduzida pelo filamento, manifesta-se através da luz; do mesmo modo o espírito atua sobre a alma que, por sua vez, expressa a si mesma através do corpo.
Existe, porém, uma verdade que deve estar bem presente em nossa lembrança.
Na vida atual, a alma é o ponto de convergência dos elementos constitutivos do nosso ser.
Em nosso estado ressurreto, porém, o espírito será o poder governante. Isso porque a Bíblia diz que "semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual" (1 Co 15.44-45).
Todavia eis aqui um ponto vital: nós, que fomos unidos ao Senhor ressurreto, podemos, já no presente, ter nosso espírito governando todo o nosso ser. Não estamos unidos ao primeiro Adão, feito alma vivente, mas ao último, que é espírito vivificante (v. 45).
"Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente." (Gn 2.7.)
No início, Deus criou o homem, formando-o do pó da terra. Depois soprou "o fôlego de vida" em suas narinas. Tão logo o fôlego de vida, que se tornou o espírito do homem, entrou em contato com o corpo, a alma foi gerada.
Portanto a alma é resultado da união do corpo com o espírito. E por isso que as Escrituras chamam o homem de "alma vivente". O fôlego de vida tornou-se o espírito do homem, que é o princípio de vida que há nele. O Senhor Jesus diz que "o espírito é o que vivifica" (Jo 6.63). Esse fôlego de vida vem do Senhor da criação.
Todavia não devemos confundir o espírito do homem com o Espírito Santo de Deus. Este último é diferente do espírito humano. Podemos ver essa diferença em Romanos 8.16, que declara que o "Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus"
O termo original traduzido como "vida" na expressão "fôlego de vida" é chay, e está no plural. Isso pode estar indicando que o sopro de Deus produziu uma vida dupla: a vida da alma e a do espírito.
Quando o sopro de Deus entrou no corpo do homem, tornou-se o espírito do homem. Assim que o espírito interagiu com o corpo, a alma passou a existir. Essa é a origem da vida do espírito e da alma .
Precisamos reconhecer, porém, que esse espírito não é a própria vida de Deus, pois "o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4).
Também não se trata da vida eterna de Deus, nem tampouco da vida de Deus que receberemos por ocasião da regeneração.
Essa vida, a que recebemos no novo nascimento, é a própria vida de Deus tipificada pela árvore da vida. Nosso espírito, embora existindo permanentemente, é destituído da "vida eterna".
A expressão "formou ao homem do pó da terra" refere-se ao corpo do homem.
A frase "e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida" fala do espírito do homem, que veio de Deus.
"E o homem passou a ser alma vivente" relata a criação da alma do homem, quando o corpo foi vivificado pelo espírito e ele se tornou um ser vivo e consciente de si.
O homem completo é uma trindade.Composto de espírito, alma e corpo.
De acordo com Gênesis 2.7, ele foi feito de apenas dois elementos independentes: o corpóreo e o espiritual. Contudo, quando Deus soprou o espírito dentro daquela estrutura de terra, a alma foi gerada. O espírito do homem, em contato com o corpo inanimado, gerou a alma. O corpo separado do espírito estava morto; com o espírito, porém, o homem passou a viver.
O elemento constituinte que resultou disso foi chamado de "alma". A frase "e o homem passou a ser alma vivente" não expressa apenas o fato de que a combinação do espírito com o corpo produziu a alma. Indica, também, que o espírito e o corpo estavam completamente fundidos nessa alma.
Em outras palavras, a alma e o corpo estavam juntos com o espírito, e o espírito e o corpo, fundidos na alma.
"Em seu estado anterior à queda, Adão nada sabia dessas incessantes lutas entre espírito e carne, que, para nós, são experiências diárias.
Suas três naturezas se uniam perfeitamente, formando uma só. A alma, como fator de unidade, tornou-se a base de sua individualidade, de sua existência como ser distinto." (Pember's Earth's Earliest Age.)
O homem foi denominado "alma vivente" porque era nesta que o espírito e o corpo se encontravam, e nela também se manifestava sua individualidade.
Talvez possamos usar uma ilustração, ainda que imperfeita.
Se derramarmos um pouco de tintura num copo d'água, os dois elementos vão se misturar, formando algo diferente, a tinta de escrever. Da mesma forma, espírito e corpo, dois elementos independentes, unem-se tornando-se alma vivente.
(A analogia não é perfeita porque a alma, gerada pela combinação do espírito com o corpo, torna-se um elemento independente e indissolúvel, tanto quanto o espírito e o corpo.)
Deus dispensou um tratamento todo especial à alma do homem.
Os anjos foram criados como seres espirituais; o ser humano, predominantemente como alma vivente.
O homem, além de ter corpo, possuía também o fôlego da vida. Por isso tornou-se alma vivente também. Assim é que, nas Escrituras, Deus freqüentemente se refere aos homens como "almas".
E por que isso?
Porque aquilo que o homem é depende de como é sua alma. Esta o representa e expressa sua individualidade. É a sede da vontade do homem, o lugar onde o espírito e o corpo se unem de maneira perfeita.
Se a alma do homem quiser obedecer a Deus, permitirá que o espírito o governe, conforme ordenado por Deus.
Se ela preferir, poderá, também, na condição de dominadora do homem, reprimir o espírito e deleitar-se fora do Senhor.
Esta trindade, espírito, alma e corpo, pode ser ilustrada, ainda que de modo imperfeito, por meio de uma lâmpada elétrica.
Dentro da lâmpada, que representa o homem total, existem a eletricidade, a luz e o filamento. O espírito seria a eletricidade; a alma, a luz; e o corpo, o filamento. A eletricidade é a causa da luz, e a luz é o efeito da eletricidade.
O filamento é o elemento material que conduz a eletricidade e também manifesta a luz.
A combinação do espírito com o corpo produz a alma, aquilo que é singular no homem.
A eletricidade, conduzida pelo filamento, manifesta-se através da luz; do mesmo modo o espírito atua sobre a alma que, por sua vez, expressa a si mesma através do corpo.
Existe, porém, uma verdade que deve estar bem presente em nossa lembrança.
Na vida atual, a alma é o ponto de convergência dos elementos constitutivos do nosso ser.
Em nosso estado ressurreto, porém, o espírito será o poder governante. Isso porque a Bíblia diz que "semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual" (1 Co 15.44-45).
Todavia eis aqui um ponto vital: nós, que fomos unidos ao Senhor ressurreto, podemos, já no presente, ter nosso espírito governando todo o nosso ser. Não estamos unidos ao primeiro Adão, feito alma vivente, mas ao último, que é espírito vivificante (v. 45).
O homem espiritual ( Introdução )
O HOMEM ESPIRITUAL
"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". 1 Tes 5.23
INTRODUÇÃO
De acordo com o entendimento generalizado, os seres humanos apresentam uma constituição dualística: alma e corpo. Essa concepção estabelece que a alma é a parte espiritual, invisível, interior; enquanto o corpo é a parte corpórea, visível, exterior.
Há alguma verdade nisso, entretanto não se trata de um conceito preciso. Tal opinião procede do homem decaído, não de Deus. E qualquer conceito que não vem da revelação divina não é digno de crédito.
E claro que o corpo é o revestimento exterior do homem. Não há dúvida disso. Contudo a Bíblia jamais confunde espírito e alma. Ela não os apresenta como elementos idênticos. São conceitos diferentes, e têm naturezas diversas, também.
A Palavra de Deus não ensina que o homem possui duas partes, alma e corpo. Antes, mostra-o como um ser de três partes: espírito, alma e corpo.
É o que lemos em 1 Tessalonicenses 5.23:
"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".
Esse versículo mostra de modo preciso que o homem é dividido em três partes. O apóstolo Paulo se refere aqui à santificação completa do crente, dizendo "vos santifique em tudo".
Então, de acordo com o apostolo, como é que uma pessoa é santificada em tudo? Pela conservação do seu espírito, da sua alma, e do seu corpo. Por isso podemos entender facilmente que somos constituídos dessas três partes.
Esse versículo faz também uma distinção entre o espírito e a alma. Se assim não fosse, Paulo teria dito simplesmente "vossa alma". Deus fez distinção entre o espírito e a alma humana. Concluímos então que o homem é constituído não de duas, mas de três partes: espírito, alma e corpo.
Será que é importante considerar a existência de espírito e alma como duas entidades distintas?
É uma questão de importância suprema, pois afeta grandemente nossa vida espiritual. Como é que um crente poderá entender a vida espiritual, se não souber qual é a extensão da esfera do espírito? Sem essa compreensão, como é que ele poderá crescer espiritualmente?
Se não fizermos distinção entre o espírito e a alma, não chegaremos à maturidade espiritual.
Os cristãos muitas vezes vêem os aspectos da alma como sendo espirituais. Por isso deixam-se orientar pela alma , não buscando o que é realmente espiritual. Certamente teremos prejuízo se acharmos que esses elementos que Deus separou são um só.
O conhecimento espiritual é muito importante para a vida espiritual. Entretanto tão importante quanto isso (se não mais) é que o crente seja humilde e esteja desejoso de aceitar o ensino do Espírito Santo.
O Espírito concederá, a quem satisfizer essa condição, a bênção de experimentar na prática a divisão entre espírito e alma, mesmo que o conhecimento desse crente nessa área seja limitado.
É certo que todo cristão, até o que não tem a menor idéia dessa doutrina, pode conhecê-la por experiência. E é certo, também, que o crente mais instruído, inteiramente versado nessa verdade, pode não tê-la experimentado.
O ideal é que detenhamos tanto o conhecimento como a experiência. A maioria, porém, carece da experiência. Portanto, no início, é bom conduzir os mais novos ao conhecimento das diversas funções do espírito e da alma, para depois incentivá-los a buscar o que é espiritual.
"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hb 4.12 )
Nesse versículo, o escritor divide os elementos não-corpóreos do homem em dois: "alma e espírito". A parte corpórea aqui são as juntas e medulas - órgãos do movimento e dos sentidos.
(Quando o sacerdote usava a espada para cortar e dividir completamente as partes do animal imolado, nada no interior podia ficar escondido. Havia separação até entre juntas e medulas.)
Da mesma forma, o Senhor Jesus aplica a Palavra de Deus ao seu povo para separar tudo, para penetrar até a divisão do espírito, da alma e do corpo. A alma e o espírito podem ser divididos; logo, possuem naturezas diferentes. Desse modo, torna-se evidente que o homem é constituído de três partes.
"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo". 1 Tes 5.23
INTRODUÇÃO
De acordo com o entendimento generalizado, os seres humanos apresentam uma constituição dualística: alma e corpo. Essa concepção estabelece que a alma é a parte espiritual, invisível, interior; enquanto o corpo é a parte corpórea, visível, exterior.
Há alguma verdade nisso, entretanto não se trata de um conceito preciso. Tal opinião procede do homem decaído, não de Deus. E qualquer conceito que não vem da revelação divina não é digno de crédito.
E claro que o corpo é o revestimento exterior do homem. Não há dúvida disso. Contudo a Bíblia jamais confunde espírito e alma. Ela não os apresenta como elementos idênticos. São conceitos diferentes, e têm naturezas diversas, também.
A Palavra de Deus não ensina que o homem possui duas partes, alma e corpo. Antes, mostra-o como um ser de três partes: espírito, alma e corpo.
É o que lemos em 1 Tessalonicenses 5.23:
"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".
Esse versículo mostra de modo preciso que o homem é dividido em três partes. O apóstolo Paulo se refere aqui à santificação completa do crente, dizendo "vos santifique em tudo".
Então, de acordo com o apostolo, como é que uma pessoa é santificada em tudo? Pela conservação do seu espírito, da sua alma, e do seu corpo. Por isso podemos entender facilmente que somos constituídos dessas três partes.
Esse versículo faz também uma distinção entre o espírito e a alma. Se assim não fosse, Paulo teria dito simplesmente "vossa alma". Deus fez distinção entre o espírito e a alma humana. Concluímos então que o homem é constituído não de duas, mas de três partes: espírito, alma e corpo.
Será que é importante considerar a existência de espírito e alma como duas entidades distintas?
É uma questão de importância suprema, pois afeta grandemente nossa vida espiritual. Como é que um crente poderá entender a vida espiritual, se não souber qual é a extensão da esfera do espírito? Sem essa compreensão, como é que ele poderá crescer espiritualmente?
Se não fizermos distinção entre o espírito e a alma, não chegaremos à maturidade espiritual.
Os cristãos muitas vezes vêem os aspectos da alma como sendo espirituais. Por isso deixam-se orientar pela alma , não buscando o que é realmente espiritual. Certamente teremos prejuízo se acharmos que esses elementos que Deus separou são um só.
O conhecimento espiritual é muito importante para a vida espiritual. Entretanto tão importante quanto isso (se não mais) é que o crente seja humilde e esteja desejoso de aceitar o ensino do Espírito Santo.
O Espírito concederá, a quem satisfizer essa condição, a bênção de experimentar na prática a divisão entre espírito e alma, mesmo que o conhecimento desse crente nessa área seja limitado.
É certo que todo cristão, até o que não tem a menor idéia dessa doutrina, pode conhecê-la por experiência. E é certo, também, que o crente mais instruído, inteiramente versado nessa verdade, pode não tê-la experimentado.
O ideal é que detenhamos tanto o conhecimento como a experiência. A maioria, porém, carece da experiência. Portanto, no início, é bom conduzir os mais novos ao conhecimento das diversas funções do espírito e da alma, para depois incentivá-los a buscar o que é espiritual.
"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração." (Hb 4.12 )
Nesse versículo, o escritor divide os elementos não-corpóreos do homem em dois: "alma e espírito". A parte corpórea aqui são as juntas e medulas - órgãos do movimento e dos sentidos.
(Quando o sacerdote usava a espada para cortar e dividir completamente as partes do animal imolado, nada no interior podia ficar escondido. Havia separação até entre juntas e medulas.)
Da mesma forma, o Senhor Jesus aplica a Palavra de Deus ao seu povo para separar tudo, para penetrar até a divisão do espírito, da alma e do corpo. A alma e o espírito podem ser divididos; logo, possuem naturezas diferentes. Desse modo, torna-se evidente que o homem é constituído de três partes.
terça-feira, 5 de maio de 2020
Os povos habitantes de Canaã
OS POVOS HABITANTES DE CANAÃ
INTRODUÇÃO
1. OS PRIMEIROS HABITANTES DE CANAÃ
O nome Cananeus vem de Canaã. Esse povo constituiu o elemento étnico de ligação entre a narrativa bíblica e a histórica.
Inicialmente com o discutido “Dilúvio”, e a seguir com a sobrevivência de Noé e sua família, a história bíblica chega a Sem, Cam e Jafé, filhos daquele cuja árvore genealógica povoou a terra, pelo menos naquela parte afetada.
Os filhos de Cam foram Cush, Mitsraim, Put e Canaã. Até aqui o enfoque bíblico.
Como transição para a História, diríamos que os herdeiros de Canaã, que se espalharam desde a Ásia Menor, para o sul e para o leste, formaram as sete famílias básicas cananaicas: Amorreus , Cananeus , Ferezeus, Girgazeus, Heveus, Heteus e Jebuzeus.
Todos os outros grupamentos humanos, como cineus, arqueus, guezureus, etc., são tribos ou derivações das nações básicas citadas.
Em respeito ao profundo sentimento patriarcal dos cananeus, vamos chamar a região de “Terra de Canaã”, transformada para os “hebreus” em “Terra Prometida”, segundo a inspiração monoteísta de Abraão.
A incursão feita por esse patriarca e seus familiares para a Terra Prometida partiu de Harran, pequena cidade da Turquia (atualmente, e naquele tempo, Aram, Síria, onde se falava o aramaico). A viagem de Ur, na Caldéia, para o norte, fora o primeiro lance, em busca de melhores terras.
Nesse período anterior da vida na Terra de Canaã, os únicos habitantes da região eram os cananeus, como nação. A comitiva de Abraão não era uma nação.
Vamos abordar a primeira invasão das Terra de Canaã, cerca de 1250-1200 a.C., pelas tribos de Israel, numa confederação sob a inspiração monoteísta de Iavé.
Temos, assim, que aceitar “historicamente” o povo conquistado, o Cananeu, organizado em nações, algumas citadas repetidamente pelos historiadores, como os Amorreus, outras com itinerários ainda discutíveis, como os Heteus (ou Hititas), mas já dissecadas arqueologicamente.
(Uma delas, porém, teve continuidade nos nossos conhecidos “Fenícios”, habitando o litoral do atual Líbano e suas proximidades. Os fenícios, habitando a mesma terra, falando a mesma língua, cultuando as mesmas divindades e, para completarmos, tendo inventado o alfabeto “cananeu” , eram, de fato e de direito, cananeus.)
Assim, por volta de 1200 a.C., seriam dois os povos habitantes, os cananeus e os israelitas, se não houvesse mais dois povos em formação a leste do rio Jordão, os quais, juntamente com os cananeus não assimilados, procuraram impedir a marcha dos israelitas para o norte, vindos do deserto do Sinai: os moabitas e os amonitas.( De acordo com o relato bíblico, Gênesis 19:37-38, tanto Ben-Ami (Amom) quanto Moabe nasceram de uma relação incestuosa entre Ló e suas duas filhas no resultado da destruição de Sodoma e Gomorra e a Bíblia refere-se aos Amonitas e aos Moabitas como os “filhos de Ló”)
Nessa fase, quatro eram os povos que habitavam Canaã: os cananeus, os israelitas, os moabitas e os amonitas. Como invasores, somente os israelitas. Mas não por muito tempo.
Antes mesmo da conquista terminada, há cerca de 1175 a.C., os israelitas já tinham outros companheiros invasores, que se contentaram inicialmente com a faixa litorânea, aventurando-se, depois, pelo interior: os Filisteus
1. a) OS FILISTEUS
Apesar de não serem muito numerosos, os filisteus chegaram, anos depois, a dominar quase toda a área da atual Judéia. A grande região de Canaã que ocupavam foi batizada pelos gregos de “Philistia”, ou “Philistéia” (ou no hebraico “Pêlestin” ou “Palestina”).
Originários da região do Mar Egeu e de Creta ( Am 9.7; Jr 47.4),chegaram na Palestina e se estabeleceram ali por volta dos séculos XIII e XII a.C., depois de trabalharem como mercenários para governantes hititas, cananeus e egípcios,e serem derrotados pelos últimos.
INTRODUÇÃO
1. OS PRIMEIROS HABITANTES DE CANAÃ
O nome Cananeus vem de Canaã. Esse povo constituiu o elemento étnico de ligação entre a narrativa bíblica e a histórica.
Inicialmente com o discutido “Dilúvio”, e a seguir com a sobrevivência de Noé e sua família, a história bíblica chega a Sem, Cam e Jafé, filhos daquele cuja árvore genealógica povoou a terra, pelo menos naquela parte afetada.
Os filhos de Cam foram Cush, Mitsraim, Put e Canaã. Até aqui o enfoque bíblico.
Como transição para a História, diríamos que os herdeiros de Canaã, que se espalharam desde a Ásia Menor, para o sul e para o leste, formaram as sete famílias básicas cananaicas: Amorreus , Cananeus , Ferezeus, Girgazeus, Heveus, Heteus e Jebuzeus.
Todos os outros grupamentos humanos, como cineus, arqueus, guezureus, etc., são tribos ou derivações das nações básicas citadas.
Em respeito ao profundo sentimento patriarcal dos cananeus, vamos chamar a região de “Terra de Canaã”, transformada para os “hebreus” em “Terra Prometida”, segundo a inspiração monoteísta de Abraão.
A incursão feita por esse patriarca e seus familiares para a Terra Prometida partiu de Harran, pequena cidade da Turquia (atualmente, e naquele tempo, Aram, Síria, onde se falava o aramaico). A viagem de Ur, na Caldéia, para o norte, fora o primeiro lance, em busca de melhores terras.
Nesse período anterior da vida na Terra de Canaã, os únicos habitantes da região eram os cananeus, como nação. A comitiva de Abraão não era uma nação.
Vamos abordar a primeira invasão das Terra de Canaã, cerca de 1250-1200 a.C., pelas tribos de Israel, numa confederação sob a inspiração monoteísta de Iavé.
Temos, assim, que aceitar “historicamente” o povo conquistado, o Cananeu, organizado em nações, algumas citadas repetidamente pelos historiadores, como os Amorreus, outras com itinerários ainda discutíveis, como os Heteus (ou Hititas), mas já dissecadas arqueologicamente.
Heteu significa ‘descendente de Hete’; e Hete significa ‘medo, terror’. Nós podemos dizer, portanto, que Heteu significa ‘o que não tem medo de mostrar quem é’.
Amorreu é uma palavra derivada de uma raiz primitiva que significa proeminência; conseqüentemente, montanhês, habitante da montanha, alpinista, montanhista; simbolicamente, visionário;
Fereseu significa ‘habitante do país aberto’, como é o reino de Deus para nós.
Heveu significa ‘aldeão’. Aldeia é símbolo do que é pequeno, costumeiro, limitado, tradicional, que julga; que não se entrega e não se rende; que se opõe à mudança.
Jebuseu significa habitante de Jebus,o antigo nome de Jerusalém (‘a cidade da paz’); e Jebus significa ‘lugar que é pisado ou trilhado, eira, lugar de debulha’. Como Ornã ou Araúna foi o último Jebuseu a permanecer no lugar onde seria construído o templo do Senhor, Jebuseu pode significar: o que resiste, o que permanece até o fim.
Girgaseu significa ‘o que ocupa terreno argiloso’.
Deus estava dizendo a Abrão: “Ali naquela terra existem bênçãos e características que eu quero lhe dar, assim como à sua descendência; os que ali estão, roubaram o que eu anteriormente separei exclusivamente para o meu povo”. De certa forma, Abrão tinha que deixar tudo aquilo a que ele estava acostumado e que o prendia a falsas seguranças e a falsas bênçãos para conquistar o que era realmente precioso.
Barak que significa: dar autorização para prosperar, tornar igual a, dar capacidade de ser parecido, poder para ter sucesso. Deus estava dando a Abrão, em outras palavras, a capacidade de ser parecido com Ele; de viver Sua vida plena e abundante aqui na terra.
Quando Deus deu a Lei a Moisés e Josué fez o povo entrar na Terra Prometida, as orientações foram mantidas para que a terra realmente ficasse em posse do povo escolhido. Para nós, hoje, de acordo com o que vimos acima, significa remover da nossa vida, demônios e obras da carne que estão impedindo o Espírito de Deus de agir com poder. Também significa tomar de volta as bênçãos que nos pertencem e foram roubadas pelo inimigo.
Cananeu significa: comerciante, mascate. E como um comerciante zela pelas suas mercadorias para que não sejam roubadas e para que ele não tenha prejuízo com elas, nós podemos estender seu significado para ‘zeloso’; assim, nós é que temos que zelar pelas promessas de Deus e pelos dons espirituais que Ele derrama sobre as nossas vidas.
Heteu significa ‘descendente de Hete’; e Hete significa ‘medo, terror’. Nós podemos dizer, portanto, que Heteu significa ‘o que não tem medo de mostrar quem é’. A nós é que foi dado um espírito de poder e ousadia, por isso devemos usar essa unção para tomarmos posse daquilo que queremos, o nosso lugar de direito na terra. Não precisamos ter medo de mostrar quem somos nem de mostrar o poder e a autoridade de Deus no mundo espiritual através da nossa vida. Mesmo que o inimigo use de ameaça contra nós e tente nos amedrontar, nós temos um Pai no céu que nos defende de toda opressão e violência:
• 2 Tm 1: 7: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e moderação”.
• Rm 8: 14-17: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, com ele seremos glorificados”.
• 2 Tm 1: 7: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e moderação”.
• Rm 8: 14-17: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, com ele seremos glorificados”.
Amorreu é uma palavra derivada de uma raiz primitiva que significa proeminência; conseqüentemente, montanhês, alpinista, montanhista, habitante da montanha; simbolicamente, visionário. Nós é que fomos preparados para galgar as alturas espirituais e ver o panorama da nossa vida do alto, sob a ótica de Deus. Pensar somente nas coisas materiais nos mantém presos à mediocridade e à sabedoria humana sem valor. Além disso, não nos permite ter uma meta maior na vida, senão nascer, crescer, estudar, trabalhar para ganhar dinheiro e acumular riquezas, casar, ver a descendência e morrer. A obra de Deus é um pouco maior, pois nos faz descobrir a nossa identidade espiritual e saber que o objetivo divino para nós é ganharmos vidas para o Seu reino, ao mesmo tempo em que Ele opera a transformação da nossa alma, fazendo-nos ser mais parecidos com Ele por desenvolver o amor verdadeiro em nosso coração.
Fereseu significa ‘habitante do país aberto’, como é o reino de Deus para nós. Nós recebemos o reino de Deus como herança, um lugar amplo, onde a opressão do diabo e as limitações humanas não têm mais poder sobre nós. E a bíblia diz que o reino de Deus é alegria, paz e justiça no Espírito Santo, e que ele consiste não em palavras, mas em poder. Dessa forma, chegou a hora de derrubar as barreiras limitantes na nossa vida por causa de ações erradas daqueles que, na verdade, nunca conheceram o único e verdadeiro Deus. Maior é o que está em nós do que o que está no mundo.
• “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lc 12: 32).
• “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17).
• “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6: 14).
• “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1 Co 4: 20).
• “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4: 4).
• “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor a vós” (1 Ts 1: 5).
• “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino” (Lc 12: 32).
• “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17).
• “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6: 14).
• “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1 Co 4: 20).
• “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 Jo 4: 4).
• “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor a vós” (1 Ts 1: 5).
Heveu significa ‘aldeão’. Aldeia é símbolo do que é pequeno, costumeiro, limitado, tradicional, que julga; que não se entrega e não se rende; que se opõe à mudança. O apóstolo Paulo escreveu para Timóteo: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” (1 Tm 6: 12).
Também diz: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” (2 Tm 4: 17-18).
Também diz: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” (2 Tm 4: 17-18).
Dessa forma, um verdadeiro filho de Deus não se entrega nem se rende às coisas negativas e pecaminosas, mas persevera crendo na vitória e na proteção divina sobre si. Um verdadeiro filho de Deus rompe os limites e destrói tudo o que se opõe ao trabalhar do Espírito Santo e às novidades de Deus para sua vida.
Jebuseu significa habitante de Jebus, o antigo nome de Jerusalém (a cidade da paz); e Jebus significa ‘lugar que é pisado ou trilhado, eira, lugar de debulha’. Como Ornã ou Araúna foi o último Jebuseu a permanecer no lugar onde seria construído o templo do Senhor, Jebuseu pode significar: o que resiste, o que permanece até o fim. Jebuseus simbolizam os inimigos que Satanás coloca no nosso caminho e que lutam contra o propósito de Deus para nós, que tentam impedir a reconstrução da nossa alma, o lugar que já foi estabelecido como o templo do Senhor. Jebus (‘lugar que é pisado ou trilhado’) simboliza nossa alma outrora ferida pelo inimigo, o palco das nossas lutas espirituais, mas que agora é a cidade da paz (Jerusalém), pois sabemos exercer a autoridade de Deus, colocando-o para fora dela. O interessante é que Araúna (ou Ornã) foi o último Jebuseu no lugar onde havia o monte Moriá (‘escolhido por Deus, visto por Deus’); ali Abraão entregara Isaque ao sacrifício. E ali era o lugar escolhido pelo Senhor para edificar o templo: “Começou Salomão a edificar a Casa do Senhor, em Jerusalém, no monte Moriá, onde o Senhor aparecera a Davi, seu pai, lugar que Davi tinha designado na eira de Ornã, o jebuseu” (2 Cr 3: 1). Davi comprou aquele lugar por um alto preço: seiscentos siclos de ouro (1 Cr 21: 25); cinqüenta siclos de prata por cada tribo de Israel (2 Sm 24: 24). Nós temos também que aprender a resistir contra tudo o que deixa a nossa alma presa ao pecado e à idolatria, e tudo que afronta à nossa caminhada. Da mesma forma que é a palavra de Deus que permanece para sempre, somos nós que permaneceremos firmes nela até o fim, perseverando na promessa que nos foi dada e, pela fé, trazendo-a a existência. Por isso, o único que pode nos ensinar a lutar da maneira correta e nos cobrir com sua proteção é o Espírito Santo. Ele nos deixou Sua armadura espiritual. Cada parte dela é o próprio Jesus, através de cada atitude de amor que tomou a nosso favor:
• Ef 6: 10-17: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra a ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus”.
• Tg 4: 6b-7: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.
Girgaseu significa: o que ocupa terreno argiloso. Argila é um material mole, composto de diversos minerais, a partir do qual se faz o vaso de barro. Por isso, o Senhor dizia, no Antigo Testamento, que Ele é o oleiro e nós, os vasos de barro moldados pelas Suas mãos (Jr 18: 6). Girgaseus são os inimigos que afrontam a nossa alma, impedindo-a de ser moldada com humildade nas mãos de Jesus. Quando entendemos isso, passamos a cooperar para o nosso próprio crescimento espiritual, pois nos humilhamos diante Dele e nos rendemos à Sua vontade. Está escrito:
• 2 Co 4: 7-11: “Temos, porém este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal”.
O Espírito de Deus é quem nos capacita a caminhar de cabeça erguida diante das provas da vida e manifestar o poder de Jesus diante dos homens
(Uma delas, porém, teve continuidade nos nossos conhecidos “Fenícios”, habitando o litoral do atual Líbano e suas proximidades. Os fenícios, habitando a mesma terra, falando a mesma língua, cultuando as mesmas divindades e, para completarmos, tendo inventado o alfabeto “cananeu” , eram, de fato e de direito, cananeus.)
Assim, por volta de 1200 a.C., seriam dois os povos habitantes, os cananeus e os israelitas, se não houvesse mais dois povos em formação a leste do rio Jordão, os quais, juntamente com os cananeus não assimilados, procuraram impedir a marcha dos israelitas para o norte, vindos do deserto do Sinai: os moabitas e os amonitas.( De acordo com o relato bíblico, Gênesis 19:37-38, tanto Ben-Ami (Amom) quanto Moabe nasceram de uma relação incestuosa entre Ló e suas duas filhas no resultado da destruição de Sodoma e Gomorra e a Bíblia refere-se aos Amonitas e aos Moabitas como os “filhos de Ló”)
Nessa fase, quatro eram os povos que habitavam Canaã: os cananeus, os israelitas, os moabitas e os amonitas. Como invasores, somente os israelitas. Mas não por muito tempo.
Antes mesmo da conquista terminada, há cerca de 1175 a.C., os israelitas já tinham outros companheiros invasores, que se contentaram inicialmente com a faixa litorânea, aventurando-se, depois, pelo interior: os Filisteus
1. a) OS FILISTEUS
Apesar de não serem muito numerosos, os filisteus chegaram, anos depois, a dominar quase toda a área da atual Judéia. A grande região de Canaã que ocupavam foi batizada pelos gregos de “Philistia”, ou “Philistéia” (ou no hebraico “Pêlestin” ou “Palestina”).
Originários da região do Mar Egeu e de Creta ( Am 9.7; Jr 47.4),chegaram na Palestina e se estabeleceram ali por volta dos séculos XIII e XII a.C., depois de trabalharem como mercenários para governantes hititas, cananeus e egípcios,e serem derrotados pelos últimos.
Os “Povos do Mar”, como eram conhecidos, já vinham atacando o Egito desde a época de Ramsés II, quando este os derrotou e os obrigou a guerrearem na batalha de Cades contra os heteus (1275 a.C.).
Todavia, Merneptá e Ramsés III são os que descrevem mais detalhadamente suas lutas contra eles, em que os Povos do Mar se aproximam tanto pelo mar (via ilha de Creta), como por terra (via costa da Síria e Canaã).
Todavia, Merneptá e Ramsés III são os que descrevem mais detalhadamente suas lutas contra eles, em que os Povos do Mar se aproximam tanto pelo mar (via ilha de Creta), como por terra (via costa da Síria e Canaã).
Após a derrota, um grupo desta confederação, conhecido como peleset,ou filisteus,instala-se na costa de Canaã.
Portanto, a referência do livro de Gênesis quanto à origem dos filisteus relacionada a Mizraim (Egito), deve ser entendida como geográfica/política, não étnica (Gn 10.13-14).
Os israelitas, após períodos que oscilavam entre vitórias e derrotas sobre os filisteus, conseguiram, finalmente, neutralizar
aquela expansão com a unificação do Reino de Israel, inicialmente governado por Saul,
e logo depois, por Davi, da Tribo de Judá.
A
partir dessa época, cerca de 1020 a 1010 a.C.,
é contada para os israelitas a data da fundação de Israel, com capital em Jerusalém, pronta para receber a Arca da Aliança, no grande
Templo que seria construído em breve.
2. O reino de Israel
O Reino de Israel, sob o mando de David, limitou as pretensões dos filisteus à orla
costeira, embora não os tenha expulsado
definitivamente, bem como abalou a capacidade dos moabitas e amonitas e outros
reinados de cananeus que ainda guerreavam pelo Oriente do rio Jordão. Todavia não
durou muito essa superioridade israelita.
Após a Era Dourada, com a morte de Salomão, o Reino dividiu-se em dois:
. Israel, ao
norte, capital em Sebaste (Samaria), integrado pelas Dez Tribos, e,
. Ao sul, capital em
Jerusalém, as tribos de Judá e Benjamin, cujos integrantes se chamaram “judeus”.
3. Invasões da Assíria e Babilônia
No ano 722 a.C., os assírios invadiram a
Samaria e levaram cativos muitos habitantes das dez Tribos, ao mesmo tempo em que
deixaram muitos do seu país nessa parte da
Palestina.
Dessa época de mistura étnica e
de cultos, surgiram os “samaritanos”, que,
como os galileus, sofreram muita influência
mística dos fenícios.
Já a invasão dos babilônios (Caldeus), no ano 586 a.C., não deixou muitos representantes na Judéia, forçando, por outro lado, muitos judeus ao exílio,
a começar com a cativeiro da Babilônia, bem
assim a emigração para a Galiléia, o Egito,
províncias greco-romanas e Iêmen, considerados, em conjunto, a primeira grande diáspora.
Os babilônios não demonstraram muito
interesse pela Judéia, restringindo suas
ações mais à cidade de Jerusalém, cujo Templo destruíram, cujo tesouro saquearam e
cujas muralhas arrasaram.
Ressarcidos em
parte pela magnanimidade de Ciro, rei da
Pérsia, os judeus marcaram esse período de
retorno da Babilônia com um grande esforço de reconstrução de Jerusalém, e houve
uma retomada dos padrões éticos e morais,
orientada pelo profeta Neemias.
4. Alexandre Magno
Com as conquistas militares de Alexandre Magno, o Oriente Médio sofreu uma
transformação cultural muito grande, apesar de seu tempo de domínio ter sido muito
curto, pouco mais de dez anos.
O “helenismo” preponderou com muita
facilidade devido a dois consideráveis fatores: o gênio político e militar de Alexandre e
a magnitude da língua e da cultura grega.
Alexandre Magno viveu pouco. Antes de
morrer, aos 33 anos, deixou seu vasto Império dividido entre seus generais de confiança, que eram grupados em “Ptolomeus” e
“Selêucidas”, ficando os primeiros, egípcios, com a Palestina e os segundos, Sírios,
com as províncias do norte. Prevaleceram
os Selêucidas, da Síria, que dominaram o
Egito e a Palestina a partir dos quais vieram
“Antíocos” e “Seleucos”, de mandatos desastrosos, até dar-se a revolta dos Macabeus,
em 167 a.C., quando se estabeleceu a dinastia “Hasmonea”.
5. Os macabeus
Com a dinastia Hasmonea, ou dos Macabeus, que foi uma revolta tipicamente dos
judeus contra a profanação do II Templo por
Antíoco, rei Selêucida, todas as etnias híbridas de pequenos reinados e até mesmo nações como os filisteus, moabitas e amonitas
perderam a sua expressão guerreira.
De
modo que, quando os romanos chegaram à
região, em 63 a.C., levando somente administradores e a tropa militar, apenas os israelitas, como nação, habitavam a Palestina.
A essa altura, os cananeus já assimilados,
os galileus na condição de uma província
atrasada e quase pagã, os samaritanos como
um povo hostil ao lado, os israelitas estavam então unidos por um novo símbolo, “o povo judeu”, das Tribo de Judá, que, na realidade, assumia a personalidade de toda a
área.
Quando os romanos invadiram a Palestina, seu objetivo político era controlar a
Judéia, uma preocupação para Roma, deixando as províncias secundárias para o
controle da dinastia herodiana.
6. A dinastia herodiana
Iniciada ainda no período dos Macabeus, com Antíoco Epifanes, mais tarde com
seu filho Antipatris, essa dinastia foi caracterizada por dirigentes cruéis e devassos,
tendo sua projeção máxima em 37 a.C. com
Herodes, o Grande (ou o Velho), que conseguiu ser nomeado rei da Palestina, mas
numa posição secundária, de submissão, a
Roma, pois isso aconteceu após a invasão
dos romanos.
Era idumeu, nascido em Askelon. Sua crueldade no assassinato de familiares era tão notória que a matança dos inocentes, em Belém, a ele atribuída, não deveria causar tanta celeuma entre os historiadores, uma vez que estava perfeitamente de
acordo com seu caráter desumano.
Vamos citar apenas dois filhos, em atenção ao nosso objetivo neste artigo: Arquelau, que sucedera a Herodes, o Grande, no
ano 4 a.C., e Herodes Antipas.
. O primeiro
só permaneceu no cargo até 6 d.C., quando
foi destituído pelos romanos, e veio a morrer um pouco depois. Temido também pela
crueldade, tanto que José, com Maria e Jesus, de regresso do Egito, rumaram diretamente para Nazaré, na Galiléia, por medo
de residir na região de Jerusalém, onde a
família tinha parentes bem situados na vida.
Nazaré era uma pequena cidade, fora da
jurisdição de Arquelau (Judéia e Samaria) e
um refúgio natural para judeus emigrados,
que também evitavam os samaritanos. Os romanos, com a morte de Arquelau, não mais
nomearam governantes da dinastia herodiana para o conjunto Judéia-Samaria. Teve, então, início a era dos procuradores romanos.
. O Segundo, o outro filho de Herodes, o
Grande, Herodes Antipas, nosso velho conhecido do Novo Testamento, teve dos romanos a incumbência da jurisdição da Galiléia, de secundária importância política, e
da Peréia, província a leste do rio Jordão, na
ocasião já livre de problemas com moabitas
e amonitas.
Para avaliação da dinastia herodiana, que esse Herodes Antipas, por cuja ordem foi degolado João Batista e de atitude dúbia e pusilânime no processo de Jesus, era considerado menos cruel
e até mais benevolente ante os demais governantes da família.
7. A Palestina no tempo de Cristo
No princípio do século I da Era Cristã, a
Palestina era habitada pelos seguintes povos:
a) os judeus, habitantes da Judéia e de
pequenos núcleos em toda a área palestina,
principalmente na Galiléia;
b) os samaritanos, uma nova etnia constituída de descendentes das Dez Tribos e dos invasores assírios;
c) os galileus, também constituídos de
elementos descendentes das Dez Tribos
mais ao norte, e de povos fronteiriços: sírios, arameus, fenícios e outros grupos menores.
O termo Galiléia vem do hebraico “galil”, correspondente a “território”, “província”, com intrínseca idéia de região cercada
por todos os lados.
A antiga Galiléia era
muito menos extensa que a atual, e a infiltração de elementos de nações limítrofes era
inevitável;
d) os idumeus, habitantes da Iduméia, mais ao sul. Eram uma mistura étnica
complexa, sem expressão política, sem ser
nação, citada apenas porque deu ao povo
palestino uma carga pesadíssima: a dinastia dos Herodes.
Os demais povos, como
cananeus, moabitas ou amonitas, ou foram
assimilados ou perderam a expressão.
Os filisteus foram expulsos.
Os assírios deixaram uma quota, miscigenando e formando
os samaritanos.
Os egípcios, sírios e gregos
deixaram pequenos contingentes, esses últimos os mais numerosos.
Os babilônios
não deixaram muitos representantes.
Como “invasores”, no início do século I,
só permaneceram os israelitas e os romanos.
Não podemos esquecer que a invasão
dos israelitas, já então desdobrados em galileus, samaritanos e judeus, teve conotação
mística, conceito que não pode ser ignorado
na apreciação histórica e política.
Quanto
aos romanos, sua conquista da Palestina
nada teve de sobrenatural
CONCLUSÃO
O povo judeu é uma síntese histórica,
sofrida e provada, das Doze Tribos de Israel, o que vale dizer, dos israelitas. Herdeiro
predestinado da Tribo de Judá, sua história
sempre esteve ligada à Palestina. Há quase
quatro mil anos esse povo anseia e luta por
uma Terra Prometida, ou procura a ela retornar, quando expulso.
Nesse último caso,
sempre permaneceram na terra conquistada núcleos judaicos, e os exilados sempre
mantiveram uma visão messiânica de retorno à pátria de adoção.
Essa ligação carismática com a Palestina tem dado ao povo
judeu, através dos séculos, um forte espírito
de luta pela sobrevivência, que vem sendo
pago há tempos, e por um alto preço.
Realmente, começou no deserto do Sinai,
durante o Êxodus. O anseio por uma pátria
fixa superava, às vezes, a obediência aos
preceitos transmitidos por Moisés e, aos primeiros sinais de infortúnio, a rebeldia civil
era violenta e também violentamente reprimida.
Mais tarde, no período dos Reis, incluído Salomão, descalabros dos governantes, como idolatrias, devassidão, assassinatos, taxação escorchante de impostos, levaram à divisão do Reino de Israel, tendo os
judeus, povo de que se originou o nome “Judéia”, tomado uma atitude heróica de autonomia com relação ao conjunto das Tribos.
Finalmente, na dinastia Hasmonea, dos
Macabeus, fruto de uma extraordinária revolta judaica contra a profanação do Templo, a proliferação de elementos corruptos
era tão grande que, segundo A. Powell Davies (1956, p. 73)13, “é quase incrível que tantos inconscientes canalhas tivessem ocupado posições de mando em tão curto período”.
Essa conduta discrepante, que não condizia absolutamente com os ditames da Lei
Mosaica e os ensinamentos dos Profetas, foi
talvez uma das causas que motivaram, embora sem justificativa, o surgimento de uma
atitude “farisaica” (hipócrita) por parte de
uma fatia expressiva de dirigentes religiosos fariseus, que, juntamente com os saduceus e os essênios, foram as três seitas surgidas naquele período de autonomia judaica.
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