sábado, 22 de junho de 2019

Efésios 5:31-32

 "Por este motivo, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.” Este é um mistério grandioso; refiro-me, contudo, à união entre Cristo e sua Igreja. Portanto, cada um de vós amai a sua esposa como a si mesmo, e a esposa trate o marido com todo o respeito."(Efésios 5:31-32)

                           A IGREJA COMO NOIVA DE CRISTO

Existem inúmeros textos que fazem alusão a verdades que foram escondidas por Deus no início do mundo para serem descobertas ou reveladas em tempo oportuno. Tais textos parecem apontar para o propósito da existência humana e o seu destino final de acordo com os planos de Deus. Um deles, discreto, mas interessante, se encontra em Efésios 5.

Em Efésios 5.22-32 Paulo fala sobre o relacionamento conjugal, mas sempre fazendo alusão à semelhança que há entre a relação “marido e mulher” com Cristo e a Igreja. Ele faz diversas declarações interessantes que sempre apontam para a conexão que há entre Cristo Jesus e o seu Corpo, a Igreja:
  • A mulher deve ser submissa ao marido como é submissa ao Senhor (v. 22)
  • O marido é o cabeça da mulher, como Cristo é o cabeça da Igreja (v. 23)
  • Cristo Jesus é o salvador do seu próprio Corpo (v. 23)
  • A igreja está sujeita a Cristo como as mulheres devem ser aos maridos (v. 24)
  • Maridos devem amar as mulheres como Cristo amou a Igreja (v. 25)
  • Tudo o que Cristo fez pela igreja tinha o objetivo de melhorá-la para si mesmo (vv. 25-27)
  • Como Cristo, os maridos também devem amar a mulher como o seu próprio corpo (v. 28)
  • Quando o marido ama a esposa ele está se amando, como Cristo faz com a Igreja (v. 29)
  • Ninguém odeia a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo faz com a Igreja (v. 29)
  • Assim como marido e mulher são uma só carne, nós também somos membros do corpo de Cristo (v. 30)
Ao concluir as comparações Paulo parece querer deixar bem claro qual a sua perspectiva em relação ao casamento como mensagem profética quanto à prevista e predestinada união de Cristo com a Igreja, que é na verdade o seu próprio Corpo:

Quando Paulo diz “eis por que”, ele está mostrando a razão número 1 da invenção do casamento, a razão maior do porquê o homem sai da casa do pai e se une à sua mulher tornando-se uma só carne com ela: para servir de testemunho profético da futura e planejada união entre o filho de Deus e sua noiva. Por isso ele diz que “o mistério é grande”, pois se referia a Cristo e a Igreja. O grande mistério mencionado aqui, que esteve mantido em segredo em todas as gerações, era que Deus já havia planejado a união entre Cristo e os homens desde o início do mundo, e, além de já ter planejado, deixou pistas sobre este plano nas coisas criadas desde o princípio, uma destas pistas é o próprio casamento.
Assim como o futuro marido precisava esperar que a mulher alcançasse a sua maturidade para que ele pudesse sair da casa do pai para unir-se com ela e os dois se tornassem uma só carne, também Cristo se uniria à Igreja que passaria a ser o seu Corpo, exatamente no tempo predeterminado pelo Pai.


Igreja de Deus é a família de Deus, composta de cristãos que são filhos de Deus Pai e são “irmãos” de Jesus Cristo (1 João 3:1-2, Hebreus 2:11-12). O Pai deseja que todos os eleitos finalmente se tornem Seus filhos.
O relacionamento entre pais, filhos e irmãos a nível humano tinha a intenção de retratar essa grande realidade espiritual.

Mas há outra relação familiar, que também retrata essa imensa realidade espiritual "o casamento" . O casamento humano entre marido e mulher tinha a intenção de retratar o casamento de Jesus Cristo com a Igreja. Cada um dos cristãos é irmão de Cristo. Mas, coletivamente, constituem a Sua Noiva, agora como noiva ou noivo d'Ele que futuramente O acompanhará em um relacionamento conjugal divino por toda a eternidade.

O casamento humano foi instituído com o primeiro casal, Adão e Eva. Deus fez Adão cair em um sono profundo, então lhe abriu a carne de um lado e retirou uma costela, da qual fez Eva para ser uma esposa―uma parceira adequada que complementava o homem. Quando Deus a apresentou a ele, Adão disse: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne”

(Gênesis 2:23). Essencialmente, Eva era parte de Adão―de seu próprio corpo.

Deus disse: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (versículo 24). Em certo sentido, isso se refere a uma união física literal, a união sexual. Ele imediatamente percebeu que ambos estavam nus e não se envergonhavam (versículo 25). Mas, figurativamente, também se refere a uma união de vidas em uma profunda união. Jesus disse: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mateus 19:6).

Inúmeros versículos referem-se à Igreja de Deus como o Corpo de Cristo, que individualmente pode ser comparada às várias partes de um corpo (Romanos 12:4-51 Coríntios 12:12-27Efésios 1:22-234:12Colossenses 1:24). E Jesus é a “cabeça do corpo da igreja” (Colossenses 1:18). É por isso que o marido é a cabeça da mulher no matrimônio terreno.

“Já não são dois, mas uma só carne” (Mc 10,8)


Tudo começa quando os fariseus, querendo testar Jesus, perguntam se é lícito ou não ao marido repudiar a esposa. De fato, era uma pergunta capciosa. Os fariseus já conheciam bem o texto de Deuteronômio 24, que permitia ao homem despedir a sua esposa caso ele visse nela algo de inconveniente. Todavia, os fariseus querem pôr Jesus à prova, querem testá-Lo, querem ver se Ele se coloca contra a Torá, para terem, assim, um motivo para acusá-Lo.
Jesus pergunta aos fariseus o que diz Moisés, o que Moisés “mandou” fazer. Os fariseus remetem ao Deuteronômio 24, e afirmam que Moisés “permitiu” que se repudiasse a mulher. Interessante o jogo de palavras de Marcos: Jesus pergunta o que Moisés “mandou”, e os fariseus respondem dizendo o que Moisés “permitiu”. Moisés, de fato, não “mandou”, mas “permitiu” que o homem desse à mulher um documento de divórcio, por causa da sua esklerokardia e da sua “dureza de coração”.

O tema da dureza de coração, da esklerokardia, aparece nos profetas (cf. Jr 18,11-12) e, nos salmos, Deus se lamenta por causa da esklerokardia do seu povo: Sl 81,12-13: E meu povo não ouviu minha voz, Israel não quis obedecer-Me; então, os entreguei ao seu coração endurecido: que sigam seus próprios caminhos!” O homem é entregue aos seus próprios caminhos, por causa da sua dureza de coração 

Deus não pensou e nem desejou o divórcio. Moisés, em virtude da dureza de coração do povo, “permitiu” que isso fosse feito. Mas, afirma Jesus, “no princípio”, no “gênesis”, no projeto original de Deus não foi assim. Jesus explica a Torá (Lei) pela própria Torá! A Torá não se contradiz, pois o projeto original de Deus está lá manifestado, intacto, relatado no texto do Gênesis ao qual Jesus se refere. Todavia, na experiência da dureza de coração do povo, Moisés lhes dá um preceito, transitório, que durará até que seus corações sejam dilatados para entender a Torá na sua integridade e não segundo a sua estreiteza.

Cristo, que leva à plenitude a Revelação, manifesta no Evangelho o desejo de Deus para o matrimônio e a família. Ele retoma dois textos do Gênesis: 1,27 e 2,24. Assim, Ele afirma que desde o princípio da criação “Ele os fez homem e mulher, e os dois serão "uma só carne.” Aqui se coloca a revelação de Deus a respeito do homem e da mulher e, consequentemente, do matrimônio. Deus os fez “homem e mulher”. 

A nossa sexualidade é um elemento da nossa identidade, um dom, uma graça, que deve ser recebida com gratidão. Vendo Deus que não era bom para o homem estar só, Deus resolve dar-lhe uma auxiliar “semelhante a Ele” (Gn 2,18). Depois de dar nome a todos os animais, Adão percebe que não existe entre eles alguém que lhe corresponda. Deus, então, faz cair um sono sobre Adão, uma espécie de êxtase, para que ele não veja a obra portentosa de Deus: a criação da mulher. O autor do Gênesis descreve, então, de forma simbólica, mas rica em conteúdo teológico, a criação da mulher. Deus retira uma costela de Adão e a partir dela faz a mulher. Deus conduz a mulher até Adão e este exclama: “Desta vez, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’ porque foi tirada do homem.” E, por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher, e os dois serão "uma só carne."

Várias ideias teológicas estão presentes neste texto do Gênesis.:

A primeira é a igualdade de condições entre o homem e a mulher: esta foi tirada do seu lado aberto! Ela se chamará mulher (em hebraico îshá), pois foi tirada do homem (îsh): mesma raiz gramatical, mesma dignidade entre os dois. 

A segunda ideia teológica presente no texto é a do casamento monogâmico: Deus cria uma mulher que corresponde ao homem. 

A terceira mensagem teológica do texto é a da comunhão que deve existir entre o homem e a mulher. O homem reconhece na mulher alguém que lhe corresponde, um outro eu, por isso ele afirma: “esta sim é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. A mulher é a ajuda adequada para o homem, alguém com quem ele vai dividir a vida. E, por fim, a indissolubilidade do vínculo gerado entre os dois.

Somos chamados hoje a olhar o matrimônio sob o prisma espiritual. O matrimônio deve ser, para nós cristãos, um sinal visível da união de Cristo com sua Igreja. Se, em âmbito natural, o divórcio não se aplica porque contraria a verdade do matrimônio, destrói aquela família que se formou da livre e espontânea vontade de duas pessoas, mais ainda no âmbito religioso o divórcio se mostra como um grande contratestemunho para o mundo que nos cerca. Cristo não abandona a Igreja. Ela, que também nasceu do seu lado aberto na cruz, como a mulher nasceu do lado aberto de Adão que dormia, não foi abandonada em nenhuma hipótese pelo seu esposo.

O amor de Cristo pela sua Igreja durou até a morte, foi um amor até as últimas consequências. Também o amor matrimonial, ainda que se torne, por causa das diferenças, um amor crucificado, é chamado a ser assumido até as suas últimas consequências. Se o matrimônio se tornou uma cruz, ele não deve ser arrastado, mas oferecido ao Pai como "oblação" pura. Muitas vezes a convivência matrimonial torna-se impossível, por diversos fatores, até mesmo não queridos por um ou ambos os cônjuges, todavia o vínculo assumido permanece até o fim, e é isso que Jesus nos lembra nesse evangelho. Em Cristo, o matrimônio nunca termina. Isso não deve ser encarado como um peso, como uma lei que mata, mas como um "dom", como uma garantia de vitalidade. Cristo concede ao matrimônio a mesma durabilidade que o seu amor pela Igreja. O homem não pode separar aquilo o que Cristo uniu (Mc 10,9).

O termo “uma carne” significa que assim como o nosso corpo é inteiro e não pode ser dividido em pedaços e ainda ser um inteiro, assim também Deus estabeleceu o relacionamento matrimonial. Não há mais duas entidades (dois indivíduos), mas agora há apenas uma entidade (um casal). Essa nova união tem várias características.

Quanto à duração da união, Jesus diz que Deus criou o casamento para que o casal permanecesse juntos até que a morte os separassem (Mateus 19:6). Quando divórcio acontece contrário ao plano de Deus, você não tem dois “inteiros”, mas sim duas metades que foram separadas bruscamente uma da outra. Quanto a ligações emocionais, a nova unidade é mais importante do que todos os relacionamentos prévios e futuros (Gênesis 2:24ª). Algumas pessoas, mesmo depois de casados, dão mais atenção ao seu relacionamento com seus pais do que ao seu cônjuge. Essa é uma receita para desastre em um casamento e é uma distorção da intenção original de Deus de “deixar e unir”. Um problema semelhante pode desenvolver quando o marido ou a esposa começa a se aproximar de um filho/a com a intenção de que ele/a cuide de suas necessidades emocionais, ao invés de depender de seu cônjuge.

Emocionalmente, espiritualmente, intelectualmente, financeiramente e de toda outra forma, o casal deve se tornar um. Assim como uma parte do corpo cuida das outras partes (o estômago digere comida para o corpo, o cérebro dirige o corpo para o bem do corpo inteiro, as mãos trabalham a favor do corpo, etc.), assim também cada parceiro do casamento deve mostrar carinho e cuidado um pelo outro. Cada um não deve ver dinheiro ganho como “meu” dinheiro, mas sim como “nosso” dinheiro. Efésios 5:22-23 e Provérbios 31:10-31 demonstram esse princípio de “unidade” colocado em prática para o marido e sua esposa respectivamente.

Fisicamente: Eles se tornam uma só carne e o resultado de ser uma só carne pode ser encontrado nos filhos que essa união produz; esses filhos agora contêm informação genética como resultado dessa união. E até mesmo no aspecto sexual desse relacionamento, eles não devem considerar seus corpos como pertencentes a si mesmo, mas ao seu cônjuge (1 Coríntios 7:3-5). Eles também não devem se focalizar em seu próprio prazer, mas em dar prazer ao seu cônjuge.

Essa união e a busca do que é melhor para o outro não é uma coisa automática, principalmente depois da queda da humanidade em pecado. O homem, em Gênesis 2:24, é ordenado a “unir-se” a sua esposa. Essa palavra representa duas idéias. Uma é a de ser “colado” em sua esposa, um retrato de quão estreito o relacionamento matrimonial deve ser. O outro aspecto é o de “perseguir/conquistar sua esposa persistentemente”. Essa idéia de “perseguir” deve ir além do namoro que leva ao casamento e deve continuar por todo o casamento. A tendência da carne é a de fazer o que “me faz sentir bem”, ao invés de considerar o que vai beneficiar seu cônjuge. Esse tipo de egoísmo é um problema comum que surge no casamento quando a “lua-de-mel acaba”.

Por mais legal que seja viver juntos cuidando das necessidades um do outro, Deus tem um propósito mais importante para o casamento. Assim como eles estavam servindo a Cristo com suas vidas antes do casamento (Romanos 12:1-2), agora devem servir a Cristo juntos como uma unidade e criar seus filhos para servir a Deus (1 Coríntios 7:29-34; Malaquias 2:15; Efésios 6:4). Priscila e Áquila, em Atos 18, são um bom exemplo disso. À medida que um casal almeja a servir ao Senhor juntos, o gozo que o Espírito dá vai encher o seu casamento (Gálatas 5:22-23). No jardim do Éden, três pessoas estavam presentes (Adão, Eva e Deus) e gozo fazia parte desse relacionamento. Portanto, quando Deus está no centro do casamento nos dias de hoje, também vai haver gozo. Sem Deus, uma união duradoura não é possível.


O apóstolo Paulo explica esta relação física e também divinamente espiritual em Efésios 5:22-33:

 “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.

“Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes, a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja.

“Porque somos membros do seu corpo. Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido”.

Está muito claro que o casamento humano foi instituído com a intenção de representar o relacionamento conjugal definitivo. A união em uma só carne a nível físico tem um paralelo espiritual com a relação especial e íntima de Cristo com o Seu povo. Como Paulo explicou: “Aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele “ (1 Coríntios 6:17).

No entanto, como mencionado, os membros da Igreja ainda não entraram na plenitude do relacionamento conjugal com Cristo. Eles estão atualmente desposados com Ele, com a responsabilidade de permanecer espiritualmente puros. Paulo disse a alguns daqueles que ele tinha ajudado a se converter, “Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Coríntios 11:2).

E quando Jesus Cristo retornar pela última vez, será declarado: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Apocalipse 19:7).

A Nova Aliança, o pacto no qual os seguidores de Jesus Cristo se comprometem com Ele, é de fato uma aliança de casamento. Esta nova aliança havia sido prometida à antiga Israel muito antes de Cristo vir em carne (Jeremias 31). Ela se tornou necessária em virtude do fato de que a nação tinha violado os termos da Antiga Aliança, que Deus havia celebrado com Israel no Monte Sinai―“Porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor” (versículo 32). Assim, a Antiga Aliança também era uma aliança de casamento.

Então, Israel era a noiva de Deus e é importante compreender que Aquele que os israelitas conheciam como Deus no período do Antigo Testamento era Quem, mais tarde, nasceria como Jesus Cristo (ver 1 Coríntios 10:4 ). 

A Noiva de Cristo era, portanto, Israel, mas a nação quebrou seus votos de casamento―adorando a outros deuses, que Deus enxergou como fornicação e adultério espiritual (Levítico 17:7Jeremias 3:16).

A Antiga Aliança terminou com a morte de Jesus Cristo. Porém, o Cristo ressuscitado ainda pretendia se casar com Israel, mas sob uma Nova aliança―um novo acordo de casamento. Essa aliança é para todas as pessoas, mas todos devem se tornar israelitas, espiritualmente, através de Cristo. A Igreja é a Israel espiritual―a precursora do relacionamento da Nova Aliança. 

Deus também mencionou no Antigo Testamento de ser casado com a cidade de Jerusalém, a qual representava toda a Israel (Ezequiel 16). Da mesma forma, a futura Nova Jerusalém é referida como “a noiva, a esposa do Cordeiro” (Apocalipse 21:9-10ARA). Isso é porque ela será composta de todos os que são fiéis a Deus, sendo a morada eterna de Deus e Seu povo. Devemos lembrar que a própria Igreja é chamada de “morada de Deus no Espírito” (Efésios 2:22)―tal como o Pai e Cristo vivem dentro de seus membros por meio do Espírito Santo.

Cristo que nos apresenta hoje essa Palavra, ou melhor, que se apresenta a cada um de nós nessa Palavra, é chamado pelo autor da carta aos hebreus de “iniciador” e “consumador” da nossa salvação. Aqu’Ele que desejou “conduzir muitos filhos à glória”. Ele provou em nosso favor a morte, e por isso foi coroado de honra e glória. Ressuscitado, ele também nos ressuscitará no último dia, do qual este domingo é prenúncio e antecipação. Peçamos ao Pai, por Cristo, na força do Espírito Santo fortaleça as nossas famílias. Que as pedras do caminho e o peso dos anos não sufoquem aqueles que se colocaram nesta bela e exigente jornada. Que o amor nos nossos casais se renove a cada dia e se faça sempre jovem, como é o amor de Cristo pela sua Igreja. Ele sempre nos olha com a mesma ternura da primeira hora, apesar das rugas que marcam o nosso rosto. O peso das injúrias e até mesmo das infidelidades não arrefecem o seu amor humano e divino. Que esse mesmo amor inflame o coração dos nossos casais: um amor crucificado! Que o seu amor seja fortalecido e renovado pelo Senhor, a fim de que nossas famílias sejam um sinal do próprio amor de Cristo pela sua Igreja! Que a fecundidade não se afaste de nossos lares, para que, como diz o salmista, “os filhos sejam como rebentos de oliveira ao redor de tua mesa”, e “tua esposa seja um videira bem fecunda no coração de tua casa”.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

PACIÊNCIA: O SEGREDO PARA AS FALHAS E IMPERFEIÇÕES

             11. PACIÊNCIA: O SEGREDO PARA AS FALHAS,QUEDAS E IMPERFEIÇÕES


Precisamos fazer da "paciência" o hóspede mais desejado e mais querido,fiel e perpétuo da nossa alma.Temos paciência com os outros,mas não a temos para conosco.

A tendência é nos perturbarmos com nossas quedas e imperfeições,isso nos enche de precipitações e desassossego,que apenas vai "estorvar" o caminho para o aperfeiçoamento.

Uma boa ilustração para esse tópico é: O pássaro que cai numa armadilha

Falta-lhes paciência,assim Debatem-se desordenadamente nessas armadilhas no esforço de se libertarem e o máximo que conseguem é se embaraçarem ainda mais

- Não é perdendo a "serenidade"que sairemos desses laços que nos armam nossas imperfeições,quanto mais impaciência pior.

- O caminho do aperfeiçoamento é lento e sofrido,por isso muita paciência nessa hora.

- Quando Deus nos der o aval para prosseguir,devemos fazê-lo com boa vontade,mas antes precisamos aguardar com paciência nosso adiantamento.

- Não se inquiete com o que deixou de fazer,mas diligencie para o que tem de fazer no futuro

- Não se aflige por se sentir "noviço" no exercício das virtudes.(No mosteiro da vida devocional cada sempre se presume noviço e emprega toda a vida para dar provas da sua humildade.O sinal de ser um mau noviço e merecer a reprovação e a expulsão é julgar-se e ter-se mesmo como perfeito

- Na caminhada cristã não são as solenidades,mas a obediência de princípios que nos tornará aperfeiçoados,e essa tarefa não é rápida e nem se tem com um diploma

Aí surge o tema pro nosso próximo post: SE EU SEI QUE A CULPA É MINHA POR NÃO AVANÇAR:COMO DEVO REAGIR ENTÃO?





Romanos 3:5-6

                                 Romanos 3:5
 "Ε, se ο nossa injustiça prova α justiça de Deus, que  diremos? Acaso Deus, que castiga com ira, é injusto? (Falo como homem.)"


O pecado do homem pode exaltar ou justificar à justiça de Deus de uma das seguintes maneiras:

 

1. Destacando a justiça de Deus e focalizando sobre ela um a luz mais resplandecente, através do contraste. 

2. Mostrando que as declarações de Deus contra a natureza pecaminosa do homem são verazes, o que ilustra, portanto, a veracidade divina.


3. Mostrando que a condenação imposta por Deus e o seu julgamento contra o pecado são medidas justas e necessárias, pois, dentro da economia ética de Deus seria uma injustiça permitir que a perversidade humana fique sem freio, florescendo desimpedidamente.


4. O simples raciocínio humano mostra que deve haver justiça, que deve haver retribuição, disciplina e recompensa. Qualquer outro resultado não seria coerente com o que a própria razão humana requer da parte de Deus. Por conseguinte, se ao menos aplicarmos a razão humana mesmo sem o concurso da revelação divina,teremos de admitir, juntamente com o apóstolo Paulo, que os princípios divinos, conforme ele no-los apresentou, são justos.


5. De acordo com esses princípios, os judeus incrédulos, injustos como eram, não tinham razão alguma para supor que Deus, que sempre foi fiel às suas próprias promessas, haveria de olvidar-se do julgamento, mesmo que o pecado desses judeus, de uma maneira ou de outra, exalte e destaque a justiça de Deus, conforme foi descrito acima. A idéia que assim Deus faria, resultava de um raciocínio profano e depravado.

"...traz a lume" A palavra «...lume...» deriva-se de um vocábulo grego que significa «introduzir», «ordenar», ou seja, «magnificar», «comprovar», «estabelecer». (Ver II Cor. 7:11; Gál. 2:18 e Rom. 5:8). Neste versículo não transparece de forma algum a o pensamento que diz que, de algum a ־ maneira, a sob erania divina, em seus poderes de predestinação, requer a presença do mal, a fim de que a maldade resultante exalte a Deus, do modo como é sugerido acima, como se a maldade fosse uma legítima e necessária parte do sistema do m undo. Pelo contrário , a existência do mal no mundo é que cria esse difícil problema do mal, o que, tanto para a filosofia como para a teologia é um dos problemas mais difíceis e complicados:

3:8: Ε por que não dizermos: Façamos 0 mal para que venha o bem?Como alguns caluniosamente afirmam que dizemos; a condenação dos quais é justa.

O absurdo das perguntas precedentes leva-nos, de maneira inevitável, a um pensamento super absurdo, isto é, que podemos produzir o bem , praticando mal, o que poderia assumir uma das seguintes formas: 

1. Conforme essa declaração é aqui empregada, isso seria simplesmente o resultado lógico das perguntas que a antecederam. Pois se a minha mentira magnífica a verdade de Deus, e se a minha injustiça põe em foco mais claro a justiça de Deus, então estarei fazendo o bem ao praticar o mal; e até poderei fazer disso uma regra de vida e prática, daí por diante praticando toda a maldade que posso, a fim de que isso redunde na maior glória de Deus. 

2. Essa declaração, entretanto, tem um a conexão mais lata com Paulo e a sua vida e ministério do que o contexto parece aqui indicar. É indubitável que essa calúnia tenha sido assacada contra o apóstolo dos gentios, pelos judeu s, por muitas vezes, tendo sido usada até mesmo por crentes de inclinações legalistas, os quais faziam objeção à doutrina paulina da justificação pela fé. Todos esses viam nisso, com suas declarações contra o princípio legal como a fonte da vida eterna, uma licença para a prática do mal. Pois supostamente, aquele que é livremente justificado em Cristo, pouco tem a preocupar-se acerca das conseqüências de suas ações. Naturalmente, segundo Paulo deixa aqui subentendido, indignado como estava, isso é uma total perversão da doutrina da graça. Bem ao contrário disso, porém, a doutrina bíblica da graça insiste sobre diversos fatores, a saber: 

a.) Quando da justificação em Cristo, há um contato real entre a natureza divina e a natureza humana, não havendo meramente um pronunciamento judicial de absolvição. É verdade que esse pronunciamento absolvidor se verifica, mas isso não representa tudo.
b.) O indivíduo justificado passa a ser moradia do Espírito Santo, o qual é dado por intermédio de Cristo, mas que jamais poderia ter sido conferido através do princípio legal. Assim, pois, o indivíduo justificado é igualmente o indivíduo santificado(posicionamento) ,e o indivíduo não-santificado sob hipótese alguma pode ter sido justificado, porquanto existe uma operação do Espírito divino que inclui ambas as coisas.
c.) O indivíduo justificado e santificado, mediante o Espírito Santo que nele veio habitar, passa a possuir a atitude de obediência a todas as exigências da lei, a perfeita santidade de Deus, que é o grande alvo da lei mosaica, uma vez que a mesma seja espiritualmente entendida, e não apenas literalmente compreendida. 

d.) Essa transformação moral, que deve ser uma experiência real, se é que o indivíduo foi verdadeiramente justificado em Cristo, provocará a transformação metafísica segundo a imagem de Cristo, fazendo desse crente uma pessoa que participa de tudo aquilo que perfaz a pessoa do Filho de Deus; e isso significa que os remidos no sangue de Cristo virão a ser, finalmente, filhos de Deus literalmente falando, tornando-se gloriosos muito acima dos anjos, quanto à sua estatura metafísica. É exatamente por isso, por conseguinte, que o trecho de II Pedro 1:4 diz-nos que seremos participantes da própria natureza divina.

Ora, tudo isso excede em muito às esperanças mais queridas dos judeus. «Tais raciocínios se reduzem a isso, embora nós, que preguem os a salvação através da graça gratuita de Deus sejam os caluniosamente acusados de ensinar  quanto maior o mal praticado, tanto maior será a glória que redundará para Deus: um princípio condenável. Por conseguinte, ao invés de refutar esse princípio, o apóstolo pensa que basta entregar tal princípio à execração, como algo que choca o senso moral de todos». "...A condenação destes é justa..."

O PROBLEMA DO MAL

O presente texto, apesar de não expor particularmente uma discussão sobre esse problema, pelo menos O subentende. 
1. A reconciliação de seis elementos aparentemente irreconciliáveis:
 
a.) a onipotência divina 
b.) a benevolência divina 
c.) a existência do mal 
d.) o pronunciamento do julgamento inarredável contra o mal 
e.) a presciência de Deus que aparentemente força todos os acontecimentos, incluindo os de má natureza, ou que deixa de im pedir os mesmos, mediante a aplicação de medidas preventivas 
f.) a doutrina bíblica da predestinação 

2. Uma citação,que evidentemente põe em foco esse problema: "Ou Deus deseja remover o mal deste mundo, mas não pode fazê-lo; ou ele pode fazê-lo, mas não o quer; ou não tem nem a capacidade e nem a vontade de fazê-lo; ou, finalmente, ele tem tanto a capacidade como a vontade de fazê-lo. Ora, se ele tem a vontade, mas não a capacidade de fazê-lo, então isso mostra fraqueza, o que é contrário à natureza de Deus. Se ele tem a capacidade, mas não a vontade de fazê-lo, então Deus é mau, e isso não é menos contrário à sua natureza. Se ele não tem nem a capacidade e nem a vontade de fazê-lo, então Deus é ao mesmo tempo impotente e mau, e, conseqüentemente, não pode ser Deus. Mas se ele tanto tem a capacidade como a vontade de remover o mal do mundo (a única posição coerente com a natureza de Deus), de onde procede o mal (unde malum?), e por que Deus não o impede?

Quando falamos no mal, estabelecemos duas distinções, a saber: 


1. O mal moral, isto é, aquele que se deriva da vontade pervertida do homem, da desumanidade do homem contra os seus semelhantes.


2 . O mal natural, ou seja, os desastres, os dilúvios, os terremotos, os incêndios, os acidentes, as enfermidades e a morte, que é o maior de todos os males naturais.
Porque esses males existem? Por que Deus permite tais condições, sabendo de antemão que acontecerão, e sendo possuidor do poder de impedi-los? Antes de tudo, por que ele permitiu que o mal entrasse no universo, se Deus é inteiramente bom, e se faz parte de nossa teologia o fato que Deus tem o poder de governar conforme ele quiser, assim podendo impedir completamente a entrada do mal?
E, finalmente, por que Deus permite que essas condições subsistam?


Diversas soluções têm sido propostas para esse magno problema:


1. O ponto de vista natural.
De acordo com essa posição o Deus pessoal, onipotente e benévolo é substituído por um Deus materialista. Conforme os que assim dizem, tudo quanto existe é apenas a matéria, e tudo quanto acontece é apenas movimento da matéria. Portanto, matéria em movimento é tudo quanto se pode dizer a fim de descrever a existência. Quando se remove Deus do quadro, resta somente o mal; mas esse problema é solucionado no sentido que todo o mal é meramente alguma forma de perversidade ou acontecimento adverso acidental, que atinge coisas inteiramente materiais. Por exemplo, um terremoto seria apenas um reajustamento da crosta terrestre, nada tendo a ver com um Deus que prevê o desastre ameaçador, m as não o impede. Em conseqüência disso, não há nenhuma força inteligente que, por causa desse conhecimento anterior, possa fazer cessar os acontecimentos. Assim, pois, o citado terremoto não é nenhum mal, mas tão-somente uma ocorrência mecânica.
Porém, de conformidade com esse ponto de vista, o homem é reduzido a um ser desamparado. O "existencialismo ateu", que se apega a esse parecer, chega ao extremo de dizer que o homem é uma piada da natureza. Sua existência ocorreu por puro acaso, em um mundo caótico. A alma e Deus são apenas suas invenções mentais, na tentativa de impor ordem e esperança a algo que verdadeiramente é destituído de ordem, ou, pelo menos, de ordem moral, e que, certamente, não é acompanhado de esperança alguma.
Na realidade, esse ponto de vista somente contribui para agravar o problema do mal, porquanto não oferece para o mesmo nenhum a solução. Na verdade, declara francamente que não há solução para tal problema. Somente na aparência remove o mal, mas, na realidade, aprofunda o desespero causado pela existência do mal.


2. O ponto de vista deísta.
Segundo essa posição, existe um Deus, que é o criador. Todavia, Deus não se faz presente no mundo, e nem mantém qualquer interesse pelo mesmo. Não galardoa e nem pune às suas criaturas morais, como o homem, e nem orienta as leis naturais que ele pôs em movimento, mas antes, abandonou-as como coisas inteiramente mecânicas, a fim de que governassem sozinhas o universo. Mas essa posição equivale ao ateísmo prático, ao mesmo tempo que, teoricamente, se aferra à ideia da existência de algum a força ou forças superiores. Todavia, de acordo com todas as considerações práticas, esse ponto de vista é idêntico ao primeiro, porquanto, segundo o mesmo, não há nenhum Deus em vinculação com este mundo. E assim, até onde nos diz respeito, tudo quanto existe é apenas a matéria , e tudo quanto acontece é somente movimento.( Irei postar um artigo sobre O Deus Imanente,fique ligado). Essa era a ideia que Epicuro fazia da existência de Deus, e, com a passagem dos séculos, muitos têm vindo a aceitar tal conceito, incluindo o famoso e profano filósofo francês, Voltaire. A 1  de novembro de 1775, um terremoto matou cinqüenta mil pessoas em Lisboa, Portugal. Voltaire ficou profundam ente amargurado contra Deus, por causa disso, ainda que a sua posição intelectual sobre a questão fosse o «deísmo». Ele descobriu ser possível alguém ficar amargurado contra um Deus cuja existência nega, o qual, de acordo com esse mesmo conceito, não poderia ter qualquer responsabilidade em relação ao que aconteceu.


3. O ponto de vista do pessimismo.

Os que tomam essa posição afirmam que Deus realmente existe e é onipotente; porém, não é um Deus benévolo. Assim sendo, o mal existe realmente, e até pode ser provocado pelo exercício da vontade de Deus. Esse era o ponto de vista do filósofo alemão Schopenhauer, o qual considerava que a própria existência é um mal, tendo dito: "O maior pecado do homem é que ele nasceu". O ideal seria que todas as coisas cessassem de existir, por um a determinação da vontade universal (que teria loucura pela vida), revertendo essa sua tendência, e levando todas as coisas, inclusive a si mesmo, a desaparecerem da existência. De conformidade com esse ponto de vista, o problema do mal é apenas o problema da existência, porquanto o simples existir já é um mal. E isso leva os seus propagadores a verem formas do mal em todas as coisas. 

4. O ponto de vista do otimismo. 

A despeito de seus muitos problemas, de acordo com os que assim afirmam, o mundo é o melhor dos mundos. Alguns politeístas aceitavam a existência de algum deus ou deuses bons, que não eram, entretanto, todo-poderosos, ou seja, não eram onipotentes; e que, por isso mesmo, eram incapazes de impedir a atuação do mal sobre o mundo. De fato, conforme diziam tais indivíduos, o mal pode ser tão ou mais antigo que esses deuses. A luta entre o bem e o mal é perfeitamente real, não podendo haver certeza da esperança que o bem prevalecerá por fim. Esse ponto de vista, infelizmente, tem sido defendido por alguns cristãos, os quais não aceitam a onipotência absoluta de Deus, mas que acreditam em sua bondade e em seu "grande" poder, mantendo assim a esperança de que ele conseguirá fazer com que o bem, finalmente, prevaleça.

 5. O ponto de vista cristão. 

Seria melhor falarmos em pontos de vista cristãos; pois nem todos os cristãos estão de acordo sobre o problema do mal. 

Assim sendo, devemos destacar as seguintes posições cristãs: 

a.) Alguns cristãos, conforme foi mencionado acima, aceitam a realidade do mal, mas limitando o poder de Deus, apesar de manterem a sua bondade. Esses têm a esperança de que o bem conseguirá triunfar, finalmente. O mal não seria proveniente de Deus, e, sim, de outros poderes, inteligentes ou meramente mecânicos, conforme se vê na natureza; e Deus nem sempre teria perfeito controle sobre tais poderes. 

b.) Teólogos-filósofos como Agostinho e Tomás de Aquino, têm procurado solucionar o problema da existência do mal, afirmando que o "mal", como um a entidade positiva, realmente não existe. (Ver A Cidade de Deus, de Agostinho, cap. XI). Pelo contrário, o mal seria algo negativo, isto é, a ausência do bem, o vácuo, tal como o frio é a ausência do calor, ou como as trevas são a ausência da luz. O mal existiria no próprio homem, posto que no homem há um vácuo'da boa influência divina. O mal seria, realmente, o bem mal orientado, mas não uma entidade positiva, em si mesma. 

Isso parece explicar algum as formas de mal, de forma adequada, mas não pode explicar muitas de suas formas; e nem as mentes mais não-filosóficas ou mesmo filosóficas se satisfazem inteiramente com essa explanação . A pós exame, tudo se reduz a um  ponto de vista "simplório" sobre a existência do mal. 

Foi uma posição criada para aliviar Deus de haver criado ou de estar permitindo o mal, o que ele poderia ter-se recusado a fazer, sendo um ser todo-poderoso, se porventura assim tivesse querido fazê-lo. Eliminar a existência do mal deste mundo, mediante alguma explicação racionalizadora, não dá solução ao problema, mas tão somente oculta cruamente o mesmo, não passando tudo de um truque filosófico. 

c.) Alguns cristãos têm procurado encontrar soluções parciais, negando a realidade da presciência de Deus. Assim sendo, no que diz respeito à entrada do pecado no mundo, e no que tange à escolha do homem,aceitando ou rejeitando a Cristo.Deus como que eliminou a sua própria presciência, pelo que é incapaz de impedir o mal ou de influenciar os acontecimentos dessa natureza. Mas essa posição faz de Deus menos do que Deus, e não é a posição defendida pelas Escrituras. Soluciona o problema do mal apenas parcialmente, porquanto se pode dizer que o mal é um produto inteiramente da feitura do homem, o qual, por assim dizer, apanhou Deus inteiramente de surpresa. Porém, ao solucionar assim parcialmente o problema do mal, essa posição cria um problema, relativo ao conceito de Deus, e o resultado disso é dos mais abomináveis para a maioria dos cristão s . Agostinho mui astutamente procurou demonstrar que a "presciência" não exige necessariamente o "determinismo"; mas isso em nada nos ajuda neste ponto, porquanto tudo quanto essa posição afirma é que Deus, desconhecendo o que estava prestes a acontecer, naturalmente não foi capaz de sustar, pelo que também não é o responsável e nem é o autor do mal no mundo. 

6. Ponto de vista do Novo Testamento. Não existe qualquer passagem neotestamentária que se lance à tentativa de dar algum a explicação completa sobre esse problema; por conseguinte, o melhor que se pode fazer é recolher implicações de vários lugares, a saber: 

a.) Sob hipótese alguma se pode pensar que Deus é o originador do mal; mas para muitos, o próprio fato que ele permitiu que o mal entrasse no mundo, através da vontade pervertida, angélica ou humana, mostra-nos que deve haver algo mais importante para Deus realizar do que meramente impedir que a sua criação ficasse maculada pelo mal. 

b.) Tanto os seres angelicais como o homem foram feitos dotados de livre-arbítrio, o que significa que têm a potencialidade de se inclinarem para o mal. E essa potencialidade foi que deu margem ao fato. O fato do mal é assim atribuído à "queda", angelical ou humana. (Ver Gên. 1; Isa. 14:12 e ss. e Rom. 5:12 e ss.). 

c.) Mas o problema surge quando aplicamos a "presciência" de Deus e a sua onipotência, juntamente com a sua benevolência. Deus percebeu que o mal se aproximava, e poderia tê-lo impedido; no entanto, não o fez. Por quê? Só podemos responder que existe algo mais importante para Deus do que impedir o mal; que deve haver algum alvo mais elevado, que ocupou o lugar mais importante nos pensamentos de Deus. E neste ponto contradizemos o antigo filósofo Epicuro, asseverando que o fato de Deus não ter impedido o mal, não tendo sido o mal uma criação divina, não pode ser tomado como uma demonstração de "malignidade" da parte de Deus. 

d.) Pelo menos no caso do homem, podemos atribuir um a razão pela qual Deus não impediu o mal. A fim de que o homem seja levado à transformação segundo a imagem de Cristo , é mister que seja um ser totalmente livre, porquanto essa é a natureza de Cristo; outrossim , o homem não poderia ser bom obrigatoriamente, e, sim, por escolha própria; também teria de aprender a fazer essa escolha voluntariamente, sabendo que o bem é sempre melhor do que o mal. Somente se o homem pertencesse a essa categoria de ser é que poderia vir a ser perfeito, à semelhança de Cristo, tornando-se assim participante da natureza divina. ( Rom. 8:29; Efé. 1:23; II Ped. 1:4). Por conseguinte, a ascensão do homem, para que venha a participar da posição de Cristo, para que chegue à sua plenitude, sendo ele quem preenche a tudo em todos, só poderia tornar-se uma realidade sendo ele um ser inteiram ente livre, alguém que já aprendeu, pela dura experiência, que o bem deve ser escolhido por seu próprio valor intrínseco, ao invés do mal. Isso explica, pelo menos em parte, por que Deus permitiu a queda do homem, embora não tivesse sido o seu causador. Esse elevado alvo do homem é mais importante para Deus do que o de impedir a entrada do mal no mundo.

7. O problema que indaga por qual razão Deus permite que o mal prossiga é mais fácil de compreender e de explicar que o problema de sua origem.
Assim, pois, o mal continua existindo no mundo, pelos seguintes motivos:
a.) Para servir de lição objetiva para o homem ;
b.) Para servir de punição contra o pecado;
c.) para servir de testemunha do fato que praticar o bem é melhor do que praticar o mal; 
d.) para servir de contraste com a verdade e a bondade de Deus, o que mostra aos homens em que consiste a santidade verdadeira, em extensão maior e mais clara do que seria possível, se o homem fosse um autômato, que jamais pudesse experimentar pessoalmente do mal (conforme fica subentendido no terceiro capítulo desta epístola aos Romanos), e. Tragédias, desastres, doenças, a morte , nos ensinam que somos criaturas dependentes, isto é, devemos depender de Deus para estabilidade, paz, bondade. Só em Deus temos a nossa eternidade. Através dos resultados do pecado, que inclui o mal tanto moral como natural, porquanto tudo resulta da desordem que o pecado introduziu no universo, Deus ensina aos homens a grande lição que é melhor seguirem a ele do que a Satanás, porquanto "todas as maçãs do diabo têm vermes ocultos"; e que, eventualmente, o bem deverá ser livremente preferido, devido ao seu próprio valor intrínseco, de modo absoluto, sem qualquer lapso; pois, de outra forma, o mal terá continuação.
Essas lições são duras, mas necessárias, a fim de que seres inteligentes, como os anjos e os homens, possam tirar verdadeiro proveito da existência. O mal presentemente existente mostra-nos claramente que o mal nos conduz a um alvo errado, quais os maléficos resultados do pecado, e que quanto mais intensos são esses resultados do mal, presumivelmente mais clara é a lição recebida. Por meio do mal que há no m undo, Deus é capaz de mostrar-nos quão excessivamente maligna é a natureza do pecado, e essa é a lição de que necessita o universo inteiro. E isso nos leva a perceber que a alma humana sempre sofre o que merece, devido às suas ações, presentes ou passadas; e que, por outro lado, sempre se beneficia em face daquele bem que tiver praticado , sem importar se isso sucedeu nesta esfera ou em outras quaisquer.
8. Algumas passagens bíblicas, como o nono capítulo da epístola aos Romanos, parecem ensinar que Deus predestinou os homens para um curso que não conduz a ele, no caso dos que estão reservados para a perdição; e isso significa que o mal é o curso determinado para essa gente.Não ha uma via dupla,pois como agiria na   vontade humana sem destruir  o seu livre-arbítrio ? Não há como explicar  como isso poderia  suceder,pois é um paradoxo, isto é, um ensinamento que se contradiz. Não há resposta para tal paradoxo, como também não descobrimos solução para como Jesus Cristo pode ser, ao mesmo tempo, divino e humano, ou para como Deus pode ser um e três, ao mesmo tempo. Todo paradoxo aparentemente se contradiz; porém, suas partes componentes são apenas outros tantos aspectos da mesma verdade.
Porém , como é que isso pode ser, não sabem os dizê-lo.
9. Àquilo que não podemos explicar, e para o que, na realidade, não dispomos.
De qualquer solução perfeita, como é o caso do problema do mal, ainda assim podemos aplicar o princípio da "fé". Podemos crer que o Juiz de todos tem feito e continuará fazendo o que é direito, ainda que não compreendamos plenamente como isso tem sucedido. Cremos, outrossim , que o bem é o grande alvo de todo o mal, apesar de não sabermos dizer como isso acontecerá. Essa fé, juntamente com quaisquer explanações que porventura possamos formular, é melhor do que sacrificar a fé  na existência e na bondade de Deus, ou do que o enfraquecimento ou a eliminação de qualquer outro de seus atributos, como o seu poder, o seu conhecimento ou a sua benevolência, conforme todos os outros sistemas são forçados a fazer.
10. A missão de Cristo tem efeitos absolutamente universais, e não pode falhar. Isto aprendemos de passagens como Col. 1:16, E fé. 1:23 e I P ed . 3:18-4:6. Estes versículos ensinam um «humanismo cristão», no qual, afinal, Cristo recebe de novo tudo que ele criou, e para o bem -estar de tudo e todos. Isto não fará de todos, «eleitos», mas certamente resolverá completamente o problema do mal.

Voltando ao versículo 5...
Deus é onipotente. E por que ele permite o mal? 
A própria existência do mal subentende que Deus  permite. E se essa ideia for comparada à declaração existente neste versículo, fica subentendido que essa permissão (ainda que Deus não seja visto como o ser que deu geração ao mal) foi dada a fim de que a maldade, dali resultante, de alguma forma magnifique o nome de Deus. Portanto, Deus permite o mal a fim de exaltar seu próprio nome. Isso é o que está implícito na objeção apresentada pelo hipotético judeu incrédulo, o que lança uma sombra pervertida sobre a compreensão inteira da santidade de Deus, em relação à sua onipotência. Não existe explicação inteiramente satisfatória para a existência do mal dentro da criação de Deus, ainda que o oitavo versículo deste capítulo procure expor uma explanação parcial. Este versículo constitui a segunda de três perguntas que se fazem nesta passagem, a respeito dos judeus, os quais não se dispunham a reconhecer a força dos argumentos de Paulo no primeiro e no segundo capítulos de sua epístola aos Romanos, argumentos esses que mostravam o erro da posição da incredulidade, quer dos gentios, quer dos judeus. 
No que tange à significação geral deste versículo, quando o mesmo é corretamente considerado e interpretado por outros autores, abaixo damos algumas citações exemplificadoras: 
«Assim sendo, quanto mais infiéis nos mostrarmos, tanto mais ilustre aparecerá em contraste a fidelidade de Deus; e, nesse caso, vingar-se Deus da nossa in fidelidade seria (falando conforme dizem os homens mui profanamente) uma injustiça da parte de Deus». (Brown,). 
Isso faz parte do que já foi expresso na exposição, mais acima. «Se o nosso pecado dá motivos para que a graça abunde, se a nossa culpa permite que a generosidade que Deus demonstra em sua aceitação rebrilhe de forma ainda mais maravilhosa, por meio de contraste, então ‘que diremos? seria Deus injusto, por descarregar a sua ira contra nós’, quando nosso perdão ilustraria a sua graça gratuita? seria Deus injusto? não seria Deus injusto?» (Moule). Essa interpretação de Moule não é muito comum, no que concerne a este versículo. 
É muito difícil que esse seja o sentido das palavras de Paulo, aind a que tal sentido possa ser subentendido. Essa é a ideia expressa em Rom. 6:1; mas, quando muito, tem aqui apenas um a aplicação indireta, ainda que seja um pensamento que deve ter subido às mentes dos judeus que faziam objeção à doutrina bíblica da graça, como se a graça divina não somente permitisse mas até mesmo encorajasse um a vida pecaminosa. 
Nesta altura do terceiro capítulo de sua epístola aos Romanos, entretanto , Paulo ainda não chegara a discutir sobre o perdão gratuito da graça divina, porém, tão-somente abordava a questão da justiça do castigo divino contra a maldade dos homens, a despeito do fato que os que seriam assim julgados faziam parte do povo compactuado com Deus. «Conforme diz essa objeção quanto mais ímpios formos, tanto mais a sua fidelidade às suas antigas promessas teria de ser admirada. E, nesse caso, Deus não apareceria como alguém injusto , por tirar vingança e por castigar-nos?»

quinta-feira, 20 de junho de 2019

A Parábola do Grão de Mostarda

  A ação oculta e poderosa de Deus 

Marcos 4:30-32   

                                                                                    (Mateus 13.31-33,Lucas 13.18,19:)



                                                             INTRODUÇÃO

Podemos dizer que, de alguma forma, todas as parábolas de Jesus pressupõem o Reino de Deus. Na verdade, em praticamente cada parábola encontramos algum elemento dele. Algumas, contudo, tratam especificamente do desenvolvimento e do crescimento do Reino de Deus sobre a terra. Os textos abordados nesta lição trazem as parábolas que Jesus contou para ensinar a respeito do crescimento do Reino de Deus. Elas enfatizam a presença do Reino, mostrando que este está presente, ainda que não possamos distinguir exatamente onde ele está de forma concreta. Um dia tudo será consumado e todos os discípulos autênticos de Cristo farão parte do Reino de Deus naquele Grande Dia.

                                                           ELUCIDAÇÃO


Algumas pessoas têem Jesus como o “maior mestre que já existiu”, e de fato eles têem razão, Jesus foi o maior de todos os mestres, pela natureza do seu ensino, pela excelência de seus métodos e principalmente, pela grandeza do seu exemplo. A pregação de Jesus Cristo em todo o tempo de seu ministério teve por objetivo específico falar do Reino dos céus. Em cada parábola havia elementos que evidenciavam a estrutura desse Reino. Como já discutido nas lições anteriores, as parábolas eram janelas abertas para uns e portas fechadas para outros. Através delas, o Mestre trouxe à nossa compreensão as verdades do Reino, enquanto para aqueles que zombavam, elas pareciam escurecer ainda mais a sua compreensão. Jesus contou três parábolas sobre o Reino: semeador, semente, grão de mostarda. A primeira fala da resposta do homem à Palavra; a segunda trata do poder intrínseco da Palavra; a terceira fala da capacidade extraordinária de crescimento dessa Palavra no estabelecimento do Reino. Mas o que é o Reino de Deus? O Reino de Deus é um reino espiritual que um dia dominará tudo. Esse reino começou agora, dentro do coração de cada pessoa que aceitou Jesus como seu senhor e salvador; Ele está onde a vontade de Deus é feita: “…venha a nós o teu Reino e seja feita sua vontade assim na terra como nos céus…” (Mt 6.10). A Bíblia relata no livro de Atos dos Apóstolos (capítulo 2) a chegada do Reino de Deus, a partir da descida do Espírito Santo durante a festa de Pentecostes. O mesmo evento também marcou o início da Igreja Cristã. Assim, é possível dizer que a história da Igreja relata a implantação do Reino de Deus na terra

                                                INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA

Essas parábolas enquadram-se bem na categoria de similitude. A similitude nada mais é que uma comparação expandida. Ela quer pintar um quadro que se repete e, para isso, usa predominantemente o tempo presente em função de uma analogia. Portanto, a parábola não apresenta um enredo totalmente desenvolvido. Aqui Jesus se volta para o mundo da botânica. O Mestre utiliza-se da figura de um grão de mostarda a fim de ilustrar o Reino de Deus.

1. A SEMENTE DE MOSTARDA.A semente de mostarda simboliza de forma proverbial aquilo que é pequeno e insignificante. Essa semente é muito pequena; mas, quando plantada, cresce e se torna uma hortaliça muito grande. Essa mostarda é de origem egípcia (sinapis) e a encontramos mencionada nos Evangelhos Sinóticos por cinco vezes (Mt 13.31; 17.20; Mc 4.31; Lc 13.19; 17.6). Nosso Senhor utiliza aqui a "mostarda negra" conhecida como sinapis nigra. Uma semente pequena que produz um grande arbusto..

Há uma certa semelhança entre as parábolas do Semeador, do Joio e do Trigo, do Grão de Mostarda e do Fermento. Cada uma tem sua interpretação própria, mas há uma harmonia quanto às lições que o Mestre queria ensinar. Muitos interpretes divergem quanto a interpretação de cada parábola, no entanto, devemos reconhecer que Jesus foi uniforme em seus ensinos, desde que não há uma figura com dois sentidos diferentes. Em cada parábola há uma perfeita harmonia na mensagem final que o Mestre queria transmitir.“

A mostarda-preta é uma planta herbácea da família das brassicáceas, anual, que atinge 1,2 m de altura, de folhas oblongas, denteadas e flores amarelas. O condimento é produzido a partir das sementes em quase todo mundo”.  

De origem egípcia, sinapis, aparece especialmente nos três primeiros Evangelhos por quatro vezes. Servia para tempero para comida.Jesus contou duas parábolas para falar a respeito do fenomenal crescimento do reino dos céus: a parábola do grão de mostarda e a parábola do fermento. As duas formam um par, e são, na verdade, duas faces de uma mesma moeda. A parábola do grão de mostarda retrata o crescimento do reino em extensão e a do fermento descreve a intensidade desse crescimento. A parábola do grão de mostarda, em contraste com a do trigo e do joio, é muito curta. Obviamente, Jesus realça a diferença entre o pequenino grão e a grande árvore. Ele não diz nada sobre a qualidade da mostarda. Ele poderia ter mencionado seu uso na comida e nos remédios, sua cor e seu gosto, mas esse não era o propósito da parábola. O tamanho insignificante da semente de mostarda se tornou proverbial, no primeiro século. Jesus, uma vez disse: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará” (Mt 17.20).”

2. OS CONTRASTES


A parábola do grão de mostarda é uma história dos contrastes entre um começo aparentemente insignificante e uma coroação surpreendente; entre o oculto hoje e o revelado no futuro. O Reino de Deus é como tal semente. O tamanho atual do Reino de Deus possui um aspecto insignificante; mas isso não indica, de modo algum, o que ele, em sua consumação, abrangerá, ou seja, o Universo inteiro (Mc 13.24-27; Ap 5.9-13; 7.9; Dn 2.33,34)..”(Contraste é o grau marcante de diferença ou de oposição entre coisas da mesma natureza (Dicionário Houaiss). Através da parábola, Jesus ensina que o reino de Deus pode parecer sem importância e insignificante, especialmente na Galiléia de 28 AD. Mas, o evangelho do reino,proclamado por um carpinteiro transformado em pregador, provocará um impacto tremendo no mundo todo. Jesus utiliza-se dessa ilustração para ensinar a diferença de valores entre as coisas do reino desse mundo e do Reino de Deus.


3. AS APARÊNCIAS

O Senhor nos ensina aqui a não nos deixarmos levar pelas aparências. Muitas vezes julgamos as coisas pelo aspecto exterior. O ensino de Cristo apresenta o poder misterioso da fé que dá início ao Reino de Deus. Jesus começou seu ministério com alguns discípulos. Ao longo da história a Igreja alcançou milhares de pessoas. Hoje a Igreja de Cristo compõe-se de bilhões de crentes espalhados pelo planeta (Mt 8.11).(LB CPAD, 4º Trim 2018, Lição 3, 21 Out 18).

Qual é o tamanho dessa árvore? Em Lucas, na parábola do grão de mostarda, Jesus diz que a semente "cresceu e fez-se árvore..." (Lc 13.19). “Já observamos que esta parábola ressalta mais o contraste entre semente e árvore do que a imensidão de seu crescimento final. Como A. B. Bruce observou, a parábola parece chamar mais a atenção para a pequenez do começo do reino do que para a grandeza do seu fim. Tão grande árvore como a que possa crescer de um grão de mostarda, ela nunca rivalizará com as verdadeiras árvores que sobressairão acima dela. As parábolas emparelhadas do grão de mostarda e do fermento parecem ser ambas destinadas a ilustrar o crescimento futuro e a influência do reino. Uma fala de seu crescimento extenso e visível, a outra da mudança espiritual intensa. Mas a questão que permanece é se Jesus está olhando para a parábola do grão de mostarda no vitorioso destino final de seu reino ou simplesmente para a crescente e visível influência espiritual do evangelho na História

4. O CAMPO DA SEMEADURA


Como diz o comentarista, não devemos nos prender a estes detalhes, dependendo da versão que você utiliza, terá palavras tais como jardim.Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional sobre a terra. Um movimento missionário apoiado pela Dawn Ministry plantou mais de 10.000 igrejas-lares no Norte da Índia na última década, em uma das áreas tradicionalmente mais fechadas para a evangelização. No Brasil menos evangelizado como o sertão nordestino, o norte ribeirinho e indígena, e o sul católico e espírita, vemos grandes mudanças na última década, com nascimento de novas igrejas, crescimento da liderança local e um contínuo despertar pela evangelização. No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo de São Paulo e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil.


Devo lembrar ao leitor, que, segundo Paulo escreve em Romanos 6.23: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por intermédio de Cristo Jesus nosso Senhor”, não há outra porta de escape para o homem sem Deus, a salvação só é possível mediante a pregação do Evangelho. Romanos 10.9-10 mostra como podemos ser salvos: pela fé em Jesus. Somente Jesus pode nos salvar do pecado.

5. UM LUGAR DEBAIXO DA SOMBRA

O arbusto de mostarda aqui retratado tem cerca de três metros de altura, ou pouco mais. Seus galhos possuem tamanho suficiente para permitir que pássaros construam seus ninhos e consigam abrigar-se debaixo da sua sombra. Essa imagem de uma grande árvore, onde pássaros habitam seus galhos e animais descansam à sua sombra, é uma reminiscência do ensino veterotestamentário a respeito do destino dos grandes impérios, bem como sobre a ascensão do Reino de Deus (Ez 17.22-24; Dn 4.10-14).

O elemento surpreendente nessa parábola é o começo insignificante, conforme os homens medem as coisas. Uma semente pequenina daria uma planta grande. Os homens pensam em grandes conquistas e demonstrações de força. Quando Jesus estava no auge do seu ministério, com dezenas de milhares de seguidores, o povo queria fazê-lo rei (João 6:15). Até os apóstolos imaginavam um reino grande e glorioso e desejavam posições de honra e influência (Marcos 10:35-37). A resposta de Jesus para Pilatos afirmou que seu reino não cumpriria expectativas humanas e políticas (João 18:36). Até hoje, muitos ainda não compreenderam essa diferença fundamental na natureza do reino do Senhor. Muitos ainda pregam uma doutrina carnal na qual Jesus e seus seguidores precisam conquistar território para estabelecer um reino terrestre. “Nos ramos da mostardeira, as “aves do céu” fazem seus ninhos e se alimentam das sementes que ela produz, mostrando o caráter acolhedor e auto provedor do Reino de Deus. Como na Parábola do Semeador as “aves do céu” representam seres maus (Mc 4:3), o propósito do Reino é justamente atrair os maus, mostrando-lhes o Seu amor. Ele disse: “Não necessitam de médicos os sãos, mas sim os doentes. Porque Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores ao arrependimento” (Mt 9:12-13).

6. NÃO DESPREZES OS PEQUENOS COMEÇOS 

 A certeza que Cristo dá ao ensinar essa parábola certamente provocou uma forte conscientização e um enorme encorajamento para a igreja nascente, na época dos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Uma igreja que estava enfrentando diversas lutas neste mundo. A parábola escatológica lembra o que disse o soberano Senhor a respeito do cedro no qual os pássaros encontrarão abrigo "à sombra dos seus ramos" (Ez 17.23 cf. 31.6). Também nos desperta para a pergunta levantada pelo profeta Zacarias: "[...] quem despreza o dia das coisas pequenas?" (Zc 4.10).

Para o mundo, hoje é o dia das grandes coisas. Em matéria de guerra, antigamente os homens estavam satisfeitos em contar seus exércitos em milhares, mas agora os milhares são desprezados - as nações devem ter seus milhões de soldados. Em matéria de finanças, onde antes as fortunas eram avaliadas em alguns poucos algarismos, agora fortunas com valores expressos em vários dígitos passaram a serem consideradas apenas como pequenas heranças. Um milionário do passado seria considerado, na avaliação de hoje, apenas um pequeno capitalista. Na vida rural, onde antes um paciente agricultor cultivava alguns poucos hectares, agora grandes máquinas revolvem quilômetros de terra que produzem milhões de fardos de grãos em uma única fazenda. Em matéria de educação, as universidades, faculdades, seminários e escolas técnicas multiplicam-se sem parar, e multidões seguem carreiras em busca de conhecimento e diplomas. Metrópoles florescem onde antes havia cidades; grandes cidades substituíram os povoados. Extensas redes de ferrovias e auto-pistas se emaranham pelos continentes, e o pulsar das máquinas palpita em todo centro industrial. Em resumo - o mundo parou de se importar com o que é pequeno ou insignificante.
Não desanime se a obra parece mirrada, na verdade, o crescimento pertence ao Senhor. Leia a história de Adoniran Judson - O Missionário Pioneiro da Birmânia e inspire-se.

Todos os autênticos discípulos de Cristo participam do Reino de Deus. Não basta apenas ser frequentador de Igreja. É preciso ser discípulo de Cristo (Mc 8.34-38). Ao questionarmos quem participa do Reino de Deus nos surge a ideia do discipulado. O tema do discipulado tem sido esquecido em muitos arraiais evangélicos na atualidade. Contudo, se prestarmos atenção à chamada Grande Comissão, temos o mandamento de "fazer discípulos" (Mt 28.19,20). O crescimento do Reino de Deus é, de fato, surpreendente. Mas Deus escolheu que isso aconteça através da prática do discipulado. Afinal, somente os discípulos de Cristo, na consumação dos séculos, entrarão no Reino de Deus.

Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). O tema de Mateus é Cristo como Rei, e a incumbência final de Jesus aos seus súditos reflete uma perspectiva global. O ministério terreno de Cristo foi dirigido a Israel (Mt10.5,6), mas a proclamação do seu Reino e a adesão à sua autoridade estende-se a todas as nações. A forma pela qual os discípulos devem reconhecer abertamente sua lealdade a Cristo é através do batismo em águas, ministrado em nome da Trindade. ““Ide... ensinai...batizando”, estas palavras constituem a Grande Comissão de Cristo a todos os seus seguidores, em todas as gerações. Declaram o alvo, a responsabilidade e a autorga da tarefa missionária da Igreja. A igreja deve ir a todo o mundo e pregar o evangelho a todos de conformidade com a revelação do Novo Testamento, da parte de Cristo e dos apóstolos. Esta tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4). O evangelho pregado centraliza-se no arrependimento e na remissão de pecados (Lc 24.47), na promessa do recebimento de ”o dom do Espírito Santo” (At 2.38), e na exortação de separar-nos desta geração perversa (At 2.40), ao mesmo tempo em que esperamos a volta de Jesus, do céu (At 3.19, 20; 1Ts 1.10)” 

Para que possamos participar do Reino de Deus é preciso atender ao convite de Cristo (Mc 8.34). Ser discípulo de Cristo significa muito mais que atender a um convite de "vir à frente". O texto de Marcos diz que o convite é dirigido a quem "quiser". Isso significa que a soberania divina não violenta a liberdade humana. Depois de receber o chamado do Espírito, é preciso que haja uma decisão pessoal e essa decisão envolve renúncia.

A estória: “Conta-se que quando Cristo terminou sua obra, e chegou ao céu, os anjos o receberam com exultante celebração. Um anjo perguntou-lhe: “Senhor, tu consumaste a obra da redenção, mas quem vai contar essa boa nova para o mundo inteiro?” Jesus respondeu: “Eu deixei doze homens preparados para essa tarefa”. Retrucou o anjo: “Mas, Senhor, e se eles falharem?”. Jesus respondeu: “Se eles falharem eu não tenho outro método”. 

. Encontramos em todos os quatro Evangelhos e no livro de Atos, a ênfase à grande comissão. Ao ser assunto aos céus, Jesus deu-nos suas últimas palavras, que ficaram conhecidas como a Grande Comissão. A Grande Comissão, na tradição cristã, é a instrução dada pelo Jesus ressuscitado aos seus discípulos para que eles espalhassem seus ensinamentos para todas as nações do mundo. Ela se tornou um ponto chave da teologia cristã sobre o trabalho missionário, o evangelismo e o batismo.

O Reino de Deus ainda não foi completamente estabelecido mas já começou. Jesus explicou isso na parábola do grão de mostarda: a semente do Reino foi lançada e continua crescendo (Lucas 13:18-19). Cada pessoa que aceita Jesus faz crescer o Reino. Um dia o Reino encherá toda a terra mas até lá ele cresce dentro de nossos corações.

                                                     2. QUEM TEM UMA RELAÇÃO COM CRISTO

Um discípulo de Cristo não é um "admirador", mas um seguidor. Jesus nos chama a segui-lo. Um verdadeiro discípulo segue as pegadas de Cristo (1 Pe 2.21). Aquele que participa do Reino de Deus é uma pessoa obediente (Jo 15.14). Nós devemos obedecer ao seu comando por Ele ser Senhor e também por gratidão à grandiosa salvação que Ele nos deu.(

Ter um relacionamento pessoal com Jesus começa no momento que percebemos nossa necessidade dEle, quando admitimos que somos pecadores, quando nos arrependemos de nosso pecado e pedimos a Ele que entre em nossos corações para ser a autoridade em nossas vidas. Deus, nosso Pai Celestial, sempre desejou estar perto de nós e ter um relacionamento conosco. Antes de Adão ter pecado no Jardim do Éden (Gênesis capítulo 3), ele e Eva conheciam a Deus de uma forma íntima e pessoal. Eles andavam com Deus no Jardim e falavam diretamente com Ele. O pecado do homem nos separou de Deus. Deus é perfeito e não pode viver no meio de pecado. Antes da morte de Jesus na cruz, as pessoas tinham que sacrificar animais quando pecavam, pois a Bíblia diz que o salário do pecado é a morte”. 

3. QUEM TEM UMA CAMINHADA COM CRISTO

O discípulo de Cristo tem uma caminhada dinâmica com Ele. Trata-se de um desafio diário. Todas as nossas escolhas, propósitos, nossos sonhos e realizações devem ser pautados na vontade do Senhor. O discípulo de Cristo é alguém que vive em um mundo cujos valores estão invertidos (Mc 8.35), por isso, entende que no âmbito do Reino de Deus "ganhar" é perder, e "perder" é ganhar. Somos chamados para assegurar os interesses do Reino e, para isso, muitas vezes, temos de deixar de lado os interesses egoístas e a aparente segurança terrena.

Um rei deve ter trono, um rei deve ter exércitos, mas um rei deve, necessariamente, ter súditos, senão não é rei. Assim é no reino de Deus. A todos que entenderam a mensagem da salvação em Jesus Cristo, que habitava na glória, deixou esta glória e esvaziou-se deu-nos o poder de sermos feitos seu povo. Ele nos comprou do reino das trevas por alto preço e nos levou para o reino do seu amor. Com autoridade o apóstolo Pedro ensinou: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2.9). Nós éramos considerados Não-Povo-de-Deus, e fomos feito Povo de Deus. Jesus disse: Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino (Lucas 12.32). Assim, eu e você recebemos a Jesus em nossos corações não apenas como nosso Salvador, mas quando entendemos sua obra na cruz do calvário o recebemos também como nosso Senhor (Kyrios), como nosso Rei e nós como seus súditos. Um súdito, não discute a ordem do Rei, o súdito obedece por amor ao Rei. A realidade do reino de Deus nos faz lembrar que Jesus é Rei, nós somos servos, ele é o Criador, nós criatura, ele é o oleiro, nós somos barro”.

                                                  CONCLUSÃO

É interessante notar que nem todas as parábolas possuem uma aplicação direta e marcante. Em muitas delas, o crente precisa contentar-se em deixar que a parábola cumpra seu objetivo sem que haja uma hermenêutica forçada. A parábola do grão de mostarda nos apresenta a realidade de que o Reino de Deus teve um início insignificante e, desde então, cresce assustadoramente. Ao final dos tempos, ele atingirá todo o Universo. Que todos nós possamos fazer parte desse glorioso Reino, que não terá fim.(LB .

Vimos hoje sobre a realidade do reino de Deus. Há um Rei, há um exército do Rei e há súditos do Rei. Este reino já está implantado, mas ainda não totalmente. E você, já faz parte deste reino?Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),


                                                     PARA REFLETIR




A respeito de "O Crescimento do Reino de Deus", responda:

• As parábolas do Reino encaixam-se em qual categoria?Essas parábolas enquadram-se bem na categoria de similitude.• Por que a parábola do grão de mostarda é considerada uma história dos contrastes?Por ser uma história dos contrastes entre um começo aparentemente insignificante e uma coroação surpreendente; entre o oculto hoje e o revelado no futuro.• Qual o detalhe que chama a atenção nessa parábola contada por todos os Sinóticos?O fato de que Mateus descreve o homem semeando na terra, Marcos, no campo, enquanto Lucas fala de horta.• O que é um discípulo de Cristo?Um discípulo de Cristo não é um "admirador", mas um seguidor.• Por viver em um mundo de valores invertidos, o que o discípulo de Cristo entende no âmbito do Reino de Deus?O discípulo de Cristo é alguém que vive em um mundo cujos valores estão invertidos (Mc 8.35), por isso, entende que no âmbito do Reino de Deus "ganhar" é perder, e "perder" é ganhar.



quarta-feira, 19 de junho de 2019

TRISTEZA SEGUNDO O MUNDO

                                    TRISTEZA SEGUNDO O MUNDO


A "tristeza segundo o mundo" é nítida devido seus sintomas,principalmente a "perturbação que se apodera dela,mostra que não é uma tristeza segundo Deus.

Diante das faltas e suas consequências,a perturbação se apodera dela,sem se sossegar.

Essa situação alcança muitos cristãos,pois começam bem,com fervor,seguindo resolutamente os passos do Mestre,no caminho do dever,nos rudes caminhos do cristianismo.mas ai veio a queda e com ela a perturbação e por nossa culpa não sossegamos:nos olhamos,contamos as feridas (inclusive as antigas),nos examinamos ansiosamente,tentando expurgar.

Isso provoca o afrouxamento dos passos: 

Não se corre.

Anda-se a custo.

Arrasta-se.

Descontente de si e de Deus.

Não confia mais na oração.

Não quer participar da ceia

A única disposição é o receio.Numa circunstancia extraordinária,uma confiança excepcional bem cuidada ou um retiro possa restituir a alma por um momento como tivera no princípio.

Depois de um tempo,a alma continuando na mesma impressão,com o mesmo peso de uma redobrada melancolia que novas quedas e lembranças passadas lhe hão de trazer:A rapidez com que se corria se sucederá em passos mais lentos,caindo num entorpecimento quase irreparável.

"Corríeis bem! Quem vos impediu de obedecer à verdade? Quem vos convenceu a agir assim, não procede daquele que vos chama"( Gálatas 5:7)

A pior coisa que pode acontecer à alma é ser travada e a resposta à pergunta do apóstolo é respondida pelo autor da Filoteia :"Se da primeira vez que tropeçastes,em vez de ficardes inquietos,tivesse de maneira plácida e sossegadamente retomado o equilíbrio da alma não teria caído de novo ao dar o segundo passo"

SINAIS DA BOA E MÁ TRISTEZAS

                                            SINAIS DA BOA E MÁ TRISTEZAS

                                                                  ( 2 CORÍNTIOS 7:10 )


De acordo com os efeitos produzidos em nós,a tristeza pode ser boa ou má.Geralmente ela produz mais maus efeitos do que bons.

Os bons são 2 : Misericórdia e Penitência

Os maus são 6 : Medo,Preguiça,Indignação,Ciume,Inveja e Impaciência 

"A tristeza mata a muitos e a ninguém aproveita ",pois de 2 regatos de boas águas que derivam da tristeza,há 6 que carregam péssimas águas

Quando "pecamos" em suas variadas formas,atingimos e afrontamos a Deus,logo é Ele quem tem o direito de determinar o caminho entre o pecado e o perdão,e esse caminho se chama"arrependimento " e "piedade".

Satanás trabalha nesses regatos para engendrar a tristeza para desesperar e desanimar essa alma,então começa a nos perturbar com sugestão de pretextos:

. Ofender à Majestade Divina 

.Ultrajar a beleza infinita

, Ferir o coração do Pai

Nossa tristeza(arrependimento),deve ser genuíno e não apenas aflitivo,cheia de despeito e indignação.

O verdadeiro arrependimento não é histérico,mas sempre calmo,como todo sentimento bom procede (2 Reis 19:11).

No ponto que se principia a inquietação e a prturbação,vem a tristeza má ocupar o lugar da tristeza boa

É a tristeza má que inquieta a alma,incute receios desregrados,faz desgostar da oração,adormece e fatiga o espirito,impede-a de tirar  proveito dos bons conselhos,de tomar decisões ajuizadas,impede de ter coragem,pois abate a alma.

É como um inverno áspero:

. Enregela toda a formosura da terra,entorpece os animais,pois priva a alma de toda suavidade atrofiando toda a atividade,tornando-a inibida e tolhida em suas faculdades.






terça-feira, 18 de junho de 2019

70 x 7

                SETENTA VEZES SETE


Se lêssemos com mais atenção as palavras de Jesus,seríamos indulgentes com nossos irmãos.

Não refletimos profundamente o quanto Deus é paciente conosco,o quanto Ele nos perdoa

Jesus,antes de investir seus apóstolos de poder,recomendou,após ser paciente com eles,que os mesmos fossem assim com os outros,que não perdoassem apenas 7 x 7 mas 70 x 7.

Não estou aqui pregando uma total indugencia com as faltas próprias e alheias,não chegar ao ponto da indiferença;uma coisa é não se admirar delas,outra coisa é não detestá-las e repará-las.

O lavrador não se espanta com o surgimento das ervas daninhas,porém será incisivo em arrancá-las,assim diante das faltas,não deve haver admiração,pois a natureza humana é pecaminosa,não se deve detestá-las,mas deve-se repará-las,mas sendo paciente com você,perdoando você,meditar em como eu e você ainda podemos estar de pé.

Não podemos ficar retorcendo na lama em que caímos,tão depressa como caímos,devemos nos dispor para buscarmos a misericórdia divina,e isso começa perdoando-se e não condenando-se.

Muitas vezes somos perdoadores com os outros e com a gente somos duros,seja manso com voce,mas isso não quer dizer total indulgencia consigo.

Caiu?

Levante-se com placidez

Humilhe-se profundamente

Confesse a falta e sua miséria

Mas não fique admirado com a queda,como se fosse uma surpresa,isso será visto como falamos acima com hipocrisia e ignorancia:

. Que há de extraordinário que a enfermidade esteja enferma?Que a fraqueza esteja fraca?E a miséria miserável?

. Deteste sim a afronta feita à Deus,depois com uma inteira confiança na misericórdia,volte ao caminho da virtude,que a queda nos fez abandonar.

. Precisamos ter disposições salutares,em lugar de espanto

. Excitem em você após as quedas:

. Conhecer a nossa objeção,que é o primeiro gráu de humildade e dela falaremos posteriormente