quarta-feira, 29 de julho de 2020

Mulheres 2. Jael

                                                    JAEL ( Juízes 4:9,11,17-24; 5:24-27 )

SIGNIFICADO DO NOME: No hebraico significa “cobra selvagem”.

LOCAL: Carvalho de Zaanaim, próximo a Quedes, na tribo de Naftali (originalmente os queneus moravam em Midiã, quando o sogro de Moisés o acompanhou na conquista da Terra, recebeu uma parte do território da tribo de Judá; Héber saiu de Judá e foi morar na tribo de Naftali – Jz 1:16).

terça-feira, 28 de julho de 2020

A direção do seu olhar

                                         A DIREÇÃO DO SEU OLHAR

A vida segue na direção do seu olhar:

Se você olhar para baixo é para lá que você vai.
Se você olhar para o horizonte é para lá que você irá.
Se você olhar para o alto lá será o seu lugar

Porque a vida segue na direção do seu olhar

As advertências de Deus em nossas vida  precisam nos fazer tremer e temer e nos fazer respeitar a direção do seu olhar,pois sempre haverá o último expediente de Deus para amar e salvar o homem.
Há uma linha invisível que separa a paciência De Deus do seu juízo e misericórdia de Cristo de sua graça.
O juizo é quando eu recebo o que mereço
A misericórdia é quando eu não recebo o que mereço
Graça é quando  eu mereço o juízo mas sou surpreendido com amor

O lugar secreto não é o lugar para onde eu vou,é o lugar que eu me torno.
Olhar para dentro de si e contemplar o lugar que eu estou é compreender o que de fato necessito.
Por isso analise as intenções sobre o lugar que tem olhado...

Pois a vida segue na direção do seu olhar 

Mulheres : 1. Débora

                                                          DÉBORA ( Juízes 4:4-23, 5:1-31 )

SIGNIFICADO DO NOME: Em hebraico significa “Abelha”.

LOCAL: Nas Palmeiras de Débora, local que ficava entre Ramá e Betel, nas montanhas de Efraim, ao sul de Israel.

RELACIONAMENTO COM DEUS:  Débora tinha um relacionamento íntimo com Deus e seguia retamente a sua lei e justiça.

RELACIONAMENTOS COM O PRÓXIMO:  ESPOSO: Lapidote
PESSOAS ENVOLVIDAS: Baraque, Jael, Sísera

RESUMO DA VIDA: Champlin (2001) assinala que Débora pode ter pertencido à tribo de Efraim ou à tribo de Issacar (Jz 5.15). Ela era casada com Lapidote, habitava debaixo de palmeiras, que ficou conhecida como “As Palmeiras de Débora”, local em que o povo a encontrava para ouvir os oráculos de Deus. Débora era juíza e também profetisa. Quando os cananeus atacaram o norte de Israel, Débora recebeu a ordem de Deus para buscar Baraque, um homem da tribo de Naftali, para combater os inimigos. Baraque vai com uma condição: se Débora o acompanhasse. Apesar de saber que a honra da vitória seria de uma mulher, Baraque só vai à luta na companhia da "mãe" de Israel, Débora. Antes da batalha, Débora dá uma palavra de encorajamento da parte de Deus a Baraque e a guerra se inicia com favorecimento do povo de Israel, pois o terreno argiloso e molhado (margens do ribeiro de Quisom) e as fortes chuvas prejudicaram os carros de ferro dos cananeus (Jz 4:3). Sísera, o capitão do exército do rei Jabim, fugiu e refugiou-se na casa de Héber, onde estava Jael, mulher aliada ao povo de Deus. Jael tratou Sísera muito bem, esperou ele dormir e o matou. Débora canta a vitória de Jael e a forma como Deus havia trabalhado para dar vitória ao seu povo. Israel teve paz por 40 anos.

PROPÓSITO: • Deixar um legado como a primeira e única mulher que Deus levantou para ocupar um cargo de liderança político e religioso, salvando Israel dos ataques inimigos e reavivando a fé em Deus.

DEVO IMITAR:
• Devo imitar a coragem, determinação e fidelidade a Deus que Débora possuía;
• Posso ser tão ousada e tão humilde como Débora foi;
• Preciso ser sensível à voz de Deus e obedecê-la integralmente;
• Devo pedir a Deus sabedoria, dons e voz de autoridade para o serviço no lar e na igreja;
• Preciso viver os princípios e caminhos de Deus para transmiti-los a outras pessoas;
• Que as minhas palavras encorajem pessoas a agir conforme a vontade de Deus.

DESTAQUE “[…] Débora e Jael, com o auxílio de Deus, contribuíram para que o povo de Israel se reerguesse da triste condição espiritual em que viviam e voltassem seu coração para Deus. Nós vivemos numa época de grande espiritual também. Para ser fel testemunha, como foram aquelas mulheres, é preciso abrir a Palavra de Deus com regularidade. É isso que Ele nos pede que façamos.

Débora

Encontramos logo no primeiro versículo sobre Débora um currículo de peso: mulher profetisa, esposa de Lapidote, juíza de Israel. O final da história de Débora reúne mais outras qualidades, pois ela nos revela ser uma poetisa, compositora, cantora e também mãe de Israel. Débora foi uma mulher de fé e coragem, que não temeu estar diante da guerra, pois conhecia de perto o Deus a quem servia. Ela também não temia falar com ousadia para grandes homens ou mulheres. Devemos, entretanto, observar um detalhe, a Bíblia não narra como Débora iniciou sua caminhada com Deus. Ficamos sem saber cada passo de fé que ela precisou dar para construir um relacionamento íntimo com Deus, os sacrifícios, a dedicação e a santificação que ela fez diariamente, a busca intensa em seu coração antes de se tornar essa grande mulher. Os inícios não são fáceis, mas são eles que deixam um legado de história grandioso como o de Débora.

“Levantou-se uma mãe em Israel.” (Jz 5:7).

Ser mãe, na antiga cultura dos hebreus, era a mais honrada posição para uma mulher. A paciente educadora, a sábia guia e autoridade digna da honra dos flhos. O signifcado de Débora se levantar como uma mãe em Israel tem um signifcado que vai além da honra do título. O povo de Israel naquela época vivia em seus caminhos torcidos, se guiando pelo enganoso coração e fazendo o que achava certo aos próprios olhos. Quando Deus chama Débora, ela se levanta assumindo todos os riscos para atender a um chamado que requer sacrifícios pessoais, dedicação a Deus, desgastes físicos, mentais e psicológicos. Ela primeiro se dedica a adquirir a sabedoria vinda de Deus, conhecendo profundamente a lei do SENHOR e ouvindo claramente as orientações dEle, para, depois, ensinar o povo a andar nos caminhos retos de Deus, corrigir com autoridade e cuidar dos flhos e flhas de Israel como seus próprios flhos. Débora possuía voz de autoridade para falar as verdades que Deus lhe comunicava, e também tinha palavras encorajadoras, segundo as palavras que Deus colocava em seu coração, de forma que os israelitas eram atraídos para ouvir seus conselhos, profecias e juízos. O local fxo onde todos a podiam encontrar, ganhou o seu nome: “As Palmeiras de Débora”. A confança dela estava enraizada na Rocha. Com o episódio da guerra, enfrentado por Débora e Baraque, o poder de influência de Deus na vida dos israelitas aumentou, porque, com a vitória, Débora atraiu a atenção de todos eles para o Pai Celestial que não os abandonaria jamais. E o povo por 40 anos teve paz, em outras palavras, por 40 anos o povo atendeu à voz de Deus, que era pronunciada pelo ensino dedicado de uma mãe corajosa e incansável.

terça-feira, 21 de julho de 2020

É possível ser neutro?

                       A IMPOSSIBILIDADE DE SER NEUTRO (Mateus 12:30)

A figura de ajuntar e espalhar que Jesus emprega nesta frase pode provir de dois panos de fundo.

1.Pode referir-se à colheita, que não participa da coleta do grão, o espalha e deixa que o leve o vento. 

2.Pode fazer referência aos pastores; quem não ajuda a proteger o rebanho, o expõe ao perigo; quem não o reúne o conduz às montanhas perigosas e inóspitas. 

Nesta frase penetrante Jesus estabelece a impossibilidade de alguém permanecer neutro. 

W. C. Allen escreve: "Nesta luta contra as fortalezas de Satanás só há dois lados:

.Com Jesus (  recolher com Jesus  )
.Contra Jesus ( esparramar com Satanás )

Podemos tomar uma analogia muito simples.
Podemos tomar esta frase e aplicar a nós mesmos e à Igreja:

Se nossa presença não fortalecer a Igreja, nossa ausência a debilita. (Não há um ponto intermediário)

Se um país estiver em guerra, a nação que permanece neutra está ajudando o inimigo ao negar a ajuda que poderia ter brindado.

Em todas as coisas deste mundo o homem deve escolher um lado.

Abster-se de decidir a ação suspensa, não é uma saída porque a mera negação de ajuda a um lado significa ajuda ao outro.

Há três coisas que impulsionam um homem a procurar esta neutralidade impossível. 

(1) A inércia da natureza humana. 

Há muitos a respeito de quem se pode dizer que seu único desejo é não se incomodarem. Afastam-se automaticamente de tudo o que os perturba, e até escolher os incomoda.

(2) A covardia natural da natureza humana.

Mais de uma pessoa rejeita o caminho de Cristo porque no fundo de seu coração teme assumir a posição que o cristianismo exige. O que está na base de sua rejeição é a consideração do que pensará e dirá o resto das pessoas. Em seus ouvidos, a voz de seus vizinhos é mais forte que a voz de Deus.

(3) A mera debilidade da natureza humana.

A maior parte das pessoas prefere a segurança à aventura, e quanto mais crescem em idade mais se aferram à segurança.
Um desafio sempre implica uma aventura. Cristo se aproxima de nós com um desafio, e com muita freqüência preferimos o conforto da inação egoísta à aventura da ação para Cristo.

Esta frase de Cristo – "Quem não é comigo, é contra mim" – apresenta-nos um problema, pois tanto Lucas como Marcos têm uma declaração que é o oposto desta: "Quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9:40; Lucas 9:50).

Mas estas duas frases não são tão contraditórias como parecem.
Devemos assinalar que Jesus pronunciou a segunda frase quando seus discípulos se aproximaram para lhe dizer que tinham buscado deter um homem que expulsava demônios em nome de Cristo, e tinham tentado impedir-lo, porque não era um de seus discípulos.
De maneira que se tem feito uma sugestão muito sábia. "Quem não é comigo, é contra mim" é uma prova que devemos nos aplicar a nós mesmos.

Estou em realidade do lado do Senhor, ou trato de passar pela vida em um estado de covarde neutralidade?
"Quem não é contra nós, é por nós", é uma prova que devemos aplicar a outros.

Sou intolerante? Inclino-me a condenar a qualquer um que não fala com minha teologia, que não adora segundo minha liturgia e que não compartilha minhas idéias? Limito o Reino de Deus àqueles que pensam como eu?

A afirmação desta passagem é um desafio e uma prova que devemos nos aplicar a nós mesmos; a declaração de Marcos e Lucas é uma afirmação que devemos aplicar a outros. Porque sempre devemos nos julgar a nós mesmos de maneira estrita e a outros com tolerância

Jesus e os espíritos malignos

                                        JESUS E OS ESPÍRITOS MALIGNOS ( Lucas 11:14-26 )


Todos os 3 evangelistas narram esse conflito ( guerra ) de Jesus e as forças do mal,e que Ele constantemente expelia demônios,que Ele exercia poder sobre eles.

Quando os inimigos de Jesus não podiam se opor,eles procuravam desacreditá-lo com calúnias,afirmando que Ele estava usando uma fonte de poder que não era de Deus,mas do diabo.

Lucas narra que Jesus expelia demônios de um mudo (Mateus 12:22 diz que este era cego também,pois no mundo oriental imputava à influência de demônios não somente enfermidade mental e psicológica,mas todas as enfermidades.Então era algo comum se praticar exorcismo.

Segundo Josefo essa prática remonta  à época de Salomão e de este conhecedor de ervas,usava-as para expulsar demônios,que inclusive usou os métodos de Salomão com resultados.

1.Então Jesus bate no alvo:" Se eu posso expulsar demônios por estar de acordo com o príncipe deles,com que poder vocês expulsam?Se me condenam,também se condenam..."( 11:19 )

Mateus informa que dentre essas pessoas algumas eram fariseus,Marcos que eram escribas

2. Jesus usa um argumento incontestável : nenhuma nação resiste à uma guerra civil
    Se o príncipe dos demônios está emprestando o seu poder para vencer a si mesmo,então ele auto se derrota,e isso é ilógico.

O príncipe dos demônios é citado em vários manuscritos como "Beelzebul" ( um modo mais fácil de pronunciar o seu nome ),na Vulgata como Beelzebub,mas parece claro que seu nome era "Belzebub".

Beelzebub está como o nome do deus de Ecron ( 2 Reis 1:2,3,6 e 16 ) como o "deus das moscas",segundo a tradição os judeus colocaram "Baalzebul",significando "senhor do esterco",ligando esse deus pagão a um demônio,que também era um deus cananita,que significava "senhor do lugar alto".

Num resumo os judeus tomaram o nome de um deus pagão,adaptando o nome em termos hebraicos,num som semelhante que significava "senhor do esterco",aplicando-o a um demônio de destaque,talvez ao próprio satanás,e foi o que Jesus entendeu.

( Um grupo dos que ali estavam,seguiram uma linha diferente,procurando de Jesus um sinal dos céus,mostrando que não acreditavam que a expulsão era um sinal dos céus,pois a visão que tinham era diferente do filho de Davi que viria: Jesus não era um príncipe glorioso rodeado de pompas e cerimônias,mas um simples carpinteiro da Galileia e sua generosidade compassiva.

A este sinal exigido Jesus trata dele no verso 29,chamando aquela geração de "geração perversa",que deveria confiar em Deus e não ficar buscando sinais,e afirma que nenhum sinal seria dado e cita Jonas,onde marcos afirma que não seria dado sinal algum ( Marcos 8:12 )

Deus é encontrado em coisas comuns.Para aquela geração nenhum sinal sobrenatural seria dado a não ser a "ressurreição".

3. No texto de Mateus aparece argumentos interessantes:

Se ele expulsa demônios,como na verdade o fazia,fica claro que Ele invadira o terreno do inimigo e que era como um "salteador",saqueando uma casa,logo fica claro nas palavras de Marcos que ninguém pode entrar em uma casa sem antes amarrar o homem forte e o deixe indefeso e como Ele pôde invadir com tanto êxito é a prova que ele está atado e não pode resistir.( essa imagem do homem forte remete-nos a Isaías 49:24-26 )

Quando esse "homem forte" foi atado ?

Quando o "príncipe dos demônios" teve quebrada suas defesas?

Uma coisa sabemos:que suas forças foram atadas  no deserto.Às vezes uma derrota é de tal maneira que torna sua potência bélica fragilizada.
Quando Jesus enfrenta satanás no deserto e o derrotou,algo aconteceu ali,pois pela primeira vez ele encontrou alguém que não pode seduzir com toda sua astúcia,ele não é mais o todo poderoso das trevas,suas defesas se quebraram,pois outros obtiveram a vitória que Cristo obteve.

A prova que o Reino havia chegado era que os que  sofriam estavam sendo curados e que a saúde substituía a enfermidade.

É interessante que Lucas usa "o dedo de Deus" pelo qual Jesus expulsava,e Marcos usa "Espirito de Deus",logo como tudo vem de Deus o reino havia chegado,visto no poder que expulsa forças do mal,tirando sua armadura,seus despojos.

Jesus deixa uma lição à sua platéia contando uma história:

Aqui o espirito deixou o homem,e os lugares desertos eram lugares onde os espíritos maus frequentavam,e Jesus retrata esse espirito andando nesses lugares,sem achar repouso,resolvendo voltar ao lugar de onde veio.Apesar de ter deixado o homem ainda o chama de minha casa.Essa casa quando ele volta está varrida e ornamentada,simbolizando apenas uma limpeza moral.
O espirito,porém não vem só,traz outros 7 piores que ele,e voltam a habitar(estabelecer) naquele homem.Com 8 espíritos o homem está pior que antes.

Uma vida vazia não é legal,por isso Efésios 5:18 nos exorta a "enchermo-nos do Espirito"

domingo, 19 de julho de 2020

Desordens no Culto Público

                                        DESORDENS NO CULTO PÚBLICO (1 Coríntios 11:2 - 14:40)



1. O VÉU DAS MULHERES ( 11:2-16 )

Lembremos que Paulo não escreve um tratado,mas responde perguntas feitas de um aspecto desse assunto ( "... agora a respeito dos ..." ).Ele tece comentários sobre esse e outros assuntos.

Certamente ouvira mulheres coríntias "emancipadas",que tinha dispensado o uso do véu no culto público,e ele argumenta que as mulheres deveriam usar véu.Aparecer uma mulher de cabeça descoberta em público,era agir de maneira "descarada"como diríamos.Esta era a marca da mulher imoral.Era um ultraje ao decoro,ao que Paulo rejeita decididamente ( não faz da parte da vida do cristão menosprezar as convenções sociais.

verso 2 

Primeiro vem uma palavra de louvor,como é hábito de Paulo.Ele relembra algumas ordenanças já dadas  sobre o culto público,referindo-se ao ensino oral tão importantes para a instrução cristã primitiva.

Esses ensinamentos não eram de Paulo,mas transmitidos à ele e ele os repassou aos conversos.(2 Tessalonicenses 2:15).

verso 3 "a cabeça"

Indica um relacionamento de autoridade,mas não define essa autoridade com precisão ( nenhum relacionamento mencionados neste versículo é exatamente igual a qualquer dos outros) A função do sistema nervoso não era conhecida dos antigos e não entendiam "a cabeça" como a entendemos ( eles sustentavam que o homem pensa com o diafragma: o phren ).

O emprego desse termo aqui tem o mesmo sentido vo verso 8: " a mulher deriva o seu ser do homem e dentro destes limites é lhe subordinada.Essa subordinação é que constitui o ponto importante para Paulo.No entanto ele não está argumentando em favor de nenhuma outra coisa que não um companheirismo ( 11 ),um companheirismo em que o homem seja o chefe da sua casa.

verso 4 "cabeça descoberta"

Já que queremos praticar as ordenanças de Paulo no culto,vamos lá
O homem deve orar de cabeça descoberta.
Isso era novo para Paulo,pois os judeus oravam e oram de cabeça coberta,porém os homens gregos bem como suas mulheres e famílias oravam de cabeça descoberta.e os cristãos adotaram essa prática distintiva.
"Cobrir a cabeça é sinal de estar sob a autoridade de outrem",se  cobre desonra por mostrar que não está debaixo de nenhuma autoridade ( verso 7 envolve primariamente "cabeça" física,mas também pode referir-se a Cristo (3).

Aproveitamos para ver "quanto ao que profetiza " ( 12:10)

Profecia é a fala inspirada.
No Velho Testamento eram homens que falavam a palavra de Deus à sua geração.
Hoje em dia o elemento de predição presente nas profecias é menosprezado e não deveria ser.

Ocasionalmente a capacidade para predizer o futuro com precisão poder-se-ia considerar como a marca de um profeta.

A ênfase de Paulo não é a predição mas a exposição do que Deus disse,que também é a função dos profetas do Novo Testamento.

A profecia podia ser ocasional ( Atos 19:6 ) ou ofício estabelecido ( versos 28,29 ).

Aqui provavelmente Paulo tem em mente a classe mencionada em segundo lugar,conquanto a sua expressão seja suficiente ampla para incluir ambas.

O ponto que focaliza é que o Espirito dá a alguns a capacidade de dizer palavras iluminadas,que comunicam a mensagem de Deus aos ouvintes.

verso 5 

Paulo argumenta que na ordem da criação há um sentido em que a mulher é subordinada ao homem.Isto deve ser reconhecido no culto,onde a mulher deve usar algo  sobre a cabeça.Pois orar ela,ou profetizar sem tal cobertura é desonrar sua cabeça. ( como fica 1 Timóteo 2 segundo alguns interpretam da mulher ficar calada no culto,se aqui Paulo fala de orar e profetizar?)

Paulo emprega linguagem forte,que é tão ruim para ela orar e profetizar dessa forma que é como se ela tivesse de "cabeça rapada",e isso é desonra ( se vamos obedecer ao pé da letra 1 Timóteo segundo alguns da mulher ficar calada,porque não põe a prática da cabeça coberta aqui recomendada,se aqui é cultural,porque em Timóteo não o é?)

verso 6 

O ponto é posto às claras: Se a mulher não cobrir a sua cabeça,então que mande tosar seus cabelos,se ela considera vergonhoso ter cabelos tosados,que entenda que é igualmente vergonhoso ter cabeça descoberta.Assim Paulo insiste em seu ponto mais forte.

verso 7 

A razão porque o homem não deve cobrir a cabeça é que ele é  imagem da glória de Deus (Gênesis 1:26-27),onde diz que Deus fez à sua imagem,não há distinção entre os sexos no texto,mas Paulo entende particularmente como ao sexo masculino.Glória nã se menciona no relato de Gênesis,mas é como Paulo entende o caso.Se o homem é o ponto culminante da criação,ele exibe a glória de Deus,como nenhuma outra coisa o faz.
Por causa desta alta dignidade,Paulo acha certo que não haja sinal de subordinação quanto ao homem quando ele presta culto.A mulher segundo Paulo tem o lugar que lhe é próprio,mas não é o lugar do homem.Ela se mantem para com o homem em tal relação como nenhuma outra coisa,e assim ela é chamada "glória do homem".Essa expressão ao mesmo tempo lhe assegura um alto lugar no esquema das coisas e afiança que não se trata no lugar do homem.

verso 8,9

Quando Paulo diz: " o homem não é da mulher",quer dizer que o homem não teve sua origem da mulher ( ek "de",indica a origem " o homem não foi feito da mulher")."E sim a mulher do homem",referindo-se a Gênesis 2:21 ss ,onde afirma que a mulher foi feita da costela de Adão.É a mesma narrativa que fornece o cenário de fundo para "também o homem não foi criado por causa da mulher",pois disse Deus " não é bom que o homem esteja só,far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" ( Gênesis 2:18 ).Nem em sua origem,nem no propósito para o qual ela foi criada,pode a mulher reivindicar prioridade,ou mesmo igualdade.

verso 10 

O primeiro ponto importante da dificuldade desse versículo é a referência a "poder sobre sua cabeça".
A palavra "poder" é "exousia",que significa "autoridade".A dificuldade é que o contexto parece exigir um sentido como "um símbolo de sujeição",ao passo que a palavra grega parece significar antes "um sinal de autoridade".
Nas terras orientais o véu é o poder,a honra e a dignidade da mulher.Com véu na cabeça,ela pode ir à qualquer lugar com segurança e respeito.Ela não é vista,é sinal de péssimos modos ficar observando na rua uma mulher velada.Ela está só.As pessoas à sua volta lhe são inexistentes,como ela o é para elas.Ela é suprema na multidão,mas sem o véu a mulher é algo nulo,que qualquer um pode insultar... a autoridade e a dignidade de uma mulher se esvaem juntamente com o véu que tudo cobre quando ela se descarta dele.O sentido dado por Paulo então é que cobrir a cabeça,a mulher assegura o seu próprio lugar de dignidade e autoridade.Ao mesmo tempo ela reconhece a sua subordinação.

A segunda dificuldade é a expressão "por causa dos anjos".
A probabilidade é que Paulo quer dizer que os anjos bons são sempre conosco e especialmente no culto.Não é apenas uma questão do que os homens e mulheres veem e pensam.Os anjos observarão o que a mulher faz.Ela não deve estar indecente na presença deles.Essa é a coisa mais apropriada,em que os anjos servem aos homens ( Hebreus 1:14 ) e contudo não se rebelam.Os observadores celestiais podem ser imaginados também como agentes de Deus para dar castigo e coisas semelhantes "são mais que uma perífrase quanto ao Ser Divino,eles são o executivo divino.
Há os que pensam que os anjos maus cobiçarão as mulheres que estejam sem véu no espirito de Gênesis 6:2.

Verso 11 

O que Paulo está dizendo pode ser facilmente entendido como uma indevida subordinação das mulheres.Isso está longe do seu pensamento.Há uma parceria entre os sexos e no Senhor nenhum deles existe sem o outro.O homem não deve jactar-se do seu lugar.

Verso 12 

Paulo defendera seu ponto de vista que a mulher tomara sua origem do homem.Agora ele suplementa " o homem também é pela ( dia) mulher".O acréscimo " e tudo vem de Deus,é um típico lembrete paulino da prioridade do divino.De é "ek" uma vez mais,de modo que ficamos com a ideia de que a fonte de todas as coias é Deus.

Verso 14,15

Cabelo cumprido  arrazoa o apóstolo é uma "vergonha" para o homem.
Essa situação não fora universal.Alguns entre os antigos gregos,os espartanos tinham cabelos cumpridos,mas em termos gerais Paulo falava para a humanidade.Cabelo cumprido era uma glória para a mulher,sendo o mesmo lhe dado no lugar do véu. E cortando a conversa ele diz que "nós" não temos tal costume ou seja mulher com cabeça descoberta.

verso 16 

Por toda essa seção o que Paulo quer é que um cristão deve agir de maneira decente (14:40).
Será que a ordenança é aplicável no cenário contemporâneo?
Apesar de uma maioria não aceitar,esta é uma questão cultural,onde a modéstia tinha que ser observada,logo seria um injunto arrancar um regulamento local e fazer dele um princípio universal.