terça-feira, 26 de maio de 2020

A Importância das Cores

                                     A IMPORTÂNCIA DAS CORES

As cores tem papel fundamental em nossas ações e emoções,logo de grande influência em nossas vidas.
Na arquitetura a cor não é apenas algo decorativo mas arquitetônico ( determina a maneira como nos relacionamos no ambiente ).A influência da cor passa,às vezes desapercebida pelo nos nosso consciente,mas o subconsciente percebe e absorve,captando nos mínimos detalhes o que é transmitido pelas cores do ambiente em que nos encontramos.

A cor de um local pode mudar nossas emoções,nosso humor etc...As cores chamadas quentes nos remete à um estado de alegria,as cores frias para um estado de calmaria e relaxamento,mas claro que tudo depende da personalidade de cada um 

VERMELHO : Estimula os instintos,pois é quente,vivo,agressivo e sensual



AZUL : Leva à introspecção,pois é altamente calmante




LARANJA : Tem a excitação do vermelho e a luminosidade do amarelo.Ambientes assim 
tendem a se sentirem acolhidas.



AMARELO : Por irradiar luz,brilho,calor,vida,alegria e riqueza ela é ótima para ambientes a ser desenvolvidas atividades intelectuais.



VERDE : Equilibra as emoções,é acor equilíbrio entre o movimento do amarelo, e a frieza do
azul.




                                      A BÍBLIA E AS CORES 

Criador e conhecedor das cores,Deus determinou como seriam as cores do chamado Tabernáculo (lugar onde Ele se revelava e manifestava).Cada cor não foi escolhida ao acaso,mas com objetivos bem específicos...

O SIGNIFICADO ESPIRITUAL DO MATERIAL E DAS CORES USADAS NO TABERNÁCULO

ÊXODO 25.3, “E ESTA É A OFERTA ALÇADA QUE RECEBEREIS DELES: OURO, E PRATA, E COBRE

É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. 

As Cores

Azul – Natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou homem celestial, I Coríntios 15.47,48; João 1.18; Hebreus 7.26; a origem celestial de Cristo.
Púrpura – Realeza, Soberania de Cristo, o “Rei dos reis, e Senhor dos senhores”, Apocalipse 19.16; Marcos 15.17-18.
Carmesim – Sacrifício, Apocalipse 5.9-10; Números 19.6; Levítico 14.4; Heb 9.11-14, 19, 23, 28.
Branca – do linho fino – Perfeição, pureza e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Cristo (Ap 7.9-17; Sl 132.9).


Os Metais Usados no Tabernáculo e o seu Significado



Ouro – Divindade, Apocalipse 3.18; como também Justiça Divina como aquela vista no propiciatório, Êxodo 25.17; a glória de Deus em Cristo, João 1.14.
A Madeira de Acácia e o Ouro
O tabernáculo foi construído basicamente de dois materiais: ouro e madeira de acácia. A acácia é uma madeira pesada e dura, quase indestrutível pelo tempo ou pelos insetos. Por isso ela foi excelente para o uso longo do tabernáculo. A indestrutibilidade dessa madeira representa também que a humanidade de Cristo era incorruptível, nem o pecado e nem Satanás podendo atingir a Cristo, João 14.30; Lucas 1.35; Atos 2.31 (Salmos 16.10).
Se o ouro significa a divindade e a madeira de acácia representa a humanidade, temos uma figura perfeita de Cristo. A divindade, pois Cristo é “Deus conosco” (Mateus 1.23), e a humanidade, Deus Jeová em forma de homem. Quando o apóstolo João contemplava Cristo, o Verbo que se fez carne, a madeira com ouro, ele viu a Sua glória como a glória do Unigênito do Pai, “cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele viu Cristo por Cristo ser feito homem (madeira). Ele percebeu Cristo cheio de graça e de verdade por Cristo ser Deus (ouro).
Cristo tomou carne para ser o sacrifício perfeito para os que se arrependem dos seus pecados e crêem nEle para a salvação. O ouro cobrindo a madeira é significativo: a morte de Cristo na cruz. Cristo, como homem (madeira de acácia) tomou sobre Si os pecados do Seu Povo (João 10.15, Assim como o Pai conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas). Cristo como Deus (ouro) pode ser o Mediador propício (I Tim 2.5,6) e O Justo dado pelos injustos, para levar os Seus a Deus (Romanos 3.26; I Pedro 3.18). Cristo tomou sobre Si a cédula que era contra nós nas ordenanças da Lei de Moisés, e a riscou e a tirou do meio de nós, “cravando-a na cruz” (Colossenses 2.13, 14). Gloriosa foi a obra da redenção por Cristo! Quando Cristo foi crucificado na cruz, Ele manifestava a Sua glória, a glória do Unigênito Filho de Deus (Mateus 27:54, E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus.) Como o centurião viu Cristo, como homem morto na cruz, ele também viu a glória de Deus nEle, assim o tabernáculo manifestava a humanidade de Cristo cada vez que a madeira de acácia foi usada e a Sua divindade quando a madeira foi coberta com ouro.
Você tem visto pela fé no seu coração Deus enviando Seu Filho Jesus Cristo ao mundo, nascido de mulher, sob a lei para Deus ser o Justo e Justificador daquele que tem fé em Jesus (Romanos 3.26)? Você tem participação nesta obra Salvadora de Cristo? Na sua humanidade, o ouro de Cristo é manifestado? A glória de Deus está sobre você nas horas de aflição (I Pedro 4.14)?



A Prata
Significado da prata é redenção.
De onde veio a prata usada no tabernáculo?
- Veio dos próprios egípcios, Êxodo 3.22; 11.2; 12.35: os adornos do mundo foram derretidos, ou desfeitos, para serem transformados em uso de adoração: Êxodo 25.3; 35.5; 38.25,26.
- Veio da moeda de expiação, Levítico 5.15; 27.3; 6,16; Êxodo 30.12-16; Números 18.16. Parte do sacrifício para expiação da culpa por pecar nas coisas sagradas (dízimos, oferta das primícias ou o comer daquele que não deve – Gill) foi o seu valor, mais uma quinta parte, em prata. Por isso a prata na construção do tabernáculo representa a redenção que Cristo fez e comprou para nós, Mateus 20.28; I Pedro 1.18,19.
Onde foi usada a prata no tabernáculo?
- Foi usada nas bases das tábuas do tabernáculo – Êxodo 26.19,21,25; 36.24,26,30
- Foi usada nas bases das colunas do véu do tabernáculo que separa o lugar santo do lugar santíssimo – Êxodo 26.31-33; 36.35-38
- Foi usada nos colchetes das colunas e as suas faixas do pátio – Êxodo 27.9-17; 38.10-18.
- Foi usada nas bases da porta – Êxodo 38.18-20.
Como podemos ver Cristo no uso da prata no tabernáculo?
- Pelo fato que uma fonte de prata foi dos egípcios, podemos dizer que, na salvação, aquilo que era adorno para o mundo, foi destruído e transformado a ser usado para a glória de Deus. O que antes era usado para servir o pecado à escravidão, agora, sendo salvos ou libertados pela redenção em Cristo, podemos nos apresentar servos de Deus para ter fruto para santificação diante dos homens, e por fim a vida eterna com Deus (Romanos 6.16-23).
- Pelo fato que uma fonte da prata foi a moeda das expiações, entendemos que Cristo tem pagado o preço da nossa redenção, Romanos 3.24, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”; I Coríntios 1.30; pelo Seu sangue – Efésios 1.7, “pela Sua graça”; Colossenses 1.14; Hebreus 9.12-14, “Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por Seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne, Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” Sendo que foi “bom preço” dado para a nossa redenção, que servos santos, separados do mundo, e gratos devemos ser! – I Coríntios 6.18-20; II Coríntios 6.16-18. Nós éramos transgressores por não termos dados a Deus o que Ele merece, ou seja, o amor, a adoração espiritual, nosso tempo, esforços, etc. Somos transgressores por não termos amado o nosso próximo como a nós mesmos também. Cristo é o Redentor, a expiação perfeita e eterna por nós. Cristo foi dado em nosso lugar para restituir-nos e por Quem Deus perdoa o nosso pecado (Hebreus 10.12-18; II Coríntios 5.21).
– Pelo fato da prata ser usada para fazer as faixas de prata que seguram as tábuas do tabernáculo, entendemos que a redenção por Cristo é o adorno do Cristão. Sem Cristo não há adorno e prazer. Também podemos aprender que o adorno do Cristão é Cristo (I Pedro 2.7; 3.4-7). Os que estão em Cristo têm o adorno da igreja, o próprio Cristo. Os sem Cristo não têm nenhuma beleza de Deus neles e somente verão a glória de Deus em Cristo quando julgado diante de Cristo no último dia (Atos 10.42; II Timóteo 4.1).
- A base das colunas eram de prata declarando a todos que a redenção por Cristo é o alicerce da esperança de termos entrada na presença de Deus e de sermos úteis no edifício de Deus (Hebreus 10.19-25). Os que têm Cristo têm alicerce forte, ou ousadia, para entrar na presença de Deus (Efésios 3.12; Hebreus 4.16). Os sem Cristo, não têm nenhuma esperança de aproximação de Deus.
- O fato que os colchetes das colunas e as suas faixas das cortinas do pátio nos revelam a verdade que Cristo é tanto a nossa Justiça quanto o nosso Redentor. Essas duas qualidades nunca devem ser separadas. A justiça nunca poderia ser imputada a nós sem Cristo ter nos redimido pelo Seu sangue (Romanos 3.24-26; II Coríntios 5.21).
- O pátio tanto impediu qualquer pessoa de chegar a Deus a não ser pela porta que é Cristo quanto preservou os que estavam dentro no pátio. A prata nos colchetes das colunas que seguram a cortina do pátio manifesta que ninguém possa entrar na presença de Deus sem Cristo ser o seu Redentor. Uma vez dentro do pátio o Cristão vê que a redenção de Cristo junto com a Sua justiça nos guarda na presença de Cristo para sempre.
- O que importa não é se tenha os seus próprios meios de adorno, ou o seu próprio alicerce de esperança. O único meio para restituir ao Deus Santo é o que devemos pela expiação de Cristo – I Pedro 1.18-20. Arrepende-se dos seus pecados e confie de coração pela fé em Cristo, O Redentor. Salmos 130.7, “Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção”.
- a morte de Cristo como substituto do julgamento de Deus pelos pecados dos Seus, altar de bronze, Êxodo 27.3; Apocalipse 1.15; a capacidade de Cristo perseverar a ira de Deus por nossos pecados.
Se você tem sido redimido pelo sangue de Cristo, exercite freqüentemente a liberdade com Deus que o sacrifício de Cristo nos deu. Procure a ajuda em tempo oportuno para vencer o pecado e as tentações do nosso inimigo. Adequada-se freqüentemente à comunhão com Deus que temos por Cristo.
Proclame este Redentor por Quem qualquer pecador arrependido pode ter acesso a Deus.


O Cobre ou O Bronze
Às vezes, nas versões diferentes da Bíblia, a palavra bronze é usada no lugar da palavra cobre para descrever a mesma coisa. São palavras similares. Similar pois o bronze é um metal com uma mistura com grande proporção de cobre.
O Significado de Cobre ou Bronze no tabernáculo é julgamento pois muitas das vezes que a palavra ‘bronze’ ou ‘cobre’ é usada pela Bíblia ela é usada num caso de julgamento. Queremos ver estes usos para entender melhor o uso de cobre e bronze pelo tabernáculo.
Usos da Palavra ‘Cobre’ ou ‘Bronze’ pela Bíblia
Juízes 16.21 – Quando o servo do Senhor insistiu na desobediência, ele foi entregue ao seu inimigo. Entre as várias maneiras que o julgamento de Deus foi manifesto, foi o fato que Sansão foi amarrado “com duas cadeias de bronze”. A falta de capacidade de Sansão se livrar destas cadeias de bronze enfatiza o tanto que este servo do Senhor perdeu pelo seu pecado.
Várias vezes acha-se o uso de “cadeias de bronze”, ou de “grilhões” para representar que um povo foi vencido por outro (II Samuel 3.34; II Reis 25.7; Lamentações 3.7). Quando o metal de bronze ou de cobre é usado nessas colocações, o sentido de julgamento pode ser associado com ele.
Quando Deus quis provar que o Seu julgamento seria sobre o Seu povo se não cuidasse de cumprir todos os Seus mandamentos, Ele quebraria a via de comunicação do povo Seu para com Ele (Deuteronômio 28.15,23, “E os teus céus ... serão de bronze”; I João 1.9; veja também Levítico 26.14, 19). Os ‘céus de bronze’ também podem significar: a cessação da benção de chuva ou umidade que todas as plantas precisam para produzir os seus frutos. Seria um julgamento duro. A própria terra sofrerá com a maldição que o povo desobediente chama sobre eles pelas suas desobediências (Romanos 8.19-22). Se os céus não são hoje de bronze, ou seja, se o julgamento de Deus não está derramado sobre nós, é por causa da grande misericórdia de Deus, pois não há ninguém que guarda todos os Seus mandamentos (Rm 2.14). Portanto essa terra, como nós também, merece o julgamento de Deus. Quando terminar a época da graça de Deus, a via do perdão cessará e o julgamento será derramado (Provérbios 1.20-33; II Pedro 4.17,18). Como vai a sua alma? Está salva do julgamento vindouro? Cristo é o único Salvador tendo recebido na Sua carne a ira de Deus pelos pecados daqueles que se arrependem e crêem nEle pela fé (Gálatas 3.13, “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;”). Quem está em Cristo, tem a salvação. Ele é vitorioso sobre o julgamento de Deus (Sal 107.16, “Pois quebrou as portas de bronze, e despedaçou os ferrolhos de ferro”).
Números 21.9 – Quando a multidão peregrinando no deserto angustiaram-se da vida que Deus o deram, falaram contra Deus e contra Moisés. Quando eles se esqueceram das bênçãos do Senhor, murmuravam e ficaram ingratos pelo sustento que Deus supria. Deus enviou serpentes ardentes entre eles para picar o povo. Então morreu muita gente em Israel. Quando o caminho tornou repleto do julgamento divino, o povo mudou de atitude e confessaram seu pecado. Deus ordenou que Moisés fizesse uma serpente de metal (#5178, cobre ou bronze, Strong’s) e a colocasse numa haste e anunciasse essa mensagem “e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela”. Essa serpente de cobre foi representante do julgamento de Deus e da salvação do povo picado, ou julgado. A serpente representava tanto julgamento quanto salvação do julgamento. O Julgamento: É o sentido de julgamento, pois a serpente ardente foi enviada entre o povo pelo seu pecado. O julgamento levou à morte os que pecaram. Então a serpente de cobre ou de bronze representava o julgamento de Deus pelo pecado. A salvação, pois a serpente de cobre na haste tinha somente a forma da serpente sem ter o veneno da serpente. Ela também foi o alvo da fé que Deus estipulou, “e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela”. A serpente de cobre na haste representava tanto o julgamento de Deus quanto a Sua salvação daqueles que se julgavam merecedores de julgamento divino. Por isso Jesus comparava a Sua morte com esse caso da serpente de cobre. Cristo, na Sua carne, recebeu o julgamento pleno de Deus na cruz pelos pecados do Seu povo (II Coríntios 5.21) para que todo aquele que se julga merecedor do julgamento divino mas crê nAquele que Deus deu no seu lugar, ou seja, olhar a Cristo pela fé, seja salvo, ou seja, não perecerá mas terá a vida eterna (João 3.14-19).
Em Jeremias 6.28; Ezequiel 16.36 (“dinheiro”, a mesma palavra hebraica traduzida em outras passagens como cobre ou bronze); 22.18,20 entendemos que a palavra ‘bronze’ é usada para descrever a obstinação e corrupção do povo (veja também Isaías 48.4). Esses usos ensinam desse fato: Quando o povo de Deus não se separa da imundícia ao seu redor, o julgamento de Deus é clamado. Em Ezequiel 24.11-13 a Palavra de Deus ao profeta de Ezequiel mostra a purificação do seu povo numa figura de panela sobre as brasas separando a escuma do metal puro. Se você se vê como contaminado, corrompida pelo pecado, saia da posição de ter a ira de Deus permanecendo sobre você, e corra a Deus confessando os seus pecados, crendo pela fé em Cristo Jesus, o Justo que foi dado no lugar dos injustos para levá-los a Deus (I Pedro 3.18).
Pelos exemplos dados entendemos que o cobre, ou bronze, tem um significado de julgamento.
O Pátio do tabernáculo somente tinha móveis de bronze ou de cobre. O altar dos holocaustos foi coberto de cobre (Êxodo 27.1-8). A cortina ao redor do tabernáculo tinha colunas e essas colunas tinham bases de cobre (Êxodo 27.9-18). Os vasos usados em serviço, até os pregos, foram de cobre (Êxodo 27.19). A pia, entre o altar de holocaustos e a porta do tabernáculo eram de cobre (Êxodo 30.17-21).
Estudaremos cada peça do tabernáculo mais tarde, mas podemos já saber que entre a porta do pátio e a porta do lugar santo há cobre, ou julgamento representado. Essa verdade nos ensina claramente que não podemos ter nenhuma esperança para entrar na santa presença de Deus sem ter antes o pecado nosso julgado adequadamente. Cristo é o Cordeiro que Deus tem dado para ser a expiação do pecado. Os que crêem nEle são lavados pelo Seu sangue e têm entrada livre até a presença de Deus (Hb 4.15,16; 10.19-25).
O fato que a justiça dos santos baseia-se no julgamento de Deus que Cristo sofreu por eles, as colunas das cortinas de linho puro do pátio têm bases de cobre (II Co 5.21).
As Pedras de Engaste
Temos estudado sobre o ouro, prata, e cobre e até um pouco sobre a madeira acácia. Tem sido útil para o homem de Deus procurar Cristo no tabernáculo. Este estudo sobre essas pedras de engaste não considerará apenas da obra e do amor de Cristo pelo Seu povo, mas o Seu próprio povo. Através desse estudo perceberemos a obra mediatária de Cristo nos representando pelo Seu sangue diante de Deus, a nossa posição privilegiada nEle nestas e pelas pedras de engaste perceberemos a nossa posição antes e depois da salvação.
As pedras de engaste que encontramos no Tabernáculo fazem parte da vestimenta sacerdotal, em especial, a do sumo sacerdote (Ex 28.3,4).
As vestes do sumo sacerdote “são para glória e ornamento” (Ex 28.2). A primeira parte das sete partes das vestes mencionadas é o peitoral que contém essas pedras de engaste (Ex 28.4). O peitoral, com as suas doze pedras de engaste, era a parte primordial e a mais cara de todas as vestes. As outras partes das vestes eram secundárias, dando assim bases pelas quais o peitoral se apoiava.
Simbologia
As pedras de engaste simbolizam a preciosidade dos Cristãos a Deus por Cristo (Malaquias 3.17.)
Todo o povo de Deus individualmente está representado por essas pedras preciosas neste peitoral do sumo sacerdote. As pedras são doze em número e os nomes de todas as doze tribos estão esculpidas “como selos, cada uma com o seu nome” (Êxodo 28.21).
A lição do selo aponta à atitude de Deus para com o Seu povo: Seu Povo é da Sua propriedade particular (Jo 17.6, “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra”), Seu Povo é autêntico (Jo 17.7, 8, “têm verdadeiramente conhecido que saí de Ti”, 23, “Eu neles, e Tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade”) e o Seu Povo é seguro (Jo 17.11, “as Tuas coisas são Minhas” 24, “Pai ... onde Eu estiver, também eles estejam comigo”). As pedras de engaste sendo no peitoral e o peitoral sendo sobre o coração do sumo sacerdote, a serenidade do relacionamento de Deus por Seu povo em Cristo é manifesta. A salvação que vem de Deus pela obra de Cristo abençoa Seu povo com “todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Ef 1.3). Tão grande salvação é essa! É relacionamento!
Existe uma lição que vem do fato dos nomes das doze tribos sendo esculpidas nas pedras (Ex 28.21). Essa lição nos ensina que cada um dos filhos de Deus é conhecido por Deus individualmente (João 10.3, “chama pelo nome às Suas ovelhas”; II Timóteo 2.19, “O Senhor conhece os que são Seus”). É palavra fiel e digna de toda a aceitação que, se você é um filho de Deus lavado pelo sangue de Cristo, você é precioso para com O Pai (Malaquias 3.17). Cada um destes filhos também é conhecido em amor por Cristo como Mediador deles (João 10.14-16, 27-29). Nenhum dos filhos de Deus é perdido na multidão de cristãos. Ele conhece os Seus. Tão grande salvação é essa! É posição!
Essa lição nos incentiva a estreitar os nossos laços com nosso Pai celestial por nosso Salvador. Se o sábio Deus tem o prazer de considerar cada um dos Seus como uma jóia preciosa, cada uma das Suas jóias preciosas deve buscar primeiro este Pai celestial em tudo que se faz (I Coríntios 6.17-20; II Tm 2.19, “e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade”).
Também se Deus ama os Seus ardentemente, os Seus devem amar uns aos outros conforme diz o Apóstolo João na sua primeira epístola capítulo quatro versículo onze, “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.”
Posição
As pedras foram engastadas em ouro nos seus engastes enchendo assim o peitoral com “quatro ordens de pedras” (28.17-20). As doze pedras diferentes foram sárdio, topázio, carbúnculo, esmeralda, safira, diamante, jacinto, ágata, ametista, berilo, ônix e uma jaspe (veja: Ez 28.13; Apocalipse 21.19, 20). Mesmo que a ciência moderna não saiba quais exatamente são os nomes atuais dessas pedras podemos saber que eram valiosas e lindas pois as vestes do sumo sacerdote eram “para glória e ornamento” (Ex 28.3).
“Como o peitoral, com os nomes das tribos de Israel, era o adorno mais brilhante vestido pelo sumo sacerdote, assim são os nomes dos eleitos de Cristo as mais preciosas jóias que Ele tem tão perto do Seu coração”, (Spurgeon, Till He Come, pg. 86) Ex 28.28,29.
“Nunca se separará o peitoral do éfode” (Ex 28.28) como também nunca se separará o amor de Deus pelos Seus (Rm 8.35-39). Quando o sumo sacerdote se vestia do éfode para se apresentar em obediência diante de Deus, a sua glória e ornamento, os nomes do seu povo perto do seu coração, necessariamente foram apresentados juntos. Cristo está com Deus O Pai hoje e com os nomes de cada um dos Seus filhos no Seu coração. Tão grande salvação é essa! É relacionamento, é posição, é eterna!
Valor
O valor destas pedras, no seu lugar engastadas em ouro no peitoral, é alto. Esse valor e glória dos Seus o Pai viu em amor desde a eternidade passada (Jr 31.3, “amor eterno”; II Tm 1.9, “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dado em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos”; II Ts 2.13, “por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação”; I Jo 4.19; Ef 1.4). Mas o Seu Povo amado desde a eternidade passada não foi sempre com a aparência de alto valor. Alguns eram incrustados nas camadas de lama nas profundidades do mar e outros foram tirados das minas escuras e longe da luz e do conhecimento humano. Nas suas formas brutas, as pedras que se tornariam engastadas em ouro no peitoral do sumo sacerdote e levadas eternamente na presença terrível de Deus (Gn 28.17; Dt 10.17), eram feias e aparentando nenhum valor. Mas, sendo achadas por aqueles que conhecem seu valor, extraídas da posição original do mundo, carregadas, lavadas, cuidadosamente cortadas e precisamente lapidadas foram transformadas para serem glória e ornamento nas vestes do sumo sacerdote.
Nisso podemos perceber a benção do amor eterno e particular de Deus pelos Seus. Os Seus, cada um deles, andavam segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Cada um antes andava nos desejos da carne e fizeram a vontade da carne e dos pensamentos. Cada um era um filho da ira (Ef 2.1-3). O Salmista, usando outra linguagem, diz que estes estavam num lago horrível, num charco de lodo (Sl 40.2). Mas o amor eterno de Deus viu estes ‘perdidos’ (Lu 19.10) e os deu ao Seu Filho Jesus (Jo 6.37-39), que por Sua vez, redimiu estes com Seu próprio sangue na cruz (Jo 17.6-9, 19; II Co 5.21), para trazê-los a Deus, lavados, santificados e purificados, para serem a Sua glória e ornamento eternamente diante de Deus.
Beleza
A beleza destas pedras de engaste é emprestada. A beleza das jóias não é percebida se a luz não passar por elas. Deixadas a sós, mesmo cortadas e lapidadas perfeitamente, a sua beleza e valor não são vistas até os raios da luz focalizar nelas. Cristo é a Luz do mundo (Jo 8.12; 9.5). Ele é a Luz de fora que faz com que as Suas pedras preciosas estejam brilhantes, gloriosas e adornadas suficientes para estarem sempre diante de Deus. Cristo no Seu Povo faz que sejamos úteis e gloriosos (Mt 5.16-19; II Pe 4.14). Na medida em que a sua vida seja feita conforme a imagem de Cristo é que a sua beleza e utilidade são vistas. A vida cristã não tem valor aparte da Luz brilhando por ela.
Como é contigo? Você está ainda num lago horrível, num charco de lodo? Arrependa-se dos seus pecados e creia com fé no Senhor Jesus Cristo para ter os seus pés postos sobre a Rocha.
Já tem sido lapidado pela mão cuidadosa do Senhor mas os hábitos ruins da sua vida velha ofuscam a sua beleza e adorno ao Senhor diante dos homens? Confesse e abandone tais pecados para voltar a reconhecer as bênçãos de um relacionamento privilegiado diante de Deus.
As Cores do Tabernáculo
Tudo no tabernáculo tem uma cor, seja o ouro, a prata, o cobre, as peles de animais, as pedras de engaste, ou a madeira. Pode ser que cada cor tenha um significado especial de Cristo. 

Mas, há quatro cores que são especificadas, e são estas que queremos considerar agora. 
As cores são: Azul, Púrpura, Carmesim e a Branca do linho fino. 
Essas cores apontam a Cristo particularmente e a àquele que está em Cristo.


Azul

Azul é a cor dos céus, portanto aponta o caráter e a natureza de Cristo como Sumo Sacerdote.
Para ser este supremo Sumo Sacerdote que ultrapassa o do tabernáculo, necessita de ser divino e celestial. Cristo é o Sumo Sacerdote divino - Hb 4.14, “grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus” Cristo é dos céus – Jo 1.18, “O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse O revelou”; I Co 15.47, “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu” - e está nos céus hoje - Hb 8.1, “temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade.”
Existe um mistério grande sobre como Cristo foi tudo que necessitava ser como o perfeito Sumo Sacerdote (I Tm 3.16, “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”) Mesma que haja mistério acerca da divindade/humanidade de Cristo, não é por isso menos verdadeiro. O caráter, os atributos e as obras do nosso Salvador na posição de Sumo Sacerdote são maiores do que o nosso entendimento (Is 55.8,9). Quando trata-se de Cristo, nada é errado se Ele supera a nossa capacidade de entendê-lo.
Como Cristo veio dos céus, voltou aos céus e está hoje intercedendo pelos seus à destra do Pai (Rm 8.34), os em Cristo têm uma vocação celestial (Hb 3.1), uma cidadania celestial (Jo 3.3-6; Hb 11.16), e uma herança celestial (I Pd 1.4).
Vendo que temos um Sumo Sacerdote celestial pelo qual somos aceito no Amado; Vendo que temos uma vocação celestial; vendo que a nossa herança e cidadania está nos céus, que tipo de gente devemos ser neste mundo? Neste mundo somos peregrinos, passageiros. Tudo que vale a pena para o Cristão é celestial! Coloque seu tesouro lá; fixa o seu foco nEle em Quem temos todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais; desprenda das atrações desta terra que será destruída!
Esta lição vem a nós pela cor Azul no tabernáculo.

Púrpura

Púrpura é a cor dos reis (Mc 15.17,18), portanto essa cor manifesta a verdade que Cristo é o Soberano e tem toda a glória dessa posição Real. Cristo foi profetizado para ser o Príncipe da Paz e reinar “do trono de Davi, cujo principado e paz não haverá fim” (Is 9.6,7).
Cristo tem sido ungido pelo próprio Deus Pai – Sl 2.6, “Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião.”
Pode ser que Cristo não se manifestou já ao mundo a Sua glória como Rei, Ele é Rei e é Real e se manifestará “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (Ap 19.11-16).
Por termos um Salvador que é Senhor e Rei já nos céus, Quem aparecerá na Sua glória Real um dia e com Quem reinarmos um mil anos (Ap 20.6), convém que fujamos de tudo que é passageiro e mundano e que busquemos a piedade, segue a justiça, a fé, o amor, a paciência, a mansidão e guardemos “este mandamento até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; À qual a Seu tempo mostrará o bem-aventurado, e Único poderoso Senhor Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.” (I Tm 6.3-16).


Carmesim

A cor carmesim, pelas escrituras, e especialmente quando se refere ao Cristo, manifesta o Cristo Sacrificatório e a Sua humildade.
A cor carmesim, para os usos no tabernáculo, foi conseguida do corpo da fêmea do “coccus ilicis” um verme (Sl 22.6, a palavra hebraica para escarlata e carmesim). Nisso entendemos que a cor carmesim no tabernáculo aponta tanto à humilhação de Cristo quanto à Sua morte. A Sua humilhação é entendida de outra maneira também.
O nome ‘Adão’, uma palavra babilônica, significa ‘vermelha’ por ser feito da terra (# 0121, Strong’s). Portanto, sendo que Cristo “esvaziou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Fl 2.7,8). O Divino sendo feito homem, “forma de servo” mostra a Sua humildade. Cristo sendo feito homem, mostra a Sua obra de ser o Sacrifício no lugar do homem que se arrepende e crê nEle.
Como o primeiro Adão foi feito alma vivente, Cristo, na qualidade do Único Salvador, e “o último Adão” foi feito “espírito vivificante”. (I Co 15.45). É Cristo o Sacrificatório, como o “Cordeiro de Deus”, que tira os pecados de todos que se arrependem e crê nEle (Jo 1.29; 3.14-17).
Desde que a cor vermelha que faz parte das várias partes do tabernáculo (a Porta – Ex 26.36,37; o Véu – 26.31-33) e das vestes do Sumo Sacerdote: do éfode (28.5,6) e do peitoral (Ex 28.15), entendemos que Cristo é tanto o Mediador idôneo que ministra o sangue do sacrifício quanto é o Sacrifício cujo sangue redime eternamente todos os pecados dos chamados que recebam a promessa da herança eterna (Hb 9.11-15, 24-28).
O fato que o carmesim fazia parte dos sacrifícios (Lv 14.4; Nm 19.6), entendemos que é o sangue de Cristo que lava-nos de todo o pecado (I Pd 1.18,19; Ap 1.5).
Visto que é Cristo que foi feito pecado e por Quem os que crêem nEle recebem a justiça de Deus (II Co 5.21), convém que, de coração, confiamos nEle. Pois, em nenhum outro há salvação pelo qual devamos ser salvos (At 4.12).
Visto que é Cristo que foi feito pecado e por Quem os que crêem nEle recebem a justiça de Deus, convém que pregamos Cristo a todo o pecador (II Co 5.18-20)!

Branca do Linho Fino

A cor branca do linho fino é emblemática da perfeição, pureza, e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Cristo.
A cor branca refere-se ao efeito da obra de Cristo no lugar do Seu povo. Ele os faz perfeitos, santos e justos, propícios para serem na presença de Deus. Ap 7. 9-17: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.” Ap 19. 7-9, “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.”
Deus veste Seus sacerdotes de justiça, como são vestidos os sacerdotes do tabernáculo (Ex 28.39; Sl 132.9; Zc 3.3,4).
Não podemos pensar que tenhamos a justiça de Deus se estamos fora de Cristo. Temos que ser lavados pelo Seu sangue se esperamos ser redimidos da nossa vã maneira de viver (I Pd 1.18,19). Entramos em Cristo pelo arrependimento dos pecados e fé no sacrifício de Cristo em nosso lugar. Nessa maneira o pecador é feito limpo, perfeito, puro e justo diante de Deus. Está nEle? Se arrependa e creia nEle já! De outra maneira as suas vestes sujas continuam e no fim, será lançado “nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes” Mt 2.13.
As Obreiras destas cores
As Mulheres Sábias fiavam com as suas mãos a lã, seda, linho fino e os pêlos das cabras (Ex 35.25-26). Isso ensina que o material fundamental para os outros trabalhadores dependeria na obra destas mulheres (Ex 38.23; 39.1).
Verdadeiramente, o ajuntamento dos irmãos e a união dos irmãos na casa de Deus pode ser em muito facilitada pela obra das mulheres sábias. Pela oração pelas suas famílias e as da igreja, a sua parte na educação dos filhos na ausência dos maridos, a submissão que coroa os seus maridos, prepara o espírito da família, dá o exemplo de santidade, e providencia o material fundamental para os homens vocacionais construírem a casa de Deus (I Tm 2.9-15; I Pd 3.1-9).

O conjunto destas cores pela Bíblia: (Fl 2.6-11)

Azul: v. 6 Que, sendo em forma de Deus,
Branca: v. 6 não teve por usurpação ser igual a Deus,
Carmesim: v. 7-8 Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; 8 E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Púrpura: v. 9-11, “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; 10 Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, 11 E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.”

Os Quatro Evangelhos

Mateus: Cristo – Rei - Púrpura
Marcos: Cristo – Servo Sacrificatório - Carmesim
Lucas: Cristo – Perfeito Homem - Branca
João: Cristo – Filho de Deus – Azul - (T. H. Epp)

No Tabernáculo

A Porta do Pátio – Filho Divino – Azul (Ex 26.31-33)
A Porta da Tenda – Soberano Divino – Púrpura (Ex 26.36,37)
O Véu do Tabernáculo – Salvador Divino – Carmesim (Ex 27.16,17)
As cortinas do Tabernáculo– Servo Divino – Branca (Ex 26.1-3)

                           A LEITURA DA ALMA PELAS CORES

 Amarelo = Tristeza
Azul - Fidelidade
Vermelho = Paixão 

Paixão + Tristeza = Laranja ( movimento )
Tristeza+ Fidelidade = Esperança ( verde )
Fidelidade+ Paixão = Nobreza ( roxo )

As cores que forem aparecendo é só descobrir suas origens e seguir o mapa das cores 


domingo, 24 de maio de 2020

1 Carta de João Capítulo 2

                                  1 Carta de João Capítulo 2


. Uma preocupação pastoral ( 2:1-2 )
. O verdadeiro conhecimento ( 2:3-6 )
. O mandamento que é antigo e novo ( 2:7-8 )
. O efeito do amor e do ódio ( 2:9-11 )
. Lembrando o que somos ( 2:12-14 )
. Os rivais do coração (2:15-17 )
. O tempo da última hora ( 2:18 )
. Os que saíram da Igreja ( 2:19-21 )
. A grande mentira ( 2:22-23 )
. O privilégio universal ( 2:24-29 )

Questionário 

1. O que deve se seguir após o conhecimento ( 2:1-2 )
2. Como deve ser o andar de quem conhece Deus ( 2:3-6)
3. Qual é esse antigo e novo mandamento ( 2:7-8 )
4. Como deve ser a relação daquele que conhece Deus com o próximo ( 2:9-11 )
5. Quem nós somos ( 2:12-14 )
6. Quem são os inimigos do coração ( 2:12:15-17 )
7. O que seria o tempo da última hora ( 2:18 )
8. Porque alguns saem da igreja (2:19-21 )
9 . Qual é a grande e maior mentira ( 2:22-23)
10. O que seria o nosso grande privilégio ( 2:24-29 )

1 Carta de João

                                                      1 Carta de João


                                                     PANO DE FUNDO


Escrita depois do ano 100,ele estava em Éfeso

1. Muitos cristãos eram naquele época cristãos de segunda e até de terceira geração.

A emoção dos primeiros anos havia passado.
O cristianismo teria se tornado apenas uma tradição.
Mateus 24:12  Jesus alertara para o esfriamento
Apocalipse 2:4 Cristo exorta a esta igreja

2. Membros da Igreja que encontravam incômodas e aborrecidas as normas de conduta que o cristianismo exigia.

Não queria ser santos ( Hagios=diferentes )
Sempre houve uma "diferença" entre cristãos e mundanos
João 15:19 "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”
João 17:14 "Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou "
Implicação de um novo comportamento (ética)
 . Uma nova pureza moral
 . Uma nova pureza sexual
 . Uma nova bondade
 . Um novo serviço
 . Uma nova maneira de perdoar
Como estavam frios essa tarefa tornou-se um fardo

3. Não ha sinais de que a igreja estava sendo perseguida

A violência não ameaçava a igreja
A sedução era a grande ameaçava ( interno )
Mateus 24:12 Jesus alertara "Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos"
Atos 9:29-30 Paulo exortara "Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles "

O mal que essa carta quer combater não procedia de estranhos,mas de homens de dentro 

. Que pensavam que estavam aperfeiçoando a igreja
. Que queriam tornar o cristianismo intelectual respeitável
. Que conheciam as tendências de correntes de pensamento da época
. Que queriam tornar o cristianismo um sistema filosófico
. Que queria um ecumenismo do cristianismo com a filosofia

TEMA : UMA CARTA AMOROSA E ZELOSA

1:1-4  A finalidade do pastor ( O direito do pastor falar,a mensagem do pastor )
1:5      Deus é luz ( a escuridão hostil )
1:6-7  A necessidade de se andar na luz ( provas da verdade ,as 3 mentiras )
1:8-10 O auto-engano 

Questionário

1. Qual a finalidade do autor?  ( 1:1-4 )
2. O que João quis dizer com Deus é Luz ? ( 1:5 )
3. Porque é necessário andar na luz? ( 1:6-7 )
4. Quais são as 3 mentiras ? ( 1:6-7 )
5. Como o pecador se engana? ( 1:8-10 )

sábado, 23 de maio de 2020

Salmo 1

                                           SALMO 1


                         " São esplêndidos e incomparáveis "

. De origem celestial,contém detalhes da história nacional do povo judeu
. Registros de porções particulares da vida e experiências de indivíduos e predições de eventos futuros.
. Cada um desses tópicos  inclui ilustrações de cada verdade religiosa,exemplos de cada conflito espiritual.
. Manifestações da imensurabilidade, da majestade e das perfeições do único e verdadeiro Deus, seu governo do mundo e seu especial desvelo por seu povo eleito.
. Variados exercícios da alma regenerada, e vemo-la numa ocasião oferendo ferventes súplicas Aquele que ouve as orações.
. Certa ocasião pranteando sob a disciplina divina em decorrência do pecado,
. Outra se regozijando sob o efeito da mercê perdoadora e desfrutando daquela paz que excede a toda e qualquer compreensão. 

. Este Salmo no início é a guisa de prefácio, no qual o autor inculca a todos os piedosos o dever de se meditar na lei de Deus.
. A suma e substância de todo o Salmo consistem em que são bem-aventurados os que aplicam seus corações a buscar a sabedoria celestial; ao passo que, os profanos desprezadores de Deus, ainda que por algum tempo se julguem felizes, por fim terão o mais miserável fim.

[1, 2] Bem-aventurado é o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem se detém na vereda dos pecadores, nem se assenta junto com os escarnecedores. Seu deleite, porém, está na lei de Jehovah; e em sua lei medita dia e noite.

Na Septuaginta, a redação é μακάριος : bem-aventurado é o homem. Tanto Calvino quanto os tradutores de língua inglesa adotaram essa redação.Mas como no hebráico está no plural a tradução melhor seria : "Oh, bem-aventurança do homem" :(uma bela e enfática forma de expressão.)

Tudo estará bem com os devotos servos de Deus, cuja incansável diligência é fazer progresso no estudo da lei divina.

Deus a ninguém é favorável senão àqueles que zelosamente se devotam ao estudo da verdade divina.

Antes de declarar a ditosa sorte dos estudantes da divina lei, os admoesta a se precaverem para não se deixar levar pela impiedade da multidão que os cerca.

- Revela sua aversão pelos perversos, ele nos ensina quão impossível é para alguém aplicar sua mente à meditação na lei de Deus, se antes não recuar e afastar-se da sociedade dos ímpios.

. Para que vivamos plenamente conscientes dos perigos que nos cercam, necessário se faz recordar que o mundo está saturado de corrupção mortífera, e que o primeiro passo para se viver bem consiste em renunciar a companhia dos ímpios, de outra sorte é inevitável que nos contaminemos com sua própria poluição.

. Sua afirmação, de que é bem-aventurado quem não se enleia com os ímpios, é o que o comum sentimento e opinião do gênero humano dificilmente admitirá .

. Aqui ensina que ninguém pode ser devidamente encorajado ao temor e ao serviço de Deus, e bem assim ao estudo de sua lei, sem que, convictamente, se persuada de que todos os ímpios são miseráveis e que os que não se afastam de sua companhia se envolverão na mesma destruição a eles destinada. 

. Como fazer isso se estamos misturados com eles no mundo?

1. Ele nos proíbe de andarmos em seu conselho
2. Ele nos proíbe de determo-nos em sua vereda
3. Ele nos proíbe de  assentarmo-nos junto deles

Os servos de Deus devem diligenciar-se ao máximo por cultivar aversão pela vida dos ímpios.
Que ninguém se deixe insensivelmente enganar, mostra como paulatinamente os homens são ordinariamente induzidos a desviar-se de seu reto caminho.

1. No primeiro passo, não se precipitam em franco desprezo a Deus; mas, tendo uma vez começado a dar ouvidos ao mau conselho, Satanás os conduz, passo a passo, a um desvio mais acentuado, até que se lançam de ponta cabeça em franca transgressão. O profeta, pois, começa com conselho, termo este, a meu ver, significando a perversidade que ainda não se exteriorizou abertamente.

2. No segundo passo que deve ser tomado no sentido de habitual modo ou maneira de viver.

3. No terceiro passo uma expressão metafórica que designa a obstinação produzida pelo hábito de uma vida pecaminosa

. Devemos entender os três verbos: andarreshaim ), deterchataim )e assentarletsim ).

a)Quando uma pessoa anda voluntariamente em consonância com a satisfação de suas corruptoras luxúrias, a prática do pecado o enfatua tanto que, esquecido de si mesma.

b)Isso se torna cada vez mais empedernida na perversidade, o que o profeta denomina de deter-se no caminho dos pecadores.

c)Então, por fim, segue-se uma desesperada obstinação, a qual o profeta expressa usando a figura do assentar-se.

As palavras hebráicas mostram um aumento gradual do mal.

No segundo versículo, o salmista não declara simplesmente ser bem-aventurado aquele que teme a Deus, como faz em outros passos, senão que designa o estudo da lei como sendo a marca da piedade, nos ensinando que Deus só é corretamente servido quando sua lei for obedecida.

Não se deixa a cada um a liberdade de codificar um sistema de religião ao sabor de sua própria inclinação, senão que o padrão de piedade deve ser tomado da Palavra de Deus. 

Quando Davi, aqui, fala da lei, não se deve deduzir como se as demais partes da Escritura fossem excluídas, mas, antes, visto que toda a Escritura outra coisa não é senão a exposição da lei, ela é como a cabeça sob a qual se compreende todo o corpo. 

O profeta, pois, ao enaltecer a lei, inclui todo o restante dos escritos inspirados. É mister, pois, que ele seja compreendido como a exortar os fiéis a meditarem também nos Salmos.

Ao caracterizar o santo se deleitando na lei do Senhor, daí podemos aprender que a obediência forçada ou servil não é de forma alguma aceitável diante de Deus, e que só são dignos estudantes da lei aqueles que se chegam a ela com uma mente disposta e se deleitam com suas instruções, não considerando nada mais desejável e delicioso do que extrair dela o genuíno progresso.

Desse amor pela lei procede a constante meditação nela, o que o profeta menciona na última cláusula do versículo; pois todos quantos são verdadeiramente impulsionados pelo amor à lei devem sentir prazer no diligente estudo dela.

(3) Ele será como uma árvore plantada junto a ribeiros de águas, que produz seu fruto na estação própria, cujas folhas não murcharão, e tudo quanto faz prosperará. 

O salmista ilustra, e ao mesmo tempo confirma pelo uso de metáfora, a afirmação feita no versículo precedente; pois ele mostra em que sentido os que temem a Deus são considerados bem-aventurados, ou seja, não porque desfrutem de evanescente e infantil alegria, mas porque se encontram numa condição saudável .

Há nas palavras um contraste implícito entre o vigor de uma árvore plantada num sítio bem regado e a aparência decaída de uma que, embora viceje prazenteiramente por algum tempo, no entanto logo murcha em decorrência da aridez do solo em que se acha plantada. 

Com respeito aos ímpios, como veremos mais adiante [Salmo 37.35], eles são às vezes como “os cedros do Líbano”. 
.Desfrutam de uma prosperidade tão exuberante, tanto de riquezas quanto de honras, que nada parece faltar-lhes para sua presente felicidade. 
.Não obstante, quanto mais alto se ergam e quanto mais expandam por todos os lados seus galhos, uma vez não possuindo raízes bem fincadas no chão, nem ainda suficiente umidade da qual venha a derivar seus nutrientes, toda a sua beleza se esvai e desaparece. 
.Portanto, é tão-somente pela bênção divina que alguém pode permanecer numa condição de prosperidade.

Os que explicam a figura dos fiéis produzindo seu fruto na estação própria, significando que sabiamente discernem quando uma coisa deve ser feita, até onde pode ser bem feita, em minha opinião revela mais sutileza do que bom senso, impondo às palavras do profeta um sentido que ele jamais pretendeu.
.Obviamente, sua intenção nada mais nada menos era que os filhos de Deus vicejam constantemente, e são sempre regados com as secretas influências da graça divina, de modo que tudo quanto lhes suceda é proveitoso para sua salvação.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Livro de Tiago

                                        ESTUDANDO O LIVRO DE TIAGO

                                                        INTRODUÇÃO


Quem nada se diverte,testa resistência,pois está na superfície

Quem mergulha?

. Conhece coisas inimagináveis
. Está no fundo  


                                                    ELUCIDAÇÃO

Há uma tendência no cristianismo para uma vida superficial

. Contenta-se com o lúdico
. Contenta-se com rituais
   . Zela apenas pelo estereótipo religioso ( tem tudo de "crente",mas é só a capa )
   . Vida adquirida,comprada como se fosse um consórcio

Tiago queria fortalecer e encorajar cristãos judeus dispersos

  . Viviam em oposição
  . Tentados a viverem uma vida superficial

Tiago os desafia a viverem uma vida cristã profunda ( prática )

TEMA : VIVENDO UMA VIDA CRISTÃ PROFUNDA

1. UM COMPORTAMENTO CRISTÃO ( Tiago 1 )
2. FÉ CONFIRMADA PELAS OBRAS ( Tiago 2 )
3. DOMÍNIO DAS PALAVRAS ( Tiago 3 )
4. DOMÍNIO DOS DESEJOS ( Tiago 4)
5. VIDA DE ESPERANÇA E PACIÊNCIA ( Tiago 5 )

SUBDIVISÕES :

Tiago 1 COMPORTAMENTO CRISTÃO

1:1-4 Sofrimento e paciência 
1:5-8 Sabedoria e fé
1:9-11 A brevidade da vida
1:12-15 Perseverança e tentação
1:16-21 Prontos para ouvir e tardios para falar
1:22-25 Praticar a Palavra
1:26-27 Verdadeira religião

Tiago 2 FÉ E OBRAS 

2:1-9 Discriminação e parcialidade
2:10-13 Misericórdia e juízo 
2:14-19 Fé sem obras
2:20-26 Relação entre fé e obras

Tiago 3 DOMÍNIO DAS PALAVRAS 

3:1-6 As palavras da iniquidade
3:7-12 As palavras e as bençãos e maldições
3:13-18 Sabedoria terrena e espiritual

Tiago 4 DOMÍNIO DOS DESEJOS

4:1-3 Causa das guerras
4:4-6 Amigos do mundo,inimigos de Deus
4:7-10 Intimidade com Deus
4:11-17 Legislador e réu

Tiago 5 VIDA DE ESPERANÇA E PACIÊNCIA

5:1-6 Juízo contra os injustos
5:7-11 Paciência e volta de Jesus
5:12-16 Juramento,oração e louvor
5:17-20 Oração e o exemplo de Elias 

                                               CONCLUSÃO

Na vida cristã você quer nadar ou mergulhar?

Quer ter uma vida cristã superficial ou profunda?
. Uma vida superficial não precisa de práticas apenas de rituais e aparências
. Uma vida profunda exige prática,que exigirá:
 Comportamento cristão
 Fé generosa
 Domínio nas palavras
 Domínio nos desejos
 Esperança e paciência

DEUS TE ABENÇOE 




As 12 pedras do altar de Elias

                                       AS 12 PEDRAS DO ALTAR DE ELIAS (1 Reis 18:32)


Não foram pedras aleatórias 
 1. As 3 primeiras pedras 
 Rubem = Ele vê
Simeão = Ele ouve
Dã = Ele é Juiz
Pedras de intimidade
Pedras que mostram quem Deus é
Pedras que mostram o Deus a quem servimos
( Oração,Palavra e comunhão )

2. Próximas 2 pedras 
Levi = União
Judá = Louvor e Adoração

Pedras que mostram meu serviço ( tempo,talento,tesouro )

3. A sexta pedra 
Naftali  = Compromisso
Pedra da disponibilidade para servir apesar de ...
Pedra da perseverança apesar das perseguições e provações

4. Próximas 5 pedras 
Gade = abençoado
Aser = Felicidade
Zebulon  ( honra )
Issacar ( Recompensa )
José ( Multplicação )

5. Última pedra 
Benjamim ( força,poder e autoridade )

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Que tenho eu contigo João 2:4

                                        QUE TENHO EU CONTIGO MULHER ( João 2:4 )

Pastorzão,tentei expor de uma forma que te deixasse o mais livre possível para uma interpretação pessoal ok,creio que abri um leque para voce.

Obrigado pela confiança e sempre que achar necessário estarei por aqui

Abraços,amo você



Nos evangelhos é tratado sobre o "segredo messiânico",onde Marcos de maneira mais enfática mostra Jesus evitando propositadamente dizer ou fazer algo que revelasse diretamente suas reivindicações messiânicas,somente mais tarde diante de pressões políticas e religiosas se fez necessário.

Muitas suposições tentam explicar essas razões que vai desde a dúvida do próprio Jesus sobre sua missão até a de proteger-se de uma mentalidade radical política.

Jesus veio estabelecer um reino,mas este reino é de caráter espiritual e não política,noções completamente diferentes dos judeus que pudesse acolher esse Reino Espiritual,assim essa revelação foi adiada o máximo para que tivesse tempo de preparar aquele povo através do arrependimento e o novo nascimento,que são características essenciais para se receber o Reino Espiritual.

Sem entrar neste mérito,o certo é que essa revelação foi adiada,mostrada principalmente por Marcos.

Já no Evangelho de João,desde o início do livro Jesus é visto como aquele que revela a si mesmo e o seu ofício messiânico:

Em Caná Ele dá inicio ao seus milagres e se compararmos os versículos 4 e 11 veremos como Ele enfatizou que esse milagre daria  início a manifestação da glória divina,selecionado para acontecer num momento particular  ou seja "na hora certa",no dia "determinado ".

João mostra essa faceta mais miraculosa  do que os outros evangelhos,já que seu objetivo é mostrar que Jesus é Deus,onde o lado humano de Jesus será menos visto,assim o material messiânico de João é exposto desde o início.

                     O PRIMEIRO MILAGRE DE JESUS

Inclusivamente,era comum na cultura grega  computar a passagem do tempo ("três dias"),isso ajuda a determinar os dias ( hoje seria o primeiro dia,amanhã o segundo dia,depois de amanhã o terceiro dia).Quando lemos João 1:3 vemos que se passara um dia inteiro entre o momento do chamado de Filipe e o casamento em Caná e que agora era o terceiro dia daquele acontecimento.Podemos afirmar que o casamento aconteceu 3 dias depois do chamado de Filipe.

Os casamentos perduravam por cerca de 7 dias,logo novos convidados chegavam todos os dias,entrando e saindo,outros permanecendo ( igual a casa do apóstolo Sandro kkk ) e o vinho era servido livremente,sendo normal a ameaça que esse suprimento acabasse,e normal a prestes a acabar a festa uma qualidade inferior de vinho fosse servido,substituindo o vinho de mais qualidade servido no início da festa.

Esses casamentos incluíam uma série de entretenimentos ( Marcos 22:2),assim Jesus chega perto do fim da festa provavelmente e o vinho estava acabando ou acabara.

Caná da Galileia é para a distinguí-la de outra Caná (Síria) mencionada em outros 3 trechos do Evangelho de João e escolhida para o acontecimento deste primeiro milagre.

É aqui que Jesus cura o filho do nobre que jazia enfermo ( 4:46-50 ),onde habitava Natanael ( 21:2 ) . Um lugar com muitas fontes de água e muitas figueiras com muitas sombras ( 1:48 ).

Nesta ocasião,Maria a mãe de Jesus,que curiosamente quase nunca João menciona seu nome(José é mencionado apenas em 1:45,o que alguns acham que ele tenha falecido na meninice de Jesus,razão de não ser mencionado mais )

Ninguém sabe a causa do convite de Jesus e seus discípulos,mas provavelmente um vínculo grande amizade ( provavelmente o evangelista João) e um convite numa conexão com Maria.Um grupo formado de 6 pessoas: Jesus, João, André, Pedro, Filipe e Natanael.

Provavelmente que essa festa de casamento fosse uma festa em família, e alguns crêem que tenha servido tanto como ponto inicial do ministério público de Jesus, em seus milagres, como ponto final de suas relações terrenas com os seus familiares, conforme Jesus conhecera os membros de sua família durante os seus anos de preparação.

Jesus estava abandonando o isolamento e a obscuridade da vida doméstica a fim de entrar em seu ministério público; e esse evento assinalou a transição.(algo comum no inicio de ministério dos grandes homens de Deus ),calculado a convencer os seus irmãos e as suas irmãs, bem como os seus amigos, da realidade de sua missão messiânica, convertendo-os assim para as suas relações espirituais.

Jesus não levava a vida de um asceta, a exemplo de João Batista, e é evidente que Jesus não evitava as festividades locais, mas até mesmo participava delas, de certa maneira. Em alguns casos até ao ponto do exagero, encontrando nessa ação de Jesus uma condenação geral às ordens religiosas que se retiram da sociedade,, além de uma sanção à santidade do matrimônio.

Mas aqui João mostra essa ocorrência pode indicar que o cristianismo não deve fugir do mundo, e, sim, servir de elemento transformador e influenciador neste mundo, não sendo um elemento de aniquilação da ordem da natureza, mas antes, um elemento santificador dessa ordem. ( O cristianismo não deve caracterizar-se pela morosidade do espírito, e, sim, pela alegria e pelo regozijo, servindo de instrumento para servir e para aprimorar a sociedade, o que requer associações com ela, embora sob condições aceitáveis aos elevados padrões morais do cristianismo neotestamentário.)

É apenas natural que o vinho estivesse escasseando, especialmente em face da chegada de sete novos convidados, isto é, Jesus, sua mãe, e os cinco discípulos dele. E fora de qualquer dúvida que a situação era assaz embaraçosa, tanto para a mãe de Jesus como para o anfitrião. 

A razão pela qual Maria se aproximou de Jesus com esse problema, e alguns explicam que ela simplesmente esperava que de alguma maneira ele pudesse ser capaz de prestar ao casal alguma ajuda, embora não esperasse qualquer milagre (essa é provavelmente a explicação mais certa); mas outros fazem deste versículo um ensinamento altamente teológico, ensinando que Maria esperava alguma espécie de milagre da parte de Jesus, e que, por isso mesmo, explicou a ele a situação. 

É verdade que a resposta de Jesus, no vs. 4, parece subentender que ela esperava dele alguma modalidade de sinal especial; ou é possível que ele soubesse que algum sinal especial se tornava necessário naquela conjuntura, a fim de satisfazer à necessidade do momento,incidentalmente, naquele caso, a de produzir mais vinho, a fim de prestar ajuda ao anfitrião da festa; mas, essencialmente, a necessidade de completar o plano que exigia que, naquela ocasião, ele desse início às manifestações da sua glória.

Algumas explicações:

1. Maria estava sugerindo que o seu grupo abandonasse a festa de casamento, a fim de aliviar o problema da falta de vinho. 

2. Crisóstomo e outros acreditavam que Jesus já havia operado alguns milagres, e que Maria estava na expectativa de mais um milagre. 

3. Existem diversas outras explicações teológicas, tais como aquela que afirma que a missão messiânica de Jesus era conhecida de Maria, e que ela percebera, intuitivamente, que a situação que ali se oferecia apresentava o palco certo e o tempo mais apropriado para Jesus revelar a sua autoridade e o seu poder, o que poderia ser feito como uma forma de primeiro anúncio público de seu caráter messiânico; e que, tendo ela tal conhecimento, exortou-o a agir de conformidade com isso. 

2:4: Respondeu-lhe Jesus: Mulher que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.

Este versículo se tem transformado no fulcro de uma gigantesca controvérsia, que gira em torno da atitude para com sua mãe e das relações familiares que mantinha para com ela. 

As duas expressões principais, primeiramente a forma de tratamento—mulher— e, em segundo lugar, as palavras «que tenho eu contigo», têm recebido grande variedade de interpretações. Os protestantes se têm apegado a ambos os pontos como oportunidades para combater a mariolatria ou adoração a Maria, procurando mostrar que o próprio Jesus não tinha a sua mãe em tão elevado conceito conforme tem sido interpretado pela igreja ocidental.

1. Quanto ao tratamento—mulher

De acordo com alguns estudiosos, isso não foi um termo de desrespeito, mas foi calculado para «pôr Maria em seu devido lugar», digamos assim. Essa interpretação é áspera, e não se alicerça em como tal forma de tratamento teria sido compreendida nos idiomas antigos, mas antes, como soa nas linguagens modernas. Por exemplo, proferi-lo em português ou em inglês, isso não indicaria necessariamente um desrespeito, e, sim, tão-somente uma forma de repreensão. Rara seria realmente a ocasião, entre nós, em que um filho, que tivesse qualquer respeito por sua progenitora, se dirigisse a ela como mulher. Mas isso simplesmente não ocorria no caso do idioma em que Jesus falava, e nem mesmo entre os gregos. A despeito do fato de que o idioma grego, com esse termo, não subentenderia qualquer desrespeito, alguns interpretam o fato dizendo que Jesus repreendeu suavemente à sua progenitora, ou por motivo dessa forma de tratamento, ou por causa da cláusula que se segue, ou por causa da combinação de ambas as coisas.

2. A própria forma de tratamento não teria qualquer laivo de desprezo, e nem mesmo de reprimenda. Augusto dessa maneira se dirigiu a Cleópatra, rainha do Egito (Dio, segundo é citado por Lange), e Jesus, compassivamente, assim tratou mais tarde a Maria Madalena, segundo vemos em João 20:15. Jesus também assim tratou sua mãe, estando já crucificado, ao entregá-la aos cuidados de João, conforme se vê no trecho de João 19:26. Outrossim, nos escritos das tragédias gregas, essa forma de tratamento é constantemente utilizada quando alguém se dirige a rainhas ou a outras mulheres distintas. 

3. Existem certas interpretações historicamente anacrônicas, como a de Calvino, que asseverava que essa forma de tratamento foi usada por Jesus a fim de corrigir o futuro abuso e superstição da adoração à virgem. Porém, por mais errônea que seja essa adoração, isso não está em foco na forma de tratamento usada pelo Senhor Jesus.

"....que tenho eu contigo?..."

1 . O grego por detrás do texto pode ser corretamente traduzido como o é na versão portuguesa aqui usada—«que tenho eu contigo?»—e isso parece indicar a impaciência de Jesus com a interferência indevida de Maria. 

2. Alguns reduzem essa cláusula a algo semelhante com: «Não se importe; não se preocupe», e isso implicaria em não ter havido qualquer repreensão. ( gosto dessa )

3. Outros intérpretes  ao combaterem a mariologia e a mariolatria, dão um tom muito severo a essas palavras, como se Jesus tivesse respondido à sua mãe com aspereza. Entre os intérpretes, portanto, essa repreensão é considerada «suave», «áspera» ou em algum grau entre esses dois extremos. 

Meyer : «Cristo, na consciência de seu poder e de sua vontade mais elevados, capazes de operar milagres, como se fora alguém destituído de mãe, repeliu a interferência da fraqueza feminina, que neste caso o confrontava na pessoa de sua própria mãe». 

Trench assevera : «Há certo indício de reprimenda e repulsa nessas palavras». 

Alford  afirma: «A resposta dada pelo Senhor, sem qualquer dúvida, importa em repreensão e renegação da participação segundo as bases em que o pedido fora feito».

4. Os intérpretes católicos, por sua vez, explicam que a aparente severidade foi expressa não tanto por causa de Maria, mas por nossa causa,a fim de ensinar-nos que Jesus realizava os seus milagres não por consideração a qualquer relação humana, mas por motivo de amor e por consideração para com a glória de Deus. (Assim pensavam Bernardo e Maldonado).

5. Outros intérpretes removem inteiramente o elemento de reprimenda, dando uma tradução alternada (e possível), a essa cláusula: «Que temos eu e tu a ver com isso?». Isso equivaleria ao seguinte: «Não te importes com essa questão, que ela não nos diz respeito». Abundam ainda muitas outras interpretações, a maioria das quais pertencentes a subcategorias daquelas que alistei acima. A interpretação de quem quer que seja é governada pelo passado religioso particular, posto que as palavras do texto dão margem a flexibilidade de compreensão; todavia, parece-me mais provável que a expressão usada por Jesus contém alguma forma, ainda que suave, de reprovação ou repreensão a Maria. Vincent parece atingir o alvo em cheio, quando diz: «Embora de forma gentil e afetuosa, Jesus rejeitou a interferência dela, tencionando dar solução ao problema à sua própria maneira» .

"...Ainda não é chegada a minha hora...". 

Isso subentende que Jesus sabia que, mediante aquela circunstância, ele haveria de fazer sua primeira declaração de autoridade messiânica, e que tal declaração ou manifestação teria de ser feita no momento estabelecido pelo juízo de Deus, e não de conformidade com o que Maria julgasse ser mais conveniente. 

Todavia, isso não significa necessariamente, conforme alguns querem dar a entender, que Maria tentou propositalmente provocar o apressamento da manifestação messiânica de Jesus, ou mesmo que ela tivesse consciência do caráter messiânico de seu filho, ou que ela estivesse cônscia de que algum acontecimento especial, ou alguma combinação especial de eventos, estivessem sendo esperados para que fosse feito o primeiro anúncio messiânico.

Não obstante, essa resposta de Jesus indica que tais pensamentos estavam bem presentes na mente de Jesus, e essa consciência de sua missão messiânica é refletida em sua réplica. Assim sendo, tal resposta reverbera a consciência messiânica não de Maria, e, sim, de Jesus. 

O termo hora, segundo é utilizado nas páginas do N.T., no que diz respeito a Jesus, sempre subentende alguma crise especial ou acontecimento importante, e o próprio Jesus lançou mão do termo para indicar a sua crucificação e a sua ressurreição subseqüente. O vs. 11 define a natureza dessa hora como o momento de sua «glória»; e isso, neste evangelho de João, só pode significar a sua manifestação como Messias. (Quanto ao termo «hora», em conexão à morte de Jesus, veja os textos de João 7:30; 8:20; 12:23,27; 13:1 e 17:1). 

Para o autor sagrado do quarto evangelho, os sinais operados por Jesus foram exibições de sua glória peculiar como Messias, e como Filho de Deus, em sentido todo especial; e a sua completa glorificação, à face da terra, foi a consumação do seu sacrifício na cruz, e da sua subseqüente ressurreição

Existem ainda outras interpretações, como sejam: 

1. Que Jesus referiu-se tão-somente ao milagre de transformar a água em vinho, e que essa ação deveria esperar pelo momento mais apropriado. Mas essa interpretação ignora a implicação dada pelo versículo décimo primeiro, e por isso fica aquém da intenção do autor sagrado. 

2. Que estaria em foco a revelação da glória, mas não necessariamente a autoridade messiânica de Jesus. Essa segunda interpretação ignora o intuito inteiro do evangelho de João, bem como a declaração cristalina de que os sinais serviram para provar que Jesus é o «Filho de Deus», que é o título messiânico especial deste quarto evangelho. (Ver João 20:30,31). 

3. Outros intérpretes dizem que se tratava da hora da morte de Jesus. Mas essa explicação não faz sentido em face do contexto.