sexta-feira, 23 de setembro de 2016

SANSÃO

SANSÃO E SUA FÉ


JUÍZES 14




Introdução


- Sansão teve um nascimento sobrenatural, miraculoso e muito parecido com o do Senhor Jesus. Pois um anjo apareceu diante de sua mãe para anunciar o nascimento de um importante bebê para Israel.
- Mais especificamente falando, foi o Anjo do Senhor, ou seja, a figura do próprio Cristo lhes trouxe as boas novas, enchendo aquele garoto, com o Espírito Santo de Deus.
- Porém, alguns cuidados adicionais (uma suposta Bula) deveriam ter com esta criança. Este bebê havia sido Consagrado, Separado a lei do nazireado, para que, de fato se cumprisse o verdadeiro objetivo de Sansão para com os hebreus, tornar ? se um libertador, porém isto não vai acontecer;
- Sansão, se apartará do Caminho (v. 8), como está escrito no texto base;
- Sendo o último juiz, e como, a cada juiz que se passasse a condição de Israel piorava, logo será o pior de todos;



I - Sansão estava bem próximo do pecado;



- Vamos tentar entender um pouco mais essa história:
- Sansão havia enfrentado um forte filhote de leão, que pôde vencê-lo pela nobre presença do Espírito Santo. Sansão venceu a este animal, rasgando-o do alto a baixo, como cabrito fosse (v. 5 ? 6);
- E isto se sucedeu no caminho a Timna (localiza-se ao norte de Judá), porém em sua volta pelo mesmo percurso, se deparou com um favo de mel dentro do cadáver do leão (v. 8 ? 9);
- Sansão deveria ter continuado a sua jornada, porém irá aproximar-se daquele animal morto;
- Sendo Nazireu, nem próximo de cadáveres/corpos mortos ele deveria estar;



II - Lei do Nazireado (Nm 6);



- Nazireu ? é uma forma substantiva do verbo separar (consagrar-se). O sentido é claramente alguém que se separa para o Senhor por um período específico, porém no caso de Sansão, será vitalício;
- Vamos identificar os três principais aspectos do voto de nazireu:
1. Abstinência do fruto do vinho, ou seja, da vide (vs. 3 ? 4);
2. Abstinência de cortar o cabelo de uma pessoa (v. 5);
3. E abstinência da imundice do contato com um corpo morto (vs. 6 ? 12);
"Todos os dias que se separar para o SENHOR, não se chegará a corpo de um morto. Por seu pai, ou por sua mãe, ou por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará, quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça. Todos os dias do seu nazireado, santo será ao SENHOR (Nm 6: 6 ? 9)."
- Portanto, Sansão infringiu, quebrou o pacto/a aliança com Deus;


III ? O diabo maquia o pecado;




- Partindo do pressuposto desta inconveniente situação, podemos imaginar: Aonde é que poderíamos enxergar um favo de mel, num corpo de animal morto? Sem dúvida alguma isto é impossível;
- O diabo faz o homem enxergar a grandeza do pecado, e fará de tudo para tentar desviar o homem do Verdadeiro Caminho, até se fazendo por anjo de luz (2 Co 11: 14);
- Reparando mais de perto este texto, identificamos que este animal era um leão, e normalmente os textos bíblicos referem-se a Satanás, o diabo como um leão, excetuando quando grafado com inicial maiúscula, que é o próprio Deus: Leão da Tribo de Judá, mas neste caso não se aplica;
"Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe 5: 8)";
- Como por exemplo a Indústria do Cigarro/da Bebida;
- Assim é o diabo, ele não pode tocar em você, mas usará pessoas, situações, vícios, o passado, para que lhe possa atingir.
- Contudo, o Senhor nos deu poder para pisarmos serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada nos fará dano algum!!! (Lc 10: 19);
- Este não será o primeiro erro de Sansão, ele tomará como esposa uma mulher estrangeira, contrariando uma ordenação feita pelo Senhor a todos de Israel;
"Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós e depressa vos consumiria (Dt 7: 3 - 4)";



IV ? Relacionamentos Perigosos;



- Sansão terá relacionamentos interpessoais negativos, perigosos;
- O problema chave na vida de Sansão se resume na primeira sentença que descreve a vida dele: "Desceu Sansão a Timna; vendo em Timna uma das filhas dos filisteus..." (Jz 14:1). Desta vez ele pediu que os pais conseguissem esta mulher para ele, mas eles responderam: "Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado" (Jz 14:3);
- Deus já havia mandado que Sansão iniciasse a libertação dos israelitas das mãos dos filisteus, porém ele estava apaixonando-se por mulher estrangeira, afinal Timna, localizava-se na fronteira de Judá;
- Houve outras ocasiões parecidas. "Sansão foi a Gaza, e viu ali uma prostituta, e coabitou com ela" (Jz 16: 1). "Depois disto, aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, a qual se chamava Dalila" (Jz 16: 4).
- A sua primeira esposa era idólatra, não temente a Deus;
- A sua segunda esposa, Dalila, seria a sua pá de cal, pois era mais uma, que não tinha o Deus Vivo;
V ? Um abismo chama o outro;
- Na festa do seu primeiro casamento, Sansão proporá aos filisteus, parentes de sua esposa, um enigma, uma adivinhação;
- Sansão, cada vez mais, está se aproximando da sua própria morte espiritual, afinal, "Um abismo chama outro abismo (Sl 42: 7a)";
"Disse-lhes, pois, Sansão: Eu vos darei um enigma a adivinhar, e, se nos sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestes. E, se mo não puderdes declarar, vós me dareis a mim os trinta lençóis e as trinta mudas de vestes. E eles lhe disseram: Dá-nos o teu enigma a adivinhar, para que o ouçamos. Então, lhes disse: Do comedor saiu comida, e doçura saiu do forte. E em três dias não puderam declarar o enigma (Jz 14: 12 ? 14)";
- Este enigma tornou-se uma espécie de adivinhação, justamente porque ninguém tinha como descobrir a resposta certa, ou seja, contrariando a Palavra de Deus;
"Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti. (Dt 18: 10 - 12);"
- Então, a esposa de Sansão fará uma "Campanha de oração às avessas de 7 dias" a respeito disto, pois ela será constrangida, ameaçada a informar aos filisteus a real resposta (v.17 de Juízes, capítulo 14);
"E chorou diante dele os sete dias em que celebravam as bodas; sucedeu, pois, que, ao sétimo dia, lho declarou, porquanto o importunava; então, ela declarou o enigma aos filhos do seu povo."
- Observe como a campanha de Oração realmente funciona, porém para esta situação, resultará numa verdadeira tragédia;
- Sétimo dia: Em alguns manuscritos antigos se lê "quarto". Por detrás do número 7, havia um número 4, e normalmente, quando se cita este número, lembra-se de dores, tribulação, provas;
- Repare bem: O diabo estava sim, por detrás deste negócio; 
- Os filisteus então, acertaram o enigma, Sansão com bastante raiva irá a uma aldeia próxima e matará pessoas inocentes ali, saqueando os despojos, pagando as dívidas contraídas pela a aposta com os filisteus;
- Observe como ele está totalmente desviado;
VI ? Total Escuridão;
- Sansão, mais a frente se envolverá com Dalila, repetindo erros do passado, aproximando - se do pecado cada vez mais;
- Até que lhe contará sobre a raiz de sua força, que estava na proposição da obediência à lei do nazireado. Logo, Dalila, rapará todo o cabelo de seu esposo e o Espírito do Senhor se retirará de Sansão, este será o momento ideal para os filisteus acabarem com ele;
- Sansão será torturado, terá seus olhos arrancados e encontrar-se-á totalmente debilitado;
"E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou do seu sono e disse: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei. Porque ele não sabia que já o SENHOR se tinha retirado dele (Jz 16: 20);"
Repare bem: 
"Então, os filisteus pegaram nele1, e lhe arrancaram os olhos2, e fizeram-no descer3 a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze4, e andava ele moendo5 no cárcere6 (Jz 16: 21);"

- As seis conseqüências de uma pessoa que não tem mais, a presença do Espírito Santo de Deus:

1. O diabo pega a Pessoa e a domina;
2. Os Olhos espirituais são arrancados, completa escuridão;
3. Satanás o faz o homem descer, o homem vai descer mais ainda;
4. O homem não tem mais liberdade;
5. Ele está moendo e está sendo moído, trabalhando como um boi ao moer as sementes, para a pessoa sem o Espírito Santo de Deus acontece o mesmo;
6. No Cárcere só há pessoas derrotadas;

- Ou seja, o cumprimento da Palavra que fora escrita por Paulo aos Romanos, gerando sim a morte espiritual: "Porque o salário do pecado é a morte (Rm 6: 23a);"

- Porém, ainda há uma saída para você que se encontra numa situação complicada, sofrendo;

- A Palavra de Deus diz que: o cabelo de Sansão voltou a crescer; E assim é a graça de Deus para conosco;

"E o cabelo da sua cabeça lhe começou a crescer, como quando foi rapado (Jz 16: 22);"

Conclusão



- Ainda que você tenha perdido tudo, a graça de Deus está crescendo na sua vida e cresce porque é da vontade de Deus;
- Jesus pode tirar você dessa situação, você pode ter perdido tudo, ficou até calvo. Hoje Deus está fazendo o seu cabelo crescer, e te livrando da Morte certa;
- A glória da segunda casa, não pode ser comparada a da primeira, é bem verdade que Sansão matou diversas pessoas, inocentes e exércitos inimigos, porém Deus lhe dará uma força sem igual, para vencer os filisteus, aqueles que zombavam e escarneciam do poder de Deus;
- Com a morte de Sansão, ele matou mais pessoas quando morto do que vivo;

"Então, Sansão clamou ao SENHOR e disse: Senhor JEOVÁ, peço-te que te lembres de mim e esforça-me agora, só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa e com a sua esquerda na outra. E disse Sansão: Morra eu com os filisteus! E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara na sua vida (Jz 16: 28 ? 30)".

- Contudo, Jesus salvou mais pessoas na sua morte do que vivo, afinal, se tivesse morrido com o ódio, como Sansão morreu, não poderia nos salvar, porém, quando, estava na cruz, perdoou a todos. Com os braços abertos Ele destruiu as colunas do abismo. Quando Ele estava na cruz do Calvário com tantas dores, Cristo, então, deu o seu último grito;
"(...) Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito (Jo 19: 30)".
Naquela Sexta ? Feira, quando, vários eventos sobrenaturais ocorreram:
? Escuridão total do meio-dia às três horas da tarde, um grande terremoto;
? Porém, o mais significativo e importante o "Véu do Santuário", que se rasgou de alto a baixo.
Este Véu, no templo, separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, também chamado de Santo dos Santos. O Sacrifício de Jesus destruiu toda separação entre Deus e os homens, e eliminou a proibição que impedia o acesso da Humanidade ao Lugar Santíssimo. Jesus, com Sua horrenda Morte, nos abriu o Caminho através do Véu. Desde então, através do Sangue de Jesus Cristo ? nosso Novo e Vivo caminho ? qualquer pessoa pode entrar na presença Santa de Deus. (Pagliarin, Juanribe ? O Evangelho Reunido).
- Jesus Cristo trouxe-nos a verdadeira reconciliação, testificando que Ele é o ÚNICO, SUFICIENTE, EXCLUSIVO E ETERNO SALVADOR!!!
OFERTA ? Texto Base: Jz 13: 3 ? 5
"E o Anjo do SENHOR apareceu a esta mulher e disse-lhe: Eis que, agora, és estéril e nunca tens concebido; porém conceberás e terás um filho. Agora, pois, guarda-te de que bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda. Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus."
- A mãe de Sansão era estéril, ou seja, não poderia ter filhos. E Ser Estéril: era uma desgraça para as mulheres de Israel;
- O próprio Deus se encarregará de entregar àquele casal um filho Consagrado/Separado, desde o ventre. E lhes passará cláusulas, tópicos de como se deveria criar o bebe;
- Contudo, aquele ser tremendo apenas apareceu à esposa de Manoá, e não a ele. E ela se encarregará de passar as informações ao esposo;
- Então, Manoá pedirá ao Senhor dos Exércitos para ver de perto aquele ser Tremendo;
- De fato, a oração será ouvida. Aquele homem aparecerá e os instruirá novamente;
- E Manoá, bastante feliz, fará uma oferta àquele ser Tremendo;
"Então, Manoá disse ao Anjo do SENHOR: Ora, deixa que te detenhamos e te preparemos um cabrito. Porém o Anjo do SENHOR disse a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e, se fizeres holocausto, o oferecerás ao SENHOR. Porque não sabia Manoá que fosse o Anjo do SENHOR (Jz 13: 15 ? 16)";
- Mas, Aquele Anjo não aceitará, cumprindo-se de fato que não podemos oferecer nada de valor, nem muito menos uma adoração a um outro ser, se não ao Senhor todo poderoso;
- Podemos usar como, por exemplo, o Apóstolo João, que segundo o livro de Apocalipse, quis prestar culto por duas vezes a ele, porém os anjos, que tudo lhe mostrava, não aceitaram;
- Manoá, porém, desconfiava que aquele suposto anjo, não era um anjo qualquer, mas o Deus Vivo;
- Manoá então, perguntará o nome daquele anjo, porém o anjo lhe responde com uma outra pergunta;
"E o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso? (Jz 13: 18);"
- Há um mistério nisto: Aquele não era um simples anjo, mas era o Deus Todo Poderoso;
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9: 6);"
- Quando nós entregamos os nossos dízimos, ofertas, diante do altar, no gazofilácio, na realidade, estamos entregando ao próprio Deus. Repare como se sucederá na história de Manoá:
"Então, Manoá tomou um cabrito e uma oferta de manjares e os ofereceu sobre uma penha ao SENHOR; e agiu o Anjo maravilhosamente, vendo-o Manoá e sua mulher. E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o Anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seu rosto. E nunca mais apareceu o Anjo do SENHOR a Manoá, nem à sua mulher; então, conheceu Manoá que era o Anjo do SENHOR. (Jz 13: 19 ? 21);"
- A mãe de Sansão era uma moça estéril, talvez alguma área na tua vida encontra-se estéril, porém hoje, você meu amado já teve a sua vida modificada pelo envio da Palavra;

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

JOEL PROFETA MESSIÂNICO

JOEL O PROFETA MESSIÂNICO




INTRODUÇÃO




Joel exerceu seu ministério no reinado de Jorão,rei de Israel,pois ele registra uma grande fome.


Resumo do Livro

1.No princípio, ele censura a estupidez do povo, o qual, apesar de severamente castigado por Deus, não sentiu seus males, mas, ao invés disso, endureceu-se debaixo deles.                                               2. Depois, ele ameaça com males muito mais dolorosos; como o povo ficou tão insensível debaixo de todos os castigos que não se humilhou, o Profeta declara que havia males próximos muito piores do que aqueles que até aqui haviam experimentado.                                                                                   3. Exorta o povo ao arrependimento, mostrando que havia requerido invulgar evidência de penitência; pois o povo não ofendera a Deus de forma ligeira, mas, por sua perversidade, provocara a esse para que lhe trouxesse ruína total: então, dado que sua obstinação havia sido tão grande, ordena-lhes que vão como suplicantes em lágrimas, com roupa de saco, com luto, com cinzas, para que pudessem lograr misericórdia; pois eram indignos de serem considerados pelo Senhor, a não ser que se humilhassem de forma submissa..                                                                                                           4. O livro ocupa-se de promessas; pois ele profetiza sobre o Reino de Cristo, revelando que, ainda que tudo agora desse a impressão de ser desesperador, todavia, Deus não se tinha olvidado do concerto que fizera com os pais; e que, portanto, Cristo viria para reunir os remanescentes dispersos, sim, e para restaurar à vida seu povo, conquanto este ora estivesse perdido e morto


I , Joel 1.1-4


1. Oráculo do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel. 2. Ouvi isto, anciãos, e atentai vós, todos os habitantes da terra! Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais? 3. Contai a vossos filhos, vossos filhos, a seus filhos, e estes à próxima geração! 4. O que o gafanhoto cortador deixou, o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou, o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou, o gafanhoto devorador comeu.

A citação do nome do pai (Petuel) mostra que esse nome tinha importância,porém não sabemos quem ele foi,mas é costume judáico citar o pai,quando esse tem reputação.
Joel nada requer para si a não ser repassar o que de Deus recebeu,mostrando que na Igreja não ha lugar para doutrinas humanas,pois elas roubam a autoridade divina,sendo eles "dispenseiros" de Deus( Paulo fala sobre isso 2 Cor 5:20) e também ( 2 Cor 4:7) ou seja,ele não afirma que ele era o único profeta e mestre,mas um dos,porém gabaritado pra isso.

Quanto ao verbo  "hayah" não há necessidade de filosofar de forma tão sagaz quanto Jerônimo: “Como foi o verbo do Senhor feito?” Pois temia ele que se dissesse que Cristo foi criado, visto ser esse o verbo do Senhor. Isto é insignificância das mais pueris. Contudo, não pôde ele de outro jeito livrar-se da dificuldade senão dizendo que se fala da "palavra sendo criada com respeito ao homem a quem Deus se dirige", e não com respeito ao próprio Deus. Tudo isso, como provavelmente vós percebeis, é infantil, pois o Profeta apenas diz aqui que "a palavra do Senhor foi-lhe enviada", ou seja, que o Senhor empregou-o como mensageiro dele a todo o povo. Mas, após haver revelado que era um apto ministro de Deus, estando equipado com a palavra divina, fala de forma autorizada, pois representava ele a pessoa de Deus. Vemos agora qual a autoridade legal que deve vigorar na Igreja, qual a que devemos obedecer sem discussão, qual a que devemos nos submeter. Então, essa autoridade só existe quando Deus mesmo fala pelos homens e o Espírito Santo os emprega como seus instrumentos.Em Joel a palavra lhe foi " depositada".
Quem quer ser ouvido na Igreja não tem que inventar e nem misturar,mas provar que é,
Joel considera a estupidez dos judeus tão profunda que não acreditavam que os sofrimentos não vinham da mão de Deus,achavam que o que Joel falava era para o futuro.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             ( Vs 5 ) Ouvi isto vós, velhos; e dai ouvidos vós, todos os habitantes da terra: aconteceu isso em vossos dias e nos dias de vossos pais? Declarai isto a vossos filhos e vossos filhos, aos filhos deles, e os filhos deles, à próxima geração: o resquício da locusta, o besouro comeu, e o resíduo do besouro, a lagarta comeu, e o resto da lagarta, a larva comeu.


O Profeta está indignado porque os judeus não entendem que a profecia é sobre o que está acontecendo.
Deus então executa uma punição,que teria de ser vista como um milagre.Como alguém já escreveu:

“Deus freqüentemente castiga os homens, e convém que esses fiquem atentos assim que ele ergue seu dedo. Mas costuma-se não atentar aos castigos ordinários; os homens logo se esquecem daquelas punições às quais estão habituados. Entretanto, Deus tem-vos tratado de uma maneira incomum, havendo, por assim dizer, francamente estendido sua mão desde o céu e sobre vós trazido castigos nada menos do que prodigiosos. Deveis pois ser mais do que estúpidos se não percebeis que sois golpeados pela mão de Deus.”

"OUVI,VÓS VELHOS "

Ele se dirige ao velhos por terem experiência e percebem que algo não segue o curso comum.
“Eu não vos apavorarei acerca de coisa alguma; mas que os velhos ouçam, aqueles que há muitos anos se têm acostumado a muitas revoluções; que eles ora me respondam se, em toda a vida deles, a qual tem passado sobre a terra, viram semelhante coisa”
Ele queria que os judeus entendessem que Deus estendera Sua mão e que nada havia ali de acaso,tendo por alvo leva-los a ter vergonha de não terem atentado às punições divinas.

" TODOS OS MORADORES DA TERRA "

Ele chama a atenção agora de todos,do maior ao menor. Ninguém deveria se eximir da culpa:

1) " aconteceu isso em vossos dias ou nos dias de vossos pais?"
Somos tolos as obras diária de Deus.A nossa ingratidão não leva em conta o nascer e o se por do sol todos os dias.Assim chama a atenção a essa coisa rara que tava acontecendo.
A indignação do profeta é que algo incomum estava sendo desprezado do mesmo jeito que as coisas comuns.

2.) "Relate-o a vossos filhos; vossos filhos, aos filhos deles; os filhos deles, à geração seguinte."
Nas duas gerações anteriores esse milagre não havia acontecido,por isso o profeta acrescenta essa frase.
Ele condena a preguiça e a morosidade dos judeus em entenderem os juízos." ALEYHA " é falar,comunicar...

 3.)QUAL SERIA ESSE JUÍZO?
A esperança dele de alimento havia por muitos anos sido furada:

EVENTOS NORMAIS : Locustas devorar o trigo crescido,besouros e lagartas faziam o mesmo.
EVENTO ANORMAL : Isso acontecia por 4 anos seguidos.
Ele estava admirado,pois:
“que isso não haja produzido efeito sobre vós. O que então fareis, posto que estais famintos, e as causas são evidentes; pois Deus amaldiçoou a vossa terra, trazendo esses insetos, os quais consumiram vosso mantimento diante de vossos olhos. Visto ser assim, certamente é o tempo de vós vos arrependerdes; mas até aqui tendes estado mui descuidados, tendo ignorado os juízos divinos, os quais são tão fenomenais e memoráveis”

NOTA:

Todos esses são diferentes tipos de locustas.                                                                                        Em hebraico há dez nomes para elas, provavelmente designativos de muitíssimas espécies.             Há quatro aqui: 1.) gazam, a locusta nova, 2.) ‘arbeh, assim denominada por seu número um sobre a asa; 3.) yeleq, uma da espécie peluda cerdada; 4.) chasil, uma ainda sem asas.                         Seguindo o provável sentido ideal das palavras, damos-lhes esses nomes: o cortador, o multiplicador, o lambedor e o devorador.
CORTADOR : LOCUSTA NOVA



MULTIPLICADOR:LOCUSTA POR SEU NUMERO UM SOBRE AS ASAS





LAMBEDOR: LOCUSTA COM PELOS CERDADOS





DEVORADOR : LOCUSTA  SEM ASA















quinta-feira, 15 de setembro de 2016

RUMORES DIVINOS ( OBADIAS 1:1-21 )

RUMORES DIVINOS


INTRODUÇÃO


UMA PROFECIA DIRETA:" DESTRUIÇÃO DOS IDUMEUS ( DESCENDENTES DE ESAÚ)

PALAVRA DE CONSOLO DIANTE DA ADVERSIDADE E DO COLAPSO DE ISRAEL

OS IDUMEUS FORAM OS MAIS CRUÉIS PARA COM ISRAEL ( sALMO 137) E NÃO ESCAPARIAM DA IRA DIVINA.

DEUS NÃO ESQUECEU DA ALIANÇA E SERIA O VINGADOR



TEMA : O RUMOR DIVINO



1. OUÇA O RUMOR  DA IRA DE DEUS ( 1:1-4 )


OBADIAS APENAS DECLARA A VISÃO ( CHAZON) " ASSIM DIZ O SENHOR "

ESSE RUMOR (SHMU'AH) É RESULTADO DE UMA AUDIÊNCIA ....

ESSE RUMOR É A DOUTRINA DE DE DEUS (COMO RUMORES QUE PRECEDEM AS CALAMIDADES)

UM RUMOR QUE SE ESPALHOU,UMA GUERRA SECRETA,UM TUMULTO QUE VEM DO CÉU (O ACASO E A MÃO OCULTA DE DEUS)

ESSE RUMOR NÃO VINHA DOS ASSÍRIOS( DE HOMENS)

UMA IRA CONTRA ARROGANTES SEM RAZÃO ,POIS A PROSPERIDADE DELES ERA UMA PROMESSA FEITA A ABRÃO


2, MEÇA  A IRA DIVINA (  1:5-8 )


LADRÕES E SALTEADORES NADA DEIXARIAM:SERIAM ESPOLIADOS E SAQUEADOS
NÃO FICARIA UMA UVA

A ESFOLIAÇÃO NÃO SERIA COMUM,O JUÍZO DIVINO SERA ESPANTOSO...

ATE O RECÔNDIDO PROFUNDO E OCULTO SERIA VISITADO,BUSCA CABAL

UMA IRA QUE ALCANÇA ATE ALIADOS MUDANDO SUAS MENTES ( ASSÍRIOS E CALDEUS) PARA EXECUTAR SUA VINGANÇA ( DECRETOS)

AMIGOS,HÓSPEDES SERIAM OS DESTRUIDORES PÉRFIDOS E ALEIVOSOS

DEUS FRUSTRARIA SEUS CONSELHOS E DESTRUIRIA  A DELIBERAÇÃO,OS DEIXARIA INEBRIADOS E INSANOS


3. NÃO DESPREZE A IRA DE DEUS (1:9-11)

ELE DESTRÓI TODO ENTENDIMENTO E DEBILITA O CORAÇÃO REDUZINDO-OS A NADA.
ORGULHAR-SE DO PODER É BURRICE...
(KATEL) CARNIFICINA: DEUS NÃO PERDOA QUEM OFENDE (CHAMAS: VIOLÊNCIA) OS SEUS E AQUI OS PRÓPRIOS IRMÃO
UMA IRA QUE NÃO TERIA TEMPO ( ELES NÃO TINHAM PROFANADO O SINAL DO PACTO)
O INIMIGO SER PERVERSO É NORMAL,MAS OS IDUMEUS ERAM IRMÃOS E FORAM ESPECTADORES OCIOSOS

CONCLUSÃO

1:12-14 HÁ PRINCÍPIOS QUE DEVEM SER CONHECIDOS

1. NÃO SEJA EXPECTADOR DA CALAMIDADE DO TEU IRMÃO(12)
2. NÃO SORRIA DA AGONIA DO TEU IRMÃO
3. NÃO FESTEJE COM OS INIMIGOS DO TEU IRMÃO
4.NÃO DESFRUTE DOS DESPOJOS DO TEU IRMÃO
5.NÃO QUEBRE QUEM SOBROU

1.15-21 HÁ VERDADES A SEREM RATIFICADAS

1.DEUS É JUIZ DE TODA A TERRA ( DO MAIOR AO MENOR PRESTARÃO CONTA)
2.O SENHOR É DIRIGIDO POR SUA PRÓPRIA VONTADE ( NUNCA TARDA)
3.DEUS É JUIZ DO SEU POVO E TAMBÉM OS JULGA E CASTIGA

.DEUS VINGARA AS INJURIAS QUE SEU POVO SOFREU( QUEM COMEU AGORA SERA ALIMENTO) E O RESTAURARÁ,REACENDERA SUA LUZ...
A SEVERIDADE DIVINA NÃO MALDADE,MAS DEMONSTRAR O QTO NOS AMA
E HONRARA SEUS REMIDORES







segunda-feira, 12 de setembro de 2016

VENCENDO COM A ADORAÇAO

A ARMA DA ADORAÇÃO


VENCENDO COM AS ARMAS DE DEUS

Texto: Juízes 7. 15-16


INTRODUÇÃO


O capítulo 6 do livro de Juízes mostra o contexto de Israel na época de Gideão. Pelo menos três coisas são importantes destacar:
1) Israel fez o que o Senhor reprova. Novamente a nação se desvia da vontade de Deus e segue seus próprios caminhos. Em outro momento o texto afirma que esse erro do povo estava ligado a idolatria. Estavam adorando a Baal em vez do Senhor.
2) O texto diz que foi o próprio Senhor quem os entregou nas mãos dos midianitas. A visão do autor do livro de juízes, que foi provavelmente Samuel, afirma plenamente a soberania de Deus. É Deus quem controla todas as coisas e é Ele quem permitiu que seu povo sucumbisse nas mãos dos midianitas. Tal atitude é evidentemente disciplinadora. Apesar disso o Senhor mostra sua graça, pois decide livrar Israel de sua opressão.
3) O inimigo vem para destruir. O principal objetivo dos midianitas e dos amalequitas era destruir a Israel. Eles simplesmente destruíam as plantações e matavam os animais. Eles não estavam disputando alimento por motivos de escassez. A questão era puramente de poder e ambição.
4) Israel volta a clamar ao Senhor! Esta foi a atitude correta do povo neste momento. Eles se viam pequenos, massacrados e a única salvação só poderia vir de Jeová, por isso clamaram.
5) Deus, por sua misericórdia, ouve o clamor do povo e levanta um libertador: Gideão.

O restante da história é bastante conhecido. Gideão começa a “provocar” uma guerra quando destrói um altar de Baal e levanta outro ao Senhor. Apesar do medo, Gideão fez a tarefa. Isso causou a ira de muitos na cidade e deve ter chamado a atenção das tropas dos midianitas e amalequitas que se uniram e acamparam. monta seu exército de 32 mil pessoas, contudo afirma que havia gente demais. Gideão dispensa alguns homens e fica com apenas 300 conforme a vontade de Deus. Esse era o exército para enfrentar 135 mil midianitas. Vamos pensar um pouco e fazer uma análise bem humana da situação. Fazendo os cálculos, cada homem de Gideão teria que matar pelo menos 450 midianitas. As condições não estavam muito equilibradas! Pense um exército ser pressionado desde o princípio a ser ultra excelente caso contrário a morte seria certa! Entrar em uma guerra com um equilíbrio de forças já é altamente estressante, imagine com essa tremenda desvantagem. Pior ainda deve ter sido o momento em que Gideão distribui as armas de guerra: trombetas, jarros vazio e tochas. Claro que na hora dessa distribuição alguns pensaram: o que vamos fazer com isso? Na verdade esses equipamentos estavam mais relacionados com utensílios domésticos do que com a guerra! Era como se hoje fóssemos a uma guerra portando jarro de vidro, lanternas e apitos. Bem, humanamente falando isso era uma loucura! Não sabemos nem mesmo como estes homens poderiam aceitar tal proposta sem questionar. Contudo, não era só o aspecto humano que estava em ação, Gideão tinha provas de que Deus estava no controle da guerra. Os guerreiros, por sua vez, confiavam que Gideão estava sendo guiado pelo Senhor. E, por incrível que pareça, foi com estes equipamentos que Gideão e seus valentes conquistaram a vitória, ou seja, foi por meio das armas de Deus que eles venceram.

O que esses elementos nos representam? Vamos pensar numa aplicação da simbologia dessas armas.

I – TROMBETA ( SHOFAR ) 

A trombeta simboliza uma mensagem, uma proclamação. Ela servia para avisar que o inimigo se aproximava, servia para convocar o povo para a guerra, para convocar o povo para as Festas do Senhor, para avisar ao povo sobre a escolha de um novo rei e era usada em celebrações diversas. Ela foi utilizada para proclamar a presença do Senhor na arca da aliança.

Trombeta nos fala de uma vida que sirva para a proclamação do Rei dos Reis. Fala de uma vida que proclame as boas novas do evangelho, proclame a salvação e testemunhe do Senhor. Nossa missão nas “guerras” da vida é sempre proclamarmos ao Senhor. Nunca nos esqueçamos disso. Quando deixamos de ter esta virtude em nossa vida, começamos a perder a guerra. O motivo de nossa existência está em louvar e glorificar o nome do Senhor. Devemos ser como trombetas que anunciavam ao Rei. Devemos ser vozes que entoam uma melodia de reconhecimento ao Senhor.

A trombeta também era profética, pois seu toque prenunciava os acontecimentos. A trombeta era tocada e Israel caminhava ou parava no deserto, foi tocada e a arca da aliança atravessou o rio Jordão. Ela foi tocada e os muros de Jericó vieram abaixo. A trombeta era para prenunciar também os dias festivos e as ocasiões dos holocaustos e ofertas. As trombetas do Apocalipse marcam os inícios das pragas. A vinda do Senhor Jesus é proclamada pela última trombeta. Enfim, a trombeta é profética. Isso nos insinua simbolicamente que devemos ser os profetas de nossa geração. Devemos anunciar a mensagem de Deus aos homens. Anunciar o amor de Deus, a Salvação em Jesus, o retorno do Senhor Jesus e também anunciar a condenação àqueles que não estão em Cristo. Devemos ser uma foz profética. Ter uma vida profética.

A trombeta era tocada com vários tipos de “toques”. Cada toque era um código para uma ação. Assim, existia o toque curto ou longo que convocava a congregação para as festas. Tinham sequências de três toques curtos ou longos que anunciavam a entrada de um Rei também servia para chamar o povo ao arrependimento e a santidade. Ou toque curto seguido de nove toques breves usado para convocar o povo para a guerra e havia o grande toque usado para anunciar o juízo de Deus. Nossa vida deve ter em cada momento a característica de um “toque” desses. Há momentos em que nosso “toque” será para festejar. Nossa vida estará em júbilo diante do Senhor e dos homens. Há ocasiões em que nosso toque deve anunciar o Rei dos Reis. Proclamar que o Reino de Deus entra em nossa realidade. Proclamar que o Rei em breve virá. É um toque de louvor e adoração. Em outras circunstâncias o “toque” em nossas vidas deve ser para guerrear. Não guerrear contra homens, mas sim contra as forças espirituais da maldade. Contra o inimigo de nossas almas, contra o pecado e carnalidade. Esse toque não pode faltar em nossas vidas. Ainda há outro tipo de “toque” em nossas vidas. Ele tem que anunciar o juízo de Deus. A condenação de Deus contra toda impiedade revelada debaixo dos céus. Deus condena o pecado. Esse “toque” de nossas vidas tem a característica de repúdio ao mundanismo, ao sistema satânico. É quando violentamente condenamos nossas paixões e desejos julgando-os e crucificando-os na cruz de Cristo. Todos esses toques de nossa vida são essenciais para nossa sobrevivência.

II-  JARRO VAZIO

O jarro vazio (ou vaso) é símbolo da fraqueza do homem. Paulo afirma em Romanos (cp. 9) que todos os homens são vasos feitos por Deus. Os vasos para honra e para desonra são produtos do mesmo criador. Jeremias (Jr 18) foi à casa do oleiro e comparou a nação de Israel a um vaso que quebrou na mão do oleiro profetizando assim o agir de Deus que poderia quebrar a Israel e refazê-lo com seu poder. Paulo ainda afirma que os tesouros de Deus estão em vasos de barro (2Co 4). Vasos de barro nos mostra um vida frágil que depende do oleiro. Nossa vida precisa ser quebrada pelo oleiro e reconstruída. Nosso pensamentos, desejos e vontades precisam ser estilhaçados. O novo nascimento é o anúncio de que Deus nos faz novos vasos.

Os jarros foram quebrados por Gideão e seus soldados. Essa quebra nos ensina que não devemos confiar em nós mesmos ou na força humana. A salvação plena vem de Deus. A vitória sempre vem de Deus. É Deus quem vence as batalhas. É Deus quem tem o poder. Sempre que o homem confia em si mesmo ou em seus talentos ele é derrotado, pois que é o homem diante de Deus? Quando Israel confiou em seus exércitos sempre foi massacrado! Quando Israel confiou no Senhor, mesmo sem exército, foi vitorioso. “(...) Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o coração do Senhor” Jr 17.5. Sábia foi a oração de Pedro quando estava afundando no mar: “Senhor, salva-me”. Parei para pensar um pouco sobre aquele episódio. Notei que foi incrível um pescador acostumado com o mar, com as ondas e com o vento; um exímio nadador ter medo porque estava afundando no mar. Ainda mais intrigante é o fato de que ele não tentou nadar ou se salvar. Ele simplesmente se esvaiu de suas potencialidades e clamou: “Senhor, salva-se!”. Uma oração simples, objetiva, pessoal, correta e eficaz. Essa oração deve ser universal. Todas as pessoas deveriam clamar um dia: Senhor, salva-me. Ainda que 6 bilhões de pessoas orem pela salvação de uma vida, essa pessoa só será salva quando ela mesma fizer esta oração: Senhor, salva-me! Quando ela se desfizer de tudo e confiar plenamente no Senhor.

III- TOCHA

A primeira menção de tocha na bíblia encontra em Gênesis e afirma que uma Tocha de fogo passou por entre as metades da oferta de Abraão. Esta Tocha representa o próprio Deus. O fogo na bíblia além de simbolizar o juízo (Deus é fogo consumidor como diz em Hebreus), está ligado ao Espírito Santo. Moisés viu a manifestação de Deus no fogo da Sarça. João Batista disse que Jesus Cristo batizaria com o Espírito Santo e com Fogo. Os apóstolos, no pentecostes, foram vistos com algo parecido com “línguas de fogo” e foram cheios do Espírito Santo. Paulo exorta a Timóteo a conservar viva a chama do dom de Deus. Então, tocha nos ensina que nossas vidas devem estar cheias do Espírito Santo. Cheias da luz de Deus. Esse fogo nunca deve apagar, nunca deve se esvair. Assim como o candelabro estava continuamente aceso no tabernáculo, assim nossas vidas devem estar constantemente cheias do Espírito. As cinco virgens insensatas deixaram o fogo de suas candeias apagar e foram deixadas para trás. Uma vida no Espírito é condição essencial para nós. O Apóstolo nos afirma que se vivermos pelo Espírito não satisfaremos as concupiscências de nossas carnes. O Espírito também é a garantia de nossa salvação. O Espírito é o selo de Deus em nós. O Espírito Santo é a boa semente que germinou nossa nova vida.


APELO

Que o Senhor coloque em nossas vidas suas armas. A princípio podemos pensar que elas não serão as mais apropriadas, contudo, todas estas armas são as melhores armas que possam existir, pois são a providência que o Senhor nos proporcionou. É com elas que venceremos. Não podemos e não devemos mudar as armas, mas sim agarrá-las e com elas vencer. Devemos nos esvair de nós mesmos, viver uma proclamação do evangelho e estarmos cheios do Espírito. Assim teremos vitória em nossa vida. Vença com as armas do Senhor.

CONCLUSÃO

As armas de nossa luta vêm de Deus. A tocha é a arma que juntamente com a trombeta permanecem na guerra! O jarro só teve uma utilidade: a de ser quebrado, contudo a tocha permaneceu acesa e a trombeta continuou sendo tocada! Ou seja, após a renúncia de nossa própria força a palavra e o testemunho do Senhor continuam, bem como o Seu poder como um fogo abrasador. Efetivamente a batalha é ganha pelo Senhor.

ADORAÇAO

ADORAÇÃO


Uma das falácias mais solene e destruidora de almas nestes dias é a idéia de que almas não-regeneradas são capazes de adorar a Deus. Provavelmente a razão maior pela qual este erro tem ganho tanto espaço deve-se à imensa ignorância espalhada acerca da


      NATUREZA DA ADORAÇÃO


As pessoas imaginam que, se elas freqüentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuirem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas... um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”


  A VAIDADE DA FALSA  ADORAÇÃO


“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles...
Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.
A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranqüilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hb 1.13).
Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!
Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora 1 Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez 2 Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração


  A EXCLUSIVIDADE DA VERDADEIRA  ADORAÇÃO


“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: Em inglês a palavra sempre é “must”).
A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada: apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.
Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7); Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.
Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte deo Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?
O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.
Aos “príncipes dos sacedotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores



A NATUREZA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO



“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Adorar “em espírito” contrastava com os ritos humanos e cerimônias impostas do Judaísmo. Adorar “em verdade” se opunha às superstições e ilusões idólatras dos perdidos. Adorar a Deus “em espírito e em verdade” quer dizer adorar de uma maneira apropriada para a revelação plena e final que Deus fez de Si mesmo em Cristo. Significa adorar espiritualmente e verdadeiramente. Significa dar a Ele o louvor proveniente de um entendimento iluminado e o amor de um coração regenerado.
Adorar “em espírito e em verdade” se opõe à adoração carnal que é externa e espetacular. Exclui toda adoração a Deus com os sentidos. Nós não podemos adorá-lO, que é “Espírito”, observando uma arquitetura linda e janelas de vitrais, ouvindo as notas de um órgão caro ou sentindo o aroma doce de incenso. Nós não podemos adorar a Deus com nossos olhos e ouvidos, ou nariz e mãos, porque eles são “carne” e não “espírito”. “Importa que adorem em espírito e em verdade” exclui tudo aquilo que é do homem natural.
Adorar “em espírito e em verdade” exclui toda adoração emocional. A alma é o centro das emoções, e muitas das supostas adorações do Cristianismo atual são apenas emocionais. Anedotas tocantes, apelos entusiastas, oratória comovente de uma personalidade religiosa, tudo é calculado para produzir isto. Hinos lindos cantados por um coro bem ensaiado, trabalhados de uma forma que nos leva às lágrimas ou a êxtases de alegria. Isto pode excitar a alma, mas não pode, nem jamais afetará o homem interior.
A verdadeira adoração é a adoração de um povo redimido, unido ao próprio Deus. Os não-regenerados entendem “adoração” como uma observância daquilo que Deus requer deles, e que não dá a eles nenhuma alegria como eles procuram demonstrar. Muito diferente disto é o que acontece com aqueles que nasceram do alto e foram redimidos pelo sangue precioso. A primeira vez que a palavra “redimido” ocorre na Escritura é em Êxodo 15 , e é lá também, pela primeira vez, que vemos um povo cantando, adorando e glorificando a Deus. Lá, às margens do Mar Vermelho, esta Nação que foi tirada da casa da servidão e liberta de todos os seus inimigos une-se em louvor a Jeová. (N.T.: Na maioria das versões em português, a palavra em Êxodo 15 é “libertado”; a NVI se aproxima mais ao usar “resgatado”).
“Adoração” é a nova natureza no crente levando-o à ação, voltando-se à sua divina e prazeroza Origem. É aquilo que é “espírito” (João 3.6) voltando-se a Ele, que é “Espírito”. É aquilo que é “feitura” de Cristo (Efésios 2.10) voltando-se a Ele, que nos recriou. São os filhos, de forma espontânea e grata, voltando-se em amor a seu Pai. É o novo coração gritando “Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (2 Coríntios 9.15). São os pecadores, purificados pelo sangue, exclamando “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Isto é adoração; assegurada de nossa aceitação no Amado, adorando a Deus porque Ele fez Cristo estar em nós, e porque Ele fez nós estarmos em Cristo.
É digno de nossa atenção especial observar que a única vez em que o Senhor Jesus chegou a falar sobre o assunto da Adoração foi em João 4. Mateus 4.9 e Marcos 7.6,7 são citações do Antigo Testamento. Isto certamente tocará nossos corações se percebermos que a única ocasião em que Cristo fez alguma observação direta e pessoa quanto à adoração foi quando Ele conversava, não com um homem religioso como Nicodemos, ou mesmo com Seus apóstolos, mas com uma mulher, uma adúltera, uma Samaritana, uma quase pagã! Verdadeiramente os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.
A esta pobre mulher nosso Senhor bendito declarou “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). E como o Pai “procura” adoradores? O contexto inteiro não nos dá a resposta? No início do capítulo, o Filho de Deus inicia uma jornada (vv. 3 e 4). Seu objetivo era buscar uma de Suas ovelhas perdidas, revelar-Se a uma alma que não O conhecia, livrar a mulher dos desejos da carne, e encher seu coração com Sua graça suficiente, e isto, para que ela pudesse encontrar a infinitude do amor divino e dar, em retorno, este louvor e adoração que apenas um pecador salvo pode dar.
Quem pode não perceber que, na jornada que Ele tomou a Sicar com o objetivo de encontrar esta alma desolada e ganhá-la para Si próprio, temos uma bendita sombra da jornada ainda maior que o Filho de Deus tomou – deixar a paz, o gozo e a luz dos céus, descer a este mundo de conflito, escuridão e desventura. Ele veio aqui procurar pecadores, não apenas salvá-los do pecado e da morte, mas concedê-los beber e deleitar-se com o amor de Deus como nenhum anjo pôde prová-lo; que, de corações transbordantes com a consciência de sua dívida com o Salvador, e a gratidão ao Pai por ter entregue Seu Filho amado a eles, ao perceber e aceitar Sua excelência suprema, possam expressar-se diante dEle como aroma suave de louvor. Isto é adoração, e o reconhecimento do amor irresistível de Deus e o sangue redentor de Cristo são a causa disto.
Uma dos mais abençoados e belos exemplos registrados no Novo Testamento do que a adoração é se encontra em João 12.2,3. “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. Como alguém já disse, “ela não veio ouvir um sermão, apesar do Príncipe dos Pregadores estar ali. Sentar-se aos Seus pés e ouvir Sua palavra não era naquele momento seu objetivo, não importa quão abençoador isto seja em sua devida circunstância. Ela não veio para encontrar os santos, entretanto preciosos santos estavam ali; nem a comunhão com eles; mesmo sendo uma benção, naquele instante não era seu objetivo. Ela não procurou, depois de uma semana de trabalho, por descanso; mesmo sabendo bem dos abençoados campos de descanso que havia nEle. Não, ela veio para pôr diante dEle aquilo que ela tinha ajuntado por tanto tempo, aquilo que era a mais valiosa de suas posses terrenas. Ela não pensou como Simão, o leproso, sentado agora como um homem limpo; ela foi além ds apóstolos; e, então, também, de Marta e Lázaro, irmã e irmão na carne e em Cristo. O Senhor Jesus preencheu seus pensamentos: Ele havia ganho o coração de Maria e agora tomou todos os seus sentimentos. Ela não tinha olhos para ninguém além dEe. Adoração e homenagem eram, naquele momento, seu único pensamento – extravasar a devoção de seu coração diante dEle”. Isto é adoração.
O assunto da adoração é muito importante, ainda asim é um dos temas que temos as idéias mais vagas. Lemos em Mateus 2 que os magos levavam seus “tesouros” para presentear a Cristo (v. 11). Eles deram ofertas caras. Isto é adoração. Não é vir para receber dEle, mas render-se diante dEle. É a expressão de amor do coração. Oh, que possamos trazer ao Salvador “ouro, incenso e mirra”, isto é, adorá-lO por causa de Sua glória divina, Sua perfeição moral e Sua morte de aroma suave...
O alvo da adoração é Deus; e o inspirador da adoração é Deus. Só pode satisfazer a Deus aquilo Ele tenha por Si mesmo produzido. “SENHOR... tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26.13). É somente quando o Cordeiro é exaltado no poder do Espírito que os santos ão levados a cantar “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47). A ausência generalizada e concupiscente desta adoração que é “em espírito e em verdade” deve-se a uma ordem de coisas sobre as quais o Espírito de Deus não guia, onde o mundo, a carne e o diabo têm toda liberdade. Mas mesmo em círculos onde o mundanismo, em suas formas mais vis, nao é tolerado, e em que a ortodoxia é tolerada, e onde a ortodoxia ainda é preservada, existe, quase sempre, uma notável ausência desta unção, esta liberdade, esta alegria, que são inseparáveis do espírito da verdadeira adoração. Por que isto acontece? Por que em algumas igrejas, grupos familiares, uniões masculinas, onde a mensagem da Palavra de Deus é ministrada, nós agora mui raramente encontramos este transbordar do coração, estes manifestações espontâneas de adoração, estes “sacrifícios de louvor”, que deveriam ser achados entre o povo de Deus? Ah, a resposta é difícil de encontrar? É porque há um espírito entristecido neste meio. Esta, meus amigos, é a razão pela qual hoje existem tão poucos ministérios de Cristo vivos, confortadores e que produzem adoração.


OBSTÁCULOS A ADORAÇÃO


O que é adoração? Louvor? Sim, e mais; é um amor fluindo de um coração que está completamente seguro da excelência dAquele diante de quem o coração ajoelha-se, expressando sua mais profunda gratidão por Seu dom inefável. Aqui está claramente algo que é o primeiro obstáculo à adoração de um filho de Deus – a falta de segurança. Quanto mais eu retenho dúvidas quanto à minha aceitação em Cristo, mais eu permanecerei em um estado de incerteza em relação à expiação por meus pecados no Calvário. É impossível que eu, realmente, adore e louve a Ele por Sua morte por mim; certamente não poderei dizer “eu sou do meu Amado e Ele é meu”. É uma das ferramentas favoritas do inimigo para manter os cristãos no “Cativeiro da Rejeição”, já que seu objetivo é que Cristo não receba dos cristãos a honra de seus corações...
Outro grande obstáculo à adoração é a falha em julgar a nós mesmos pela Sagrada Palavra de Deus. Os sacerdotes de Israel não podiam ir de qualquer jeito até o altar de bronze no átrio exterior do tabernáculo. Era necessário cuidar que, antes que entrassem no Santo Lugar, para queimar o incenso, eles se lavassem na pia. Aproximar-se da pia de bronze nos fala do rigoroso julgamento do crente sobre si mesmo (cf. 1 Coríntios 11.31). O uso de sua água aponta para a aplicação da Palavra a todos os nosso atos e caminhos.
Agora, assim como os filhos de Arão estavam debaixo de pena de morte (Exôdo 30.20) se não se lavassem na pia antes de entrarem no Santo Lugar para queimar incenso, também o cristão hoje deve ter as impurezas do caminho removidas antes que ele possa aproximar apropriadamente de Deus como um adorarador. Falhar neste ponto leva à morte, isto é, eu continuo sob o poder contaminador das coisas mortas. As impurezas do caminho são resultado de minha caminhada através de um mundo de “separados da vida de Deus” (Efésios 4.18). Se isto não for removido, então eu continuo debaixo do poder da morte num sentido espiritual, e a adoração se torna impossível. Isto nos é demonstrado plenamente em João 13, em que o Senhor diz a Pedro “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”. Quantos são os cristãos que, ao falharem em não colocar seus pés nas mãos de Cristo para limpeza, são impedidos de exercer suas funções e privilégios sacerdotais.
Um outro obstáculo fatal à adoração precisa ser mencionado, e este é o Mundanismo, que signifca as coisas do mundo obtendo lugar nos desejos do cristão, seus caminhos tornando-se “conformados com este mundo” (Romanos 12.2). Um exemplo disto é encontrado na história de Abraão. Quando Deus o chamou para deixar a Caldéia e ir para Canaã, ele abriu uma concessão: foi apenas até Harã (Gênesis 11.31, Atos 7.4) e habitou ali. Harã foi uma casa à meio-caminho, uma área inóspita entre ela e as bordas de Canaã. Mais tarde Abraão atendeu completamente ao chamado de Deus e entrou em Canaã, e “edificou ali um altar (algo que fala de adoração) ao SENHOR” (Gênesis 12.7). Mas não existe menção alguma de ele contruir qualquer “altar” durante os anos em que viveu em Harã! Oh, quantos filhos de Deus hoje estão comprometidos, habitando numa casa no meio do caminho, e como conseqüência, eles não são adoradores. Oh, que o Espírito de Deus possa trabalhar de tal forma sobre e dentro de nós que o idioma das nossas vidas, assim como dos nossos corações e lábios, possa ser “Digno é o Cordeiro” – digno de uma consagração do coração por completo, digno de uma devoção imensa, digno deste amor que é manifestado por guardar Seus mandamentos, digno de uma adoração verdadeira. Que seja assim, por amor de Seu nome






terça-feira, 6 de setembro de 2016

CONSERTANDO REDES

A MISSÃO DE CONSERTAR REDES



  Mateus 4. 18-22 : 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que " lançavam " as redes ao mar, porque eram pescadores.
19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homem.
20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
21 Passando adiante viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, "consertando" as redes; e chamou-os.
22 Então, eles ao mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.


INTRODUÇÃO

EQUILÍBRIO : Estado de um corpo quando as forças encontradas que atuam no mesmo e se compensam mutuamente.Num sentido figurado,o equilíbrio prende-se com a harmonia entre coisas diversas,a moderação,a equanimidade,a sensatez nos juízos de valor e os atos de contemporização.Quem tem equilíbrio consegue circular por diversos caminhos sem chegar a cair,sem perder o controle e sem se prejudicar.

ELUCIDAÇÃO


O chamado e a legitimação dos discípulos seguem 2 conotações:
1. Uma para serem 'PESCADORES DE HOMENS"
2. Outra de 'CONSERTADORES DE REDES"( reparadores,restauradores)

Ao serem chamados 2 lançavam redes e 2 consertavam redes


TEMA : CONSERTANDO REDES

Sei que mesmo uma rede consertada,precisa um dia ser lançada para cumprir seu propósito existencial e que ela não pode ficar voltada para si mesma,mas o consertar representa a conotação de equilíbrio.


1. OS FUROS DO CRISTIANISMO SECULARIZADO

A. AS PREFERÊNCIAS TENDENCIOSAS

Temos "nossas" tendências e preferências,dedicando-nos mais a um segmento e relaxando a outro tão importante como.
Dois extremos:
a) ATIVISMO DESENFREADO

Lançamentos de redes em qualquer lugar e de qualquer jeito.
Um ministério voltado somente para fora,descuidando do INTERIOR,CARÁTER E da IGREJA.
Pescas sem a permissão, direção e o acompanhamento de Deus.Ate que se pega bastante peixe,mas não retém porque as redes estão cheias de furos.Sem reparações,restaurações ou recuperações.
Essa conotação de " consertar "faz parte do modelo de ministério de Jesus.
O equilíbrio entre lançar a rede e consertar a rede é básico para que haja dinâmica na vida cristã.
REDE aqui são as pessoas e  ministérios dos discípulos.Sem manutenção as redes se rompem,devido detritos e o próprio tempo que exige conserto...." rede com buracos não apanha peixe "
Sem manutenção o chamado,a visão e a missão são enfraquecidos
Essa geração possui valores subjetivos,um Evangelho sem compromisso...
Precisamos de conserto,mas onde estão os consertadores?Os reparadores de brechas?Onde estão os Tiago e os João pra consertar os furos da Igreja?


2. OS FUROS DA IGREJA DA NOSSA GERAÇÃO

Por falta de ensino,as redes deixam passar valores,princípios e bençãos.

A. FURO NA SEDE DAS EMOÇÕES

Precisa ser lavada,secada e suturada porque é ai que decisões são tomadas.
Tiago e João costumavam pescar a noite,certamente não estavam tendo sucesso e na luz do dia puderam detectar esses furos e Jesus chega nesse momento.
Diante de fracassos buscamos culpados e desculpas,quando deveríamos puxar nossas redes pra dentro do barco e ver os furos...
Somos capazes de realizar o excelente,mas também de realizarmos o péssimo....redes que com o tempo romperam ou que trazem furos desde o ventre,provocadas por outrem,
Nossa alma é como uma tornerinha chamada "trauma" fica pingando e que não adianta enxugar,logo esta molhado o local novamente.
Confissões sinceras com torneiras de trauma não impedem o pecado.O trauma fura a rede e os sentimentos saudáveis passam.

B. FURO DA DISCIPLINA  PESSOAL 

Precisamos ter uma CONDUTA MODELADORA com base em PRINCÍPIOS E VALORES ,os quais irão equilibrar as várias áreas da nossa vida
Faz parte do alvo do Evangelho um estilo de vida disciplinada no comer,no vestir,no andar,no falar etc..


C. FURO NA VIDA FAMILIAR

Modelos falidos,deturpados,errados provocam crises:

a) CRISE DE IDENTIDADE .Equilíbrio emocional e espiritual trazem um padrão correto
b) CRISE DE MODELOS FAMILIARES.Tipos de pais e mães desiquilibram
c) CRISE DE REALIZAÇÕES.Sem objetivo definido,sem metas estabelecidas,sem planejamento dirigidos por Deus nada pesca.
d)CRISE DA COMUNICAÇÃO.CONFUSÕES NO LAR ROMPE
e)CRISE DE AFEIÇÃO.SEM AMOR O LAR SE ENCHE DE BRECHAS
f)CRISE ESPIRITUAL.SEM DEVOCIONAL A REDE E CHEIA DE FUROS
g)CRISE DE DISPOSIÇÃO.E preciso buscar a drácma perdida e investir

D. FURO NA VIDA FINANCEIRA

Falta da prática de princípios de mordomia abrem furos

E. FURO NA VIDA MINISTERIAL

Frutos?Crescimento?Multiplicação?Corretos?
Indisciplina e expulsar Deus das nossas vidas

CONCLUSÃO

O EQUILÍBRIO É BÁSICO PARA UMA VIDA EFICIENTE
PRECISAMOS PESCAR "LANÇANDO REDES",MAS PRECISAMOS PARAR E " CONSERTA-LAS "
ISSO É BÁSICO PARA QUEM QUER MESMO SEGUIR JESUS