segunda-feira, 12 de setembro de 2016

VENCENDO COM A ADORAÇAO

A ARMA DA ADORAÇÃO


VENCENDO COM AS ARMAS DE DEUS

Texto: Juízes 7. 15-16


INTRODUÇÃO


O capítulo 6 do livro de Juízes mostra o contexto de Israel na época de Gideão. Pelo menos três coisas são importantes destacar:
1) Israel fez o que o Senhor reprova. Novamente a nação se desvia da vontade de Deus e segue seus próprios caminhos. Em outro momento o texto afirma que esse erro do povo estava ligado a idolatria. Estavam adorando a Baal em vez do Senhor.
2) O texto diz que foi o próprio Senhor quem os entregou nas mãos dos midianitas. A visão do autor do livro de juízes, que foi provavelmente Samuel, afirma plenamente a soberania de Deus. É Deus quem controla todas as coisas e é Ele quem permitiu que seu povo sucumbisse nas mãos dos midianitas. Tal atitude é evidentemente disciplinadora. Apesar disso o Senhor mostra sua graça, pois decide livrar Israel de sua opressão.
3) O inimigo vem para destruir. O principal objetivo dos midianitas e dos amalequitas era destruir a Israel. Eles simplesmente destruíam as plantações e matavam os animais. Eles não estavam disputando alimento por motivos de escassez. A questão era puramente de poder e ambição.
4) Israel volta a clamar ao Senhor! Esta foi a atitude correta do povo neste momento. Eles se viam pequenos, massacrados e a única salvação só poderia vir de Jeová, por isso clamaram.
5) Deus, por sua misericórdia, ouve o clamor do povo e levanta um libertador: Gideão.

O restante da história é bastante conhecido. Gideão começa a “provocar” uma guerra quando destrói um altar de Baal e levanta outro ao Senhor. Apesar do medo, Gideão fez a tarefa. Isso causou a ira de muitos na cidade e deve ter chamado a atenção das tropas dos midianitas e amalequitas que se uniram e acamparam. monta seu exército de 32 mil pessoas, contudo afirma que havia gente demais. Gideão dispensa alguns homens e fica com apenas 300 conforme a vontade de Deus. Esse era o exército para enfrentar 135 mil midianitas. Vamos pensar um pouco e fazer uma análise bem humana da situação. Fazendo os cálculos, cada homem de Gideão teria que matar pelo menos 450 midianitas. As condições não estavam muito equilibradas! Pense um exército ser pressionado desde o princípio a ser ultra excelente caso contrário a morte seria certa! Entrar em uma guerra com um equilíbrio de forças já é altamente estressante, imagine com essa tremenda desvantagem. Pior ainda deve ter sido o momento em que Gideão distribui as armas de guerra: trombetas, jarros vazio e tochas. Claro que na hora dessa distribuição alguns pensaram: o que vamos fazer com isso? Na verdade esses equipamentos estavam mais relacionados com utensílios domésticos do que com a guerra! Era como se hoje fóssemos a uma guerra portando jarro de vidro, lanternas e apitos. Bem, humanamente falando isso era uma loucura! Não sabemos nem mesmo como estes homens poderiam aceitar tal proposta sem questionar. Contudo, não era só o aspecto humano que estava em ação, Gideão tinha provas de que Deus estava no controle da guerra. Os guerreiros, por sua vez, confiavam que Gideão estava sendo guiado pelo Senhor. E, por incrível que pareça, foi com estes equipamentos que Gideão e seus valentes conquistaram a vitória, ou seja, foi por meio das armas de Deus que eles venceram.

O que esses elementos nos representam? Vamos pensar numa aplicação da simbologia dessas armas.

I – TROMBETA ( SHOFAR ) 

A trombeta simboliza uma mensagem, uma proclamação. Ela servia para avisar que o inimigo se aproximava, servia para convocar o povo para a guerra, para convocar o povo para as Festas do Senhor, para avisar ao povo sobre a escolha de um novo rei e era usada em celebrações diversas. Ela foi utilizada para proclamar a presença do Senhor na arca da aliança.

Trombeta nos fala de uma vida que sirva para a proclamação do Rei dos Reis. Fala de uma vida que proclame as boas novas do evangelho, proclame a salvação e testemunhe do Senhor. Nossa missão nas “guerras” da vida é sempre proclamarmos ao Senhor. Nunca nos esqueçamos disso. Quando deixamos de ter esta virtude em nossa vida, começamos a perder a guerra. O motivo de nossa existência está em louvar e glorificar o nome do Senhor. Devemos ser como trombetas que anunciavam ao Rei. Devemos ser vozes que entoam uma melodia de reconhecimento ao Senhor.

A trombeta também era profética, pois seu toque prenunciava os acontecimentos. A trombeta era tocada e Israel caminhava ou parava no deserto, foi tocada e a arca da aliança atravessou o rio Jordão. Ela foi tocada e os muros de Jericó vieram abaixo. A trombeta era para prenunciar também os dias festivos e as ocasiões dos holocaustos e ofertas. As trombetas do Apocalipse marcam os inícios das pragas. A vinda do Senhor Jesus é proclamada pela última trombeta. Enfim, a trombeta é profética. Isso nos insinua simbolicamente que devemos ser os profetas de nossa geração. Devemos anunciar a mensagem de Deus aos homens. Anunciar o amor de Deus, a Salvação em Jesus, o retorno do Senhor Jesus e também anunciar a condenação àqueles que não estão em Cristo. Devemos ser uma foz profética. Ter uma vida profética.

A trombeta era tocada com vários tipos de “toques”. Cada toque era um código para uma ação. Assim, existia o toque curto ou longo que convocava a congregação para as festas. Tinham sequências de três toques curtos ou longos que anunciavam a entrada de um Rei também servia para chamar o povo ao arrependimento e a santidade. Ou toque curto seguido de nove toques breves usado para convocar o povo para a guerra e havia o grande toque usado para anunciar o juízo de Deus. Nossa vida deve ter em cada momento a característica de um “toque” desses. Há momentos em que nosso “toque” será para festejar. Nossa vida estará em júbilo diante do Senhor e dos homens. Há ocasiões em que nosso toque deve anunciar o Rei dos Reis. Proclamar que o Reino de Deus entra em nossa realidade. Proclamar que o Rei em breve virá. É um toque de louvor e adoração. Em outras circunstâncias o “toque” em nossas vidas deve ser para guerrear. Não guerrear contra homens, mas sim contra as forças espirituais da maldade. Contra o inimigo de nossas almas, contra o pecado e carnalidade. Esse toque não pode faltar em nossas vidas. Ainda há outro tipo de “toque” em nossas vidas. Ele tem que anunciar o juízo de Deus. A condenação de Deus contra toda impiedade revelada debaixo dos céus. Deus condena o pecado. Esse “toque” de nossas vidas tem a característica de repúdio ao mundanismo, ao sistema satânico. É quando violentamente condenamos nossas paixões e desejos julgando-os e crucificando-os na cruz de Cristo. Todos esses toques de nossa vida são essenciais para nossa sobrevivência.

II-  JARRO VAZIO

O jarro vazio (ou vaso) é símbolo da fraqueza do homem. Paulo afirma em Romanos (cp. 9) que todos os homens são vasos feitos por Deus. Os vasos para honra e para desonra são produtos do mesmo criador. Jeremias (Jr 18) foi à casa do oleiro e comparou a nação de Israel a um vaso que quebrou na mão do oleiro profetizando assim o agir de Deus que poderia quebrar a Israel e refazê-lo com seu poder. Paulo ainda afirma que os tesouros de Deus estão em vasos de barro (2Co 4). Vasos de barro nos mostra um vida frágil que depende do oleiro. Nossa vida precisa ser quebrada pelo oleiro e reconstruída. Nosso pensamentos, desejos e vontades precisam ser estilhaçados. O novo nascimento é o anúncio de que Deus nos faz novos vasos.

Os jarros foram quebrados por Gideão e seus soldados. Essa quebra nos ensina que não devemos confiar em nós mesmos ou na força humana. A salvação plena vem de Deus. A vitória sempre vem de Deus. É Deus quem vence as batalhas. É Deus quem tem o poder. Sempre que o homem confia em si mesmo ou em seus talentos ele é derrotado, pois que é o homem diante de Deus? Quando Israel confiou em seus exércitos sempre foi massacrado! Quando Israel confiou no Senhor, mesmo sem exército, foi vitorioso. “(...) Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o coração do Senhor” Jr 17.5. Sábia foi a oração de Pedro quando estava afundando no mar: “Senhor, salva-me”. Parei para pensar um pouco sobre aquele episódio. Notei que foi incrível um pescador acostumado com o mar, com as ondas e com o vento; um exímio nadador ter medo porque estava afundando no mar. Ainda mais intrigante é o fato de que ele não tentou nadar ou se salvar. Ele simplesmente se esvaiu de suas potencialidades e clamou: “Senhor, salva-se!”. Uma oração simples, objetiva, pessoal, correta e eficaz. Essa oração deve ser universal. Todas as pessoas deveriam clamar um dia: Senhor, salva-me. Ainda que 6 bilhões de pessoas orem pela salvação de uma vida, essa pessoa só será salva quando ela mesma fizer esta oração: Senhor, salva-me! Quando ela se desfizer de tudo e confiar plenamente no Senhor.

III- TOCHA

A primeira menção de tocha na bíblia encontra em Gênesis e afirma que uma Tocha de fogo passou por entre as metades da oferta de Abraão. Esta Tocha representa o próprio Deus. O fogo na bíblia além de simbolizar o juízo (Deus é fogo consumidor como diz em Hebreus), está ligado ao Espírito Santo. Moisés viu a manifestação de Deus no fogo da Sarça. João Batista disse que Jesus Cristo batizaria com o Espírito Santo e com Fogo. Os apóstolos, no pentecostes, foram vistos com algo parecido com “línguas de fogo” e foram cheios do Espírito Santo. Paulo exorta a Timóteo a conservar viva a chama do dom de Deus. Então, tocha nos ensina que nossas vidas devem estar cheias do Espírito Santo. Cheias da luz de Deus. Esse fogo nunca deve apagar, nunca deve se esvair. Assim como o candelabro estava continuamente aceso no tabernáculo, assim nossas vidas devem estar constantemente cheias do Espírito. As cinco virgens insensatas deixaram o fogo de suas candeias apagar e foram deixadas para trás. Uma vida no Espírito é condição essencial para nós. O Apóstolo nos afirma que se vivermos pelo Espírito não satisfaremos as concupiscências de nossas carnes. O Espírito também é a garantia de nossa salvação. O Espírito é o selo de Deus em nós. O Espírito Santo é a boa semente que germinou nossa nova vida.


APELO

Que o Senhor coloque em nossas vidas suas armas. A princípio podemos pensar que elas não serão as mais apropriadas, contudo, todas estas armas são as melhores armas que possam existir, pois são a providência que o Senhor nos proporcionou. É com elas que venceremos. Não podemos e não devemos mudar as armas, mas sim agarrá-las e com elas vencer. Devemos nos esvair de nós mesmos, viver uma proclamação do evangelho e estarmos cheios do Espírito. Assim teremos vitória em nossa vida. Vença com as armas do Senhor.

CONCLUSÃO

As armas de nossa luta vêm de Deus. A tocha é a arma que juntamente com a trombeta permanecem na guerra! O jarro só teve uma utilidade: a de ser quebrado, contudo a tocha permaneceu acesa e a trombeta continuou sendo tocada! Ou seja, após a renúncia de nossa própria força a palavra e o testemunho do Senhor continuam, bem como o Seu poder como um fogo abrasador. Efetivamente a batalha é ganha pelo Senhor.

ADORAÇAO

ADORAÇÃO


Uma das falácias mais solene e destruidora de almas nestes dias é a idéia de que almas não-regeneradas são capazes de adorar a Deus. Provavelmente a razão maior pela qual este erro tem ganho tanto espaço deve-se à imensa ignorância espalhada acerca da


      NATUREZA DA ADORAÇÃO


As pessoas imaginam que, se elas freqüentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuirem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas... um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”


  A VAIDADE DA FALSA  ADORAÇÃO


“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles...
Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.
A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranqüilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hb 1.13).
Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”. O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!
Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora 1 Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez 2 Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração


  A EXCLUSIVIDADE DA VERDADEIRA  ADORAÇÃO


“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: Em inglês a palavra sempre é “must”).
A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada: apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.
Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7); Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.
Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte deo Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?
O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.
Aos “príncipes dos sacedotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores



A NATUREZA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO



“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Adorar “em espírito” contrastava com os ritos humanos e cerimônias impostas do Judaísmo. Adorar “em verdade” se opunha às superstições e ilusões idólatras dos perdidos. Adorar a Deus “em espírito e em verdade” quer dizer adorar de uma maneira apropriada para a revelação plena e final que Deus fez de Si mesmo em Cristo. Significa adorar espiritualmente e verdadeiramente. Significa dar a Ele o louvor proveniente de um entendimento iluminado e o amor de um coração regenerado.
Adorar “em espírito e em verdade” se opõe à adoração carnal que é externa e espetacular. Exclui toda adoração a Deus com os sentidos. Nós não podemos adorá-lO, que é “Espírito”, observando uma arquitetura linda e janelas de vitrais, ouvindo as notas de um órgão caro ou sentindo o aroma doce de incenso. Nós não podemos adorar a Deus com nossos olhos e ouvidos, ou nariz e mãos, porque eles são “carne” e não “espírito”. “Importa que adorem em espírito e em verdade” exclui tudo aquilo que é do homem natural.
Adorar “em espírito e em verdade” exclui toda adoração emocional. A alma é o centro das emoções, e muitas das supostas adorações do Cristianismo atual são apenas emocionais. Anedotas tocantes, apelos entusiastas, oratória comovente de uma personalidade religiosa, tudo é calculado para produzir isto. Hinos lindos cantados por um coro bem ensaiado, trabalhados de uma forma que nos leva às lágrimas ou a êxtases de alegria. Isto pode excitar a alma, mas não pode, nem jamais afetará o homem interior.
A verdadeira adoração é a adoração de um povo redimido, unido ao próprio Deus. Os não-regenerados entendem “adoração” como uma observância daquilo que Deus requer deles, e que não dá a eles nenhuma alegria como eles procuram demonstrar. Muito diferente disto é o que acontece com aqueles que nasceram do alto e foram redimidos pelo sangue precioso. A primeira vez que a palavra “redimido” ocorre na Escritura é em Êxodo 15 , e é lá também, pela primeira vez, que vemos um povo cantando, adorando e glorificando a Deus. Lá, às margens do Mar Vermelho, esta Nação que foi tirada da casa da servidão e liberta de todos os seus inimigos une-se em louvor a Jeová. (N.T.: Na maioria das versões em português, a palavra em Êxodo 15 é “libertado”; a NVI se aproxima mais ao usar “resgatado”).
“Adoração” é a nova natureza no crente levando-o à ação, voltando-se à sua divina e prazeroza Origem. É aquilo que é “espírito” (João 3.6) voltando-se a Ele, que é “Espírito”. É aquilo que é “feitura” de Cristo (Efésios 2.10) voltando-se a Ele, que nos recriou. São os filhos, de forma espontânea e grata, voltando-se em amor a seu Pai. É o novo coração gritando “Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (2 Coríntios 9.15). São os pecadores, purificados pelo sangue, exclamando “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Isto é adoração; assegurada de nossa aceitação no Amado, adorando a Deus porque Ele fez Cristo estar em nós, e porque Ele fez nós estarmos em Cristo.
É digno de nossa atenção especial observar que a única vez em que o Senhor Jesus chegou a falar sobre o assunto da Adoração foi em João 4. Mateus 4.9 e Marcos 7.6,7 são citações do Antigo Testamento. Isto certamente tocará nossos corações se percebermos que a única ocasião em que Cristo fez alguma observação direta e pessoa quanto à adoração foi quando Ele conversava, não com um homem religioso como Nicodemos, ou mesmo com Seus apóstolos, mas com uma mulher, uma adúltera, uma Samaritana, uma quase pagã! Verdadeiramente os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.
A esta pobre mulher nosso Senhor bendito declarou “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). E como o Pai “procura” adoradores? O contexto inteiro não nos dá a resposta? No início do capítulo, o Filho de Deus inicia uma jornada (vv. 3 e 4). Seu objetivo era buscar uma de Suas ovelhas perdidas, revelar-Se a uma alma que não O conhecia, livrar a mulher dos desejos da carne, e encher seu coração com Sua graça suficiente, e isto, para que ela pudesse encontrar a infinitude do amor divino e dar, em retorno, este louvor e adoração que apenas um pecador salvo pode dar.
Quem pode não perceber que, na jornada que Ele tomou a Sicar com o objetivo de encontrar esta alma desolada e ganhá-la para Si próprio, temos uma bendita sombra da jornada ainda maior que o Filho de Deus tomou – deixar a paz, o gozo e a luz dos céus, descer a este mundo de conflito, escuridão e desventura. Ele veio aqui procurar pecadores, não apenas salvá-los do pecado e da morte, mas concedê-los beber e deleitar-se com o amor de Deus como nenhum anjo pôde prová-lo; que, de corações transbordantes com a consciência de sua dívida com o Salvador, e a gratidão ao Pai por ter entregue Seu Filho amado a eles, ao perceber e aceitar Sua excelência suprema, possam expressar-se diante dEle como aroma suave de louvor. Isto é adoração, e o reconhecimento do amor irresistível de Deus e o sangue redentor de Cristo são a causa disto.
Uma dos mais abençoados e belos exemplos registrados no Novo Testamento do que a adoração é se encontra em João 12.2,3. “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. Como alguém já disse, “ela não veio ouvir um sermão, apesar do Príncipe dos Pregadores estar ali. Sentar-se aos Seus pés e ouvir Sua palavra não era naquele momento seu objetivo, não importa quão abençoador isto seja em sua devida circunstância. Ela não veio para encontrar os santos, entretanto preciosos santos estavam ali; nem a comunhão com eles; mesmo sendo uma benção, naquele instante não era seu objetivo. Ela não procurou, depois de uma semana de trabalho, por descanso; mesmo sabendo bem dos abençoados campos de descanso que havia nEle. Não, ela veio para pôr diante dEle aquilo que ela tinha ajuntado por tanto tempo, aquilo que era a mais valiosa de suas posses terrenas. Ela não pensou como Simão, o leproso, sentado agora como um homem limpo; ela foi além ds apóstolos; e, então, também, de Marta e Lázaro, irmã e irmão na carne e em Cristo. O Senhor Jesus preencheu seus pensamentos: Ele havia ganho o coração de Maria e agora tomou todos os seus sentimentos. Ela não tinha olhos para ninguém além dEe. Adoração e homenagem eram, naquele momento, seu único pensamento – extravasar a devoção de seu coração diante dEle”. Isto é adoração.
O assunto da adoração é muito importante, ainda asim é um dos temas que temos as idéias mais vagas. Lemos em Mateus 2 que os magos levavam seus “tesouros” para presentear a Cristo (v. 11). Eles deram ofertas caras. Isto é adoração. Não é vir para receber dEle, mas render-se diante dEle. É a expressão de amor do coração. Oh, que possamos trazer ao Salvador “ouro, incenso e mirra”, isto é, adorá-lO por causa de Sua glória divina, Sua perfeição moral e Sua morte de aroma suave...
O alvo da adoração é Deus; e o inspirador da adoração é Deus. Só pode satisfazer a Deus aquilo Ele tenha por Si mesmo produzido. “SENHOR... tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26.13). É somente quando o Cordeiro é exaltado no poder do Espírito que os santos ão levados a cantar “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47). A ausência generalizada e concupiscente desta adoração que é “em espírito e em verdade” deve-se a uma ordem de coisas sobre as quais o Espírito de Deus não guia, onde o mundo, a carne e o diabo têm toda liberdade. Mas mesmo em círculos onde o mundanismo, em suas formas mais vis, nao é tolerado, e em que a ortodoxia é tolerada, e onde a ortodoxia ainda é preservada, existe, quase sempre, uma notável ausência desta unção, esta liberdade, esta alegria, que são inseparáveis do espírito da verdadeira adoração. Por que isto acontece? Por que em algumas igrejas, grupos familiares, uniões masculinas, onde a mensagem da Palavra de Deus é ministrada, nós agora mui raramente encontramos este transbordar do coração, estes manifestações espontâneas de adoração, estes “sacrifícios de louvor”, que deveriam ser achados entre o povo de Deus? Ah, a resposta é difícil de encontrar? É porque há um espírito entristecido neste meio. Esta, meus amigos, é a razão pela qual hoje existem tão poucos ministérios de Cristo vivos, confortadores e que produzem adoração.


OBSTÁCULOS A ADORAÇÃO


O que é adoração? Louvor? Sim, e mais; é um amor fluindo de um coração que está completamente seguro da excelência dAquele diante de quem o coração ajoelha-se, expressando sua mais profunda gratidão por Seu dom inefável. Aqui está claramente algo que é o primeiro obstáculo à adoração de um filho de Deus – a falta de segurança. Quanto mais eu retenho dúvidas quanto à minha aceitação em Cristo, mais eu permanecerei em um estado de incerteza em relação à expiação por meus pecados no Calvário. É impossível que eu, realmente, adore e louve a Ele por Sua morte por mim; certamente não poderei dizer “eu sou do meu Amado e Ele é meu”. É uma das ferramentas favoritas do inimigo para manter os cristãos no “Cativeiro da Rejeição”, já que seu objetivo é que Cristo não receba dos cristãos a honra de seus corações...
Outro grande obstáculo à adoração é a falha em julgar a nós mesmos pela Sagrada Palavra de Deus. Os sacerdotes de Israel não podiam ir de qualquer jeito até o altar de bronze no átrio exterior do tabernáculo. Era necessário cuidar que, antes que entrassem no Santo Lugar, para queimar o incenso, eles se lavassem na pia. Aproximar-se da pia de bronze nos fala do rigoroso julgamento do crente sobre si mesmo (cf. 1 Coríntios 11.31). O uso de sua água aponta para a aplicação da Palavra a todos os nosso atos e caminhos.
Agora, assim como os filhos de Arão estavam debaixo de pena de morte (Exôdo 30.20) se não se lavassem na pia antes de entrarem no Santo Lugar para queimar incenso, também o cristão hoje deve ter as impurezas do caminho removidas antes que ele possa aproximar apropriadamente de Deus como um adorarador. Falhar neste ponto leva à morte, isto é, eu continuo sob o poder contaminador das coisas mortas. As impurezas do caminho são resultado de minha caminhada através de um mundo de “separados da vida de Deus” (Efésios 4.18). Se isto não for removido, então eu continuo debaixo do poder da morte num sentido espiritual, e a adoração se torna impossível. Isto nos é demonstrado plenamente em João 13, em que o Senhor diz a Pedro “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”. Quantos são os cristãos que, ao falharem em não colocar seus pés nas mãos de Cristo para limpeza, são impedidos de exercer suas funções e privilégios sacerdotais.
Um outro obstáculo fatal à adoração precisa ser mencionado, e este é o Mundanismo, que signifca as coisas do mundo obtendo lugar nos desejos do cristão, seus caminhos tornando-se “conformados com este mundo” (Romanos 12.2). Um exemplo disto é encontrado na história de Abraão. Quando Deus o chamou para deixar a Caldéia e ir para Canaã, ele abriu uma concessão: foi apenas até Harã (Gênesis 11.31, Atos 7.4) e habitou ali. Harã foi uma casa à meio-caminho, uma área inóspita entre ela e as bordas de Canaã. Mais tarde Abraão atendeu completamente ao chamado de Deus e entrou em Canaã, e “edificou ali um altar (algo que fala de adoração) ao SENHOR” (Gênesis 12.7). Mas não existe menção alguma de ele contruir qualquer “altar” durante os anos em que viveu em Harã! Oh, quantos filhos de Deus hoje estão comprometidos, habitando numa casa no meio do caminho, e como conseqüência, eles não são adoradores. Oh, que o Espírito de Deus possa trabalhar de tal forma sobre e dentro de nós que o idioma das nossas vidas, assim como dos nossos corações e lábios, possa ser “Digno é o Cordeiro” – digno de uma consagração do coração por completo, digno de uma devoção imensa, digno deste amor que é manifestado por guardar Seus mandamentos, digno de uma adoração verdadeira. Que seja assim, por amor de Seu nome






terça-feira, 6 de setembro de 2016

CONSERTANDO REDES

A MISSÃO DE CONSERTAR REDES



  Mateus 4. 18-22 : 18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que " lançavam " as redes ao mar, porque eram pescadores.
19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homem.
20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
21 Passando adiante viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, "consertando" as redes; e chamou-os.
22 Então, eles ao mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.


INTRODUÇÃO

EQUILÍBRIO : Estado de um corpo quando as forças encontradas que atuam no mesmo e se compensam mutuamente.Num sentido figurado,o equilíbrio prende-se com a harmonia entre coisas diversas,a moderação,a equanimidade,a sensatez nos juízos de valor e os atos de contemporização.Quem tem equilíbrio consegue circular por diversos caminhos sem chegar a cair,sem perder o controle e sem se prejudicar.

ELUCIDAÇÃO


O chamado e a legitimação dos discípulos seguem 2 conotações:
1. Uma para serem 'PESCADORES DE HOMENS"
2. Outra de 'CONSERTADORES DE REDES"( reparadores,restauradores)

Ao serem chamados 2 lançavam redes e 2 consertavam redes


TEMA : CONSERTANDO REDES

Sei que mesmo uma rede consertada,precisa um dia ser lançada para cumprir seu propósito existencial e que ela não pode ficar voltada para si mesma,mas o consertar representa a conotação de equilíbrio.


1. OS FUROS DO CRISTIANISMO SECULARIZADO

A. AS PREFERÊNCIAS TENDENCIOSAS

Temos "nossas" tendências e preferências,dedicando-nos mais a um segmento e relaxando a outro tão importante como.
Dois extremos:
a) ATIVISMO DESENFREADO

Lançamentos de redes em qualquer lugar e de qualquer jeito.
Um ministério voltado somente para fora,descuidando do INTERIOR,CARÁTER E da IGREJA.
Pescas sem a permissão, direção e o acompanhamento de Deus.Ate que se pega bastante peixe,mas não retém porque as redes estão cheias de furos.Sem reparações,restaurações ou recuperações.
Essa conotação de " consertar "faz parte do modelo de ministério de Jesus.
O equilíbrio entre lançar a rede e consertar a rede é básico para que haja dinâmica na vida cristã.
REDE aqui são as pessoas e  ministérios dos discípulos.Sem manutenção as redes se rompem,devido detritos e o próprio tempo que exige conserto...." rede com buracos não apanha peixe "
Sem manutenção o chamado,a visão e a missão são enfraquecidos
Essa geração possui valores subjetivos,um Evangelho sem compromisso...
Precisamos de conserto,mas onde estão os consertadores?Os reparadores de brechas?Onde estão os Tiago e os João pra consertar os furos da Igreja?


2. OS FUROS DA IGREJA DA NOSSA GERAÇÃO

Por falta de ensino,as redes deixam passar valores,princípios e bençãos.

A. FURO NA SEDE DAS EMOÇÕES

Precisa ser lavada,secada e suturada porque é ai que decisões são tomadas.
Tiago e João costumavam pescar a noite,certamente não estavam tendo sucesso e na luz do dia puderam detectar esses furos e Jesus chega nesse momento.
Diante de fracassos buscamos culpados e desculpas,quando deveríamos puxar nossas redes pra dentro do barco e ver os furos...
Somos capazes de realizar o excelente,mas também de realizarmos o péssimo....redes que com o tempo romperam ou que trazem furos desde o ventre,provocadas por outrem,
Nossa alma é como uma tornerinha chamada "trauma" fica pingando e que não adianta enxugar,logo esta molhado o local novamente.
Confissões sinceras com torneiras de trauma não impedem o pecado.O trauma fura a rede e os sentimentos saudáveis passam.

B. FURO DA DISCIPLINA  PESSOAL 

Precisamos ter uma CONDUTA MODELADORA com base em PRINCÍPIOS E VALORES ,os quais irão equilibrar as várias áreas da nossa vida
Faz parte do alvo do Evangelho um estilo de vida disciplinada no comer,no vestir,no andar,no falar etc..


C. FURO NA VIDA FAMILIAR

Modelos falidos,deturpados,errados provocam crises:

a) CRISE DE IDENTIDADE .Equilíbrio emocional e espiritual trazem um padrão correto
b) CRISE DE MODELOS FAMILIARES.Tipos de pais e mães desiquilibram
c) CRISE DE REALIZAÇÕES.Sem objetivo definido,sem metas estabelecidas,sem planejamento dirigidos por Deus nada pesca.
d)CRISE DA COMUNICAÇÃO.CONFUSÕES NO LAR ROMPE
e)CRISE DE AFEIÇÃO.SEM AMOR O LAR SE ENCHE DE BRECHAS
f)CRISE ESPIRITUAL.SEM DEVOCIONAL A REDE E CHEIA DE FUROS
g)CRISE DE DISPOSIÇÃO.E preciso buscar a drácma perdida e investir

D. FURO NA VIDA FINANCEIRA

Falta da prática de princípios de mordomia abrem furos

E. FURO NA VIDA MINISTERIAL

Frutos?Crescimento?Multiplicação?Corretos?
Indisciplina e expulsar Deus das nossas vidas

CONCLUSÃO

O EQUILÍBRIO É BÁSICO PARA UMA VIDA EFICIENTE
PRECISAMOS PESCAR "LANÇANDO REDES",MAS PRECISAMOS PARAR E " CONSERTA-LAS "
ISSO É BÁSICO PARA QUEM QUER MESMO SEGUIR JESUS















sábado, 3 de setembro de 2016

IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

IMAGEM ( EIDÓLON )E SEMELHANÇA ( EIKÓN ) DE DEUS




INTRODUÇÃO


CONCEITOS


A Bíblia afirma que o homem foi feito criado a IMAGEM de Deus,logo tem relação com Deus.

Traços dessa visão encontra-se na literatura pagã ( Atenienses em Atos 17:28 homem como geração de Deus)

Os pais da Igreja criam que a imagem de Deus no homem consistia de características racionais e morais e,em sua capacidade para a santidade.

Irineu via uma diferença entre IMAGEM E SEMELHANÇA como algo físico e espiritual.

Orígenes rejeitava isso e afirmava que imagem e semelhança era o homem em si e qualidades desse homem cultivadas ou perdidas.

Pelágio via como imagem a capacidade da razão.

O escolásticos viam também uma diferença entre as duas palavras,vendo imagem como as faculdades intelectuais da razão e liberdade e semelhança como justiça original.

Lutero não via a imagem de Deus em nenhum dos dons naturais do homem e imagem como completamente perdida ( justiça original=dom que obrigava-o ser salvo)

Calvino via tudo quanto sobrepuja aos irracionais como imagem de Deus.A integridade que Adão foi dotado com intelecto limpo ,emoções subordinadas a razão e sentidos regulados,fulgindo raios em todo o homem.

Socianos e arminianos viam apenas como o domínio sobre a criação inferior.


VISÃO BÍBLICA



1.  AS PALAVRAS SÃO SEMELHANTES

Em Gênesis 1.26 são usadas as duas palavras,mas no verso 27 somente uma.
Em Gênesis 5.1 aparece apenas  "semelhança ",mas no verso 3,novamente aparece as duas palavras.
Em Gênesis 9.6 contém a palavra " imagem " expressando a idéia completa.
É opinião geral que a palavra " semelhança " foi acrescentada " imagem " para significar " perfeita ".
A  idéia é que o que era arquetípico em Deus era agora ectípico no homem: Deus é o original e o homem é uma cópia,o homem leva a imagem de Deus e é a sua própria imagem ( I Cor 11:7,I Cor 15:49)
Alguns veem a mudança de preposição em Gênesis 1:26 como significativa.

2. IMAGEM SE DENOMINA JUSTIÇA ORIGINAL


Em Gênesis 1.31 afirma que Deus fez o homem muito bem (bom) e reto.
Há quem diga que o homem refeito em Cristo e como leva-lo ao estado anterior.
Não é a um estado de neutralidade mas um estado de verdadeiro conhecimento,justiça e santidade      ( Colossenses 3:10,Efésios 4:24)

3. IMAGEM É MAIS QUE JUSTIÇA ORIGINAL


Ela inclui também elementos que pertencem à constituição natural do homem. São elementos que pertencem ao homem como tal, como as faculdades intelectuais, os sentimentos naturais e a liberdade moral.Esta parte da imagem de Deus de fato foi corrompida pelo pecado, mas ainda permanece no homem, mesmo depois de sua queda no pecado

4, ESPIRITUALIDADE


 Deus é espírito, e é simplesmente natural esperar que este elemento de espiritualidade também ache expressão no homem como imagem de Deus.Deus “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”, Gn 2.7. O “fôlego de vida” (ou “sopro de vida”) é o principio da sua vida, e a “alma vivente” é a própria existência do homem, o seu ser.


5. IMORTALIDADE


Diz a Bíblia que só Deus tem imortalidade, 1 Tm 6.16, e isto pareceria excluir a idéia da imortalidade humana. Mas é mais que evidente, pela Escritura, que o homem também é imortal, nalgum sentido da palavra.O sentido é que somente Deus tem imortalidade como uma qualidade essencial, tem-na em Si e de Si próprio, ao passo que a imortalidade do homem é uma dádiva, é derivada de Deus.
O homem foi criado imortal não apenas no sentido de que sua alma foi dotada de uma existência interminável, mas também no sentido de que ele não levava dentro de si as sementes da morte física, e em sua condição não estava sujeito à lei da morte.Foi feita a ameaça da morte como punição do pecado, Gn 2.17, e que isso incluía a morte corporal ou física, está patente em Gn 3.9. Paulo nos fala que o pecado trouxe a morte ao mundo, Rm 5.12; 1 Co 15.20, 21, e que morte deve ser considerada como o salário do pecado, Rm 6.23.


6. DOMÍNIO SOBRE A CRIAÇÃO


Note-se, porem, que Deus menciona a criação do homem à imagem divina e o seu domínio sobre a criação inferior no mesmo compasso, Gn 1.26. Isto indica a glória e a honra com que o homem é coroado, Sl 8.5, 6.


A IMAGEM E SEMELHANÇA


A doutrina da imagem de Deus no homem é da maior importância na teologia, pois essa imagem é a expressão daquilo que é mais distinto no homem e em sua relação com Deus. O fato de ser o homem imagem de Deus distingue-o dos animais e de todas as outras criaturas. Quando podemos saber da Escritura, até mesmo os anjos não compartem com os homens essa honra, embora às vezes o assunto seja apresentado como se compartissem. Calvino chega a dizer que “não se pode negar que os anjos também foram criados à semelhança de Deus visto que, como Cristo declara (Mt 22.30), a nossa perfeição suprema consiste em sermos semelhantes a eles.Mas nessa declaração o grande reformador não leva devidamente em conta o ponto especifico da comparação presente na afirmação de Jesus.
Os anjos jamais são apresentados como da criação, mas como espíritos ministradores enviados para servir aos herdeiros da salvação.                                                                                                           Em resumo, pode-se dizer que a imagem de Deus consiste (a) Da alma ou do espírito do homem, isto é, das qualidades de simplicidade, espiritualidade, invisibilidade e imortalidade. (b) Dos poderes ou faculdades psíquicas do homem como um ser racional e moral, a saber, o intelecto e a vontade com as suas funções. (c) Da integridade moral e intelectual da natureza do homem, que se revela no verdadeiro conhecimento, justiça e santidade, Ef 4.24; Cl 3.10. (d) Do corpo, não como substância material, mas como o apto órgão da alma, e que participa da imortalidade desta; e como o instrumento por meio do qual o homem pode exercer domínio sobre a criação inferior. (e) Do domínio do homem sobre a terra.



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A PAIXÃO

OS SENTIDOS DA PAIXÃO




INTRODUÇÃO




Paixões não são contentamentos ou desprazeres e opiniões,mas TENDÊNCIAS.
Podem ser também modificação da tendência que vem da opinião ou  do sentimento,que são acompanhadas de prazer ou desprazer.
Essa tendência é forte e duradoura para dominar a vida mental.
"PASCHEIN OU PATBOS trazem em suas formações o sentido de 'PASSIVIDADE".
DESCARTES afirma que tudo que se faz ou acontece de novo é chamado pelos filósofos de "paixao" relacionado ao sujeito que faz acontece.
Aristóteles frisa o AGIR e o PADECER.São inseparáveis,mas designam potencias diferentes.             O 'PADECER" é diferente do "AGIR ":

1. O sujeito encerra em si mesmo um poder de mudar ou mover ajustando,sendo a atualização a ação,fazendo ocorrer uma forma.Não é um poder operar,mas um poder tornar-se( nele ocorre uma forma nova ).A potencia passiva é receber essa forma.

2. Consiste em ser movido.Age sobre alguém mas não e o agente.Na cultura grega por ser indeterminado o ser se move,sinal que nao possui todas as qualidades de uma só vez,logo é dependente:
" É reagindo a uma ofensa que eu sinto raiva "
" Sinto medo se imaginar algo que possa me prejudicar "
A PAIXÃO sempre é algo que me faz reagir de improviso.É sinal que vivo na dependência.
Seres autárcicos não sentem paixão( Um Deus não é irritado.
Conclui-se que para se ter paixão tem que haver mobilidade.A paixão faz parte do mundo sublunar do homem.Temos que contar com a paixão e tirarmos proveito dela.O fenômeno mais forte da paixão é sua passividade para provocar as percepções da alma,tocar nas molas da alma pra prolongar a emoção.É preciso então saber o objeto que vai provocar a variação do juízo.A paixão está inscrita em nosso aparelho.
É a reação às paixões que irá determinar nosso caráter e como temperá-las.Ela determina a escala de valores éticos.É preciso saber dosar a escala passional exata a situação é isso que me capacitará a reagir a provocações( conduta correta).Isso determina se somos ou não virtuosos.Quem refreia as paixões não é virtuoso e sim sofredor,virtuoso é aquele que age corretamente mas em harmonia com suas paixões por as ter dominado,sentindo a paixão adequada.Se eu resisto minhas paixões é sinal que não as dominei.
A paixão madura não e educada,mas insaciável ao agradável,Educado não é o que reprime a paixão,mas o que a domina( usa-as adequadamente),que tem as paixões a sua disposição.
Ninguém pode julgar minha paixão,pois ninguem conhece minhas entranhas,julgam a maneira com que reajo sem saber o que eu sinto.A pulsão que age é que determina,sem nada que a iniba.Sem paixão nada se pode fazer.
Um apaixonado não é um estouvado,mas um desvairado que virou as costas á razão em harmonia com a instancia.
Apatia é o que extirpa a paixão reagindo negativamente aos seus efeitos.Essa anestesia não é insensibilidade,mas um treino a não deixar-se mais interpretá-la.É um pessimo ator que atua mas longe do seu personagem,por isso ela e uma doença,sujeitos de vontades fracas,incapazes.
Destruir a paixão é uma decisão ingenua por tornar a vida danosa ( Não se admira o dentista que extrai o dente para evitar incômodos )




A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS

IMAGEM E SEMELHANÇA


                                                                   (Gênesis 1:26-27)




INTRODUÇÃO



EXISTEM ÁGUAS QUE SE MOVEM EM NOSSA CONSCIÊNCIA,QUE PROVOCAM MOVIMENTOS DA ALMA...FLUXOS DE CONSCIÊNCIA,REFLEXÕES ABSTRATAS,MERGULHOS NA SUBJETIVIDADE.
ULISSES DEFINIU COMO * SÍMBOLOS DA CAPACIDADE HUMANA PARA SUPERAR ADVERSIDADES*
SÃO AVENTURAS SUBJETIVAS,QUE TRAZEM A VITORIA DE CONHECER Á SI MESMO.
NA ODISSÉIA DE HOMERO EXISTE UMA FIGURA INTERESSANTE:A SEREIA QUE COM O SEU CANTO ENCANTA AS PESSOAS,PORÉM,MAIS PERIGOSO DO QUE A ARMA DO SEU CANTO É O SEU SILENCIO,QUE PROVOCA LOUCURA NA EXPECTATIVA DE OUVIR...SÓ SE DERROTA UMA SEREIA,CANTANDO MELHOR.
PRECISAMOS DE UMA EPIFANIA,ALTERANDO O NOSSO MODO DE SER POR MEIO DE UMA MUDANÇA DE SER E PENSAR...SAIBA QUE TUDO QUE FALAMOS ,ESTÁ LIGADO A ALGO ANTERIOR NÃO DITO,ASSIM,A VIDA COMEÇA POR UMA VÍRGULA


Resposta

No último dia da criação, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Então, Ele terminou Seu trabalho com um “toque pessoal”. Deus formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego (Gênesis 2:7). Desta forma, o homem é único dentre toda a criação de Deus, tendo tanto uma parte material (corpo) como uma imaterial (alma/espírito).

Em termos bem simples, ter a “imagem” e “semelhança” de Deus significa que fomos feitos para nos parecermos com Deus. Adão não se pareceu com Deus no sentido de que Deus tivesse carne e sangue. As Escrituras dizem que “Deus é espírito” (João 4:24) e portanto existe sem um corpo. Entretanto, o corpo de Adão espelhou a vida de Deus, ao ponto de ter sido criado em perfeita saúde e não ser sujeito à morte.

A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gênesis 1:28), e o capacita a ter comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.

Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha: em outras palavras, o homem pode raciocinar e fazer escolhas. Isto é um reflexo do intelecto e liberdade de Deus. Todas as vezes que alguém inventa uma máquina, escreve um livro, pinta uma paisagem, se delicia com uma sinfonia, faz uma conta ou dá nome a um bichinho de estimação, esta pessoa está proclamando o fato de que somos feitos à imagem de Deus.

Moralmente, o homem foi criado em justiça e perfeita inocência, um reflexo da santidade de Deus. Deus viu tudo que tinha feito (incluindo a humanidade), e disse que tudo era “muito bom” (Gênesis 1:31). Nossa consciência, ou “bússola moral” é um vestígio daquele estado original. Todas as vezes que alguém escreve uma lei, volta atrás em relação ao mal, louva o bom comportamento ou se sente culpado, esse alguém está confirmando o fato de que somos feitos à própria imagem de Deus.

Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza triúna de Deus e Seu amor. No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3:8 indica comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Todas as vezes que alguém escolhe uma esposa e se casa, faz um amigo, abraça uma criança ou vai à igreja, esta pessoa está demonstrando o fato de que somos feitos à semelhança de Deus.

Parte de sermos feitos à imagem de Deus significa que Adão tinha a capacidade de tomar decisões livres. Apesar de ter sido dada a ele uma natureza reta, Adão fez uma má escolha em se rebelar contra seu Criador. Fazendo isto, Adão manchou a imagem de Deus dentro de si, e passou adiante esta semelhança danificada a todos os seus filhos, incluindo a nós (Romanos 5:12). Hoje, ainda trazemos conosco a imagem de Deus (Tiago 3:9), mas também trazemos as cicatrizes do pecado. Mentalmente, moralmente, socialmente e fisicamente, mostramos os efeitos.

As boas novas são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus, criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24; veja também Colossenses 3:10)