sábado, 9 de setembro de 2017

APELO PAULINO À UNIDADE

A APELAÇÃO DE PAULO A UNIDADE
(I Coríntios 1:10-17)


Paulo apela em nome de Cristo

No versículo dez, a palavra em grego significa literalmente que Paulo apela a eles através do nome de Jesus Cristo. Paulo não estava só declarando sua autoridade apostólica ou falando em nome de Jesus Cristo. Os exortava no único nome que todos os cristãos invocam e no qual todos foram batizados. Essa era a base para sua apelação
.
Paulo apela à unidade

Em um só versículo, existem várias expressões que reforçam a apelação do apóstolo à unidade. O último verbo que usa é muito interessante. Em grego é o verbo "catarizo", que fazia alusão a remendar ossos quebrados ou rede de pescar. É um verbo que denota a ação de reparar algo quebrado. No caso dos coríntios, é a comunhão que tinha sido quebrada e Paulo sabe que eles a
irão reparar.

Paulo apela diante da desunião

Tinham falado a Paulo sobre as discussões e divisões que haviam entre os coríntios. Este é o único dado que Paulo tem a respeito da situação. O versículo doze explica em que consiste o problema. No grego, a expressão que se traduz “sou de” indica uma aliança ou pertencer a alguém. Os membros da
igreja estavam declarando sua aliança ou lealdade a diferentes apóstolos. Parece ainda que uma destas facções reclamava uma união particular e exclusiva com Cristo. Alguns comentaristas têm interpretado que esta única frase, “eu pertenço a Cristo”, é um recurso retórico de Paulo para causar impacto. Mas as quatro expressões são idênticas em sua estrutura gramatical e
mais bem parece indicar que este quarto grupo reclamava uma união especial com Cristo, talvez porque constituia os que O haviam visto ou ouvido pessoalmente.
Sugere-se que entre estes grupos haviam distintas teologias em
competição. Na realidade, no texto não há nenhuma evidência delas. A divisão parece dever-se mais bem a personalidades em conflito do que a princípios ou correntes doutrinárias diferentes. Paulo se sente profundamente afetado por esse conflito e insiste com os coríntios que ele é irmão deles assim como eles o são dele. Ele não é um mestre nem eles o pertencem e, portanto, eles não têm nenhum direito de fazer estas alianças que os dividem entre si.
Ao final do capítulo 3 da mesma carta, Paulo afirma que se alguém pertence a alguém na igreja cristã, são os líderes que pertencem à igreja, e não esta aos líderes.

Paulo apela ao essencial


Há um matiz de urgência na apelação de Paulo, e com razão. A atitude partidarista ou separatista dos coríntios tem implicações muito sérias. Esses desacordos, disse Paulo, são teologicamente ofensivos porque contradizem os fundamentos do evangelho em três sentidos: contradizem a pessoa de Cristo,a cruz de Cristo e o significado do batismo em Cristo. Em outras palavras, Cristo era quem ficava ofendido e negado por todos os grupos.
Paulo mostra que essa conduta é inaceitável por meio de três perguntas retóricas, cada uma das quais se responde negativamente. Acaso está Cristo dividido? É sua primeira pergunta. Acaso há mais de um Cristo? Acaso fracionaram Cristo? Logicamente que não. Seria uma idéia ridícula. Existe um
só Cristo, indivisível. A segunda pergunta retórica do apóstolo é: Foi Paulo crucificado por vocês? Em outras palavras, acaso vocês estão confiando em Paulo e sua crucificação para ser salvos? Aqueles que declaram pertencerem a Paulo estão supondo que ele é quem os redimiu. Só a idéia já era absurda.
Cristo, não Paulo, é quem foi crucificado por eles. E em terceiro lugar, acaso foram batizados no nome de Paulo? Há alguma razão para ter uma aliança especial com algum ser humano por causa do batismo? Com esta argumentação, Paulo enuncia três verdades essenciais do evangelho.
A primeira é que Cristo é um só e indivisível: há só um Cristo, há só uma cabeça do corpo de Cristo. A segunda verdade é que Cristo foi crucificado por nós e, como conseqüência, pertencemos só a Ele. A terceira afirmação tem relação com o batismo cristão. O batismo é testemunho de nossa aliança com Cristo e de nossa exclusiva lealdade a Ele.
Paulo desenvolve o conceito do batismo com toda claridade em
Romanos 6. Fomos batizados na morte e ressurreição de Cristo; a fé é “interna” e o batismo é a demonstração “externa” de que estamos unidos a Cristo em Sua morte e ressurreição. Em outras palavras, Sua morte é nossa morte e Sua ressurreição é nossa. Todos nós somos batizados em Cristo e só nEle.
Paulo sustenta que, com sua atitude sectária, os coríntios negavam as verdades essenciais do Evangelho porque davam a líderes humanos a posição que só Cristo tem. Sacrificavam o nome de Cristo, em cuja morte e ressurreição haviam sido batizados, em troca pelo nome de um ser humano que só os havia batizado fisicamente. O apóstolo se mostra agradecido de não haver batizado a nenhum deles, salvo a Crispo, a Gaio, e a família de Estéfanas. Ninguém mais poderia dizer que havia sido batizado em seu nome .O que Paulo enfatiza é que não tem importância alguma quem é o que batiza. O que realmente importa é em quem somos batizados: em Cristo mesmo. Obviamente, Paulo não diminui a importância do batismo. Sabe que foi instituído por Jesus e que é parte integral da Grande Comissão. Como se depreende de Romanos 6, o apóstolo tinha uma percepção profunda do batismo.
Quanto a sua tarefa, Paulo se define como evangelista. É um pioneiro, chamado por Deus para levar a mensagem aos lugares onde ainda não havia sido pregada. Paulo afirma que a sua pregação não foi com palavras de sabedoria humana “para não fazer vã a cruz de Cristo”. Descobrimos aqui uma dupla renúncia por parte do apóstolo. Renunciou à sabedoria do mundo para pregar a “loucura” da cruz. Ademais Paulo renunciou à retórica e confiou só no poder do Espírito Santo.

O que fazer com as diferenças?

Há uma tensão iniludível entre o que a igreja é e o que deve ser, entre o que a igreja já é e o que chegará a ser. Vivemos esta tensão em nossas congregações, tal como ocorria na igreja em Corinto.

A situação é especialmente evidente na desunião entre cristãos. Sem dúvida há uma só igreja de Cristo, mas não mostramos e nem desfrutamos dessa unidade. A igreja é um povo santo de Deus, comprada pelo precioso sangue de Cristo e santificada pelo Espírito Santo. No entanto, a realidade ambígua da igreja é um desafio para que busquemos santidade e procuremos
unidade em torno da essência do evangelho da cruz de Cristo.

Quando há diferenças sobre temas teológicos sérios, o Novo
Testamento não só permite como ordena a separação da igreja. Em sua carta, o apóstolo João expõe com claridade as doutrinas que não devem ser toleradas dentro da igreja: aquelas que negam a humanidade de Jesus Cristo ou negam o evangelho da graça gratuita por meio da cruz. Quem as sustenta merece uma maldição ou juízo de Deus. Com a mesma severidade se expressa Paulo na carta aos gálatas. As falsas doutrinas sobre a pessoa e a obra de Jesus Cristo de nenhuma maneira podem ser aceitas. Sobre estes assuntos deve aplicar-se a disciplina na igreja, até a excomunhão, porque são verdades centrais do evangelho.

Em compensação, o que devemos fazer sobre os assuntos que são secundários, mas causam divisão? Há muitos temas que nos dividem. Ainda que todos creiamos no Pai, no Filho e no Espírito Santo, entramos em pleitos por muitos temas: a quantidade de água que se necessita para batizar alguém, a interpretação das profecias, porque cremos que certas profecias foram ou irão ser cumpridas. Até nos dividimos por questões culturais em relação à liturgia.
Todos cremos nos dons, cremos que a igreja é o corpo carismático de Cristo e cremos nos ministérios de todos os crentes. No entanto, discutimos sobre quais são os dons mais importantes e como são recebidos.

Há inumeráveis polêmicas sobre assuntos secundários. Como
diferenciamos o primário do secundário, o central e o marginal? Sugiro uma norma que pode ajudar quando queremos dialogar entre cristãos bíblicos, isto é, entre cristãos que consideram a Bíblia como máxima autoridade. Se estivermos igualmente dispostos a submeter-nos à autoridade das Escrituras e chegarmos a decisões diferentes sobre um tema, então devemos concluir que esse é um assunto secundário. Se as Escrituras não são claras para nos levar a uma conclusão única, significa que esse assunto não é central ao evangelho e que sobre esse tema devemos aceitar e respeitar nossas diferenças

Estes são temas aos quais chamamos de adiáfora, isto é, assuntos que não são essenciais senão marginais. Um breve epigrama que vem do século XVII, e que se adjudica a Ruperto Meldinius, é de muita ajuda neste terreno.

Traduzido do latim, expressa:

No essencial, unidade.
No que não é essencial, liberdade.
Em todas as coisas, caridade.


Sem dúvida a igreja pode ser uma comunidade mais harmoniosa e uma esfera mais feliz se nos esforçarmos por viver com este critério. Não deveríamos brigar por assuntos doutrinais secundários. Muito menos brigar por zelos, por ambição ou por questões de personalidade, como ocorreu na igreja em Corinto e ocorre hoje em muitos lugares. Pergunto-me que aconteceria com as divisões eclesiásticas se pudéssemos pensar sobre isto de
maneira honesta. Muitas das nossas divisões respondem mais a diferenças culturais que teológicas. Outras, mais a temperamentos que a princípios doutrinários. E muitas são causadas por ambições pessoais mais do que por ambição em Cristo.
Examinemos nossas motivações. Tenhamos cuidado, ao pregar e
batizar, de não estimular às pessoas a se sentirem mais leais a nós do que ao Senhor. Isto era o que havia horrorizado Paulo. Substituir o nome de Cristo pelo nosso próprio nome é contradizer o evangelho. O apóstolo culmina o capítulo 1 com um chamado à humildade. Pede que ninguém se jacte em outros seres humanos e muito menos em si mesmo: “O que se gloria, glorie-se no Senhor” (1:31). Esse é o essencial. Que nosso anelo seja estarmos cada vez mais centrados em Jesus Cristo, tanto em nossa doutrina como em nossa vida

A IGREJA DE ATOS ( ATOS 4 )

               IGREJA DE ATOS!A IGREJA PADRÃO 

                                                                           ( ATOS 4 )                                      

INTRODUÇÃO




“Biodiversidade” pode definir-se como o conjunto das "DIFERENTES FORMAS  DE VIDA" que existem no Planeta como um todo, ou numa região em particular.
A grande preocupação que existe hoje é a de que o ser humano está  provocando o desaparecimento de muitas espécies num curto espaço de tempo, o que poderá conduzir à redução drástica dessa biodiversidade. 
Esse desaparecimento deve-se à: 
Prática intensiva da agricultura, 
Construção de barragens, 
Crescente urbanização,
Destruição das florestas,
Poluição 
Mas porque é que é tão importante preservar a biodiversidade?
Razões de vária ordem estão na base deste princípio mundialmente aceite – DA PRESERVAÇÃO:
Motivos éticos:Dever moral de proteger outras formas de vida
Motivos estéticos:Preciosidade da natureza 
 Motivos econômicos: Prejudicar atividades já existentes (pesca de uma espécie com elevado valor comercial que está a desaparecer, como o Sável e Lampreia). 
                           Comprometer a sua utilização futura (ex. para produção de medicamentos). 
Motivos funcionais: Perdas ambientais. Isto acontece porque as espécies estão interligadas por mecanismos naturais com importantes funções (ecossistemas), como a regulação do clima; purificação do ar; proteção dos solos e das bacias hidrográficas contra a erosão; controlo de pragas; etc.
Nas últimas décadas a ação humana nos ecossistemas naturais tem vindo a afetar cada vez mais espécie da fauna e flora do planeta. 
As principais causas:
Crescente erosão e desertificação dos solos;
A poluição da água; do solo e da atmosfera por substâncias químicas; 
Aos derrames de crude e de outros poluentes nos mares; 
Ao consumo de alguns animais e plantas e à introdução de espécies exóticas pelo Homem.
Com menor diversidade de espécies a vida na Terra torna-se mais sujeita a alterações ambientais. 
Pelo contrário, quanto mais rica é a diversidade biológica, maior é a oportunidade para descobertas no âmbito da medicina, da alimentação, do desenvolvimento económico, e de serem encontradas respostas adaptativas a essas alterações ambientais.
                                                        CONTEXTUALIZAÇÃO

O livro de Atos é o único registro histórico da Igreja Cristã.
Documento que registra a expansão desde a Palestina a outras partes distantes do mundo.
Esse documento não encerra a história do movimento cristão,é apenas um registro de 30 anos do que Pedro e Paulo fizeram.
O título deveria ser "Atos do Espirito Santo" ( Atos 1:8),onde Lucas,após começar no seu evangelho esses "atos",continua no livro de Atos.
O Espírito não quer salvar e isolar o indivíduo,mas edificar uma igreja.
Aqui está o registro de como se desenvolveu a religião revelada em torno da pessoa de Jesus( Gênesis),concretizando os alvos do Judaísmo.
A Igreja Primitiva não apenas preservou os pilares positivos do judaísmo,mas também o superou em grau de importância  em modalidade de fé.
Em Atos está está documentado essa "PRESERVAÇÃO",atitude vital para a continuidade da vida cristã.
Vivemos dias,em que IMORALIDADE,A DEPRAVAÇÃO E A IRREVERENCIA,tem destruído os princípios espirituais,criando e causando erosões e desertificação,que fazem surgir princípios exóticos que ameaçam  a vida cristã.

  TEMA :  PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS QUE EVIDENCIAM A IGREJA VIVA  ( ATOS 2:42 )


I . PERSEVERANÇA NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS (προσκαρτερονντες  τῇ διδαχή των αποστόλων )

Lendo o Dia de Pentecostes,vemos que esse era o viver comum da Igreja Primitiva ( 1:14 )
Essa perseverança na doutrina,foi inicio da formação do dogma cristã,com base nos ensinos de Cristo,preservado pelos apóstolos e testemunhas oculares
Os atos do Espirito são as bases doutrinárias da nossa fé,numa visão teológica paulina.
Mostra como o judaísmo se tornou indigno como guardião da verdade,passando de progenitor a agressor.
Uma igreja viva é uma igreja que está aprendendo,uma igreja que estuda.
Tres mil alunos com sede e fome da verdade,disposto a absorverem ensinamentos.
"  A PLENITUDE DO ESPIRITO É INCOMPATÍVEL COM O ANTI INTELECTUALISMO "
. ELE É ESPÍRITO DE VERDADE
. CRISTÃO CHEIOS DO ESPIRITO SÃO CRISTÃO CHEIOS DA VERDADE

Precisamos conhecer a Bíblia.
Uma Igreja cheia do Espírito é cheia de Biblia e submetida à Palavra


II . COMUNHÃO E AJUDA MÚTUA( καὶ τῇ κοινωνίᾳ )

a) UNIDADE DE ESPIRITO E AMOR

. Partiam o pão juntos ( Rito comemorativo do sacrifício da Cruz )
. A comunhão real entre pessoas só acontece se a comunhão com Deus é correta: santidade,pureza e conduta.
. Com orgulho,desejo de poder e desconsideração não há companherismo

b) Cooperação na obra do Evangelho
c) Contribuição em prol dos necessitados

A palavra κοινωνίᾳ indica o que se tem " em comum ", "o que compartilhamos"

A GRAÇA ( Recebemos de Deus )

A GENEROSIDADE ( O que damos )

Precisamos achar esse pilar para não sermos marxistas,franciscanos ou egoístas
O primeiro Fruto do Espirito  é o AMOR:
. Precisamos cuidar dos pobres
. Como Igreja precisamos abolir a pobreza
. Ajustar nosso estilo e viver com mais simplicidade por solidariedade

Uma Igreja cheia do Espirito é uma igreja Generosa: " Cheia de Graça "


III. ADORAÇÃO PRAZEROSA E REVERENTE ( τῇ κλάσει τοῦ ἄρτου καὶ ταῖς προσευχαῖς.)

Ter uma vida caracterizada pelo culto e liturgia.

Nessa característica a refeição fazia parte da adoração( comer junto,orar junto)

Cristo passa a ser o centro de suas vidas,assim agiam com simplicidade(uma das qualidades da pureza).

A impureza nos torna complexos pois temos muitos dominadores

Quem tem um só Senhor pode servi-lo com exclusividade...

Ser " sofisticado " é ser pervertido

SINGELA é um solo sem pedras ( unidade e igualdade de caráter ),era demonstrado pelo amor mútuo,pela pureza,pela devoção.

Esse " partir do pão " é uma vida compartilhada ( ágape )com orações comunitárias ( Clamores ).

Uma igreja viva vive tanto o formal como o informal( 46 ):
- Não pode ser um cimento que se resiste a mudanças e precisamos da espontaneidade 

Era um povo com um gozo reverente.
Um dos frutos do Espirito é a alegria.

IV. EVANGELIZAÇÃO CONSTANTE ( 2:47  ὁ δὲ κύριος προσετίθει τοὺς σῳζομένους καθ’ ἡμέραν ἐπὶ τὸ αὐτό.)

Esse viver de princípios diários,consequentemente fazia o Senhor juntar pessoas à comunidade.
O testemunho diário de amor,faz Deus acrescer o número de salvos.

Precisamos ter cuidado com ativismo e tecnologia,

Salvação  e vinculação são dois atos conjuntos

O crescimento não é ocasional ,mas diário quando se vive os princípios de vida

                                          CONCLUSÃO

PRECISAMOS "PRESERVAR" PRINCÍPIOS QUE MANTENHAM A IGREJA VIVA.

EM DIAS DE DEPRAVAÇÃO,IRREVERENCIA E IMORALIDADE,A IGREJA TENDE A DESAPARECER OU GERAR CRISTÃOS EXÓTICOS.

QUEREMOS UMA IGREJA VIVA.

O ESPIRITO SANTO VEIO E NÃO DEIXOU A IGREJA.NÃO PRECISAMOS ESPERÁ-LO,MAS RECONHECER SUA SOBERANIA,VIVENDO OS PRINCÍPIOS QUE FARÃO ELE AGIR NESSA IGREJA.

CERTAMENTE A IGREJA PRIMITIVA É NOSSO PARADIGMA E TAL COMO ELA FOI,EXPERIMENTAREMOS A VIDA QUE ELA VIVEU.

1. ENSINO APOSTÓLICO
2. COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS
3. ADORAÇÃO VIVA
4. EVANGELIZAÇÃO CONTÍNUA











terça-feira, 29 de agosto de 2017

A ORELHA CORTADA

ORELHA CORTADA


JOÃO 18:10


A ORELHA CORTADA

( JOÃO 18:10 )

O texto que nós vamos meditar hoje, foi registrado pelos 4 evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João,
Existem poucas diferenças de uma narração para outra:

Os 3 evangelistas;Mateus, Marcos e Lucas não dizem o nome de quem cortou a orelha de Malco.
João é o único que diz que foi Simão Pedro quem cortou a orelha de Malco, e Lucas é o único que diz que: Jesus curou a Malco e restaurou de novo a sua orelha no lugar.

Esta historia se passa na noite angustiante em que Jesus foi preso em Jerusalém.
Jesus já havia celebrado a ceia com os seus discípulos, e agora ele se dirige ao Getsêmani,
Onde orou em agonia até que seu suor se tornou gotas de sangue caindo sobre a terra,
Já era madrugada quando Jesus estava repreendendo os seus discípulos por que eles dormiam na hora da oração,
Neste momento no meio da madrugada aparece Judas o traidor, com guardas enviados pelos sacerdotes e fariseus.
O objetivo era prender Jesus, como era noite e tudo estava escuro.

Quando os guardas vieram prender Jesus, Pedro arranca da espada e corta a orelha de Malco.
Jesus então se abaixa pega a orelha de Malco e a coloca novamente no lugar. Lc 22:51.


O que podemos aprender nesta passagem bíblica? E que lições tirar desta historia.

1. QUEM ERA MALCO

Malco era servo do sumo sacerdote, muita gente diz que Pedro cortou a orelha do soldado que foi prender Jesus,
Mas, Malco não era soldado, Malco era servo do sumo sacerdote, quer dizer; alguém que servia ao sumo sacerdote almejando um dia se tornar sacerdote.

Para se tornar sacerdote a pessoa tinha que dedicar sua vida de 5 à 8 anos ao estudo da Toráh, a lei de Moises.
Tinha que dedicar-se ao trabalho no Templo; de 12 em 12 horas eles tinham colocar lenha no altar para o fogo não apagar; etc…,
O servo do sumo sacerdote acompanhava o sumo-sacerdote o tempo inteiro,
Na condição não só de aprendiz de discípulo, mas de também de servo

Alem de tudo isto o servo do sumo sacerdote para se tornar um sacerdote tinha preencher os requisitos da lei

O sacerdote não podia ter nada deformado em seu corpo, não podia ter nenhum defeito físico.( Levitico 21)

Agora, entenda! Malco preparou-se a vida inteira para ser um dia um sumo sacerdote.
Naquela noite obedecendo à ordem do seu superior, Malco saiu para prender Jesus e perdeu a sua orelha direita, ficou deformado!


2. ESTAVA NA DIREÇÃO ERRADA


O sacerdócio na época de Jesus estava corrompido, não era como na época do velho testamento,
Em que o sacerdote era alguém escolhido por Deus, o sacerdote desta época era Caifás e ele foi escolhido pelo rei Herodes.Por interesses políticos, para atender os interesses de Roma sempre que necessário.
Malco estava a serviço deste sumo sacerdote corrupto, e cheio de maldade e inveja.

Malco era um homem que se achava na multidão errada, defendendo a causa errada, envolvendo-se com pessoas erradas.

3. A IMPORTÂNCIA DA ORELHA DIREITA

Pedro sacou a espada e cortou a orelha direita de Malco.
A Bíblia faz questão de mencionar que a orelha era a DIREITA. Jo 18.10.
Agora, alem de ficar defeituoso ainda surgiu mais um obstáculo. Malco não tinha mais a orelha direita.

A bíblia diz que na cerimônia de consagração do sacerdote, o sangue era passado na ponta da orelha direita,
E dos polegares direitos dos pés e das mãos, ou seja: sem orelha direita impossível Malco ser sacerdote( Êxodo 29)( Levítico 14 )

Quando Pedro corta a orelha direita de Malco ele perde uma das partes mais importantes nos requisitos para ser sacerdote: a orelha.
É como se naquele momento toda sua vida, todo seu preparo, todos os seus sonhos caíssem ao chão

Quem sabe em algum momento da sua vida cortaram também a sua orelha, não no sentido físico como Pedro cortou a orelha de Malco,mas nos sentido espiritual em dizer que você não pode, que você esta desqualificado, cortar a orelha no sentido da palavra , significa desacreditar em você, colocando um obstáculo entre você e o seu objetivo

. CORTARAM A ORELHA DE JEFTE
. CORTARAM A ORELHA DE DAVI

É isto é o que Jesus faz; ele acredita em quem ninguém acredita, ele estende a mão para quem ninguém estende

Jesus pega a orelha cortada de Malco e a cola milagrosamente no lugar novamente.Quando tudo parecia estar acabado, quando parecia não ter solução pra Malco, Jesus entra na história da vida daquele homem,

CONCLUSÃO

Jesus viu Malco caído ao chão, se contorcendo de dor e atribulado pela idéia de tudo ter acabado ali.
Fazendo aquele implante instantâneo, um verdadeiro milagre, o último milagre de Seu ministério terreno
Jesus não restituiu apenas a orelha direita de um homem, Jesus restituiu os sonhos.

Jesus devolveu a Malco o direito de permanecer no seu posto e tentar chegar aonde ele pretendia.
E isto que Jesus quer fazer na nossa vida! Ele quer restaurar aquilo que foi cortado.
Ele quer colocar no nosso coração novamente a esperança que se perdeu.

Quem sabe hoje aqui você é um Malco e teve encontro com um Pedro cortador de orelhas.
Alguém que tentou frustrar seus objetivos, acabar com seus sonhos.
Eu quero terminar dizendo pra você Jesus Cristo pode reconstruir aquilo que foi quebrado, curar o que está ferido e alicerçar o que está prestes a ruir