quinta-feira, 12 de março de 2020

Sermão Expositivo A humilhação e a Exaltação de Cristo

  A HUMILHAÇÃO E EXALTAÇÃO DE CRISTO
                         (Filipenses 2.6-11)

                      INTRODUÇÃO

1. A doutrina sempre deve estar conectada com a vida
Filipenses 2:6-11 é o texto clássico da Cristologia na Bíblia.
William Barclay diz que esta é a passagem mais importante e mais emocionante que Paulo escreveu sobre Jesus.
Aqui Paulo alcança as alturas mais excelsas da sua reflexão teológica acerca do Filho de Deus.
Porém, o contexto revela-nos que Paulo está tratando de um problema prático na vida da igreja, exortando os crentes à unidade.
Paulo está expondo seu pensamento teológico mais profundo para resolver um problema de desunião dentro da igreja.
A teologia deve sempre estar conectada com a vida:
.Ela determina a ética.
.É a base para a solução dos problemas que atacam a igreja.
.A igreja precisa pensar teologicamente.
  .Paulo sempre se une teologia e ação.
  .Todo sistema de pensamento deve necessariamente converter-se em um caminho de vida.
.Esta passagem é uma daquelas que tem o maior alcance teológico do Novo Testamento.
.A intenção está em persuadir e impulsionar os filipenses a viverem uma vida: .li .de desunião 
.de desarmonia  
.de ambição pessoal.

2. A vida de Cristo é o exemplo máximo para a igreja

.Corrige os problemas internos da igreja de Filipos não apenas lhes oferecendo conceitos doutrinários, mas mostrando-lhes o exemplo de Cristo.
.O melhor remédio para curar os males da igreja é olhar para Jesus,sendo atacada por inimigos externos e por intrigas internas.
.Há uma área em que Cristo não pode ser nosso exemplo:
Não podemos imitir seus atos redentivos 
- Devemos imitar o espírito que serviu de base para esses atos.
A atitude de expandir na vida de cada discípulo(Mt 11.29; Jo 13.12-17; 13.34; 21.19)

I. A HUMILHAÇÃO DE CRISTO (2.6-8)

1. Ele voluntariamente abriu mão de seus direitos (2.6)

. Jesus antes da sua encarnação sempre foi Deus 
.Ele sempre foi revestido de glória e majestade (Jo 17.5). .Ele é o criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis (Cl 1.16).                                                                              
.Ele sempre foi adorado pelos anjos nas cortes celestiais.                                                                              
.A expressão “subsistindo em forma de Deus” (2.6) é muito importante para entendermos a divindade de Cristo.                                                               .Hyparquein descreve aquilo que é essencial e que não pode ser mudado; aquilo que possui uma forma inalienável. 

  .Características inatas, imutáveis e inalteráveis.

 .Paulo começa dizendo que Jesus é Deus em forma essencial, inalterável e imutável.
  .“subsistia em forma de Deus”.
  . Há duas palavras gregas para forma: morphe e schema.
  . Podem ser traduzidas por “forma”,porém "morphe" é a forma que jamais altera,que é a palavra que Paulo usa
  . Jesus não alterou em nada sua "forma" de Deus ( essência e ser imutáveis)
  . Lutero : "Filho do Pai,Deus por natureza"
  . Ralph Martim : " morphe:natureza essencial,"shema" em oposição a forma exterior
.Filipenses 2.6 é que Cristo Jesus sempre foi (e continuará sempre sendo) Deus por natureza, a expressa imagem da Divindade.
.Jesus sempre foi Deus (Jo 1.1; Cl 1.15; Hb 1.3).
.Ele sempre possuiu toda a glória e louvor no céu. Com o Pai e o Espírito Santo, ele sempre reinou sobre o universo.


Há uma outra verdade gloriosa exposta no versículo 6

.O apóstolo Paulo diz que Jesus “não julgou como usurpação o ser igual a Deus”
  . Não considerou a sua igualdade com Deus como “algo que deveria reter egoisticamente
  . “usurpação” é harpagmos.
  . Essa palavra só aparece aqui em toda a Bíblia. 
  . Ela provém de um verbo que significa arrebatar ou aferrar-se
  . Jesus não se agarrou aos  privilégios de sua igualdade com Deus, 
  . Abriu mão dela por amor aos homens.
Ralph Martin afirma que para o Cristo pré-encarnado, ao invés de imaginar que igualdade com Deus significa obter, ao contrário, ele deu – deu até tornar-se vazio.
F. F. Bruce interpreta que não existe a questão de Cristo tentar arrebatar, ou apoderar-se da igualdade com Deus: ele é igual a Deus, porque o fato de ele ser igual a Deus não é usurpação.
Cristo é Deus em sua natureza. Tampouco existe a questão de Cristo tentar reter essa igualdade pela força.
A questão fundamental é, antes, que Cristo não usou sua igualdade com Deus como desculpa para auto-afirmação, ou autopromoção
. Ele  usou a ocasião para renunciar a todas as vantagens ou privilégios que a divindade lhe proporcionava,como oportunidade para auto-empobrecimento e auto-sacrifício sem reservas.
. Jesus não pensou em si mesmo; ele pensou nos outros.
Ele abriu mão de sua glória, desceu das alturas e, usou seus privilégios para abençoar os outros.
Vale a pena contrastar a atitude de Cristo com a de Lúcifer (Is 14.12-15) e com a de Adão (Gn 3.1-7).
Lúcifer declarou: “Eu farei”, mas Jesus disse: “Faça-se a tua vontade”.
Lúcifer não se contentou em ser uma criatura, queria ser o criador; Jesus era o criador e, voluntariamente, fez-se homem.
A humildade de Jesus constitui uma reprovação ao orgulho de Satanás.
Lúcifer não se contentou apenas em ser rebelde, mas invadiu o Éden e tentou o homem à rebeldia.
Adão tinha tudo, era o rei da criação, mas Satanás lhe disse:“Sereis como Deus”.
O homem então, tentou agarrar algo que estava para além do seu alcance e assim precipitou toda a raça humana no pecado e na morte
Adão pensou unicamente em si; Jesus Cristo pensou nos outros.
F. F. Bruce coloca essa questão assim:
  . “Adão, criado homem, à imagem de Deus, tentou arrebatar para si uma falsa e ilusória igualdade com Deus. Cristo alcançou senhorio universal mediante sua renúncia, enquanto Adão perdeu seu senhorio mediante o roubo do fruto proibido”.


2. Ele se esvaziou (2.6,7)

O Filho de Deus deixou o céu, a glória, seu trono, e fez-se carne, fez-se homem, se encarnou.
Aquele que em seu estado pré-encarnado é igual a Deus é a mesma Pessoa que se esvaziou
O verbo grego kenou “se esvaziou”, literalmente significa “tirar algo de um recipiente até que fique vazio” ou “derramar algo até que não fique nada”.
Paulo usa aqui a palavra mais gráfica possível para que se faça patente o sacrifício da encarnação. Do que Cristo se esvaziou?

  . Certamente não foi da existência “na forma de Deus”.(isso seria impossível)
  . Cristo renunciou seu ambiente de glória.
  . Ele pôs de lado sua majestade e glória (Jo 17.5), mas permaneceu Deus.
  . Mesmo em seu estado de humilhação ele jamais se despojou de sua divindade.
Em primeiro lugar, ele renunciou sua relação favorável à lei divina.
Enquanto permanecia no céu nenhuma carga de culpa pesava sobre ele
Entretanto, ao encarnar-se, ele que não conheceu pecado, se fez pecado por nós (Jo 1.29; 2Co 5.1);
Ele que era bendito eternamente se fez maldição por nós (Gl 3.13) e levou sobre seu corpo, no madeiro, todos os nossos pecados (1Pe 2.24).
Em segundo lugar, ele renunciou suas riquezas
O apóstolo Paulo diz:
“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” (2Co 8.9).
Jesus renunciou tudo, até mesmo sua própria vida (Jo 10.11).
Tão pobre ele era que tomou emprestado: 
.um lugar para nascer,.
.uma casa para pernoitar,
.um barco para pregar,
.um animal para cavalgar,
.uma sala para reunir
.um túmulo para ser sepultado.
Em terceiro lugar, ele renunciou sua glória celestial.
Ele tinha glória com o Pai antes que houvesse mundo (Jo 17.5).
Mas, voluntariamente deixou a companhia dos anjos e veio para ser perseguido e cuspido pelos homens.
Em quarto lugar, ele renunciou o livre exercício de sua autoridade
Ele voluntariamente se submeteu ao Pai e diz:
“Eu não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou” (Jo 5.30).

É estonteante refletir que Paulo tenha escrito sobre esse sublime mistério da humilhação de Cristo para ensinar a igreja de Filipos acerca da humildade nos relacionamentos.
Será que haveria pessoas em Filipos que deveriam doar,
ceder, tornarem-se humildes, mas que declarariam:
“Não se pode exigir isso de mim.
.Isso é demais para minha boa vontade!
.”Será que qualquer um deles, Paulo ou os filipenses, ainda pode reivindicar quaisquer direitos no serviço a esse Jesus?

3. Ele serviu (2.7)

. O eterno Filho de Deus não nasceu num palácio
O Rei dos reis não nasceu num berço de ouro nem entrou no mundo por intermédio de uma família rica e opulenta
Jesus nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz
Ele não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45)
Jesus serviu aos pecadores, às meretrizes, aos cobradores de impostos, aos doentes, aos famintos, aos tristes e enlutados.
Quando seus discípulos, no cenáculo, ainda alimentavam pensamentos soberbos, ele pegou uma toalha e uma bacia e levou os seus pés (Jo 13.1-13).

4. Ele se tornou em semelhança de homens (2.7)

O que Paulo quer dizer quando afirmou que Cristo Jesus se tornou em semelhança de homens e foi reconhecido em figura humana?
Aquele que era em forma de Deus e era igual a Deus desde toda a eternidade tomou a forma de um homem num particular momento da história.
embora os homens estivessem certos em reconhecer a humanidade de Cristo estavam errados em dois aspectos:
a) Rejeitaram sua humanidade impecável e sua divindade
   . E ainda que toda sua vida, particularmente, suas palavras e atos poderosos manifestassem “a divindade velada na carne”
b) Rejeitaram suas reivindicações e o odiaram ainda mais por causa delas (Jo 1.11; 5.18; 12.37).

II. A EXALTAÇÃO DE CRISTO (2.9-11)


1. É obra de Deus (2.9)


O apóstolo Paulo faz uma transição daquilo que Cristo fez para aquilo que Deus fez para ele e por ele.
O mesmo que se humilhou foi exaltado e essa exaltação lhe foi dada pelo Pai.
O caminho da exaltação passa pelo vale da humilhação; a estrada para a coroação, passa pela cruz. Deus exalta aqueles que se humilham (Mt 23.13; Lc 14.11; 18.14; Tg 4.10; 1Pe 5.6).
Foi por causa do sofrimento da morte que essa recompensa lhe foi dada (Hb 1.3; 2.9; 12.2)
Deus não deixou Cristo na sepultura, mas levantou-o da morte, levou-o de volta ao céu e o glorificou (At 2.33; Hb 1.3).
Deus deu a Jesus “toda autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18).
Deu a ele autoridade para julgar (Jo 5.27) e fê-lo senhor de vivos e de mortos (Rm 14.9), fazendo-o assentar à sua destra, acima de todo principado e  potestade, constituindo-o a cabeça de toda a igreja (Ef 1.20-22)
Fica claro que esta elevação de Jesus não foi a restituição da natureza divina, porque ele jamais a renunciou,
. Mas foi a restituição da glória eterna que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, da qual voluntariamente havia se despojado (Jo 17.5,24).



2. É uma exaltação incomparável (2.9)




. A expressão “o exaltou sobremaneira” só pode ser aplicado a Cristo.

. O significado desse verso é “superexaltado”.
. Deus, o Pai enalteceu o Filho de uma forma transcendentemente gloriosa.
. Soergueu-o à mais elevada excelsitude.
. Se os salvos vão para o céu, Cristo ultrapassou os céus (Hb 4.14), foi feito mais alto que os céus (Hb 7.26) e subiu acima de todos os céus (Ef 4.10).
. A exaltação incomparável de Cristo constitui-se no fato dele ter recebido um nome que está acima de todo nome (2.9).
. Ele recebeu este nome por herança (Hb 1.4) e por doação (2.9).
. O nome de Jesus, agora, é possessão da igreja.
. A grande ênfase do Novo Testamento é sobre o senhorio de Cristo.
. O Filho de Deus é chamado de Senhor mais de seiscentas vezes no Novo Testamento.
. Somente os que confessam que Jesus é Senhor podem ser salvos. A Bíblia diz que quem tem o Filho tem a vida.

3. É uma exaltação que exige rendição de todos (2.10)

. Jesus será adorado por toda corporação de seres morais, em todos os setores do universo.
. Os anjos e os seres humanos redimidos farão isso com intenso regozijo, enquanto os condenados farão isso com profunda tristeza e profundo remorso (Ap 6.12-17).
, Ambos, o universo e a Igreja unem-se num reconhecimento comum, e num tributo unânime.
. Na segunda vinda de Cristo os três mundos vão se dobrar aos seus pés:os céus, a terra e o inferno.
. Todo o joelho vai se curvar diante do poderoso nome de Jesus no céu (os anjos e os remidos),na terra (os homens) e debaixo da terra (demônios e condenados).
. Com que júbilo se ajoelharão diante de Jesus aqueles que foram salvos por ele.
. Com que pavor cairão de joelhos aqueles que passaram orgulhosamente por ele ou o rejeitaram!
. Naquele dia todo joelho vai se dobrar, toda língua vai confessar que Jesus é Senhor, mas nem todos serão salvos.

4. É uma exaltação proclamada universalmente (2.11)

 .Toda língua vai confessar que Jesus é Senhor.
. Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Todo-poderoso Deus, diante de quem os poderosos deste mundo vão ter que se curvar e confessar que ele é Senhor.
. Aqueles que zombaram dele, vão ter que confessar que ele é o Senhor.
. Aqueles que o negaram e nele não quiseram crer, vão ter que admitir e confessar que ele é Senhor.
. Essa confissão será pública e universal. Todo o universo vai ter que se curvar diante daquele que se humilhou, mas foi exaltado sobremaneira!
. Isso não significa, obviamente, que todas as pessoas serão salvas.
. Somente aqueles que agora reconhecem que Jesus é o Senhor o confessam como tal serão salvos (Rm 10.9).
. Porém, na segunda vinda de Cristo nenhuma língua ficará silenciosa, nenhum joelho ficará sem se dobrar.
. Toda as criaturas e toda a criação reconhecerão que Jesus é Senhor (2.11; Ap 5.13).

5. É uma exaltação que tem um propósito estabelecido (2.11)

A exaltação de Jesus tem dois propósitos claros:
Em primeiro lugar, que todos, em todos o universo reconheçam o senhorio de Jesus Cristo.
. Deus o exaltou, o fez assentar à sua destra e o constitui o Senhor absoluto do todo o universo.
. O senhorio de Cristo foi a grande ênfase da pregação apostólica (At 2.36; Rm 10.9; Ap 17.14; 19.16).
. Importa que todos, em todos os lugares, de todos os tempos reconheçam e confessem que Jesus é Senhor.
. Em virtude do poder e majestade de Jesus Cristo, e pelo reconhecimento de que ele é o Senhor, toda língua o proclamará.
. Pense nos termos pelos quais temos o privilégio de darmos glória a ele.
Em segundo lugar, que o Pai seja glorificado pela exaltação do Filho. O fim último de todas as coisas é a glória de Deus (1Co 10.31).
. Paulo há havia advertido contra o pecado da vanglória (2.3).
. Toda a glória que não é dada a Deus é glória vazia, é vanglória.
. Cristo se humilhou e suportou a cruz para a glória de Deus (Jo 17.1).
. Ele ressuscitou e foi exaltado para a glória de Deus (2.11).
. O senhorio de Cristo não compete com o de Deus, nem a entronização do Filho ameaça a monarquia única do Pai.
. Cristo rege para a glória de Deus Pai. Sua soberania é dom do Pai (2.9).
. Aquilo que ele recusou-se a usurpar egoisticamente, num ato de enaltecimento próprio, destituído de sentido, aprouve ao Pai conceder-lhe, agora.
. A última palavra é Pai, como que para enfatizar que, agora, no Cristo pré-existente, encarnado, humilhado, exaltado, Deus e o mundo estão unidos,e um novo segmento da humanidade, um microcosmo da nova ordem de Deus para o universo, está nascendo (Ef 1.10).

CONCLUSÃO

. Toda a vida e obra de Jesus não apontam para sua glória pessoal, mas objetiva a glória de Deus.
. Jesus atrai os homens para si para poder levá-los a Deus.
. Na igreja de Filipos havia alguns que tinham o propósito de satisfazer suas ambições egoístas.
. Porém, o único propósito de Jesus era servir a outros ainda que isso tenha lhe custado a maior de todas as renúncias.
. Enquanto alguns membros da igreja de Filipos queriam ser o centro das atenções, Jesus queria que o único centro da atenção fosse Deus.
. Assim, também, o seguidor de Cristo nunca deve pensar em si mesmo, senão nos demais; não deve buscar sua própria glória, senão a glória de Deus






quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Quarto de Guerra

                                              QUARTO DE GUERRA

"Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais." ( Efésios 6:12 )

                                           I N T R O D U Ç Ã 0

"A oração é uma arma poderosa..."
.Casal em uma crise conjugal e não chegam à um acordo
.A esposa conhece uma senhora idosa que lhe mostra o poder da oração
" Por mais difícil que seja,considere que o erro possa estar em você "
.Vitórias não se conquistam ao acaso,a vida é feita de árduas batalhas
- Nossas batalhas não são carnais(físicas),mas espirituais(invisível)
- Cada  decisão  na vida possuem lutas nas quais precisamos de: preparo,  paciência e resistência
- A vitória numa guerra exige "estratégia" adequada.
- A esposa lutava,mas usava a estratégia errada

                                          E L U C I D A Ç Ã O

. Identifique o inimigo ( podemos estar lutando contra a pessoa errada )
- Paulo indica quem são nossos inimigos : Satanás e seus comandados
- Cristo derrubou as barreiras e Satanás tenta reconstruí-las,espalhando as sementes da discórdia e do pecado
- Verso 12 é contra eles que devemos "guerrear"
- Ele passa a mostrar uma metáfora com um soldado armado para entendermos essa "guerra"
- Conhecer o inimigo é uma preliminar para a vitória na batalha
- Subestimar tira a necessidade de usarmos a armadura e suas armas
- Há uma força organizada contra nós: forças demoníacas:
1. Poderosas ( Principados e potestades ) hierarquias do inferno,que não admitem a derrota e são usurpadores
2. Malígnos ( Dominadores ) destruidores,que amam as trevas (pecado),agentes secretos do mal,sem princípios morais,sem códigos de honra e nem sentimentos.Inescrupulosos e implacáveis.
3. Astutos  (Ciladas e estratégias),sagacidade tática com enganos engenhosos.
    Transforma-se em "anjo" de luz,disfarçando-se de pastor ou ovelha
   Às vezes ruge como um leão,mas é sutil como a serpente ( intimidação e insinuação)
   Maior estratégia : Persuadir que ele não existe
    - Pior atitude da Igreja: esquecer que satanás existe ( Lloyd Jones ) e culpamos pessoas pelos "dardos inflamáveis"
Como resistir à tanta força?
Somente o "poder de Deus"
- O mundo em que eles vivem tem o dominio de Cristo (regiões celestes)
- Precisamos usar : poder (dinamis),força (kratos),fortaleza ( ischus) de Deus ( 1:19)
- 2 mandamentos :
a)  Sede fortalecidos
b) Revesti-vos da armadura
- Sem isso estamos expostos
Cada peça tem uma função mas vamos falar sobre a ORAÇÃO ...
O inimigo pra ser vencido tem que ser desmascarado,pois gostam de iludir,cristianizando ou neutralizando
Como discernir?Como enxergar?Onde eles estão escondidos?Quais os disfarces?
Guerra foi parte integrante do ministerio de Cristo
A "oração" não é apenas uma peça dessa armadura,mas ela deve estar permeando todas as outras peças
Sem oração as peças se tornam uma ação mecânica
Ele traz um acréscimo aqui : Oração "no" Espirito ( induzida e guiada por Ele)
1) Em todo tempo (regular e constante)
2) Com toda oração é súplica( formas variadas)
3) Com toda perseverança ( vigilancia)
4) Por todos os santos ( unidade )
Sem oração somos débeis,Paulo era sábio e humilde sobre a necessidade da oração ( 19 )

                                                            PORCOS NA SALA

Como o porco era um representante de um tipo espiritual no mundo natural,os demonios são no mundo espiritual
- O judeu se protegia do contato com porcos
- O cristão deve se proteger do contato com demonios
Quando esses "habitam" controlam melhor uma pessoa ( endemoniamento)
 - Jamais possuído ( 1 Pedro 1:18-19 ) ( 1 Corintios 6:19-20 )
 - Restauração envolve essa libertação : Oração é básica no processo
 - Corpo é um "portal" ( casa ) Mateus 12:43-44
- Comum espirito falar "Esta casa é minha "
- Porco não podia ser comida para judeu ( metáfora Colossenses 2:15-17),representa um espirito
     - Judeus se protegia do contato
    - Cristão deve se proteger do contato com espiritos
. Se uma manada de porcos entrar na sua sala?
    - Mandaria embora sem cerimônia
    - Essa deve ser nossa atitude com espiritos malignos: expulsá-los
    - Como Jesus purufica o Templo?
    - Como puruficamos nossas vidas?
. Como os porcos os demonios só poluem
   - Muitos gostam da poluição
   - Estão conformados e não reagem
   - Amigos de porcos
   - Filho pródigo comia a comida dos porcos,mas há vida melhor
   - Cheiro de chiqueiro é incompatível
   - Sem estratégias e conformados
. Jesus tirou a armadura de satanás ( Lucas 11:20-22 )
   - Usemos de autoridade e poder
   - Espiritos ficam ocultos e sem oposição fazem morada
   - Não se envolver é não se importar com:
          . Nós mesmos
          . Familia
          . Igreja
          . Cidade
. Se não conhecemos nosso inimigo não estamos nem na primeira fase da guerra
   - Efésios 6:10 "ciladas" = métodos
- Na guerra a primeira fase é a libertação de nós mesmos
   - Fale : vocalize sua posição em Jesus (satanás é teimoso)

                                   APRENDENDO O QUE É A ARMA DA ORAÇÃO

terça-feira, 27 de agosto de 2019

JONAS O MISSIONÁRIO SUCEDIDO QUE FRACASSOU

                     JONAS OS MISSIONÁRIO BEM SUCEDIDO QUE FRACASSOU

                                                      INTRODUÇÃO

Em 397 Ambrósio,governador em Milão,foi à igreja onde teria a eleição do novo bispo,devido a agitação do arianismo e disputa de partidos políticos interessados no cargo.

Ambrósio exorta o povo com eloquência e conseguiu acalmar o povo,exortação que o deixou famoso.

Um menino no meio do povo grita: "Ambrósio bispo " - O que foi imitado por todos.

Esse clamor pôs fim à carreira política de Ambrósio:

- Ele vai para a prisão e manda torturar presos,querendo manchar sua reputação

- Trancou-se em casa com prostitutas,querendo não ser chamado de bispo

- Tentou fugir e se esconder tentando ser esquecido

O futuro mentor de Agostinho teve que render-se e tornar-se bispo

                                             CONTEXTUALIZAÇÃO


Ambrósio não está só,tanto a Bíblia como a história mostram  a relutância e o temor de muitos que são chamados ao ministério profético e ensino,mas emblemático como "Jonas" não existe:

O  maior missionário de todos os tempos que fracassou:

- Não queria ir
- Não queria pregar
- Não queria o arrependimento dos ouvintes

Jonas tem um agravante: Não havia um clamor popular,mas um chamado direto de Deus,que oferece misericórdia e graça,através de um pregador que não queria a mudança dos seus ouvintes,que aproveita a missão para:

- Trabalhar na vida do profeta

- Ensinar lições preciosas

- Coloca-o numa aventura fascinante,em um chamado extraordinário,uma fuga  alucinada,um encontro com a morte,uma oração sincera,uma aparição impressionante e um final sem conclusão.

1. DE COSTAS : VOCÊ SABE O QUE DEUS QUER QUE VOCÊ SAIBA? ( Jonas 1 )

Assíria era a grande capital mundial (770 a.C.) e incomodava a Síria que deixava Israel em paz,reinando Jeroboão II,reconquistando terrenos segundo a profecia do próprio Jonas ( 2 Reis 14)

Você sabe o que Deus quer que você saiba?

- O que Ele quer que você saiba?

1. Deus não é como nós ( Jonas 1 )

- Onde Deus está operando?(Império cruel,violento,impiedoso)

- Porque não no Egito?Porque não em Judá?(Usam o nome de Deus mas não O ama.violam seus mandamentos,Israel é uma vergonha no cenário mundial

- Deus age nos lugares mais surpreendentes

- Onde encontramos um profeta?Em Gate-Hefer(Perto da futura Nazaré)

- Jonas era de lá e era discípulo de Elias,que influenciou Amós e Osíeas

- Há 2.000 anos atras,onde você procuraria o Messias?

- Em Nazaré?Numa carpintaria?

- O maior pregador do Sec.XVIII?

- Em Gloster,num pequeno bar da esquina,em cima desse bar em um apartamento George Whiterfield

- Ninguém limita Deus : Não despreze uma criança,gordinha que devora livros,não gosta de futebol Spourgeon

- Versículo 2 : Deus não diz o que você espera que Ele diga (Jonas não gosta )
- Ele queria uma Assíria (Nínive) perversa e que Deus a destruísse,deixando de ser uma ameaça

- Mas ele sabia que se fosse pregar juízo Deus traria arrependimento,pois é bondoso,amoroso e perdoador

- Deus diz o que não esperamos: Devemos pregar à cada indivíduo

- É Deus quem dita o ritmo

- Jonas não gostou e andou de costas: No porto de Jope,pega um navio para Tarsis

- O que Deus fez? Nada

- Versículos 4-7 Deus governa ( ventos e ondas )O que é necessário para gerar um vento?Para uma brisa?(Anos de preparo)

 - Deus mandou um forte vento ( marinheiros assustados,temerosos)

- Versículos 6 e 10 sabiam que era uma ação divina ( ira )(tempestades são manifestações da bondade de Deus)

- Esvaziam o navio e oram aos seus deuses,o navio não partiu

E o profeta?O profeta dormia 

- Há muitos redimidos insensíveis

- Deus grita e até o ímpio ouve,mas eles não

Versículo 6 O vento,a onda não acorda Jonas,mas o capitão faz a ficha de Jonas cair

- Até a "sorte" Deus governa ( desodorante calvinista )

- Não podemos fugir de Deus

Versículos 8 a 12 Age à sua maneira ( tem seu ritmo e seu modo )

- Deus usa perguntas : Pregamos uma hora e as pessoas esperam 50 perguntas ( Porque ele não para?)

- Deus usa respostas : Sou hebreu e temo ao Senhor ( O que devemos fazer com você?)

- Jonas dá uma resposta "me sacrifiquem"

- A importância da palavra,pregar mais que cantar,palavra centro (Jesus é o verbo,a Palavra encarnada,a fé vem pela Palavra

Versículos 13  a 17 ele salva incrédulos.

- Não adianta a obra humana ( 13 )

- Ira divina só pode ser aplacada por um sacrifício

- (14) Que oração:urgente,emotiva e intensa ( Deus usou um intérprete bêbado para salvar índios)

- Obedecem,temem,adoram e se consagram (Jonas o sucedido missionário fracassa e colhe frutos: Mateus 12:38-41 Jonas será o sinal)

2. JONAS DE JOELHOS ( VOCÊ ORA? JONAS 2 )

Jonas foi tragado e vomitados por um peixe ( 2 Reis 14:25 Jonas existiu,Jesus confirma )

- Deus fala ao peixe e este vomita Jonas. ( Uma parábola? )

- Para Jesus Jonas foi um personagem histórico

- Jesus fala do arrependimento verdadeiro dos ninivitas

- Há histórias de homens que foram engolidos por peixes ( tubarão branco ) no Mediterrâneo

    - Já acharam até cavalo dentro desses peixes

1. Você é forçado a orar ? ( 1:17 a 2:10 Primeira vez que o missionário ora )

- Lançado na água,o mar se acalma mas ..... vem a escuridão,calor,fedor

- Literalmente nas mãos de Deus

- Lutero passou por uma situação,mas ora pra um santo

" Um coração que não ora não é um bom sinal "

- Orar é dizer a Deus tudo que está no seu coração:

a) Não somos convertidos
b) Estamos desviados
c) Ou apostatamos

- Precisamos de ser homens de oração e mulheres de oração

  . Melhor oração forçada do nenhuma oração

- Situações colocam pessoas à voltar a orar( doenças,desilusões)

  . Providência divina eficaz

2. Você pode orar de qualquer lugar ( Vs 1 de dentro do peixe )

   . Local?Profundidade?

   . Do deserto,Templo,Sinagoga,Jardim,Quarto (Todo lugar é sagrado)

   . Nos movemos em Deus,mais perto de nós do que nós mesmos

   . Jonas desobediente,mas ora

   . Filho Pródigo "Pai o vê de longe,corre e o abraça"

   . Ore mesmo longe,de onde estiver

   . Há um caminho de volta para os filhos ( restauração )

3. Sua oração não vai impedir que sua jornada pare ( vs 10 )

- Vá para Nínive ( Qual a sua desobediência?)

- Deus não nos dispensa

- O que procrastinamos terá que ser feito um dia

- Não gostamos de oração,mas tenha uma boa consciência da sua responsabilidade

4. Jonas 2 

a) Reconhece que Deus é Deus (1) quanta coisa ele passou( 8),básico para a restauração,(7-8) lembra e ora (3-6) Deus quem fez tudo

. Corremos de Deus,mas Ele continua à nossa frente (graça)

. Fugimos,mas queremos Deus ( John March )

. Como criança que brinca correndo dos pais e se conforta em seus braços,assim somos nós e Deus ( Nosso grande problema é Deus,que não nos deixa fugir d'Ele)

(9) Dedica-se novamente ao serviço do Senhor ( recomeça )

  - Arrependimento genuíno,real,mesmo que incompleta ainda,pois começa no dia da conversão e vai até o final da vida


3. JONAS À PÉ ( JONAS 3 : VOCÊ SABE O QUE É ARREPENDIMENTO?


. Contem a a história do maior arrependimento da história ( mais do que no V.T.,mais que no Pentecostes,mais que em qualquer época da história ( Crisóstomo no sec IV 3 mil batismos num dia,Um sermão levou 500 pessoas na Escócia,em 1860  100 mil pessoas se convertem em uma cidadezinha no pais de Gales ( 1% da população da época)

. Na história nada se compara a Jonas 3.O mais bem sucedido de todos os tempos

. Jesus cita isso,que os ninivitas convertidos julgarão a geração de Jesus que não se arrependeram

. Alguns de nós não nos arrependemos com pregadores ecléticos,mas os ninivitas converteram com 1 só sermão e de 1 frase,de um pregador irritado.Pregação de juízo.Isso torna nossa condenação mais séria,pois pregamos juízo e misericórdia


1. Versículos 1-4 A vida cristã é muito difícil 

   . Revelação incrementada,pois foi um somatório de revelações

   . Jonas apregoava para ninguém ir a Nínive e nem ele queria ( vs 2 ),não gostou ,mas sabia que desobedecer não adianta.

    . Jonas começa a caminhar na cidade ( 3 dias para caminhar por ela toda )(1.200 km )

    . Caminhar desmotivado é uma canseira ( cidade principal e mais 3 povoados( numa circunferência 3 dias)

    . Assírios eram violentos ( cortavam orelhas,furavam os olhos,sufocavam corpos sem roupa em pilhas)

    . Pregar uma mensagem de juízo de destruição que em 40 dias aconteceria

    . Jesus fala de como é difícil o caminho da cruz,mas ela é tomada voluntariamente

    . Em uma Igreja cristã no  Casaquistão tem uma foto dos que foram assassinados e isso é ensinado aos jovens de como ser cristão é dureza ( Isso é dureza),o restante não é difícil.


2. O arrependimento é dureza ( 5-9 )

- Os ninivitas creram em Deus não em Jonas ( acredite no que Deus fala e faz não no que um pregador fala e faz )

. O foco dos ninivitas era Deus e não em Jonas e a Ele se achegaram

. Pecado é coisa séria,pois traz condenação

. Como isso aconteceu?( Na Argentina um homem foi engolido por uma baleia,essa foi capturada e acharam um homem dentro dela,branco de tantos dias ali ).Quem abriu os olhos dos ninivitas foi Deus e não Jonas.Isso chega ao rei e este se rende.Só há uma porta para o céu:curvar e ficar do tamanho de uma criança,se envergonhar e se arrepender,não por medo das consequências,mas vergonha de quem somos(pecador),Cristo veio salvar pecadores (consciência disso)( o coração é podre).O rei faz um "decreto" que se arrependam por dias.

. Acreditaram na ira de Deus.( Olhemos pra nós hoje: estamos numa posição melhor para entendermos isso)

3. Deus se compadece ( último versículo)

- Deus vê tudo ( prescruta) e todos e Deus se enche de compaixão (misericórdia) e não nos dá o que merecemos

- A contagem dos 40  dias começa .O que eles fizeram?Levaram a vida normal que levavam?

- A alma é feita de pensamentos,emoções e vontade.O arrependimento atinge todas elas

4. JONAS  ( JONAS 4 ) SENTADO :VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A APRENDER COM DEUS?

JONAS 3:10 A 4 

3 VERDADES 

1) DEUS NÃO É COMO NÓS ( NÃO ESTÁ MAIS IRADO COM NÍNIVE )

. Deus se alegra com quem se arrepende (voltam) 

. Coloca a melhor túnica(honra),o melhor anel(filiação),o melhor sapato( livre),anjos cantam

. Jonas com raiva,pois ama Israel mais que tudo,mas deus ama todas as nações

. Mesmo irados Deus nos ouve 

. Usando um povo maligno para repreender Israel e Jonas reclama ( Deus é tardio em irar-se )

. Irado  porque Deus não é como ele,não quer que Deus seja Deus

. Jonas foi longe ( 3 ) em sua ira ( Cansado de pregar mas não parava)

. Deus aguenta nosso egoísmo

. Todos que oram resmungam ( A ira divina é terrível mas é tardio )

 - "Tens direito de se irar"?

. deuses gregos eram para mal humorados,deuses animistas de hoje,deuses inventados são explosivos

. O Deus Verdadeiro é tardio em irar-se pois não é como nós

- Deus justifica por graça

2 (5-9) DEUS NÃO ENSINA COMO NÓS NOS ENSINA

. Se afunda numa ramada

. Emocionalmente arrasado ( não queria nada com ninguém)

. O que faríamos se Jonas fosse nosso filho?

. Deus corrige seus filhos,mas não como nós fazemos(Ele mostra que Ele é Deus gentil)

. Uma planta cresce e faz uma sombra na ramada de Jonas e ele está grato

- Sem espaço para Deus (7),Deus prepara um verme que morde a planta

- Exposto ao vento e ao sol de Deus (ira ),conforto removido

- Você tem direito à essa ira?

 . Deus não destrói Nínive,mas destrói a planta
 . Somos egoístas e iramos quando Ele nos mostra isso


3. ( 10-11) DEUS ENXERGA O QUE RECUSAMOS ENXERGAR

. Preocupado com seus próprios desejos

- Não enxerga o que Deus enxerga ( 500 mil habitantes arrependidos e crianças )

- O que vemos nas multidões?O que Deus vê nas multidões?


                                                               CONCLUSÃO

SERMOS PIEDOSOS 

COMO TERMINA O LIVRO?UM DIÁLOGO ENTRE DEUS E JONAS

DOCUMENTA O QUE DEUS FEZ COM ELE

LIVRO MISSIONÁRIO : " PREGAR À TODA CRIATURA "

 - COMO CONTRIBUÍMOS PARA ESSA MISSÃO?
 - O QUE FAZEMOS PARA FORTALECER A IGREJA?





                                                  

Inerrancia

Num post anterior mencionei a inerrância da Bíblia. Por ser um conceito muito mal entendido e muito atacado, acredito que mereça um post explicativo. Como eu sei que não tenho procuração de todos que acreditam na inerrância da Bíblia para falar por eles, vou falar por mim somente.

Creio que a Bíblia foi escrita por autores sobrenaturalmente inspirados por Deus a ponto de ser verdadeira em tudo o que afirma, e isto não somente em matérias de fé e história da salvação. Ela é livre de erros, fraude e enganos. A Escritura não pode errar por ser em sua inteireza a revelação do Deus verdadeiro. Ela não é somente uma testemunha da revelação e nem se torna revelação num encontro existencial. Ela permanece a inerrante Palavra de Deus independentemente da resposta humana.

Estou persuadido de que o sentido básico desse conceito não foi inventado pelo escolasticismo protestante pós Reforma e nem pelos fundamentalistas históricos do início do séc. XX em reação ao liberalismo teológico. Sei que o termo “inerrante” só apareceu na Igreja a partir dessa última controvérsia. Contudo, para mim, é evidente que o conceito está presente na fé da Igreja desde o seu início. Apesar disso, não acredito que abraçar a inerrância é essencial para a salvação. Negá-la, todavia, pode eventualmente trazer prejuízos para a vida espiritual da igreja, abrindo a porta para males morais e espirituais.

Ao dizer que a Bíblia é inerrante, não estou negando que erros de copistas se introduziram no longo processo de transmissão da mesma. A inerrância é um atributo somente dos autógrafos, ou seja, do texto como originalmente produzido pelos autores inspirados por Deus. Muito embora hoje não tenhamos mais os autógrafos, pela providência divina podemos recuperar seu conteúdo, preservado nas cópias, quase que totalmente, através da ajuda de ferramentas como a baixa crítica ou a manuscritologia bíblica. A ausência dos autógrafos não torna a inerrância bíblica irrelevante, como dizem alguns. Se não temos os autógrafos para provar que eles não contêm erros, eles também não os têm para provar que contêm. Lembro que o ônus da prova é deles.

Quando digo que a Bíblia é inerrante, não ignoro estudos recentes na área de linguagem que apontam para os ruídos inerentes na comunicação, como o desconstrucionismo. Tais dificuldades, contudo, não impedem que o Deus que nos fez à sua imagem e semelhança, e que criou a linguagem, a use como meio claro de sua revelação inerrante, a ponto de nem a cultura e nem a pecaminosidade humana distorcerem o que ele quis de fato nos dizer.

Também não estou dizendo que os autores bíblicos receberam conhecimento pleno e onisciente acerca do mundo, quando escreveram. Não creio em inspiração mecânica ou em ditado divino que anulou a humanidade dos autores. Eles se expressaram nos termos e dentro do conhecimento disponível em sua época. Assim, eles descrevem que o sol nasce num lado do céu e se põe no outro, ou ainda mencionam que o sol parou no céu (Josué). No livro de Levítico se diz que a lebre rumina e que o morcego é uma ave. Sabemos que pelas convenções técnicas atuais lebres não ruminam e morcegos não são aves. Os autores bíblicos, entretanto, estavam se expressando em linguagem coloquial, fenomenológica, como observadores. E do ponto de vista do observador, o sol de fato se move no céu. E na Antigüidade, todos os animais que mexiam com a boca após comer pareciam ruminantes e tudo que tinha asas e voava era ave!

Sei também que não posso explicar todas as dificuldades da Bíblia em termos absolutamente satisfatórios. Por exemplo, a harmonia dos Evangelhos continua sendo em parte um desafio para autores comprometidos com a inerrância bíblica, pois nem sempre se consegue achar uma explicação plena (ainda) para alguns dos problemas levantados pelas aparentes discrepâncias entre os Evangelhos e entre Crônicas e Reis. Sei, no entanto, que não posso aceitar soluções que impliquem numa diminuição da autoridade das Escrituras, sugerindo contradições ou erros. Prefiro aguardar até que mais informações nos ajudem a achar soluções compatíveis com a natureza da Escritura e sua divina origem.

Ao afirmar a inerrância da Bíblia não estou ignorando que, com freqüência, as teorias científicas sobre a história da terra têm sido usadas para desacreditar o relato bíblico da criação, do dilúvio e sua cosmovisão geocêntrica. Entendo, contudo, que não é correto avaliar a veracidade da Bíblia mediante padrões de verdade que são distintos do seu propósito e que se baseiam em conclusões provisórias, efêmeras e freqüentemente desmentidas a posteriori por outros estudiosos e cientistas. A Bíblia não é um livro científico, nos padrões modernos, e frequentemente se refere aos fenômenos naturais usando a linguagem descritiva do observador, como já mencionei, a qual não é cientificamente analítica.

Por fim, estou consciente de que às vezes ocorre na Bíblia o que estudiosos modernos chamariam de erros de gramática com base no que se conhece hoje do grego, hebraico e aramaico. Sei que autores bíblicos citam outras partes da Bíblia de maneira livre, que eles usam números arredondados e que relatam os mesmos eventos de diferentes perspectivas, como no caso dos Evangelhos. Essas coisas, todavia, em nada prejudicam a inerrância da Bíblia. Ela permanece plenamente confiável em tudo que afirma, uma vez que a tomemos em seus próprios termos, sem impor-lhe a camisa de força da visão de mundo moderna, moldada por pressupostos secularizados e anticristãos.

A negação da inerrância da Bíblia é típica da esquerda teológica protestante e católica(*), afetada por uma cosmovisão oriunda das filosofias e ideologias que emergiram do Iluminismo, trazidas ao Brasil por cursos de teologia oferecidos em instituições de ensino públicas ou de denominações não mais comprometidas com os itens da fé cristã histórica. Junto com a negação da inerrância geralmente vem uma postura liberal quanto a casamento, divórcio, aborto, eutanásia, sexo antes do casamento, homossexualismo, etc. Há exceções e quero deixar isso claro, para não fazer generalizações injustas.

Ao terminar esse post, perguntei a mim mesmo se não é teimosia continuar a acreditar na inerrância da Bíblia depois de ter listado tantas dificuldades e feito tantas ressalvas. Quando penso, por outro lado, em todas as dificuldades e ressalvas que a esquerda teológica tem que enfrentar para defender a validade e a relevância para hoje de uma Bíblia que é cheia de erros e contradições, não sendo mais que um mero registro humano da fé de Israel e dos primeiros cristãos eivado de mitos e fábulas, vejo que é mais coerente continuar crendo na inerrância. Aqui permaneço.

NOTA: (*) “Esquerda teológica protestante e católica” é uma expressão que estou testando para ver se pode ser usada adequadamente para descrever os protestantes e católicos neoliberais. Tenho em mente os adeptos da teologia da libertação, que defendem o ecumenismo, aceitam a alta crítica bíblica e se vêm como comissionados a reinventar a Igreja e a teologia para os dias de hoje. Uso o termo “esquerda” emprestado da política, sem querer identificar os esquerdistas teológicos com esquerdistas políticos, em que pese a agenda e a credenda comum a ambos

Jonas

APRENDENDO COM O PROFETA JONAS: AO SENHOR PERTENCE A SALVAÇÃO!

“E orou Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe. E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz. Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo. As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça. Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus. Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo. Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia. Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação. Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.”
Jn 2.1-10   (ARC)
Jonas, creio eu, é o profeta mais mal compreendido em toda a história da Bíblia. Em todos os casos, nos mais diversos servos de Deus que viveram durante o antigo testamento, acredito não conhecer um que tenha suas vontades, desejos, orações e súplicas tão confundidas quanto aos de Jonas, o “profeta fujão”.
Filho de Amitai, “minha verdade”, este profeta tem uma das missões mais inusitadas. Temos que todo profeta deve fazer exatamente o que Deus mandar. Desde atar-se à cordas, clamar contra reis e sacerdotes e condenar o pecado, era dever “do boca de Deus” fazer exatamente o que o Senhor ordenava. No caso de Jonas não era diferente.
Como nos narra o livro de 2Rs 14.25, este homem já era profeta anteriormente, quando proclamou bênçãos sobre o reinado de Jeroboão II, do Norte. Agora, Deus o ordena que vá à cidade de Nínive, da Assíria, pregar o arrependimento e a salvação. Indignado com o propósito salvador do Senhor, por ser Ele “Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que se [te] arrependes do mal”,  (Jn 4.1-5), Jonas decide esconder-se. Decide por fugir.  Neste momento, o que motivava o profeta não era o medo dos assírios. Não o temor ao Senhor. Era a ira. Raiva. Ódio. A mão sombria do mal encobre o coração do homem de Deus, que se esquece de algumas coisas básicas que todo profeta conhecia.
  • Jonas esqueceu que não podia fugir de Deus: “Para onde me irei do teu Espírito” disse Davi, “ou para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7). Quando pecamos, quando fazemos algo que desagrada a Deus, a tendência natural de nossa carne é fugir do Todo Poderoso, esconder-se dAquele que “tem os olhos como chamas de fogo” (Ap 19.12). Desejamos encobrir nossa nudez (Gn 3.10-14) e ansiamos por encontrar outros que sejam culpados por nossas falhas. No caso de Jonas, tentou fazer algo ainda pior, quis por culpar a Deus! Como nos narram os versículos 1 à 5, do capítulo 4, Jonas diz ao Senhor que não foi pregar à Nínive pois sabia ser Deus alguém misericordioso, como quem diz “Ah, Senhor, a culpa é sua por eu não ter ido. Quem sabe, se não fostes assim tão bom, eu iria”.
  • Jonas tenta ir contra o Senhor: Para chegar à cidade de Nínive seria necessário que o profeta Jonas fizesse uma peregrinação de mais ou menos 1000 km ao oriente do Rio Tigre. Em sua tentativa de fugir, então, e num ato de pura rebeldia contra Deus, pois tentou fazer algo que ia de oposto à vontade do Senhor, Jonas vai à Jope em busca de um navio que o levaria à Társis, na Espanha (aproximadamente 3.500 km do porto de partida). Jonas não queria simplesmente fugir de Deus. Queria, também, “desafiá-lo”, “tentá-lo”. E quantas vezes não fazemos isso? Quantas e quantas oportunidades temos de obedecer ao Senhor, mas tornarmo-nos à nossa velha natureza carnal, e desafiamos a Deus através de nossas atitudes?
Então, tomando rumo à oeste do destino por Deus marcado, o profeta zarpa em um navio. Dado momento, creio que não muito longe da costa de Jope, o Senhor manda uma tempestade à embarcação, que acaba por atemorizar o coração daqueles marinheiros experientes. No meio desta tempestade, os homens desfizeram-se das cargas, dos mantimentos que possuíam, e no estopim da tempestade resolvem por clamar a seus deuses. Jonas, entretanto, dormia profundamente. O capitão, notando que faltava alguém, corre a Jonas e interroga-o, tencionando conhecer a quem era Jonas, e a qual “deus” este homem servia. Após apresentar-se e confessar sua culpa, decide o profeta que é certa sua punição. Jonas oferece sua vida como sacrifício para acalmar a tempestade. Ainda que relutantes, os marinheiros lançam Jonas ao mar e vêem que a fúria desse cessou.
Vemos, então, duas situações que ocorrem neste momento de pavor, medo e incerteza.
Em primeiro lugar, o nome do Senhor foi glorificado pelos marinheiros. Antes de lançarem Jonas ao mar, os homens oraram ao Deus dos hebreus dizendo que o “Senhor fez como lhe aprouve” (Jn 1.12). Ironicamente, quem entendeu em primeiro lugar a vontade do Senhor não foi o mensageiro, o porta voz dos céus. Foram os marinheiros, incrédulos e pagãos. Homens que não conheciam a Deus, mas que entenderam que nada foge da vontade do Senhor. Ele comanda tudo, como quer e da maneira que bem entender certo. Ele está, mesmo nos momentos de dificuldade, “assentado sobre um alto e sublime trono” (Is 6.1)
Em segundo lugar, a vontade do homem está submissa à vontade de Deus. Jonas queria fugir e, assim, dizimar uma cidade inteira através da ira divina. O que aconteceu? O homem teve de ir à Nínive pregar o arrependimento e a salvação através deste. Deus nos coloca na exata posição que Ele quer. E se nós não quisermos? Bem, Ele dá um jeito. Ele é Deus. Como exemplo, uso minha própria vida. Por diversas vezes utilizei de desculpa para encobrir minha displicência com o evangelismo os textos que narram, no Novo Testamento, sobre a diversidade de dons e ministérios. Sim, bem sei que cada um de nós é uma ferramenta, que tem sua utilidade própria, mas o básico todos nós devemos fazer. Isto posto, entendia eu que “meus púlpitos” eram os das igrejas e, mais frequentemente, os diversos blogs e sites da internet. Seguindo minha vida com este tipo de pensamento, Deus permite que eu bata meu carro (como já narrado em outro texto exposto neste blog). Do acidente saí com o nariz quebrado e sem meu veículo, que foi dado por totalmente perdido. O Daniel, entretanto, que naquela sexta-feira entrou no carro, é totalmente diferente daquele que, no mesmo dia, após o acidente, saiu dele. Entendi, ao abrir a porta do veículo e ver que estava bem, o quão irrelevante é minha vida quando não é vivida para anunciar o Evangelho (At 20.24).
Jonas, então, é levado pelas águas. No capítulo 2 deste livro, em uma oração do homem quando já dentro do ventre do peixe, nos é narrado todo o sofrimento que o profeta teve de passar. Vemos, no versículo 3, que Jonas sentia-se próximo à morte. Era levado pelas correntezas, onde, no “coração dos mares”, rumava para lugares que não queria ir. A esperança foge de seus olhos quando começa a se perguntar “tornarei, porventura, a ver teu [de Deus] santo templo?”. O profeta imaginava-se cada vez mais próximo das garras da morte. Nos narra, ainda, o capítulo, que este homem desceu aos níveis mais profundos em que era possível, e que além de sentir o ar esgotando-se em seus pulmões, percebia as algas enroscando-se em sua cabeça, aumentando o sufoco e a sensação de enforcamento. Prestes a morrer, sentindo os ferrolhos da sepultura lhe abraçando o corpo, Jonas lembra-se do Senhor. A Palavra nos conta que subiu a Deus a oração do profeta. Ele sente-se agradecido, pois o Senhor providenciou sua salvação – as entranhas de um peixe. Termina, então, declarando o que pode servir de resumo para o livro inteiro em questão.
“Ao Senhor pertence a salvação!”
Assim, analisando os versículos apresentados anteriormente, podemos perceber alguns pontos.
Primeiro lugar, a tendência de nossa natureza. Ante à situações que nos trazem desespero, medo, pavor ao coração, agimos de forma a tomarmos nossas próprias atitudes, para só depois orarmos. Precisamos entender que tudo deve ser feito em oração, precedido por oração. “Orai sem cessar”, é a ordem de Paulo aos de Tessalônica (1Ts 5.17), determinação esta que estende-se a todos nós. Em todos os momentos, que tenhamos cada vez mais intimidade com o Senhor. Não podemos nos esquecer disto. Orar não deve ser a nossa última resposta ante ao cotidiano, mas sim a primeira. Ore antes de agir.
Em segundo lugar, somos responsáveis pelos nossos atos. Não podemos culpar a Deus pelas consequências de nossas atitudes. Jonas teve de passar pelo ventre do peixe, e lá ficar por três dias e três noites, pois negou-se ir à Nínive quando ordenado pelo Senhor. Podemos até nos perguntar o “porquê” de todas as coisas, de todo o sofrimento que passamos, e colocar isso contra a soberania de Deus, pois Ele é quem decidiu o rumo de nossas histórias, mas ainda assim teremos de ter noção de que a responsabilidade pelas consequências de nossos erros é nossa – nós erramos, não Deus.
Em terceiro lugar, a própria soberania de Deus. Nada, e exatamente nada, foge do controle de Deus. Observando o Salmo de n.º 139, vemos que Deus é onisciente, onipresente e onipotente. Ninguém está sobre Deus, e não há poder maior que o de Deus. Ele criou, Ele formou, Ele decidiu, Ele salvou. Como já citado anteriormente, Deus está em “um alto e sublime trono” (Is 6.1). Ele é Soberano e Rei.
Em quarto lugar, não importa onde estejamos, a mão de Deus sempre pode nos alcançar – seja para salvar ou condenar. Quer num navio a caminho de qualquer lugar que julgamos longe do Altíssimo, quer caminhando na trilha proposta por Deus, a mão do Senhor está sobre nós.
Em quinto lugar, nosso passado pouco importa para o julgamento de Deus. Jonas já profetizara em Israel anteriormente, e podia-se chamar de “profeta por profissão”, mas ao se deparar com uma nova ordenança, quando o Senhor fala com ele novamente, pouco importa o que havia feito de positivo. Devemos estar dispostos a obedecer sempre. O que fizemos de bom, é mérito de Cristo. O que fizemos de errado, é perdoado em Cristo.
Em sexto lugar, que o Senhor deve ser louvado e glorificado sempre. Antes de jogar Jonas ao mar, os marinheiro reconheceram que o Senhor é Deus. Que em nosso dia a dia tenhamos a clareza e certeza de mostrar que existe um Deus nos céus. Em Hebreus, capítulo 12 e versículo 1, aprendemos que estamos “rodeados de uma mui grande nuvem de testemunhas”. Todos nos observam, e a todos nosso testemunho deve glorificar a Deus – seja morrendo pelo Senhor, ou vivendo por Ele.
Em sétimo lugar, que “ao Senhor pertence a Salvação”. Deus salva a quem quer, e condena da mesma forma. A salvação estende-se a todos os povos, com a condição de que só serão salvos os que crerem (Jo 3.16; Rm 1.16). Jonas não entendeu isso. Deus não é “só” nosso. Ele era o Deus salvador dos judeus, e depois de Cristo, dos gentios também. Não é Senhor somente dos assembleianos, por exemplo. O é também dos presbiterianos, luteranos, batistas e afins. É de todo aquele que crê.
Em último lugar, que a história narrada pelo livro do profeta Jonas é, sem sombra de dúvidas, uma analogia à de Cristo. O nosso Mestre, o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), encontrou-se morto por três dias e três noites (Mt 12.40), e veio à terra com uma missão singular: através de sua vida, morte e ressurreição, anunciar a salvação mediante a fé em seu sacrifício, em seus méritos, a todo o mundo. Independente de Sua vontade, Jesus fez a vontade do Pai (Lc 22.42). O foco da “trama” narrada neste livro, de um dos profetas menores, é a Cruz de Cristo. O foco da vida cristã é a Cruz de Cristo. O foco de toda a História é a Cruz de Cristo. Ele é o centro de tudo.
Que aprendamos com Jonas,e vivamos de modo a saber que, acima de tudo, “ao Senhor pertence a Salvação”.